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História Diana - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá.
Antes de tudo, desculpa pelos erros.
E vamos para um capítulo longo.

Capítulo 5 - Noite inesperada


Fanfic / Fanfiction Diana - Capítulo 5 - Noite inesperada

Diana

Era véspera de fim de ano e Luca continuava a me ignorar. Não queria entrar em conflito com ele, então resolvi que seria melhor respeitar a sua decisão e também que deixasse o tempo resolver a tensão. 

Os dias que passaram foram sossegados, nem Changretta e nem Shelby voltaram a se enfrentar, dando a entender que era dias de trégua. E com isso acabei aproveitando para conhecer as ruas de Londres, e claro arrastando Frederico sempre que possível. 

- Sinto falta da comida de casa, Fred - comentei passando pela a porta do café - Na verdade, o risoto que a senhora Milani sabe fazer. 

Antes mesmo que ele falasse algo foi possível ouvir estômago dele roncar - Eu te odeio, Diana. 

- Desculpa - disse em meio a risada - Estamos aqui pra comer. 

- Dois cafés, por favor. - Frederico disse para a funcionária que se aproximou assim que nós nos sentamos à mesa. - E qualquer sanduíche.  

- E bolo de chocolate - acrescentei no pedido. 

- O que seria da Diana sem algo doce? 

- Não tenho culpa. 

- Já que você disse sobre culpa. E você e o Luca? - ele se inclinou pra frente apoiando os braços na mesa, se aproximando pra ouvir o que eu tinha pra falar. 

- Ainda me ignorando. Sabe, o jeito Luca Changretta de resolver os problemas.

- Você abusa muito da sorte, Diana.  

- E a sorte nunca me deixou - dei uma piscadela. 

Frederico revirou os olhos e sorriu. A funcionária que nós atendeu se aproximou com os pedidos, agradecemos e voltamos a conversar enquanto tomávamos café. Frederico era um dos poucos que prezava pela a companhia e também foi o único que admitiu estar errado sobre as minhas capacidades como soldado. 

O céu ainda estava claro quando voltamos para o hotel. Frederico e eu entreolhamos quando fizemos a curva do corredor e percebemos que Matteo estava encostado na parede ao lado da porta do meu quarto.  

- Matteo - falei em voz alta chamando a atenção dele. 

- Aconteceu algo? - Frederico perguntou preocupado assim que aproximamos. 

- Sabini convidou todos para o seu clube. 

- Achei que iríamos ficar aqui - comentei 

- Luca recebeu o convite faz alguns minutos. No saguão às 19h - Matteo disse antes de sair.

*********

Quando se tem algum compromisso marcado parece que tudo passa em um piscar de olhos e estava passando por isso naquele momento. Marcava 18:43 e ainda não tinha me preparado, feito a maquiagem e me vestido. Depois que Matteo avisou sobre o convite acreditei que daria certo descansar um pouco, porém o que era pra ser um pequeno descanso se tornou um grande sono. Acordei assustada e percebi que o céu estava escuro, ao olhar o relógio era 18:22 e claro que fui obrigada a me ofender usando todas palavras possíveis. 

- Diana - Frederico me chamou do lado de fora do quarto - Você já está pronta? 

- NÃO! - gritei desesperada de um lado para o outro no quarto.

- DIANA - foi a vez de Frederico gritar 

- DESCULPA! 

Enquanto procurava as minhas meias escutei ele suspirar. Fiz o possível pra ficar pronta no horário marcado, mas faltava a maquiagem. Evitei ficar conferindo o horário, eu sabia que se fizesse isso iria ficar irritada e perder o tempo que nem tinha direito. Finalizei o batom e sabia que estava muito atrasada assim que olhei de relance o relógio que tinha os dois ponteiros em cima da numeração romana do sete. 

Estava distraída olhando a minha bolsa aberta e andando em direção ao saguão, quando rapidamente olhei pra frente e vi Luca de longe e continuei a andar, não me prendi nos detalhes até que voltei a olhar ele de novo e parei no meio do corredor. Ele estava lindo e bem vestido no seu terno italiano preto, seus cabelos presos por baixo do chapéu da mesma cor e claro o seu palito de dente na boca. Luca também tinha parado e examinava o meu vestido. Olhei pro meu vestido azul claro de seda que chegava até os tornozelos à procura de alguma sujeira. 

- Tem alguma coisa no vestido? - perguntei apreensiva  

- Não - sua voz saiu um pouco falha 

- É NO MEU CASACO? - gritei jogando a bolsa no chão e comecei arrancar o casaco de inverno feito com pele de raposa cinza. 

- Nenhum dos dois, Diana - Luca disse correndo até mim e impedindo que terminasse de tirar o casaco - É que você está linda. 

- Ah! - coloquei a mão sobre os peitos e soltando um suspiro de alívio - Eu sei que estou atrasada e se tivesse algo sujo eu iria desistir desse fim de ano. 

- Você está muito atrasada. - ele me entregou a bolsa

- Eu sei - bufei 

Luca sorriu e fez um gesto para que segurasse pelo braço. Por mais que Luca não se desculpasse usando palavras ele demonstrava da sua forma que tudo estava bem.

*********

Examinei o clube da onde estava e parecia maior por dentro. No hall de entrada tinha pequenas cabines onde tinha pessoas usando cocaína. No corredor antes do grande salão tinha sofás espalhados, alguns ocupados por casais beijando ou até mesmo transando. O som da música vindo da banda de jazz estava animada e no centro as pessoas dançando. Sabini não conteve o sorriso assim que nós viu. 

- Sejam bem-vindos ao Eden Club! - ele disse com aquele seu sotaque forte. 

O clube era atraente, tinha o charme e o brilho deslumbrante. Havia luminárias de ouro, o luxo era o tema. Soltei de Luca e comecei a olhar maravilhada pelo o lugar. Não poderia ser igual a Nova York, entretanto seria ótimo me divertir naquele lugar. Um homem vestido de maneira elegante se aproximou com cautela. 

- Senhorita Conello. Eu sou Mario, o dono do clube. - ele estendeu a sua mão  

- Prazer em conhecê-lo - cumprimentei - Seu clube é muito agradável. 

- Fico feliz em saber que gostou. - ele sorriu - Espero que aproveite. Mas se não se importar, o senhor Sabini a convidou para acompanhar até a mesa.  

- Claro, por favor.  

Mario fez um gesto com sua mão para que o acompanhasse. Com uma certa distância, eu os vi já acomodados na mesa e conversando.

- Diana - Sabini abriu um sorriso - Pelo visto gostou do lugar. 

- Um dos meus passatempos é frequenta clubes, senhor Sabini - retribui o sorriso. 

- Licença, senhorita Conello - Mario falou enquanto colocava as suas mãos em meus ombros tirando o meu casaco. 

Com a sua mão livre, Mario indicou que ocupasse a cadeira que estava entre Frederico e Matteo, e na minha frente Luca e Sabini. Um calor passou sobre o meu corpo por conta do cheiro de cigarro que se misturava com o álcool nas mesas próximas despertando as minhas lembranças dos clubes de Nova York. Virei o rosto para assistir a banda que continuava a tocar animadamente fazendo as pessoas saírem de suas mesas.

- Gostaria de beber algo? - alguém perguntou. Continuei com os olhos no palco sabendo que deveria ser um dos garçons. 

- Vinho seco - pediu Matteo 

- Whisky irlandês - Luca pediu 

- Dois - acrescentou Frederico 

- Rum branco com cereja - finalizei sem mudar a direção do meu olhar. 

Não demorou muito para que eles voltasse a conversar. Sabini comentava alto e bom som que tinha as melhores putas de Londres, e óbvio nem precisava ver pra saber que Frederico tinha um sorriso de orelha a orelha, Luca perguntava algumas coisas sobre os negócios de Sabini e Matteo reclamava da música.  

Á noite continuava animada. Depois do terceiro copo de rum branco, fui obrigada a sair da mesa para dançar e mesmo que fosse sozinha. Mas durou pouco quando ele segurou a minha mão e começou a me conduzir na dança. Com o seu terno de alta qualidade na tonalidade de cinza claro sob medida, o cabelo castanho claro e olhos mel cintilantes, aquele homem alto tinha a minha admiração. Quando a música terminou, deixamos a pista de dança e andamos até o bar. 

- Vai me dizer o seu nome? - perguntei assim que aproximamos do bar 

- Você não é daqui - ele disse ao notar o meu sotaque - Connor Weems - pegou a minha mão e beijou suavemente. 

- Diana Conello - me apresentei - E não sou daqui não. 

- Whisky irlandês - ele pediu para o barman - E você?

- O mesmo. 

Connor pediu que deixasse a garrafa e começamos a conversar. Ele disse que por ser o melhor amigo do afilhado do Mario ele estava lá para começar o seu ano novo da melhor forma. 

Com dois ou três copos, eu comecei a permitir que ele se aproximasse e tocasse em mim, mexendo com uma das mechas do meu cabelo e alisar os meus ombros expostos. Seus dedos eram surpreendentemente macios e gentis enquanto roçavam minha pele. O calor que tomou o meu corpo era diferente dessa vez, e a maneira como o meu corpo reagiu querendo mais do que toques nos ombros. Sua mão quente deslizou sobre o meu pescoço até a nuca, e aproximou suavemente meu rosto do dele. Ele olhou em meus olhos como se tivesse pedindo permissão. 

- Diana - Luca me chamou estragando o meu plano para aquela noite.  

- Eu vou matar ele - rosnei quando joguei a cabeça para trás olhando o teto.  

- Tá tudo bem - Connor disse sorridente. Voltei a olhar para ele que continuava próximo - Eu vou continuar aqui. 

*********

Quem me olhava passar pelo saguão do hotel em direção as escadas poderia ver claramente o meu estado de irritação. Depois que Luca teve o prazer de estragar a minha noite falando que só me queria próxima por está perto da meia noite, eu voltei até o bar e encontrei um Connor ocupando a sua boca em outra mulher. Não fiquei brava por conta dos dois e sim por perder uma noite de sexo.  

- Me escuta - Luca disse me seguindo pelo corredor  

- Eu juro que eu vou te matar e jogar seu corpo no Tâmisa. - ameacei alto enquanto andava até o meu quarto. 

Estava pronta para deixar Luca falando sozinho no corredor, mas ele me impediu de abrir a porta do quarto segurando a maçaneta antes de mim. Cruzei os braços acima dos meus peitos, olhei nos seus olhos e aproximei o meu corpo do dele. 

- Por que você faz isso, Luca?  

- É pra te proteger. 

- Eu sei me proteger, Luca. Só não entendo que oito meses depois que você se separou da Bianca começou fazer isso. - disse gesticulando com aquele gesto típico italiano, a mão fechada em forma de concha. 

Ele não se mexeu. Não disse nada por alguns segundos. Soltou um suspiro longo e molhou os lábios antes de falar. 

- Você se lembra quando me contou sobre a traição da Bianca? - fiz um gesto com a mão que ele continuasse - Falou que iria sempre está comigo, que é isso que um amigo faz. E você dormiu comigo. Sem malícia, sem sexo, apenas ficou lá me fazendo companhia. 

- Se vai te deixar confortável, eu me sinto culpada até hoje por ter apresentado ela. 

- Você sempre dava um jeito de me animar, me apresentava todas às mulheres que conhecia ou empurrava aquelas que estavam interessadas - sorri ao lembrar da garçonete. Eu notei a luxúria nos olhos dela quando Luca se aproximava do bar. Quando perguntei da sua noite na fila da verificação e ele me deu um sorriso malicioso, eu sabia que tinha feito a coisa certa. - Mas continuava com aquele mesmo problema depois dos outros meses.

- Qual?  - perguntei curiosa.

- Não era você, Diana. - ele confessou olhando em meus olhos - Achava que seria passageiro isso que eu sinto por você. Afinal, você estava sendo amiga e ficando do meu lado em um momento ruim. Mas não passou. Quando você fez aquela loucura de se encontrar com Thomas Shelby, eu senti medo. 

E lá estava Diana Ártemis Conello boquiaberta. Por uma fração de segundo, poderia afirmar que o meu coração parou com o impacto daquelas palavras. Eu admirava e respeitava Luca, e quando percebi que estava começando a gostar dele coloquei a minha promessa como prioridade. Fiz o possível e o impossível querendo matar aquele sentimento, e ouvir ele falar sobre suas noites fortaleceu para que parasse de sentir algo por ele. E quando passava noites com ele, fazendo companhia um para o outro, a sensação de querer ele dentro de mim sumiu. 

Jurava para mim mesma que tudo aquilo tinha acabado, mas estava enganada. Na verdade, eu tinha escondido e esquecido aonde estava, e agora aquele amontoado de sentimentos veio à tona. 

- Eu não deveria ter falado nada disso - Luca falou com tom de arrependimento e isso fez que balançasse um pouco a cabeça de um lado para o outro. 

Luca se afastou de mim e deu as costas. Ele estava pronto para me deixar no corredor sozinha segurando aquela granada que me lançou.  

- Espera. - falei indo até ele. 

- Você não precisa fal... 

O salto deu uma facilitada quando agarrei a sua nuca e o beijei, interrompendo o que ele tinha para falar. Seus lábios suave e macios ainda tinha o gosto adocicado do champanhe. O toque de suas mãos nas minhas costas nua fez com que ficasse arrepiada. O beijo foi quente e suave, mas breve. 

- Você quer ir para o meu quarto? - sussurrei contra seus lábios 

- Sim - ele respondeu quando me aproximei para beijá-lo novamente. 



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