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História Diamond sparkles - Capítulo 9


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Notas do Autor


Ahh, postei logo antes de desmaiar. E sim, 02:29 da manhã. É a vida, né família??
anyway, good reading 💙💚

Capítulo 9 - Íntimo


Me lembro do dia em que ouvi minha mãe trocar palavras com o médico. Experimentar uma simples cerveja não me mataria, porém nunca me dei conta que aquilo seria o início do fim. Todos os sinais, o jogo de palavras para minha mãe me contar que eu teria problemas envolvendo alcoólicos, a morte de Olívia, seguida da separação de meus pais e os cortes na barriga. Coisas que me contornam como uma bola de neve, neve suja, coisa grossa, onde meu corpo não poderia se livrar.

Abri a porta sem me importar que agora vestia um coque frouxo e camisola preta, que Olívia colocou junto a minha nova cama, dizendo que seria o meu pijama nos dias de pouco frio.

Lá se encontrava um Lysandre com feições amigáveis, orquídeas e três filmes em DVD.

— O-O que faz aqui uma hora dessas? Eu não.. Talvez Olívia não goste de lhe ver aqui.

— Sinto muito, porém quando você me deu seu novo endereço, pensei que seria uma forma de convite. Agora acho que você não aguardava minha presença, ou.. aguardava? – Seu olhar rodou por todo meu corpo, porém voltou para meu rosto ao se dar conta de seus atos.

– Oh merda! Eu acho que começamos mal por aqui. Posso entrar? – Ri baixinho do seu nervosismo evidente e deixei o rapaz entrar.

— Bom, eu lhe serviria um chá. Mas essa casa não é minha, e estou muito cansada para preparar algo. Vou vestir algo decente, sinta-se a vontade.

O rapaz assentiu com a cabeça. Assim que fui para o quarto da amiga de Liv, que agora era meu quarto, por um curto prazo de tempo. Ou até longo, dependendo de todas as circunstâncias, e de qual plano mirabolante eu iria formar na minha cabeça para resgatar minhas roupas e objetos, ao invés de comprar tudo novo, como se buscasse uma nova identidade.

Trajei a roupa que usava antes de receber a ligação de Lysandre. Depois de um “sinto sua falta” conversamos por poucos minutos, o suficiente para contar os acontecimentos recentes para o platinado.

— Demorei? – perguntei ao sorrir minimamente com o rapaz. Por conta de Hunter, Castiel e os problemas exaustivos, não estava na minha melhor forma e condição mental. Mas estar ao lado de Lysandre, sentindo sua companhia tão pura e confortante, me deixou melhor. Apenas enquanto ele estava lá. Antes de partir, assistimos os filmes que ele trouxe, nada demorado. Portando tivemos tempo para conversar, me permitindo ouvir sobre seus planos futuros para sua banda com Castiel. E em um piscar de olhos já me sentia tão íntima de Lysandre, que poderia confiar nele para basicamente tudo, sendo verdade, ou não.

— Eu tenho que ir, sinto muito, Maddie. Adoraria continuar a papear. – segurou minhas mãos, as acariciando com doçura, antes de levantar do sofá. – Conte comigo para tudo que precisar. Somos amigos e muito além disso.

Vi seu rosto se aproximando do meu, e no instante que nossos narizes se tocaram, senti a quentura de sua pele. Que ao me tocar se tornou gélida aos poucos, quase congelada.

— O que você pensava fazer? Queria me beijar? – pensei de imediato que essa pergunta não era a ideal, caso Lysandre realmente não queira me beijar, e seus planos fossem outros. Porém o rapaz roborizou de leve, e concordou com certeza.

— Eu me esqueci de lhe pedir permissão para isso. Eu.. posso te beijar?

Coloquei minhas mãos em sua nuca e o puxei para mais perto, – se isso era possível –. Nossas bocas se juntaram calmamente, e suas mãos foram ao encontro de minha cintura. Senti um simples mordiscar em meu lábio inferior, e me senti na obrigação de retribuir o ato.

Lysandre me puxou para seu colo e continuamos a nos beijar, com poucas intenções de dar passos a diante disso.

Depois de segundos, senti suas mãos descerem timidamente para meu quadril. E o rapaz cortou o beijo com cuidado.

— Já está tarde, nos vemos segunda feira no colégio? – perguntou. Sorri abertamente ao platinado e assenti com a cabeça.

— Ahn.. podemos nos ver antes disso, também. Você tem algo a fazer no fim de semana? Poderíamos sair, se for do seu agrado e..

— Desculpe, não entenda mal. Porém eu não posso.. eu não posso sair com você, pois.. Rosalya e eu.. – desviou o olhar de meu rosto, como se procurasse boas palavras para dizer.

— Estão juntos? – Me levantei do sofá e de seu colo em um pulo. Não que fosse do feitio beijar garotas namorando outras, que também namoravam seu irmão. Mas, sinceramente, eu não o conhecia tão bem assim.

— Minha nossa, Madelaine. É claro que não! Eu não faria isso com você se.. você sabe! Eu só queria lhe dizer que temos um compromisso. Porém podemos marcar outros dias, se quiser..

Soltei um suspiro de alívio, dedilhando meus lábios, como se tocasse em um violão delicado.

— Ok, eu só não queria ser uma pessoa desconfiada, pois estamos.. nos conhecendo e só quero que seja sincero.

— Eu sou uma pessoa sincera, Maddie.. bom, ok. Agora realmente preciso ir. Até segunda feira, Madelaine. – Encostou em meus lábios em forma de selinho e sorriu.

— Até.. eu acho..

Assim que Lysandre foi embora, eu me recolhi no meu quarto e não demorei tanto para dormir. Eu deveria estar acordada, pensando em tudo que aconteceu. A minha recente mudança, o beijo e a volta de Hunter. Mas minhas pernas estavam tão fracas quanto minha mente, eu sentia que poderia desmaiar, se parasse para pensar nessas simples coisas. Que quando me dei conta já estava dormindo.

A casa aparentava ser aconchegante, tão como de deixasse dormir em uma noive tranquila. E realmente era. Porém só até a meia noite. Onde tive que acordar de um pesadelo e de quebra embarcar em outro.

As vozes e barulhos chamativos me fizeram ir até a sala para ver o quê acontecia. Como Olívia voltava do estabelecimento, e na companhia de Castiel, só me fez revirar os olhos. Necessitei pensar em por quê usava aquela camisola novamente sendo que havia roupas ali. E a maldita da roupa só estava em meu corpo quando um homem ou rapaz estivesse ali para nota-la.

— O que faz acordada a essa hora? – Olívia que ao me notar perguntou.

— Ouvi barulhos e vim conferir. Vocês.. iam ter relações sexuais na sala ou.. – o rubro riu da situação e se sentou com sua garrafa de cerveja na mão.

— Iríamos. Uma prática a dois. Mas se quiser entrar tem lugar para terceiros..

— Eca! Prefiro vomitar nos meus sapatos. – rolei os olhos o vendo ladear um sorriso. – Você é desnecessário. Enfim, acho que não tenho condições de exigir, mas.. usem camisinha. É isso que peço..

— Oh meu deus, Madelaine. Vá dormir imediatamente! – Olívia ordenou e eu assenti com uma cara de poucos amigos pelo fato da mulher mandar em mim com todo o seu porte de mãezona.


Os gemidos haviam sido baixos, como o esperado. E eu não me importei, pelo fato de Castiel já ser maior de idade. No final das contas não custei a dormir mesmo com todo o desembarque do mundo ao lado de fora. Eu só precisava de uma coberta, bons trajes e algumas músicas calmas para dormir. E pela primeira vez em um bom tempo, eu dormia de bom humor e sem pensar nele.



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