História Diário de Naur - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - 12 de abril de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 10 - 12 de abril de 2018

No outro dia Eve, eu estava conversando com o médico, ele disse que ela podia viajar mas deveria repousar para que suas feridas pudessem cicatrizar melhor, fiquei pensando nisso e fui falar com Lili, ela disse que seria uma má ideia, levar Eve nessas condições, fui pro quarto do hotel e deixei Lili lá com Eve, fui pra katana.

- O que você quer?

- Quero saber o que devo fazer, o que está dentro da Lili e nesse momento Eve não pode nos acompanhar, ela não vai matar, não pode, não consegue.

- Pare de pensar em tudo, foque em cada situação separadamente.

- Tudo bem, Eve primeiro, como devo lidar com ela?

- O que você acha?

- Ela não vai ser uma exterminadora.

- Se você acha isso, o que ela poderia fazer?

- Não sei, ela podia trabalhar na cidade.

- Você acha que ela vai aceitar ficar pra trás?

- Não, mas o que ela pode faze... Curandeira, é claro.

- Por que curandeira?

- Porque é lógico, ela não quer matar, quer nos acompanhar, só resta salvar, ela pode nos salvar quando nos machucarmos em batalha, é perfeito.

- E a Lili?

- Ela? Vamos pra cidade Curandeira, lá Eve vai poder treinar técnicas médicas e vou poder treinar Lili pra saber o que se passa naquele interior.

- Parece que você já tem tudo arquitetado.

- Nem tudo.

- O que te aflige agora?

- Você disse que a decisão é minha, mas esse mundo é podre, ele tem tanta gente matando outras por futilidades, eles não temem a lei, não temem nada.

- Isso não é verdade.

- Eles só temem o que é pior que eles.

- Eles só temem algo pior que eles ou algo que seja muito melhor.

- E o que eu vou ser depende de mim né.

- Sempre depende de você.

Eu volto pro quarto e decido ir de volta pro hospital.

- Eve, podemos conversar?

- Lógico, o que houve?

- Lili fica, eu decidi que a Eve não pode mais no acompanhar desse jeito.

- Você não tem o direito Naur.

- Tenho sim Lili, sou o líder, ela já se machucou muito por nossa causa, eu vou levar ela pra cidade dos curandeiros, vou dar um jeito de fazer você treinar com eles, assim você vai poder nos ajudar e se ajudar caso algo aconteça, já te ensinei a se defender mas vamos encarar os fatos, você não vai matar, não consegue, é boa demais pra isso.

- Mas Naur.

- Ele está certo Lili, também conversei com Kevin, ele concorda comigo que minha melhor opção é salvar, vou com você me tornarei uma curandeira.

- Eve.

- Então está tudo certo e no seu dedo deve ter visto um anel em forma de coração, não sabemos o que ele faz, espero que você descubra logo.

- Certo.

- Lili, vem comigo.

Saímos do quarto e ficamos no corredor.

- Que foi?

- Se acalma, eu também tenho algo pra você, preciso saber o que existe dentro de você, deve ter notado que quando está muito irritada você perde a consciência.

- Como...

- Eu vi nos seus olhos, existe algo além de você, pode ser a manifestação do seu machado em você, por isso, quando formos pra cidade, eu e você vamos para dentro do seu machado, com certeza ele pode ter as respostas.

- Por que eu não faço isso sozinha?

- Porque se ele for algo maligno, devo destruí-lo, se não for ele, ele deve saber o que é.

- Está bem, mas com uma condição.

- Qual é?

- Se não for uma entidade, mas uma parte de mim, você vai me ensinar a manter ele sobe controle.

- Tudo bem.

Fomos pro quarto do hotel e arrumamos nossas coisas, as pessoas começaram a me olhar torto, de canto de olho, acho que alguém contou o que aconteceu com Josef, as pessoas adoram ser moralistas, mas ninguém sabe como é estar naquela situação.

Chegamos no trem, Eve estava bem, Lili estava pronta e eu também, vestimos nossas roupas de exterminadores e entramos na cabine, esperamos até de noite para que Eve pudesse descansar bem até a cidade, seria três dias de viajem, tenho tempo suficiente pra descobrir o que existe na Lili. De noite, Eve dormia profundamente, eu e Lili entramos em seu machado, era um orfanato.

- Onde eu cresci.

Entramos e não tinha ninguém, nem móveis, só corredores, escadas e salas, subimos até o segundo andar, entramos no último quarto do último corredor, uma sala simples menos por um leão imenso no canto da sala.

- Estava te esperando Naur.

- Esse é Liones, meu machado.

- Prazer.

- Sei o que você veio fazer aqui, por isso trouxe Katana.

- Como sabe.

- Lili me contou, ela me conta muita coisa.

- Você está por trás disso?

- Não, sou apenas um ser pra ajudar Lili, não tenho a menor intenção de tomar seu corpo.

- Liones, o que está acontecendo comigo? Por que eu desmaio quando fico irritada?

- Não sei, quando você foi encurralada por aqueles caras, aqueles que nosso amigo Katana matou, algo dentro de você cresceu, sua ira por não ser capaz de se proteger, sua vergonha de ser salva por Naur e sua frustação por parecer sempre tão fraca perto dele pode ter criado uma segunda personalidade me você.

- Como isso é possível?

- Em situações estremas, deslocados se sobressaem não só por serem melhores mas porque dentro de cada um tem o sangue de uma besta dentro de vocês, isso faz com que seus instintos assassinos aflorem e só param até acabar de matar seus inimigos.

- Por isso eu sinto tanta raiva.

- Exatamente, você também Lili, Naur sabe controlar, você está personificando ele, deixando ele tomar o controle.

- Então eu só preciso ensinar Lili a controlar isso.

- Não acho que seja tão simples.

- Como assim.

- Isso já ganhou força, quanto mais irritada mais ele vai se alimentar e ganhar força.

- Mas espera, se ele protege Lili, só precisamos que Lili o torne seu, os dois formem um único ser, mas com Lili no controle, como eu faço com a minha ira.

- Pode dar certo mas você vai ter que falar diretamente isso com ele.

- Como faço isso?

- Lili vai te mostrar o caminha até ele, lá não tem armas, só vocês, espero que resolvam isso logo.

Voltamos pra cabine e já estava amanhecendo.

- Parece que você tem duas escolhas Fire, enfrentar ele e o exterminar ou se tornar um com ele, eu vou deixar você pensar.

- O que você acha que devo fazer?

- Não sei, mas seja qual for sua escolha eu vou estar aqui e se essa coisa tomar o controle pode deixar que eu mesmo cuido dela – sorrio pra ela como se tudo fosse se resolver sozinho, que tudo acabaria bem.

Fui até o vagão que tinha um bar, estranhamente não tinha ninguém e lá estava ela de novo.

- Oi Naur, como você está hoje?

- Oi Naivvi, como vai a vida?

- O mesmo de sempre, meu filho está com uns problemas com os amigos, não vejo ele faz tempo.

- Por que não?

- Ele mora muito longe, mas pelo menos posso ajudar ele mandando uns conselhos aqui e ali de vez em quando, e você como está?

- Como seu filho – risos – como sempre, cheio de problemas.

- Nada que um café não ajude né.

- É... – Ela me serve um café.

- Eu vou dizer pra você o que digo pro meu filho, se você considera elas sua família, não economize esforços pra as ajudar.

- É o que vou fazer, já sei o que fazer.

- Ah, que bom ajudar.

Eu bebi tudo e voltei pra cabine, Eve estava conversando com Lili.

- Eu já sei o que vamos fazer, Eve você vai treinar como nunca pra ser a melhor curandeira, você é nosso pilar, nada melhor que nosso pilar poder nos curar e Lili, nós vamos cuidar do seu problema essa noite e depois, vou te ensinar tudo sobre a arte de matar bestas e pessoas, nós vamos ser uma equipe lendária, vamos varrer a escuridão do mundo, vamos ser os anjos que os demônios temem.

- Mas Naur, não devemos matar pessoas, isso é errado, você mesmo disse pra deixar a lei cuidar deles.

- Não disse para matarmos todos, eles só temem coisas piores que eles, vamos nos tornar isso, vamos deixar eles com tanto medo que serão incapazes de causar mal ás pessoas inocentes e se ainda assim quiserem nos desafiar, vamos cuidar para que nunca mais comentam crimes, a partir de agora seremos conhecidos como Anjos da Morte.



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