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História Dia, lugar e hora. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Gostaria, e ressalto, não gosto do Bayern, massss quero parabenizar o meu irmão, vulgo Leon Goretzka e o menino Couto pela classificação e pela partida que fizeram.

Boa leitura.

Capítulo 2 - Sarau na praia


Fanfic / Fanfiction Dia, lugar e hora. - Capítulo 2 - Sarau na praia

Kai Havertz

Ibiza, Espanha



- Você vai para o sarau amanhã certo?

Julian entortou o pescoço na minha direção, fazendo uma careta fofa, como se não estivesse nem um pouco afim de ir ao evento escolar do qual eu falava. O evento, na verdade, não tinha ligação nenhuma com a nossa escola, estava mais para uma combinação gigantesca entre os alunos; um bando de adolescentes passando uma tarde em uma praia qualquer, com comidas, bebidas, música e muito sol.

- Ah, Julian. Você prometeu que me acompanharia esse ano. - fiz a minha melhor cara de cachorro abandonado, eu sabia que Jules não resistiria; ele nunca resistia.

Ele ficou por um tempo na mesma posição, me encarando de baixo. Estávamos, os dois, largados no sofá da sala da casa do Julian, como sempre, era uma das coisas da nossa rotina, sempre juntos.

Tínhamos acabado de almoçar e logo depois nos jogamos no sofá, eu embaixo, com a cabeça encostada no braço do móvel e o Jules entre minhas pernas, encostado no meu baixo ventre.

Julian ainda me fitava com aquela cara de quem parecia estar sempre com sono, que eu amava. Ele estava ponderando o evento e a minha chantagem.

- Okay, eu vou, por você.

- Eu te amo. - trouxe, depois de agarrar, a mão dele até os meus lábios e beijei. Ele sorriu calmo e sussurrou um eu também.



[...]



- Pelo amor de Deus, Leon, chega desse assunto.

- É sério, Kai, você e o Julian precisam fazer algo em relação a isso que vocês tem, sair desse chove e não molha. - gesticulou meio indignado e eu não fui capaz de evitar uma revirada de olhos.

- Fácil falar, querido.

- Fácil fazer também, o que vocês tem é, basicamente um relacionamento, um casal da Igreja em oração, mas, praticamente, um casal.

- Ainda assim, é difícil. - Leon bufou, batendo a porta do armário da sua casa.

O comando da cozinha, excepcionalmente hoje, estava nas mãos do Leon, irmão do Julian. Geralmente, ficávamos apenas eu e o Jules na casa deles, até os pais dele chegar e os meus me pedirem para lembrar que tenho casa, via ligação, mas algumas vezes, como dessa vez, Leon voltava cedo da faculdade e passava o dia conosco, aproveitando para cozinhar, tarefa que era sempre minha, para a gente.

Apesar das raras ocasiões em nos vemos, Leon e eu sempre conversávamos. Éramos muito parecidos, então, havia sido fácil nos tornarmos amigos.

- Do que é que você tem medo? Sabe que o meu irmãozinho é completamente apaixonado por você não sabe?

Havia quase cem por cento de certeza que tudo o que eu sentia pelo loiro era recíproco, mas sempre existia aquela pequena porcentagem que, literalmente, conseguia foder com tudo e foder com tudo, com Julian era tudo que eu menos queria; o que eu tinha com o Jules era perfeito e eu não queria arriscar perder tudo que já construímos, em uma tentativa de avanço que poderia não dar certo, apesar de eu querer muito e de ver nos olhos do Jules que também queria.

Quando Leon deu sinal de que voltaria a tagarelar sobre o assunto, eu pude escutar os passos do Julian descendo as escadas, voltando do banho. Imediatamente, minhas mãos foram parar sobre os seus lábios, o calando.



[...]



- Ciúmes deve funcionar. Funcionou com o Max. - Leon, novamente, estava enchendo a minha cabeça com o negócio de namorar logo o Julian.

Daquela vez, estávamos na frente da escola, ele tinha vindo pegar o namorado e aguardávamos ele e o Julian na calçada da escola. Não demorou muito para que ele chegasse ao assunto eu e Julian, segundo o Leon, ele não aguentava mais ver os lamentos do irmão e os pais reclamando do sofrimento dele.

Eu não havia acreditado muito naquilo, Julian não era do tipo que lamentava, ele fazia ou não e seguia em frente; era realista. Mas uma parte de mim queria muito que ele realmente estivesse sentido aquilo, não pelo sofrimento, mas pelo sentimento que ele podia sentir de verdade.

A idéia dele era que eu fizesse o Julian sentir ciúmes e tudo se resolveria.

- É sério. Você faz uma ceninha, só pra ele sentir ciúmes e ele vai se entregar todo. Aí vocês vão poder parar com essa coisa estranha que vocês ficam forçando desde os dez anos.

- Eu não fico forçando amizade com o Julian. - deixei claro.

- Eu não falo da amizade, falo de vocês ficarem sempre tentando mostrar que só querem isso. - esclareceu.

Leon me convenceu, em partes, mas ainda estava tentado a não fazer nada, por isso deixei claro como tudo era hipotético. Ele me explicou o plano por cima antes que o Max chegasse, acompanhado do Julian, se jogando em seus braços e o beijando.

Jules aproximou-se e eu beijei sua testa, enquanto ele me abraçava.

Quando estávamos no caminho de casa, notei a tela enrolada debaixo do braço do loiro. Fui rápido puxando a tela, antes que o outro pudesse reagir.

- Essa é a tela que você tava falando semana passada? - ele confirmou, enquanto eu abria a mesma. - Cala Conta, a praia que a gente mais gosta. Era só a praia que você estava pintando? - ele murmurou um sim.

Na verdade a praia que eu mais gostava, Julian não gostava muito de sol, mas sempre que eu chamava ele me acompanhava, eu sabia que era apenas pela troca de companhia.

- Está perfeita. - elogiei.

- E incompleta. - Leon cantarolou e eu não entendi nada, mas o Leon calou a boca depois que os olhos do Julian recairam sobre ele, o repreendendo, matando o assunto.



[...]



O dia do sarau chegou e eu, ridiculamente, ainda estava seguindo o ridículo plano do Leon. Basicamente, ele me informou que eu ficasse sempre com o Jules e o resto ele resolveria.

E mesmo que eu não tivesse entendido nada, Leon disse que quando o plano entrasse em ação, eu saberia e devia elaborar o script de forma espontânea no ao vivo.

Era óbvio que eu estaria sempre ao lado do Julian, havia convidado ele e passado boa parte da semana tentando fazer a sua decisão voltar para um sim, sempre que ele chegava do nada dizendo que não ia mais para o sarau. Mas havia conseguido trazer o loiro e, agora, na frente dele, no pequeno momento em que ele ainda não havia percebido a minha presença, depois de voltar da busca por nossas bebidas, eu sabia que tinha válido a pena todo o esforço. Julian estava lindo naquela blusa branca folgada e naquele short azul despojado; a luz do sol sob o seu corpo, ao fundo um mar calmo e límpido, enquanto ele aproveitava o calor que recebia do mesmo, olhando para o céu; uma cena linda ao meu ver.

Sentei do seu lado e ele finalmente percebeu a minha presença. Peguei o chapéu que descansava do lado dele na areia e o coloquei sob a cabeça do loiro, murmurando em seguida: - Cuidado com o sol, o seu rosto vai ficar vermelho. - ele sorriu tímido. Eu, simplesmente, não conseguia não cuidar do Julian.

O sarau havia prosseguido bem, a tarde havia sido boa e quando eu já estava cogitando a possibilidade do plano do Leon ter furado, Sophia, uma das líderes de torcida do meu time, apareceu do nada na minha frente me convidando para ir ao baile com ela.

Eu conhecia a menina, falava com ela as vezes e até sabia que ela tinha uma queda por mim, mas até eu estranhei aquele momento, que tipo de plano era aquele que o Leon tinha inventado?

Eu estava deitado no colo do Julian e me sentei rapidamente.

- O que?

- Eu quero saber se você não quer ir ao baile comigo.

Geralmente, ia ao baile acompanhado do Ju... aquele era o plano do Leon. Todos os anos, Julian me acompanhava e eu acompanhava o Julian, nunca havíamos quebrado aquele ciclo e alguém ameaçando isso, era ciúme o bastante para que o Julian se entregasse.

Era o que o Leon pensava.

- E então? - a menina voltou a perguntar.

Eu olhei para o Julian e sua expressão fechada dizia tudo, ele me encarou e percebeu que eu queria um parecer seu; uma resposta e a que ele deu me surpreendeu negativamente.

- Está tudo bem, Kai. Pode acompanhar ela. - disse como se não importasse, desviando os olhos para outra direção.

- Me olha. - ele olhou. - É?

- É.

- Então eu acompanho você, Sophia.


Notas Finais


Eita, o casal já fez merda.
Bjus.


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