História Diário de "aventuras" de Kaminari Denki - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Bakudeku, Bnha, Kiribaku, Kirikami, Momojiro, Todokami, Yaoi
Visualizações 79
Palavras 3.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi anjos <3 obrigada por lerem a fic e darem uma chance pra ela, não pude postar o cap antes mas espero que gostem e muito obrigada
Não revisei o capítulo, então qualquer erro me avisem e me desculpem haha
boa leitura ^^

Capítulo 3 - Capítulo 3- Mas nada mudou?


Duas semanas, já se passaram duas semanas desde que decidi me afastar de Bakugou e Kirishima, tentando evitar ser um estorvo pra eles, mas aqui estou eu duas semanas após isso sentado com os dois e Sero enquanto almoçamos. Eu sei que prometi não me meter mais no caminho deles, não atrapalhar, porém essa tarefa ta pior que um dos ‘Missão impossível’. Como se não bastasse eu ter uma dificuldade em não falar naturalmente com eles, depois do dia que cheguei atrasado por causa de um “pesadelo” parece que o ruivo virou minha mãe, sempre vindo atrás de mim querendo saber como estou.

Flashback~

Após as aulas de aprimoramento de individualidades de ontem eu já tinha confirmado minha decisão no meu quarto, faria o meu possível para ficar forte ao ponto de poder acompanha-los, no entanto, sem atrapalhar seu romance, não aparecendo inconvenientemente que nem no teste de licença provisória. Ambos se separaram do grupo da 1A , provavelmente querendo ficar sozinhos e passar no teste mais rápido visto que tem sinergia em combate, mas me senti solitário e decidi segui-los. Claro que eu consegui ajudar no meu jeito, na minha humilde opinião eu fiz até bem, não deixaria um cara qualquer da Shinketsu desrespeitar meus amigos. No entanto acho que isso não salva todas as vezes que fui um encosto.

Suspirei abaixando a cabeça na minha mesa, ignorando o fato do professor já ter entrado na sala e começado a dar instruções sobre alguma atividade qualquer que eu não tinha interesse. Minha mente vagava em lembranças e suposições de como eu tinha muito a melhorar, estava tão alheio ao mundo em minha volta, nem notava o olhar preocupado de Kirishima me observando debruçado na mesa.

Aizawa: Certo, como não estou com paciência, vocês podem escolher suas duplas ou trios agora. Vocês manterão esse grupo até terminarem as atividades e entrega-las a mim daqui a 2 dias na aula.

Com as palavras proferidas pelo homem mais velho a sala inteira ficou animada e começaram a se levantar para juntar-se uns com os outros, eu até poderia chamar o Sero só que minha vontade de levantar meu rosto ou convidar alguém era de 0%. De um jeito ou de outro eu iria acabar com quem sobrasse, que provavelmente seria o Mineta, porém uma mão no meu ombro me fez acordar desses pensamentos.

Kirishima: Você vai vir comigo, mano –Ele sorria mostrando todos seus dentes afiados, reparando no quanto ele parecia empolgado eu não pude me manter apático, lhe devolvi um pequeno sorriso de canto enquanto ele me segurava pelo braço para me levantar e guiar pela sala.

Paramos em frente à mesa de Bakugou, que olhava com uma carranca o canto esquerdo da sala onde outros grupos de organizavam, distraído nem notou quando o ruivo lhe deu um tapão na cabeças com sua mão livre e deixou a mesma pousada entre os fios loiros. Mal tinha notado, mas ele ainda mantinha meu braço entre o seu mesmo quando chegamos aonde ele queria.

O explosivo começou a brigar com ele provavelmente pela mão no cabelo e Kirishima apenas ignorava as ofensas que lhe eram dirigidas, até que o ruivo teve que desviar de um pseudo soco do outro. Já que este ainda me segurava eu tive que me mover junto, como consequência nossos corpos se aproximaram e nossos braços estavam bem colados um no outro. Passei a olhar o bíceps do rapaz ao meu lado e reparar, Kirishima tinha um corpo delineado perfeitamente e bem definido que se contrastava com meu braço mais magro e pálido encostado ao seu. Eu entendo o que Bakugou viu nele....

Quero dizer, eu não sou cego, sei que o ruivo era bonito e bem desenvolvido para a nossa idade, mas sentir sua pele quente encostada na minha era totalmente diferente e confortável. Era uma sensação boa o calor que ele emanava, ao mesmo tempo que me fazia sentir inquieto também me deixava com vontade de não soltar mais. Claro que isso não era a única coisa impressionante nele, além do sorriso sua personalidade era capaz de encantar qualquer um; sua coragem, companheirismo, simpatia, dedicação, paixão e alegria contagiantes eram apenas alguns pontos bons dele.

Bakugou tem bom gosto, porém o mesmo também não era diferente, meus olhos passeavam pelo seu corpo tão bem esculturado quanto do amigo, apesar da personalidade complicada ele ainda com certeza era uma boa vista para se ter.

Antes de meus pensamentos continuarem andando para mais lados estranhos e bizarros, levei um susto quando senti minhas bochechas serem apertadas com força. Voltei minha mente ao lugar e me deparei com os dois olhares rubros que eu não tinha percebido antes me encarando, enquanto o loiro apertava meu rosto com irritação.

Bakugou: Você ouviu o que eu disse, caralho?!

Kaminari: Huh?!

Se olhares matassem eu estaria morto graças a Bakugou, eu sentia a raiva dentro de sua íris, porquê eu não escutei o que ele disse. O aperto no meu rosto aumentou e só faltou ele me jogar pela janela.

Bakugou: Oh cacete, eu disse que os dois imbecis podem ir ao meu quarto depois do período das aulas pra gente fazer logo a droga do trabalho. Tu tava na Disney, é?

Senti minha face esquentar ao lembrar o que eu estava pensando antes, me soltei das mãos de ambos e me afastei alguns passos constrangido com minhas divagações em relação a ambos. Qual era meu problema?

Kirishima: Kaminari, ta sentindo algum mal-estar que nem ontem? Você ta vermelho e geralmente sempre fica atento as conversas.

Kaminari: Eu to ótimo, é só que não consegui dormir muito bem de novo, estou apenas cansado e ter aulas não me ajuda a me manter acordado.

Bakugou: Você ta com algum tipo de insônia? Porque se for isso, fingir que está bem não adianta nada, idiota.

Kirishima: Pois bem, se é assim só temos que garantir que ele durma bem, tipo em uma festa do pijama dos manos.

Bakugou: Hã?! Nem fudendo que vou fazer algo assim, pode tirar o plural dessa sua frase. Como o choquinho dorme não é da minha conta.

Kaminari: Calma, calma, calma! Eu não preciso de supervisão pra dormir, eu to bem e posso cuidar de mim mesmo. –Intervi antes que aquela bagunça de alastrasse e eles realmente inventassem de fazer uma festa do pijama em meu quarto. Eu só estava com a mente ocupada por ter descoberto o relacionamento deles, voltaria ao meu ânimo normal rapidamente.

Kirshima: Bem, não é como se você tivesse uma escolha nisso, inclusive vou chamar o Sero também. –Respondeu simplista ignorando meus chamados e negações, se dirigindo para a mesa do moreno e o chamando para a mais nova reunião que teria sem minha permissão.

Flashback OFF ~

Aparentemente toda minha preparação mental para me isolar e minha crise de antes foram em vão, visto que neste dia Kirishima e Sero levaram seus cobertores e travesseiros para dormir em meu quarto. De algum jeito Bakugou acabou por ceder para a insistência deles e acabou indo me “supervisionar” dormindo também. Com o trabalho que Aizawa-sensei passou eu inclusive acabei apenas mais colado neles, ainda que me sinta a pedra no sapato de ambos continuo atuando como se nada tivesse acontecido.

É mais custoso me afastar dos meus melhores amigos do que aparenta, mas nesse meio tempo comecei a me acostumar com a ideia de eles estarem juntos e me questionar sobre outras coisas. Bakugou sempre foi mais próximo de Kirishima do que de mim, mas o ruivo sempre compartilhou tudo comigo, então por que ele não me contou? E quem seria o passivo e o ativo da relação?

Ok, eu sei que é imoral me perguntar isso e tals, porém a curiosidade bateu mais forte. Essa minha curiosidade acabou resultando em eu pesquisado diversos fatores sobre sexo gay, não cheguei a ver nenhum tipo de pornô, mas isso não me impediu de me traumatizar um pouco. Gírias gays se mostraram bem mais complexas do que eu esperava, acabei também me deparando com fetiches estranhos e até mesmo vídeos sobre preconceito, foi educativo, mas ainda me sinto um pervertido por ter pesquisado essas coisas.

Sero: O Aizawa-sensei e o 13 vão querer que nós treinemos nossas individualidades de novo? Me pergunto que tipo de treinamento será... –Este comentou pensativo, levando um pouco de arroz a sua boca.

Kirishima: Pode ser algo sobre encontrar alguém infiltrado, ou se infiltrar. Algo tipo heróis que tem que ser agentes duplos, arriscando-se pra descobrir informações, isso seria legal

Sero: Certeza que o Kaminari seria o vilão infiltrado, que finge virar um mongoloide inútil quando usa seus poderes elétricos

Kaminari: Ah, mas tomar no cu você não quer né, Sero? Você sabe que não tenho culpa de me sobrecarregar com eletricidade. Isso é inveja por que tenho uma individualidade forte? –O mesmo deu uma risadinha debochada e tentou pegar uma batata frita do prato de Bakugou, que logo deu-lhe um tapa na mão e o dirigiu um olhar assassino.

Bakugou: Desde que não inventem com essa merda de prova de resgate de novo, eu não ligo.

Kirishima: Mas não te faria mal ter umas práticas de resgate a mais, olha esse teu temperamento.

Kaminari: Afinal você é aquele sempre falha nas provas de resgate, mesmo sendo um dos melhores alunos da sala. –O loiro estava a um passo de se levantar e cometer um homicídio contra a gente, mas assim que se levantou do seu assento a mão do Kirishima pousou e seu ombro e o fez se sentar novamente.

Kirishima: Viu só? É por causa dessas atitudes agressivas que suas notas em atividades de resgate caem, você não pode ter sempre essa falta de paciência.

O ruivo conseguia ter um tipo de controle impressionante sobre Bakugou, mesmo que este não se mostrasse muito contente em acatar ordens, ele costumava escutar os conselhos de Kirishima. Apesar da atitude rebelde, seria Bakugou o passivo? Afinal se bem me lembro, ele tava com suas pernas apoiadas no outro que o segurava, que inesperado... Espera, o que eu to pensando enquanto como? Me distrai deixando o curry em minha colher cair em no meu uniforme, causando uma imensa bagunça.

Bakugou deu um pequeno riso cínico com a situação, já Sero só faltava cair da cadeira de tanto rir da minha desgraça. Todo dia Kaminari derrubando algo diferente no uniforme por estar vegetando, talvez eu tenha duas individualidades no fim das contas. O guardanapo que eu esfregava no local não ajudava em nada, iria ter que trocar de roupa e botar isso pra lavar, saco. Eu me levantava pronto pra ir aos dormitórios e colocar outra muda de roupa

Kirishima: A gente vai ter que colocar os uniformes de heróis pro treino, ainda vai se trocar?

Kaminari: Sim, isso ta nojento.

Sero: E-Eu vou junto, tenho que pegar meu capacete que deixei no quarto ao invés do vestiário

Assim que o moreno se recuperou da crise de risos, partimos para o dormitório conversando sobre qualquer assunto banal que surgisse, riamos até que um tanto alto. Assim que cheguei em meu quarto passei a tirar minhas vestes para colocar roupas limpas, Sero estava na minha cama esperando que eu terminasse para então buscarmos seu capacete em seu quarto. Nunca me importei de ficar sem roupa na frente de outros caras, além de nossos armários ficarem perto no vestiário, estamos habituados a nos ver sem roupa.

Sero: Oe Kaminari, agora que estamos a sós eu queria te fazer uma pergunta e nem adianta tentar fugir do assunto. –Ele começou chamando minha atenção, fazendo-me pausar o abotoamento da camisa limpa que eu colocava. No fundo eu sabia sobre seria aquela conversa e não estava afim de tê-la.

Kaminari: Não temos mesmo como falar de outro assunto?

Sero: Não –Disse simplista se levantando e parando em minha frente –Eu percebi que você tem estado bem mais na defensiva que o comum, ainda mais perto de nosso grupo. Aconteceu algo para esse comportamento? Evitar contato visual, andar com a cabeça nas nuvens, ir dormir mais cedo, recusar passar a tarde conosco... O que você anda escondendo?

Bang! Ele soltou tudo de uma vez, me encarando sem o seu costumeiro sorriso no rosto, ele estava sério e eu também, ainda que fosse ele eu não deveria contar o que aconteceu. Eu pensei em contar pra alguém sobre a situação, até para poder pedir conselhos já que no fundo eu mantinha dúvidas se ainda deveria tentar me afastar. Mesmo assim, mesmo eu sentindo que precisasse de um confidente para me ajudar a guardar isso, não poderia ser Sero. Ele era tão próximo dos rapazes, se soubesse a verdade o clima estranho só iria se agravar e uma hora ou outra os dois iriam nos confrontar sobre nosso comportamento.

Kaminari: Eu não tenho nada pra dizer sobre isso. –Virei de costas voltando a colocar um novo uniforme, não gostava de omitir as coisas dele, mas se fosse para eu ter um confidente seria alguém mais distante de Kirishima e Bakugou, alguém quieto e racional para conselhos lógicos. Alguém que não se deixasse afetar pelo segredo.

Sero: Você vai mesmo continuar ocultando as coisas? Uma hora ou outra a verdade bate na cara, Kaminari. Eu sou seu amigo, era pra você confiar em mim ao invés de esconder as coisas.

Kaminari: Olha, eu te prometo que não é nada para se preocupar, eu não tenho dormido bem e isso mexe um pouco com a minha cabeça. Eu não podia estar melhor e você deveria focar nos nossos estudos de super-heróis em vez de problema fictícios. Se eu tivesse algo para dizer então diria. –Admito que soei meio rude, ok talvez bem rude, mas será melhor se ele não me questionar sobre isso, se eu for muito pressionado por ele é capaz de eu falar algo que não deveria. Terminei minha mudança de roupa e abri a porta do quarto, olhei de canto para ele que se mantinha parado no meio do quarto. –Vamos, não temos que pegar seu capacete?

Ele nada mais disse, me fazendo sentir um pouco culpado, pegamos seu acessório e fomos andando calmamente até o pátio para nos reunirmos com os demais alunos e os professores. Chegando lá ele voltou com seu comum sorriso e voltou com o humor de sempre, pelo menos era isso que aparentava para os outros, eu sabia que ele havia ficado chateado. Suspirei e segui seu exemplo de instalar um sorriso no rosto, ainda que entre nós dois o clima pesava nenhum de nós estávamos dispostos a retomar o assunto do quarto, assunto encerrado.

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Quando nos reunimos com os professores, estes mandaram nós colocarmos nossos uniformes de heróis e nos dividiram em grupos. Sem mais rodeios, eles explicaram que seria uma atividade de resgate, onde nossos grupos se dividiriam em vítimas e resgatadores, além de sermos espalhados para regiões de desastres diferentes. Agiríamos sem eles como nossos responsáveis, apenas sendo monitorados por câmeras para avaliar nossas habilidades em resgate sem algum auxílio.

Bakugou: Ah não! Vocês tão de brincadeira com a minha cara. –O explosivo exclamou nervoso, visto que fomos para a área de treinos de resgate, seu ponto fraco por assim dizer.

Sero: Parece que você tirou a sorte grande, hein Bakugou? Pena que você não conseguiu ser escalado como vítima.

Bakugou: Hã, parece que alguém quer antecipar o dia da sua morte.

Antes que o loiro partisse para cima do outro, Kirshima entrou no meio tentando evitar qualquer tipo de confronto e repreendendo Bakugou pelo temperamento quente, este claramente não ouvia uma palavra do que ele dizia. Sero ria discretamente da situação que causou.

Fomos mandados pelo Aizawa para a região de acidentes urbanos, estávamos cercados de prédios caídos ou prestes a desmoronar, escombros, canos e entulhos. Nosso grupo consistia em: eu, Kirishima e Bakugou como heróis; Sero, Mineta e Tsuyu como vítimas de acidente. O moreno era o único que demorou pra se esconder de acordo com as coordenadas dos professores, ambos os outros já haviam se escondido como mandado.

Kaminari: Mas mano, por que nós três numa área cheia de entulhos? Eu e Bakugou não podemos fazer nada aqui. –Reclamei assim que o outro partiu para completar sua tarefa de se esconder.

Kirishima: Bem, acho que essa é a intenção. Vocês dois não possuem individualidades favoráveis a esse tipo de situação, mandar vocês aqui é para se precaverem e saberem como agirem se caírem em uma situação assim futuramente.

Bakugou: Isso é óbvio, mas ainda assim que merda! Eu não pretendo me tornar herói pra me enfiar nesses lugares.

Kirishima: Ta bom, ta bom. Agora o mais importante é onde achar os civis nesse labirinto de prédios caindo aos pedaços?

Kaminari: Acho que devemos vasculhar juntos as part- Antes de eu mesmo terminar minha frase, o loiro me interrompeu soltando um longo suspiro e batendo o pé no chão.

Bakugou: Isso vai demorar pela eternidade! Vamos nos separar, assim acabamos essa merda mais rápido. Kirishima vai procurar na parte de prédios ainda de pé, eu vou pra perto dos canos estourados e Kaminari vasculha os escombros dos prédios caídos.

Kirishima: Certo, após verificarmos as áreas voltamos para esse campo aberto aqui e decidiremos o que fazer com as vítimas dependendo de seus estados.

Apesar de eu preferir que andássemos juntos, para resgatar qualquer um que precisasse e levar logo para a área de segurança estabelecida pelos professores, seguimos com as ordens de Bakugou. Cada um foi para um lado, eu realmente esperava poder me reunir com ambos depois, andar sozinho por entre escombros não é lá uma atividade muito segura.

Andava entre pedras e mais pedras, quase escorregando em algumas, o clima era até meio que assustador pela atmosfera escura e caída de onde eu estava. Seguindo meu caminho, andando entre os pedaços de prédios e pilastras eu logo achei o primeiro ferido, pode se dizer que Mineta não era o melhor para bancar alguém inconsciente já que a cada segundo ele tinha alguma reclamação.

Consegui empurrar os entulhos sem muita dificuldade, o garoto os posicionou muito mal para não lhe apertarem, assim o retirei de baixo dos mesmos. A mancha vermelha em sua perna esquerda deveria simular um ferimento no local, talvez uma possível fratura, mas ele não tinha nenhum outro ferimento chamativo. Enfaixei ele e decidi o carregar até o local de segurança do resgate, achei que seria mais fácil visto que ele era leve e seus ferimentos representados não eram muito graves. Claro que isso atrasaria minha reunião com meus dois outros companheiros, mas era bem mais prático.

Mineta: Kaminari, ainda vai demorar pra chegar na área de segurança? Quero tirar esse sangue falso de mim.

Kaminari: Mentiroso, você só quer estar lá antes da Tsuyu chegar pra poder espionar ela se limpando. Eu te conheço, porém ta ali na frente ó. –Respondi apontando ao local com minha cabeça, já que meus braços o carregava.

Mineta: Mas Kaminari, essa é uma chance única na vida, era vai estar com o uniforme sujo e ter-

Kaminari: Não. –Assim que chegamos na área de segurança, o soltei no chão e o cortei. –Você sabe que se fizer isso não só vai levar uma surra dela, como também vai perder pontos na atividade.

Após ouvir um murmuro desanimado do baixinho eu comecei a ir em direção ao ponto de encontro, eu sei que ele não ouvir droga nenhuma do meu aviso, mas se ele ficar pendurado no hall do dormitório de novo não será por falta de aviso. Me aproximei do campo de concreto onde iniciamos a prova, de longe reconhecia os cabelos dos meus amigos que provavelmente estariam bravos por me atrasar, especialmente o loiro.

Chegando mais perto pude ver a cena do Bakugou com as mãos no ombro do ruivo, que as segurava carinhosamente, enquanto conversavam casualmente. Ah, eles estavam tento um momento e eu tinha que chegar justo agora, que timing aflorado como sempre. Tentando não atrapalhar o clima, dei alguns passos lentos para trás. Pretendia sair de fininho para não segurar vela, porém não olhei para a viga de aço que estava atrás de mim, resultado: eu tendo queda estrondosa e dolorosa.

Kirishima: Kaminari! Você está bem? –Ele perguntou correndo em minha direção e me ajudando a levantar, enquanto o explosivo apenas andava em passos calmos em nossa direção, apesar da velocidade calma eu podia dizer pelo seu olhar que ele estava irritadiço.

Kaminari Denki atrapalha o momento romântico de seus amigos e choca um total de 0 pessoas. Novamente, era eu sobrando e impedindo eles de se expressarem um ao outro, puta merda pensei corando lentamente enquanto massageava minha cabeça que bati no tombo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^ Criticas construtivas são bem-vindas, enfim muti obrigada por lerem essa fic e o cap.
até o próximo, kissus~


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