História Diário de Naur - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - 5 de março de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 1 - 5 de março de 2018

Oi, meu nome é Naur e esse é meu diário, já que é pra mim eu não vou explicar muito então se eu te dei, emprestei, você encontrou ou você roubou esse diário deduza o que está acontecendo por você mesmo, bom, depois que eu assumi que era um Deslocado as pessoas normais (Neutros/humanos) se afastaram de mim e começaram a me ignorar, eu estudava em uma sala normal mas depois eu fui remanejado para a sala X para pessoas “especiais” (Deslocados) eles colocavam especiais como forma de tentar não dizer que éramos "inferiores" a eles, depois de mais um dia de aula algumas crianças tacaram pedras em mim e uma acertou minha cabeça e começou a sangrar, eu senti ódio deles mas não os ataquei, segui em frente para minha casa, quando cheguei lá Vivian estava sentada no sofá e quando me viu, empoeirado, com o rosto sangrando e meio triste ela mandou eu tomar um banho e quando voltei ela pediu pra que eu sentasse ao seu lado.

- Eu sei como você se sente, eles te ignoram, te batem, te machucam e você não pode fazer nada.

- Como você aguenta?

- Eu só tento mostrar pra eles que eu sou uma pessoa que elas podem confiar e não temer.

- Por que a gente tem que fazer isso? Por que eles não entendem que a gente sofre com isso, que a gente tem sentimentos?

- Eles têm medo que nós nos transformemos em Bestas ou nos revoltemos contra eles, as pessoas não têm medo do que você é, mas do que você pode vir a ser.

- Por que eles não notam nossos esforços para protegê-los? Por que eles não notam que somos nós que aguentamos as lutas pra que eles fiquem acomodados enquanto nós morremos?

- As pessoas só vêm o que escolhem ver, nós temos que abrir seus olhos e caso você sinta que quer bater em um deles, simplesmente sorria, o sorriso é a melhor forma de sair de uma situação difícil - ela me abraçou e toda a raiva que eu senti se foi e por muito tempo eu pensei em suas palavras.

Depois da invasão da muralha eu disse que Vivian foi declarada como a primeira grande Heroína mas poucas pessoas sabem que ela é uma deslocada, bom, depois disso os Guardiões foram colocados nas bases da muralha e também no topo, nenhuma invasão ocorreu por muito tempo.

Era março de 2018 e eu estava na minha casa arrumando minhas coisas pra ir pra escola militar e me tornar um Exterminador, eu arrumei minha mochila com minhas roupas, caneta, papel e as cartas dos meus pais, arrumei meu cabelo em um rabo de cavalo e coloquei meu kimono de treinamento, sai de casa e andei 15 minutos até os portões da escola que no alto dizia “se você não for arriscar sua vida pelo povo nem entre” eu achei engraçado e entrei, na frente tinha um jardim e a escola era muito grande, na porta de entrada tinha uma mensagem “vá até o ginásio” eu fui até os fundos da escola, quando entrei as pessoas estavam alinhadas em 4 fileiras desiguais com 4 professores na frente, as pessoas já estavam saindo seguindo um professor, eu fui pra menor fila e aguardei, o professor da minha fila olhou pra mim com seus olhos brancos e uma cicatriz no olho direito.

- Qual seu nome?

- Naur.

- Então você é o filho de Vivian?

- Sim, como o senhor sabe?

- Eu já trabalhei com ela, ela me falou de você, então você vai seguir os passos dela.

Eu percebi que tinha entrado na fila certa, ele virou pra frente e como só tinha a gente ele nos tirou do ginásio e nos levou de volta pra escola, só tinha 9 pessoas mas quando chegamos na entrada para a escola o professor.

- Neutros vão pra sala de treinamento, Deslocados comigo.

Seis foram e três ficaram, o seguimos até o porão da escola que ficava atrás da escada principal e quando chegamos lá uma porta feita de mármore estava fechada e iluminada por tochas, em cima lia-se “aqueles que não confiarem em seus corações nunca iram ser guerreiros completos” quando passamos pelo portão havia uma mesa com varias armas no centro da sala circular iluminada por tochas.

- Escolham.

Quando nos aproximamos da mesa eu olhei pra garota de cabelos escuros, cacheados, curtos e olhos castanhos escuro olhando pra uma lança encostada na mesa e outra garota de cabelo longo vermelho e olhos escarlate olhando pra um machado, eu olhei pra primeira arma e vi uma bainha negra com detalhes brancos, como se fosse um dragão estilo japonês, como os samurais ou espadachins usavam na idade feudal ou algo assim, nunca me liguei muito na aula de história antiga.

- Peguem - o professor gritou e por intuição eu peguei a espada e me senti caindo em até bater no chão de uma floresta com uma caverna na minha frente, eu entrei na caverna e vi um enorme dragão preto e branco.

- Oi Naur.

- Como sabe meu nome?

- Eu sei tudo sobre você, estamos conectados agora, você me escolheu mas agora você terá que me provar se eu devo escolher você.

Ele falava calmamente como se estivéssemos tomando chá da tarde, eu me senti puxado para cima até que voltei para a sala, tudo estava normal, eu segurando a espada e as duas as suas armas.

- Muito bem, todos vocês passaram, agora subam e vão tomar uma ducha.

Enquanto eu guardava a espada em minhas vestes um som muito forte foi escutado fora da sala.

- Fiquem aqui, e por hipótese nenhuma abram essa porta – o rosto do professor parecia apreensivo, como se a escola estivesse sob ataque.

A porta se fecha e o professor desaparece, estávamos eu e essas duas garotas dentro de uma sala sem saídas, que “bela oportunidade” de mostrar minhas habilidades.

- O que vamos fazer?

- Manter a calma, vocês duas tem algum treinamento?

- Não.

- Não.

- Que ótimo, pelo menos você... – algo bate na porta com violência

- Atrás de mim, quando eu der o sinal vocês duas saem correndo.

Só deu tempo de falar isso porque logo em seguida a porta foi colocada a baixo, várias Bestas adentraram, eu usei um golpe que cortava tudo em linha reta, abri uma passagem até a porta, elas passaram mas tinha muitos deles, senti algo na minha mão queimar, quando tirei uma mão uma lâmina se separou e se mostrou ser uma espada de duas lâminas, eu fiz um corte na esperança de algo acontecer e aconteceu, uma luz tão forte quanto sol surgiu, eu cai como se o chão fosse feito de água e voltei para a caverna.

- O que foi isso?

- Seu teste, você defendeu duas pessoas que você nunca viu, enfrentando algo que você nunca lutou, você demonstrou coragem, mas agora, qual será sua fraqueza?

 Eu subi e estava em um ninho de Bestadas com duas garotas e um cara do meu lado, lutamos contra as bestas, até chegar no coração do ninho, quando chegamos no centro uma Besta três vezes maior que as outras apareceu e julguei que seria a mãe, como eu sentia que era o líder comandei os 3 para atacarem a Besta mas ela parecia saber o que iriamos fazer então nos atacou primeiro e derrubou a de cabelo verde, recuamos e eu fiquei sem saber o que fazer, o cara saiu correndo, eu não podia culpa-lo mas senti muita raiva dele, olhei pra de cabelo vermelho que carregava a de verde no ombro, eu sabia que ela não ia me abandonar mas a gente não venceria e muito provavelmente elas morreriam, tirei um caderno de dentro do meu Kimono e entreguei pra ela, ela me olhou e soube o que eu iria fazer, antes que ela pode-se me impedir eu corri e cortei a passagem que ligava a Mãe das bestas com elas e as pedras formaram uma parede sem saída, eu não podia sai e eles não podiam ir atrás delas por um tempo, eu olhei a Mãe nos olhos e pulei em um golpe desesperado pra cortar sua cabeça mas cai e voltei pra caverna.

- Entendi, você tem muita compaixão, isso pode ser um problema pra você.

- Como assim?

- Minha ultima dona morreu porque foi traída, ela lutou bravamente enquanto seu parceiro fugiu amedrontado, ele dizia que a amava mas quando ele devia mostrar que todas suas palavras de amor eram verdadeiras eles se acovardou e fugiu, você parece ser parecido com ela, você pode ser quem vai me empunhar mas não ache que eu vou te obedecer só porque você me ordenou.

- Entendi, qual seu nome?

- Katana.

 Eu pude ver em seus olhos uma fina lágrima, antes que eu pudesse fazer outra pergunta subi e voltei pra sala, olhei em volta e as outras já tinham voltado, o professor olhou para nós.

- Na minha frente – nos alinhamos na frente dele. – Lili você vai ser a líder – era a de cabelo vermelho – Evelyn, você vai ser a segunda no comando e Naur, eu esperava mais de você, subam, tomem uma ducha e vão dormir, amanhã será o seu primeiro dia na academia.

Subimos e fomos pro prédio ao lado da escola, um apartamento simples mas com vários quartos, entramos e fomos recepcionados por um cara.

- Quarto pra três?

- Sim.

- Peguem o quarto 234.

Lili pegou as chaves e fomos pro elevador.

- Eu sou Lili.

- Naur.

- Evelyn

- Só porque sou a líder não quer dizer que não vou ouvir suas ideias, então em batalha não esperem eu resolver tudo sozinha – ela parecia forte, determinada, fora seu machado que a tornava intimidadora – E você Naur, se fizer qualquer gracinha ou tentar corto seu orgulho masculino fora.

- S-Sim senhora.

Evelyn deu uma risadinha, entramos e era um quarto com uma cama de casal e uma de solteiro, um banheiro e uma cozinha apertada, 3 cômodos separados por cortinas.

- Acho que vi uma lavandaria lá em baixo – Evelyn tentando animar as coisas.

- Beleza, vamos revezar quem lava a roupa, fazer o almoço e cuidar do mini lar, eu vou lavar a roupa essa semana, Naur sabe cozinhar?

- Sim, arrumar a casa e lavar a roupa também.

- Ótimo, você cozinha e Eve cuida da casa.

Odeio ter trabalho mas fazer o que? Pelo menos gosto de cozinhar, Vivian sempre dizia que pra conquistar uma garota era bom começar pelo estômago então investi nisso, eu peguei minha mochila e fiquei na frente da cama com a roupa pra trocar e Lili com a mão estendida desviando o olhar, entreguei meu kimono e me enrolei na toalha, fui pra cozinha enquanto Eve tomava banho e Lili deixava a roupa na lavanderia, acho que pra um primeiro dia está tudo correndo bem.



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