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História Dia, lugar e hora. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Primeiramente que a meta é conhecer alguém e ter o tipo de relacionamento que esses dois tem. Amo.
Segundo que eu não fiz correção e nem acho que o piloto ficou bom, mas prometo que melhora depois.
Terceiro:

Boa leitura.

Capítulo 1 - Clichê romântico ou drama trágico.


Fanfic / Fanfiction Dia, lugar e hora. - Capítulo 1 - Clichê romântico ou drama trágico.

Julian Brandt

Ibiza, Espanha



Irônico. Alanis Morissette e quem quer que tenha escrito a letra dessa música, haviam entendido bem a vida, ela é irônica; irônica como ser apaixonado pelo seu melhor amigo de infância, ter quase certeza que ele sente o mesmo e ainda assim, ter medo de entregar-se aquilo que sentia, a mais tempo do que podia contar nos dedos, e colocar a coisa mais preciosa que tinha em sua vida, a amizade que compartilhava com Kai, a perder.

O custo era alto demais, caso as coisas dessem errado.

A verdade é que eu estava satisfeito com o que eu tinha, talvez, não feliz, mas contente por ter os abraços e beijos dele fazendo parte do meu dia à dia, ainda que fossem apenas na zona de amizade.

- Bom dia, Juju. - Kai jogou-se contra o meu corpo, me dando um abraço de urso, assim que meus pés atravessaram o limite da entrada da escola.

E meus devaneios foram dissipados por toda a composição que formava o Kai. Tudo nele me atraía; me agradava; me acalmava; me prendia.

Depois do abraço, começamos a caminhar em direção às salas de aula e um pequeno sorriso escapou dos meus lábios, enquanto eu assistia o quão animado o Kai falava sobre o nosso último semestre no ensino médio.

- E, então, nós dois vamos para a faculdade federal de Madrid. Eu com uma bolsa de atleta e você com uma bolsa de artista. Por que está rindo?

- Estou sorrindo da sua animação.

- Você não está animado?

- Estou.

Não. Eu não estava animado, pelo simples fato de que, talvez, eu não fosse para a mesma faculdade que o Kai no fim das contas; Existiam bem mais vagas para bolsas estudantis atléticas, para não falar que o Kai era o melhor meio campista do clube de futebol da escola, ele, obviamente, conseguiria passar para a faculdade que quisesse. Por outro lado, ser um bolsista da área artística, em específico a pintura, era muito mais difícil; as vagas eram reduzidas e eu tinha minhas desconfianças sobre ser bom o suficiente para uma bolsa Federal.

Eu não me importava muito com o fato de não ter a bolsa em si; eu podia cursa artes em outra faculdade, podia até pagar pelo curso, caso eu não conseguisse uma bolsa. O que me importava de verdade, era ficar longe do Kai. Em alguns anos, tudo poderia mudar; nossa amizade; o amor que, bem no fundo, eu sabia que sentíamos um pelo outro; nossas vidas; nossas prioridades; nossos caminhos; tudo.

E nem a iminente possibilidade de que, no nosso processo de evolução, a gente acabasse perdendo-se um do outro, me fazia deixar a minha zona de conforto; Kai estava feliz, animado com a possibilidade de morar em Madrid e crente que os nossos talentos nos levariam para a mesma e eu não me achava no direito de tirar aquilo dele. Bastava-me ele estar bem e se no final a bolsa fosse minha, ótimo, caso contrário, acho que tudo bem também, ainda teríamos os nossos futuros, não do jeito que planejamos, mas viver é uma frustação e eu já me familiarizava com o fato de que, talvez, Kai e Julian fosse apenas uma coisa platônica.

- Julian? Julian? - um oi baixo saiu dos meus lábios, enquanto eu encarava as mãos de Havertz balançando na minha frente. - O que está acontecendo? Você está muito aéreo, nem comeu direito. Tem que comer direito, Juju. - acariciou minha mão.

- Sempre tão cuidadoso. - ele sorriu.

- Claro que sim. - foi a minha vez de soltar um sorriso.

- Não é nada. Apenas cansaço. Eu estava trabalhando em uma tela ontem de madrugada. - disse começando a comer o meu lanche.

- Que pintura?

- Uma nova.

- Você não me falou dela. - seus olhos verdes me fitaram e os meus devolveram o olhar. - Eu não vou saber, estou certo?

- Está.

A pintura em questão era uma pintura original de Julia Brandt; uma tarefa que minha turma de arte abstrata havia recebido e eu, apesar de ter tentando caminhar em outra direção, abstratamente fiz uma pintura que era um esboço do rosto de Kai, entrelaçando-se as águas cristalinas da praia Cala Conta. Quanto ao fato de ele não poder saber ou ver, era óbvio: a pintura entregava tudo.

O lanche e a manhã de aula seguiram normal, nos separamos quando fomos para as nossas aulas específicas; ele seguiu para o seu treino, depois de despedir-se com um beijo no canto dos meus lábios e eu fui para a minha aula de arte contemporânea.

Após as aulas, como todas as quartas, o resto do dia seria atípico, visto que eu não passaria o mesmo na companhia do meu clichê romântico por causa do seu treino de musculação. Resumindo: as quartas eram tristes e monótonas, até a chegada dos meus pais. Afinal, minha vida havia tornado-se, nos mínimos detalhes e momentos, desde a quinta série, que foi quando eu tive noção do que era amor; do meu amor pelo Kai, uma bela comédia romântica, o problema era que o recorte do fim vinha de um drama trágico.


Notas Finais


Juro que melhora. Bjus.


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