História Diana - Capítulo 4


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Categorias Orgulho e Paixão
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Palavras 1.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente antes de tudo quero agradecer pelos favoritos e me desculpar por não ter respondido aos comentários. Sorry!

Capítulo 4 - Negócios


Negócios

Diana de Lencastre desde que herdara o património do marido, se viu por diversas vezes diante de homens machistas que a julgavam boba o suficiente para aceitar propostas absurdas, em que sem dúvidas, ela sairia prejudicada.

Ninguém podia negar que Diana tinha uma postura bastante parecida com a de Julieta, mas também ninguém ousava dizer isso em voz alta. Se por um lado, a pequena Mary era um anjo, uma brisa de ar fresco… Diana era um iceberg, uma mulher aparentemente sem emoções e sentimentos, dona de um coração frio.

A manhã na mansão não podia ter começado pior, além de Diana estar atolada de trabalho, Mary adoeceu subitamente.

A pequena Lencastre, sempre tão ativa e sorridente, pronta para aprontar com a tia Elisabeta e brincar com Jane durante o dia, enquanto a mãe estava ocupada na empresa, agora se encontrava pálida e praticamente idêntica a uma boneca de pano, estendida sobre a cama.

- Como ela está, minha querida? – pergunta Julieta entrando no quarto seguida do médico da família Bittencourt.

- Não quer comer, madrinha. Não para de tossir e diz não ter ar. – relata a jovem mãe lutando contra o sono e cansaço que tentava a todo custo se apoderar dela.

Julieta olha o doutor ao seu lado – Doutor Elliot, esta é Diana de Lencastre, a mãe de Mary. Diana este é o doutor Elliot, médico da família à vários anos.

Diana assente se levantando para cumprimentar o homem rapidamente – Por favor doutor, eu pago o que for necessário, apenas cuide de minha menina. – pede desesperada.

- Farei tudo o que estiver em meu alcance, senhora. – o velho médico diz e se senta perto de Mary – Olá, menina Mary…

Durante todo o exame, Julieta e Diana permaneceram atentas e tentando passar confiança para Mary. O médico se demonstrava minucioso em tudo e quando acabou Mary já voltava a dormir exausta. – Sra. Lencastre. Podemos falar a sós? – pergunta sério e seguem para o escritório de Julieta. – As notícias sobre a saúde de Mary não são as melhores, suspeito de indícios de uma pneumonia.

- Pneumonia? – arfa Diana sentindo as pernas fraquejarem e o seu sangue congelar. – Doutor, isso é muito grave. Muitas crianças morrem na Alemanha com essa doença.

Elliot assente coçando a barba – Acredito que a senhorita Lencastre tenha pulmões fracos, provavelmente consequência de algum problema durante a gestação. – Diana certa os punhos com força – Aconselho que se retirem da cidade por um tempo, pelo menos até a pneumonia estar completamente curada.

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Como a mãe zelosa que sempre fora, não demorou para Diana estar a caminho do Vale do Café, sugestão de sua madrinha e cunhada. Mary não apresentara sinais de uma melhora mas não aparentava piorar. 

Ficariam instaladas na mansão Bittencourt durante a estadia no Vale e aproveitando as férias de Elisabeta, a moça as acompanhara durante a viajem. A mais velha das Benedito, recentemente iniciará os preparativos para seu casamento com Darcy e a cada dia parecia mais ocupada.

De repente a carruagem parou rudemente, as duas mulheres ouvem o som de motas se aproximando rapidamente. O pobre motorista permaneceu no lugar pálido como será, primeiro o atentado contra dona Julieta e Susana, agora seria a vez de Diana e Elisabeta?

- Abra a porta, Julieta. Temos negócios pendentes. – ouvem a voz áspera e rude de um dos homens do lado de fora. 

Elisabeta se encolhe levemente no lugar, Diana que segurava Mary contra ela própria se afasta gentilmente da filha. – Querida, fique com Elisabeta. – pede carinhosa.

- Onde você vai, Diana? Não cometa a loucura de sair desta carruagem. – manda Elisabeta incrédula e em troca recebe uma revirada de olhos da cunhada, que a ignorando sai da carruagem. – Maluca.

O ar frio da madrugada logo foi contra o seu rosto a arrepiando por completo. – Saiam de frente da carruagem, por gentileza, senhores.

- Quem é a senhorita? O que está a fazer na carruagem de Julieta Bittencourt? – a mesma voz se faz ouvir, vinda de um homem alto, ligeiramente mais baixo que Darcy. As roupas de couro preto marcando seu porte musculoso. 

Diana o olha com indiferença – Não irei responder às suas perguntas e volto a dizer, saiam de frente da carruagem. – repete impaciente.

- O que ganhamos em obedecer à dondoca? – um outro homem se pronuncia maliciosamente.

A senhora Lencastre sente a respiração mudar assim que o primeiro homem desce da mota se colocando em sua frente – É perigoso estar fora de casa a esta hora, Senhorita.

Diana força um sorriso debochado – Não sou uma donzela indefesa, meus senhores. – alerta e sem hesitar coloca a sua pistola na cabeça do motoqueiro – Ou saem por livre e espontânea vontade, ou terei que utilizar outros… métodos. – ameaça.

Como esperado, os restantes pegam em suas motas desaparecendo na mata e quando o barulho de seus motores desaparece, Diana empurra o homem para longe entrando na carruagem. – Problema resolvido. – diz pegando na filha novamente.

- O que você fez, Diana? – questiona Elisabeta desconfiada.

Um sorriso enigmático surge nos lábios da inglesa ao lado da noiva de Darcy – Solucionei o nosso pequeno problema, Elisa. – responde com uma pitada de ironia.

Assim que a carruagem começou a se movimentar, o motoqueiro de preto olha com fúria para a carruagem – VOLTEREMOS A NOS ENCONTRAR, DAMA DE PRETO. – grita ele furioso.

Diana sorri triunfante – Boa sorte, motoqueiro de preto. – murmura antes de voltar suas atenções para a filha adormecida em seu colo. – Bons sonhos, anjinho. 

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Os dias se passaram lentamente no Vale do Café, o ar puro trouxe com eles uma significativa melhora no quadro de Mary, que começava a voltar a ter o mesmo brilho no olhar.

Diana, por sua vez, deixara o luto por sua falecida cunhada de parte, voltara a trajar seus belos vestidos de tecido nobre, alguns deles desenhados por ela própria. 

Mãe e filha, aproveitavam o tempo juntas para brincar no jardim, caminhar pelo Vale ou simplesmente descobrir novos lugares.

A fama de mulher fria que Diana ganhou com o tempo não se fazia presente na terra de sua cunhada, onde ela podia finalmente agir como qualquer outra mãe, sem seguir etiquetas ou protocolos que negassem esse direito.

Ali era unicamente, Diana, a mãe da pequena Mary. Sem o peso dos sobrenomes que a acompanhavam, ninguém parecia desconfiar de sua real identidade, como filha do Lord Williamson e viúva do lord Lencastre. 

- Mil perdões. – pede um homem assim que se esbarram na rua. As mãos de Diana, assim como o seu corpo se chocam contra o homem. 

Diana assente e se afasta nervosa. – Está tudo bem. – garante passando as mãos pelo vestido e se abaixando para pegar as sacolas que caíram.

O homem se abaixa também pegando as sacolas com ela – Quer ajuda com as sacolas? – pergunta prestativo.

Diana nega rapidamente – Não é necessário. – rebate e estende a mão para pegar as sacolas nas mãos do cavalheiro. – As minhas sacolas. – pede apressada.

- Claro! Claro! Me desculpe mais uma vez. – pede ele lhe entregando as sacolas calmamente – Ah propósito, me desculpe a indelicadeza, me chamo Xavier. – se apresenta.

- Diana de Lencastre, viúva do lord Flávio de Lencastre. – ressalta a última parte séria, normalmente os homens recuavam ao escutar tal informação.

Um sorriso nasceu no rosto de Xavier – Sinto muito, por sua perda, senhora Lencastre. – diz antes de pegar a mão dela e deposita um casto beijo – Mas sinto que iremos nos encontrar mais vezes, boneca. Uma dama tão bela e distinta deve ser apreciada.

Diana puxa a mão rapidamente – Pois eu espero que não. – diz firmemente – Passar bem, senhor Xavier. De preferência longe de mim, detesto homens como o senhor. – esbraveja e sai de lá em passos firmes.

- ATÉ BREVE, SENHORA LENCASTRE. – grita Xavier fazendo uma reverencia desajeitada e rindo em seguida. – Adora as marrentas. 

Uma gargalhada rouca soa atrás dele – Quer apostar como a senhora Lencastre não irá parar nos seus lençóis, Xavier? – indaga o famoso poeta Uirapuru risonho.

- Apostado. – rebate Xavier envolvido pela adrenalina – Diana de Lencastre irá parar nos mãos lençóis muito antes que você julga, Uirapuru. – garante o comerciante confiante.


Notas Finais


Sim Miri, eu adorei a sua ideia e decidi colocar em prática. Obrigada!


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