História Diário de Naur - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - 16 de abril de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 13 - 16 de abril de 2018

Eu acordei no hospital, estava com a perna e o braço enfaixado, minha espada estava ao meu lado na cama, olhei pelo lugar vendo se tinha alguém, mas não havia, esperei até alguém chegar, a vista da janela dava pro céu azul, com o sol muito forte, depois de alguns minutos a curandeira chegou.

- Já acordou?

- Sim, quanto tempo estou aqui?

- Dês de ontem à noite e recomendo o senhor... Naur não se mexer.

- Como está Lili, a garota de cabelos vermelho?

- Ela está bem, não foi nada muito grave, só vai ter que passar uns dias de repouso e logo vai estar novinha em folha.

- Que bom, Eve já sabe?

- A menina com uma lança?

- Sim.

- Não, a menina de cabelo vermelho pediu pra não informar que vocês estão aqui.

- Vai ser melhor assim, dessa forma ela se concentra nos estudos.

- Eu achei uma completa irresponsabilidade de vocês saírem das muralhas salvar aquelas pessoas.

- Por que?

- Vocês são muito jovens, e estavam em menor número.

- Você está certa.

- Eu sei.

- Mas mesmo sendo dois jovens, que não são da cidade, por que só nós fomos? Ninguém se voluntariou pra ir conosco, obrigado por cuidar de mim mas peço que não julgue as ações das pessoas tão rápido.

A curandeira olhou pra mim com um olhar de espanto, eu tentei levantar da cama mas ela me impediu.

- Você está muito machucado, amanhã poderá andar por aí, hoje você descansa.

- Tudo bem, peça pro Gabriel entrar.

- Quem é Gabriel?

- O garoto atrás da porta.

Ela se virou pra porta e Gabriel entrou.

- Quanto tempo sabia que eu estava atrás da porta?

- Dês do momento que você soltou um chiado quando a curandeira falou de vocês.

A curandeira saiu e Gabriel sentou na cadeira ao lado da cama.

- Como Pietra está?

- Ainda chateada, ela não fala, mas sei que me culpa pela morte do irmão.

- Ninguém tem culpa, vocês foram atacados por bestas, não foram treinados pra isso.

- É... Mas poderia ter feito mais.

- Vamos mudar de assunto, como Lili está?

- Bem, vai só ter que repousar um pouco.

- Não, isso eu já sei, como ela ficou sabendo que não vai poder sair da cama?

- Ela lotou, queria te ver de todas as formas, cinco curandeiros tiveram que a segurar pra não sair da cama, eu disse pra ela que você ia querer que ela ficasse na cama e não lutasse.

- Bem a cara dela – risadas – ela deve ter olhado pra você como se fosse te matar né?

- Sim, ela dá medo, mas se acalmou e está na cama dentro de sua Alte.

- Deve estar treinando.

- Como você aguenta?

- Ela teve uma infância difícil, é uma ótima pessoa, só têm um probleminha com emoções.

- Pra mim vocês são doidos.

- Somos – risadas.

- Por que vocês escolheram me salvar a se salvar?

- É nosso trabalho e além do mais, tenho que conseguir pagar o curso da minha amiga.

- Rose falou.

- Quem é Rose?

- A curandeira que fica na recepção.

- Ela é sua amiga?

- Não – risadas – ela é minha namorada.

- Então por que você estava fora da cidade?

- É uma longa história.

- Eu não vou a lugar algum.

- Tudo bem.

Eu não lembro ao certo mas vou contar tudo que lembro, ele era uma criança que roubava pra sobreviver, algumas vezes conseguia, outras não, uma mulher abrigou ele, ele descobriu que era deslocado contou pra mulher que o abrigou, ela não gostou, quando estava dormindo a mulher o atacou com um a faca, ele desviou mas ela o acerou na bochecha deixando uma cicatriz, ele fugiu dali e voltou para as ruas, sua vida não foi muito melhor depois disso, ele não foi pra escola então vivia roubando comida como uma criança de novo, até que ele conheceu Rose, uma garota que tinha uma vida boa, ele gostou dela logo de cara, tentou conquistar ela de todo jeito, ela sempre respondia com um sorriso e com olhar, até que um dia uns caras o cercaram e sem poder fugir apanhou, a garota chegou e espantou os caras, ela o levou pra casa, sua mãe era curandeira e treinava sua filha pra ser também, as duas o ajudaram a melhorar e o acolheram, depois disso ele cresceu mas escolheu sair da casa pra não causar mais despesas pra família, mesmo ele já namorando a Rose, ele viajou pra cidade fora da muralha já que não tinha mais meios de se sustentar na cidade e as pessoas não gostavam muito dele, já na cidade fora das muralhas ele conheceu dois irmãos Pietra e Pedro, juntos eles foram vivendo na cidade, mais dois viajantes chegaram e se juntaram, Victor e Edgar, assim eles formaram um grupo, estava tudo indo bem, todo fim de semana ele voltava a cidade e passava com sua namorada, quando voltou em um dos fins de semana um novo membro apareceu, Linda, eles a acolheram, como Gabriel era um descolado junto com Pietra e Pedro, eles ficaram no comando do grupo, Gabriel sempre tomava as decisões mais cruciais fazendo com que o grupo se mantivesse unido e forte apesar das diferenças, uma noite, eles estavam conversando normalmente envolta da fogueira quando Edgar, avistou algumas sombras verdes se aproximando, como eles estavam no alto de um prédio, dava pra ver tudo embaixo, Bestas, só algumas, subiram no prédio, Gabriel trancou a porta e esperou, eles entraram, todos lutaram mas estavam mal equipados e sem recursos pra aguentar por uma noite inteira então Pedro, pegou uma tocha e empurrou todos pro andar de baixo, o grupo acompanhou, bloqueando todas as passagens, o sol já estava quase amanhecendo, mas a tocha ia se apagando, as bestas atacaram e levaram Pedro com eles, foi rápido, nenhum deles poderia ter feito algo, isso foi na sexta, como ele deviria estar lá no sábado, Rose olhou pra onde seu namorado deveria ficar, mas como estava  de dia, ela não viu nada, pediu para que alguns exterminadores fossem lá mas ninguém foi, de noite ela viu ao longe uma fogueira no alto de um prédio, ela deduziu que deveria ser um sinal e pensou que deveriam ter sido atacados, para que fossem com mais urgência ela colocou o cartaz que eu peguei, no dia seguinte cheguei na cidade e o resto vocês já sabem, perguntei por que eles não foram pra cidade logo que o dia amanheceu, ele disse que estavam procurando Pedro, como Pietra, uma das líderes pediu, ele não podia negar, eu compreendi mesmo achando burrice.

Ele me explicou um pouco de cada membro, os irmãos eram de uma família de ferreiros, só os dois eram deslocados, quando atingiram a idade que suas habilidades aparecem, foram mandados pra escola de ferreiros, mas não queriam isso, então fugiram e foram pra cidade Curandeira e como não haviam oportunidades, eles viveram nas ruas e depois desistiram e foram viver fora das muralhas.

Edgar e Victor são amigos de escola, os dois são neutros, queriam ser protetores, concluíram os estudos mas quando viram como seu departamento agia com os deslocados eles desistiram e foram viver viajando pelos destroços que já foram cidades até que acharam o grupo de Gabriel.

Linda é um mistério até pra Gabriel, nem ele sabe sua história, só que é uma garota de uns vinte e alguns anos, não fala do passado, é muito calada e não é sociável, só ficou no grupo porque eles a tratavam bem e tinham comida.

No outro dia a curandeira disse que eu podia sair, mas minha perna e meu braço ficariam enfaixados por mais quatro dias, eu tomei um banho, mas como havíamos deixado as mochilas em um quarto em uma pousada, antes de sairmos da cidade preferimos deixar tudo acertado, pedi pra Gabriel ir pegar, ele foi e uma hora depois ele trouxe as duas mochilas, eu coloquei uma roupa básica e ele me levou ao quarto de Fire, eu mancava mas usando Katana como bengala não caia, sei que ele não deve ter gostado de ser usado assim, já no quarto de Fire, praticamente idêntico ao meu vi Fire deitada, virada pra parede, de costas pra porta.

- Já disse que não quero nada Gabriel, vai ver seu grupo.

- Desculpa Lili, pensei que ia gostar de um presente, ele está meio quebrado mas espero que goste.

Ela já ia mandar Gabriel pra aquele lugar quando me viu, com ajuda de Katana cortei o cabelo, estava curto, ela me olhou por um momento antes de me dar um sorriso e deixar uma lágrima cair.

- Vou deixar vocês a sós.

Ele saiu e fechou a porta eu me aproximei da cama e quando cheguei perto ela me deu um abraço como se eu estivesse prestes a partir e nunca mais voltar.

- Ei, calma, assim vai acabar de me quebrar.

- Desculpa – ela limpou o rosto e chegou pro lado.

- Vou me deitar aqui, parece bom.

Ela não falou nada, só me olhou meio corada.

- Você pode deitar.

- Eu sei que posso.

Ela olhou zangada e eu fiquei rindo, eu deitei e coloquei Katana encostada na cama, a puxei e coloquei sua cabeça em meu peito.

- Eu disse que voltaria.

- Ela me apertou, eu beijei sua testa e ficamos ali conversando, ela disse que estava preocupada, que estava com medo e quando eu comentei sobre sua declaração ela disse que era pra esquecer, que só disse isso por que pensou que iriamos morrer, eu ri e não toquei no assunto.

- Gabriel pegou nossas coisas.

- Ele me trata como uma fera domesticada, fica tentando ser legal mas tem medo de mim, eu sei.

- Quem não teria?

- Naur! – Ela me bate, eu finjo que doeu – você tem medo de mim?

- Depende.

- Do que?

- Da pergunta.

- Como assim?

- Eu não tenho medo de você, não tenho medo de estar com você, tenho medo de não estar mais, isso me deixa apavorado.

Ela me olha com um olhar de surpresa e baixa a cabeça no meu peito, eu passo a mão nos seus cabelos, fazendo carinho, ela gosta.

- O que vamos fazer com Gabriel?

- Nada, ele é maneiro, vamos livrar sua “cidade” das bestas.

- Mas você está todo ferrado e eu não posso andar por mais quatro dias.

- Eu chamei a cavalaria.

Nós nos olhamos e ela entendeu do que eu estava falando, a curandeira trazia a comida, não era muito boa mas era o que tinha.

- Como você faz?

- O que?

- Pra ir no banheiro já que você não pode andar?

Ela corou e me bateu com o travesseiro, eu fiquei rindo, ela também, eu queria que esse momento durasse pra sempre.



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