História Diabolik Lovers - Jogada aos Lobos - Capítulo 5


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Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo...
-WanvTay

Capítulo 5 - Capítulo IV


Fanfic / Fanfiction Diabolik Lovers - Jogada aos Lobos - Capítulo 5 - Capítulo IV

"... Ele partiu-se em dois com um machado para que sempre tivesse um amigo..." - Kindred

Voltei para aquele ambiente confinador que um dos Fundadores havia ordenado eu ir, aproveitando que estava sozinha e sem a pressão psicológica da presença deles dois eu pude novamente sentir a dor da ferida que Shin havia feito em meu pulso, não havia mais sangue, mas ardia e no local estava se formando uma casca amarronzada para fechar o corte. Com minha mente pesando pelo fato de esta cada vez mais sem saída desse acordo que fiz com Carla, fui em direção ao banheiro e lavei o corte com água corrente.

– O que eu estou fazendo? – Falei olhando para meu reflexo derrotado no espelho, eu estava com um semblante terrível. – Preciso falar com alguém... Mamãe! – Uma luz acendeu no fundo de meu coração com a vontade de falar com a única pessoa que me apoiava no mundo, minha mãe.

Aproveitando a chance que a porta do quarto não estava trancada, eu abri a mesma e olhei para as duas direções do grande corredor para ver se ninguém me vigiava, sem avistar ninguém corri sem saber para onde exatamente eu iria, mas meu objetivo era claro como chamas, eu precisava achar um telefone. Depois de andar umas seis a sete portas de distancia do quarto onde eu estava eu escutei passos vindo em minha direção, sem pensar muito eu entrei na primeira porta que vi e a fechei com cuidado para não fazer um misero barulho que fosse.

De todas as formas eu tentava controlar minha respiração que estava irregular, minha testa estava encostada na porta para que eu pudesse de alguma forma ouvir se alguém se aproximava, mas como não escutei nada relaxei os músculos que estavam tensos. Quando me recompus eu pude da uma olhada nos arredores dos cômodos – Ótimo, outro quarto! – Falei decepcionada, mas surpresa pois esse era muito maior do qual eu estava, ele era todo trabalhado em tons cinzas e vermelho bordo, os detalhes eram em dourado, prata e alguns toques de preto, nas paredes haviam quadros da renascença e para complementar duas poltronas destacavam as janelas enquanto grandes luminárias deixavam o local deslumbrante. Mas tudo aquilo não me chamou mais atenção quanto o objeto encima da cômoda, um telefone, gritei em meus pensamentos enquanto me aproximava contente em poder falar com minha mãe.

Chamadas... Chamadas... Chamadas...

Estava quase desistindo de ligar para ela quando finalmente sua doce voz encheu meu ouvido de paz.

– Mamãe? Sou eu, Konan! – Uma lagrima escorreu pelo canto do meu rosto quase que despercebida.

– Filha?! Graça aos Deuses! Como você está? Está ferida? Onde está? Meu Deus, diga logo para que eu a mande te buscar imediatamente. – Sua voz desesperada demonstrava seu amor e afeto por mim, eu estava sentindo falta da preocupação exagerada dela.

– Não mãe, não mande ninguém, e se lhe conforta estou bem... Impressionantemente bem. – Suspirei tentando me mostrar o mais normal possível. – Já deves saber que sofri um acidente.

– Fiquei em choque só de pensar minha princesinha machucada, ou pior... – Ela soluçou. – Mas fico feliz que esteja bem, mas porque não devo mandar alguém lhe busca onde esteja?

– Apenas vou seguir o plano, eu fui resgatada por... – Parei por um momento lembrando da mentira que Carla me mandou dizer quando chegasse a mansão Sakamaki, mas esse era um ótimo momento para usa-la. –... Resgatada por viajantes que cuidaram de minhas feridas e que amanhã irão me levar a mansão Sakamaki, apenas não vamos importunar o Papai com coisas tolas.

– Me entristece ver você fazendo algo que não quer... – Outro soluço, ela estava lutando para não chorar. – Mas pelo menos me diga onde você está para eu vê-la antes de partir.

–... – Eu simplesmente não podia falar então fiquei muda.

– Konan? Responda-me! Onde você esta? – Cada grito de desespero de minha mãe era uma facada no peito, mas só de pensar em me vigar por tudo que ela já sofreu era um cálice do vinho mais nobre para eu saborear. – Konan!

– Mãe...

– Querida apenas me diga onde você... – Eu a interrompi.

– Saiba que eu sempre vou lhe amar...

– Konan! – Eu apenas escutei o grito dela e desliguei o telefone em seguida, aquilo partiu meu coração, mas era para um causa maior.

Aplausos era o que preencheu o ambiente. Confusa e assustada eu me virei para ver quem havia entrado no quarto sem ao menos passar pela porta, Era Carla que aplaudia e a cada barulho que ele produzia com as mãos era um compasso que meu coração dava.

– Sinceramente quando eu lhe vi pegar o telefone achei que iria acabar com meus planos, mas fiquei impressionado com sua determinação em se vingar do homem que ainda chama de pai. – Ele estava com a mesma expressão, mas as palavras saiam em um tom de surpresa misturada com confiança.

– Não iria desperdiça essa chance, e além do mais, uma das coisas que me ensinaram depois que eu aprendi a falar foi a mentir para se auto beneficiar, e agora vejo que isso pode ser algo extraordinariamente bom. – Falei tentando não demostrar medo ao telo em minha frente, mas meu corpo por instinto de defesa estava encostado na parede.

– Vejo que estou lidando com uma mulher ardilosa, mas ao mesmo tempo fraca. – Ele sorriu levemente, e isso fez com que um rubor aparecesse em minhas bochechas.

– Não sou fraca, apenas gosto de utilizar a esperteza para conseguir o que quero. – Ele parou de sorrir e me olhou fundo nos olhos. – Afinal, como me encontrou aqui?

– Como lhe encontrei? Você invadiu meu quarto, usou meu telefone e ainda tem a audácia de fazer essa pergunta? – Fiquei mais vermelha, da forma que ele falava parecia que eu queria me oferecer a ele.

– Como eu ia saber? Da próxima vez grave seu nome na porta ou a tranque já que não gosta de visitas. – Eu o desafiei coma voz.

– Você fala demais. – Quando me dei conta ele já estava na minha frente, seu corpo estava a centímetros do meu e seu cheiro inebriante fazia minha cabeça rodar, apenas deixei sua voz grave e enlouquecedora preencher meus pensamentos. – Você será muito útil para mim, por isso não tente nenhuma gracinha quando estiver dentro daquela mansão, estou claro?

– E se eu desobedecer alguma coisa? – Minha voz saiu com dificuldade.

Ele com um velocidade surpreendente agarrou meu pescoço o apertado, cada vez eu ficava sem conseguir respirar tento pelo cheiro que ele emanava tanto por causa de sua mão que sem esforço me apertava cada vez mais.

– Acredite, você não vai querer me desobedecer. – Ele aproximou sua boca em meu ouvido direito e sussurrou sedutoramente ameaçadoras palavras. – Pois eu saberei onde você está, com quem está e o que estará fazendo, agora eu que ditarei as regras e você como uma boa ovelha irá obedecer.

– Ovelha... – Eu sussurrei como um sim de resposta.

– Agora de joelhos. –Ele ordenou se afastando e largando meu pescoço.

– Ah?! – Eu corei em um vermelho bem nítido e entrei em pânico dentro de meus pensamentos.

– Sua mulher suja. – Ele voltou para mim me forçado ficar de joelhos, depois ele agarrou meus pulsos e passou correntes entre eles os apertando até onde ele conseguia. – Não confio totalmente em você, então vou garantir que não vai tentar nenhuma gracinha até amanhã. Você vai dormir aqui essa noite.

– Dormir aqui? – Falei confusa e fazendo expressões de dor por causa das correntes.

– Quando eu digo aqui, me refiro ao chão, pois pra mim você não passa de uma mulher inferior a minha raça, então se conforme que daqui em diante não vou lhe tratar especial, princesa. – Ele quase ia saindo por outra porta quando me lembrei de que ele há algumas horas atrás havia passado mal, e me arrisquei a pergunta-lo sua situação.

– Você deve está melhor né? – Falei com uma expressão mais doce e serena, estava impressionada comigo mesma por sorrir tão feliz ao vê-lo melhor.

– Do que está falando?

– De agora a pouco, eu fico feliz que esteja bem. – Eu nesse momento estava olhando para minhas mãos acorrentadas quando escutei passos firmes vindo em minha direção, e se nenhuma delicadeza ele agarrou as correntes e me guiou brutamente até a cama e lá me atirou a mesma.

– Você fala demais e isso me irrita. – Ele se pôs acima de mim e direcionou sua doca até meu pescoço, lá ele percorreu com a ponta do nariz aquela extensão fazendo com que meu corpo recebesse impulsos elétricos a cada toque do albino.

– O-O que você vai f-fazer comigo. – Eu tentava abafar pequenos gemidos que se formavam em minha boca.

– Irei lhe mostrar a sua posição em relação a nós Fundadores, você não passa de um mero receptáculo de sangue. – Ele segurou minhas mãos ainda acorrentadas acima de minha cabeça e cavou suas presas, que pareciam mais dolorosas que de seu irmão em meu pescoço sugando cada gota de sangue.

Eu não conseguia me mover, não poderia gritar, pois não haveria ninguém para me salvar, a única coisa que me restava era me entregara àquela dor que de alguma forma me fazia bem, por mais que meu corpo sentisse agonia e vontade de relutar contra ele, aquele maldito instinto me fazia delirar nas mãos daquele lobo. Quando ele afrouxou as minhas mãos eu pude enlaça-las em seu pescoço fazendo assim ele forçar suas presas mais fundo e mais fortes, e quando cansava de um lado do meu pescoço ele trocava para o outro, e depois descia para morder o inicio de meus seios, aquilo era perigosamente tentador, e a cada mordida eu sabia que a noite não iria acabar tão fácil como eu imaginava, pois eu estava começando a entender esse instinto, era a necessidade de tê-lo, e agora que ele estava me devorando com suas presas nada mais importava, era eu ele e a longa noite que não teria mais fim.

 

Continua...

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo...
-WanvTay


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