História Diário de Naur - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
Visualizações 1
Palavras 1.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - 15 de abril de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 11 - 15 de abril de 2018

Vocês devem estar se perguntando, se eu não quero matar ninguém, por que eu vou enfrentar pessoas do mal né? A resposta é fácil, o mundo é podre e eu quero o melhorar e vou limpar o nome dos deslocados, não quero matar pessoas, vou me manter sob controle, com esse plano posso fazer com que se a situação ficar feia posso ver o que acontece com Fire e assim vou ajudá-la a se alto conhecer e escolher seu caminho, Eve poderá ficar longe desse mundo, ela não vai se envolver com a gente dentro da cidade, ela vai ser muito útil pra curar feridas não só nossas, se encontrarmos feridos fora da cidade vamos poder ajudar efetivamente.

Eu estava dormindo no vagão, era o último dia antes de chegarmos, Lili e eu passávamos o dia treinando dentro de Liones, ela apresentava uma melhora boa, ainda tinha piques de descontrole mas voltava ao normal depois de uns segundos, nós quando não estávamos treinando estávamos conversando sobre o futuro, todos queríamos acabar logo com isso pra termos vidas normais depois de nos aposentarmos.

Chegamos na cidade Curandeira e logo fomos reconhecidos pelos guardas como os garotos que desmantelaram dois crimes em outras cidades, eles disseram que todos falavam de nós, alguns nos achavam legais por proteger os cidadãos mesmo sendo exterminadores e outros nos criticavam e não concordavam com nossos métodos, eu não liguei pra eles, eles não sabem o que se passa com a gente; depois de chegarmos fomos pra uma escola de curandeiros.

- Bem-vindos, o que desejam?

- Queremos que nossa amiga faça aulas intensivas, ela gostou da ideia de salvar vidas.

- Bom, as aulas intensivas do básico duram dois meses, ela aprenderá primeiros socorros e outras técnicas para que possa manter uma pessoa viva até a ajuda chegar.

- E quanto tempo para ser considerada uma curandeira com todos os conhecimentos possíveis.

- Bom, ela não vai fazer cirurgias complicadas, ela pode suturar, curar entre outros conhecimentos, dura cinco meses.

- Cinco meses? Naur, é muito tempo, não podemos perder tanto tempo aqui.

- Lili, deixa Eve decidir.

- Vocês são os jovens Exterminadores dos boatos?

- Sim – eu prestei mais atenção na moça loira com os olhos castanhos, parecia estar com seus 20 e poucos anos.

- Nossa, vocês fizeram tudo isso mesmo? Enfrentaram 50 membros do pior clã da cidade Militar e enfrentou uma família inteira de psicopatas mesmo com sua amiga ferida?

- Não é pra tudo isso, exageram um pouco não acha Lili?

- Só um pouco – ela deu um sorriso depois de dias tença.

- Nesse caso, se vocês deixarem sua amiga, Eve né? Com a gente, por dois meses e meio, ela vai concluir o curso de curandeira.

- Mas ela não vai poder nos acompanhar né?

- Não, ela deve ficar aqui com a gente.

- Eve, o que acha?

- A gente precisa melhorar, eu vou ficar bem.

Lili dá um abraço caloroso em Eve, Eve acompanha a loira, ela me dá um sorriso e um aceno que eu retribuo, quando a moça volta ela fala que não precisamos pagar nada se cumpríssemos uma missão de resgate, um grupo de pessoas foi atacado por bestas, concordamos em fazer, fomos até a prefeitura da cidade, a cidade era limpa, cheirosa mesmo sem flores, várias casas livres de qualquer poeira ou sujeira, as ruas eram limpas por várias pessoas, na prefeitura pegamos a missão pra ir até uma aldeia próxima, viver nas cidades custava dinheiro então algumas pessoas eram deportadas das cidades, vivam em lugares sem proteção, pegamos dois cavalos e fomos, diferente das cidades habitadas, fora das muralhas só restavam escombros da sociedade anterior, ruas desertas, prédios, entre outras coisas, fomos cavalgando por uns 30 minutos até ver ao longe um prédio alto e no seu topo, fumaça, nós olhamos e fomos, quando chegamos no prédio tinha um portão fechado e quando tentamos forçar a entrada algo parecia o bloquear, olhamos pelo alto e várias janelas estavam quebradas, parecia abandonado mas a fumaça ainda estava no topo, quando demos a volta encontramos uma porta de saída, tentamos entrar mas estava trancada, sem qualquer forma de entrar, peguei minha espada e cortei a porta, tinha algumas mesas atrás que prendiam as portas, entramos e estava tudo escuro, caminhamos em silêncio, encontramos uma escada e fomos subindo, o lugar estava todo bagunçado com vários aparelhos eletrônicos jogados no chão , papeis, parecia algum prédio de departamentos, quando chegamos no terceiro andar encontramos uma porta trancada, cortei a porta e tinhas cinco pessoas nos encarando, pareciam com medo.

- Nós somos da cidade Militar, viemos por causa de uma missão deixada na cidade curandeira, vocês foram atacados por bestas?

Eles olharam para nossas roupas, mesmo desconfiados, guardaram os tacos e porretes.

- Sou Gabriel, sou líder desse grupo, moramos aqui mas a duas noites fomos atacados por bestas, conseguimos nos defender mas gastamos nossas ultimas balas de pressão.

- Tem alguém ferido? – Perguntou Lili.

- Não, só que um foi levado pelas bestas ao ninho delas, essas criaturas estão tentando criar uma colmeia aqui, precisamos voltar pra cidade e avisar os Exterminadores.

- Essa é Pietra, ela é irmã de Pedro, que foi levado.

- Sinto muito.

- Ele lutou com honra pra nos salvar, por isso mandamos essa missão pra cidade Curandeira.

- Como fizeram isso?

- Sinal de fumaça, ela está fraca mas ontem estava muito forte, acho que viram.

Gabriel tinha um corte na bochecha, parecia um homem experiente.

- Agiu bem, vamos levar vocês agora antes que o sol se ponha.

- Vocês conseguem levar nós cinco?

- Infelizmente não, nossos cavalos só levam dois de cada vez.

- Vocês vão, eu fico, sou o responsável por Pedro ter ido.

- Gabriel não, eu fico, quero morrer como meu irmão morreu.

- Não vou deixar Pietra, Victor, leve ela agora.

Eu levei Pietra e Victor comigo, Lili outras duas pessoas, fomos o mais rápido possível mas quando chegamos na cidade já estava de noite.

- Quem são essas pessoas?

- Moradores de uma cidade próximo, bestas estão fazendo ninhos lá, mandem essa mensagem para Rony, professor da academia de Exterminadores da cidade Militar, ele vai saber o que fazer.

- E vocês dois?

- Vamos voltar e buscar um que ficou pra trás.

- Isso é muito perigoso, mesmo vocês sendo vocês.

- Somos os anjos da morte, lembre desse nome soldado.

Voltamos pra cidade, estava muito barulhento, gritos de bestas davam pra ser olvidos, só com a luz da lua não dava para ver quase nada mas chegamos no prédio sem problema, ouvi vários gritos no alto do prédio.

- Gabriel.

A porta estava destruída, entramos com os cavalos, subimos até o terraço onde encontramos três bestas mortas no chão e Gabriel ensanguentado com sangue das bestas.

- Por que demoraram?

- Você é um deslocado?

- Sou, mas não fui militar, não peguei minha arma.

- Não temos tempo pra isso, sobe logo – Lili gritou pra Gabriel que logo montou no cavalo.

Descemos as escadas mas já fora do prédio vinha uma multidão de bestas, umas 30 bestas vinham muito rápido, cavalgamos pra cidade mas Lili ficava pra trás, e as bestas estavam chegando, eu deixava eles e fugia ou enfrentava aquelas bestas?

Lili teve a mesma ideia que a minha, pulamos dos cavalos, Gabriel pegou meu cavalo e montado no de Lili foi em direção a cidade.

- Parece que nossa missão vai ser mais divertida do que achávamos.

- Se você chama isso de diversão, não quero saber o que te deixaria com medo.

Eu ri e ela também, enquanto isso as bestas nos cercavam.

- Vamos matar e fazer jus a nosso título.

- Primeiro dia como anjos da morte efetivamente.

- Primeiro de muitos.

Eu e ela lutamos contra aqueles monstros, mesmo em grande quantidade ganhávamos sem muitas dificuldades, deixamos nos levar por estar ganhando e uma besta acertou Lili nas pernas a fazendo gritar de dor, eu a coloquei nas costas, ela ainda segurando seu machado e sobrando uns nove ou oito deles sai correndo pra dentro de uma casa próxima dali, tranquei a porta e coloquei Lili de costas a uma parede.

- Como eu queria Eve aqui.

- Eu também mas relaxa, eu vou cuidar deles e vou te levar pra cidade.

- Não, vai logo pra cidade, você não vai morrer por minha causa Naur, não você.

- Por que eu não?

- Por que eu amo você.

Aquilo me pega de surpresa, eu levanto e antes de abrir a porta.

- Não saia daí, eu vou voltar.

Sai e lá estavam as sete bestas.

- Então vocês acham que podem me matar? Eu vou fazer vocês nunca mais voltarem aqui.

Peguei Katana e ataquei o da minha frente, um mordeu minha perna, eu finquei minha espada em sua cabeça, outro ia me acertar por trás mas eu o cortei, um pulou por cima de mim, eu reagi cortando sua cabeça, um deles conseguiu morder meu braço, deixei a espada cair, rolei e peguei com a mão esquerda e finquei em seu coração antes de outro ataque, com mais dois na minha frente, vendo que estava sem opções, Lili atrás de mim machucada, movimentos limitados, o que fazer? Não sei, só sei que pedi forçar para katana, pedi forças a meu corpo e esperei os dois me atacarem, os dois me atacaram ao mesmo tempo, Katana me atendeu porque a espada entrou em combustão, uma forte luz emanou da espada, as bestas recuaram mas não desistiram.

- Obrigado Katana.

Com um corte de minha lamina uma rajada em forma de corte em fogo, cortou ao meio as duas bestas, entrei na casa, Lili estava com muita dor,

- Naur...

- Eu disse que ia voltar – me ajoelhei ao seu lado – como você está?

- Melhor que você, o que aconteceu?

- Me descuidei, consegue andar?

- Acho que... – ela tenta levantar mas cai – não.

- Coloca seu machado dentro do meu sobre tudo.

Ela colocou, eu guardei minha espada.

- Agora eu vou te carregar nos meus braços.

- Mas seus braços estão todos ensanguentados e você mal se aguenta em pé.

- Você ainda não entendeu que eu não vou te deixar pra trás?

Ela olhou nos meus olhos e eu nos dela, ela entendeu que eu não iria sair dali sem ela, a coloquei nos meus braços, mesmo todo meu corpo doendo eu a carreguei até os portões da cidade, quando abriram o portão e eu entrei com Lili, os guardas a pegaram e foram correndo para o hospital, eu olhei desfocado pra aqueles cabelos vermelhos me perguntando se tinha chegado a tempo, ela estava perdendo muito sangue, eu vi ela se distanciando e minhas forças se esvaindo, senti o chão no meu rosto, antes de perder todos os sentidos, escutei algumas pessoas gritando e vindo me levar, minha visão escureceu totalmente, não conseguia mais ver Lili ao longe, só conseguia ver a escuridão e sentir o frio do chão, o frio do clima, o frio do meu sangue e lembrar do calor de Lili e do sorriso de Eve.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...