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História Dia, lugar e hora. - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi babes <3
Deprê com essa história, mais melhora no futuro.
Me digam o que estão achando.

Boa leitura.

Capítulo 3 - Eu era.


Fanfic / Fanfiction Dia, lugar e hora. - Capítulo 3 - Eu era.

Julian Brandt

Ibiza, Espanha



As semanas passaram rápidas como um pôr-do-sol que você quer e espera muito para assistir e assim como foram ligeiras, foram frias e melancólicas, ao menos para a minha pessoa.

Kai estava feliz e apesar de não ser capaz ou cogitar a possibilidade de impedir ou atrapalhar a sua felicidade, eu não conseguia me sentir satisfeito com a mesma, principalmente porquê não era eu que estava o fornecendo todo aquele sentimento de amor, mas era ele que estava sentindo, com outra pessoa.

Os suspiros aleatórios, os sorrisos bobos, as trocas de olhares, as mãos encaixadas... tudo neles me incomodava.

O pior de tudo era a crescente raiva que eu sentia de nós dois, de mim por tê-lo jogado nos braços dela - as vezes até ele parecia bravo comigo, exatamente, por esse motivo ou por outro qualquer ou por nenhum e a minha mente estava apenas me pregando uma peça e me fazendo ver o que eu queria - e dele porque ele tinha que ter negado, se ele sentia algo pela minha pessoa, ele devia ter mantido a tradição.

Mas ele não manteve...

Toda essa confusão, raiva e incômodo havia nos afastado de uma maneira que nunca tinha acontecido antes, por nada. E agora, todas as tardes não eram mais apenas comigo, não era mais na minha casa que ele vivia, não era mais sempre do meu lado que ele sentava na sala e não era mais comigo que ele lanchava.

Sinceramente, eu não podia culpa-los, eles estavam naquele início meloso da maioria dos relacionamentos, não que o Kai tivesse me contado se eles haviam ou não engatado em um namoro, estávamos nesse nível de distância, mas namoro era o que qualquer um enxergava quando olhava para os dois.

Agora, eu me sentia só, como nunca havia sentido antes e a vida que era tão doce e colorida, tinha tornado-se amarga e cinza.


[...]


A noite do baile aproximava-se com a velocidade da luz e junto dela, a minha tristeza pessoal, por não ser o par do Havertz, aumentava, me fazendo pintar quadros e mais quadros que, segundo o Leon, eram o retrato da tristeza.

Eu estava no quinto tempo da aula de arte expressionista e o foco nela já havia ido embora a séculos, quando Kai surgiu na porta da sala, sorrindo na minha direção através do vidro que tinha na mesma. O sorriso dele foi retribuído, mas a minha paz durou bem pouco, eu podia chutar exatamente dez segundos, que foi o tempo da Sophia entrar no meu campo de visão e enlaça o pescoço do Kai, beijando o mesmo.

A aula, enfim, acabou e graças a Deus havia terminado antes que eu enfiasse uma das minhas canetas nos meus olhos. Kai e a namorada permaneceram no maior amasso desde o momento que apareceram ali, até agora, enquanto todos os alunos atravessavam a porta da sala para ir embora.

- Sendo assim, pode ir para a casa do seu amigo.

A minha cara fechou na mesma hora, ao escutar o fim da conversa do casal. Eu só não sabia se estava mais chateado com a aparente submissão do Kai em relação aquela garota, o que fazia eu me perguntar se era por causa dela e de momentos como esse que a minha amizade com Kai havia esfriado tanto. Segundo que a palavra amigo, dita pelo próprio Kai, nunca me machucava, mesmo eu querendo mais, mas era impressionante como na boca dela aquilo parecia tão errado e eu sentia como se alguém estivesse enfiando uma faca em meu peito, quando ela falava que eu era apenas amigo dele.

Depois de segurar vela brevemente e assistir a uma despedida de casal super clichê, Kai, finalmente, me forneceu a sua atenção, me abraçando e ao menos aquilo ainda permanecia da mesma forma; a intimidade.

- Eu preciso te contar uma coisa. - sussurrou na minha direção e os meus olhos focaram nele.

- O que?

- Só quando a gente chegar na sua casa e se não tiver ninguém lá.

Kai estava evasivo, corado e desviando o olhar constantemente, o que começava a me deixar preocupado, porque ele, geralmente, não era tímido comigo, a menos que ele fosse falar de sentimentos, porém ele não estava falando muito da sua namorada comigo e eu acho que ele não tinha pretensões de se declarar para a minha pessoa, então...

A situação ficou ainda pior quando a minha mente me lembrou de como eu havia achado estranho o fato de, do nada, o Kai ter oferecido-se para fazer o nosso almoço na minha casa, e agora, tudo estava ainda mais estranho, me fazendo cogitar as duas idéias mirabolantes que eu havia imaginado.

- Não vai ter ninguém. Meus pais estão trabalhando e o Leon foi para a casa do Max.

Quando chegamos na minha casa e nos acomodamos, eu voltei a interrogar o moreno sobre o quase segredo, quando ele estava cozinhando. Kai desviou do assunto, pedindo que eu deixasse aquilo para depois do almoço. Tentei, com beiço e manha, convence-lo do contrário, mas não adiantou.

Aceitei, apesar de ter continuado a perturba-lo enquanto esse cozinhava e durante todo o almoço, que contrariando as minhas expectativas, havia sido ótimo e, o mais importante, como nos velhos tempos. Aquilo me fez ver e entender que, não importava o que surgisse na minha vida ou na do Kai, nada mudaria o fato de que as nossas vidas já estavam e sempre estariam entrelaçadas.

Independente se no amor, na amizade ou outra coisa, nós sempre teríamos um ao outro.

- Eu tive a minha primeira vez com a Sophia.

Primeiro eu achei que não tivesse escutado direito, mas quando olhei para o Kai, a confirmação de que eu havia ouvido corretamente veio.

E derrepente eu estava agradecendo por ele ter me deixado na curiosidade antes, pelo menos até eu colocar algo no estômago, porque eu tinha certeza que não comeria mais nada hoje, não depois daquilo.

Kai havia perdido a virgindade com a Sophia.

- Você o quê? - perguntei esbaforido e ele voltou a repetir. - Você não disse que estava esperando uma pessoa especial, certa?

- Você não acha que ela é a pessoa certa?

O grito de não, implorou para rasgar minha garganta à fora, mas ficou entalado, sendo engolido, o que saiu foi apenas um suspiro alto.

Mas era claro, como o dia, que ela não era a pessoa certa, eu era.

- Você é quem tem que achar ou não isso, Kai. Você acha que ela é a pessoa certa?

Aquela, provavelmente, era uma das perguntas mais difíceis que eu já havia feito em toda a minha vida e dali para frente eu esperava não ter que lidar com mais perguntas daquele tipo.

- Eu... eu acho que sim.

Eu não estava preparado para aquela resposta; não sabia o que ela queria dizer ou significava, tudo que eu sabia era que ela havia me deixado ainda mais confuso e agora, decepcionado.


Notas Finais


Sofro.
Até o próximo capítulo ou história. <33


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