História Diário de Naur - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - 1 de julho de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 15 - 1 de julho de 2018

Não aconteceu muitas coisas nesses últimos dias, nos ocupamos treinando muito e nos preparando para quando Eve chegasse do seu internato, preparamos alguns balões e decorações bem alegres, Lili, Pietra e Rose deram uma boa ajuda com a decoração, um toque feminino – risadas – nós homens colocamos tudo nos lugares, principalmente os mais altos, Linda ainda não conversava comigo e não participava da arrumação, a rotina dela era bem rígida, café da manhã na padaria lendo um livro, treinamento, casa, café da manhã na padaria... Eu não consigo entender ela e quando tento me aproximar ela vai embora, como se eu não merecesse seu tempo.

Eu não disse mas a festa é na casa de Maria, ela concordou já que gostava de ter tanta gente em casa, seu marido já falecido não podia mas fazer companhia então Rose sempre estava lá e fazia questão de nos chamar pra alegrar o local, Victor e Edgar eram muito próximos, estavam sempre treinando juntos, comiam juntos e até já vi entrando no mesmo quarto juntos, acho que são como irmãos mesmo, são divertidos, Pietra parecia cada vez mais interessada em Lili, ela sempre queria saber de Lili e suas aventuras mesmo sendo a mesma história, será que Pietra a vê como heroína? Ela fala comigo também mas não tanto, só quando estou com Lili ou outra pessoa, ela não fala comigo sozinho mesmo que só tenha eu e ela no local, Gabriel sempre está fazendo piadas, confesso que muitas são ruins mas dá pra zoar ele então fica legal e ele leva numa boa, Rose gosta de conversar com todo mundo, sempre ficamos de boca aberta com o nível de seus conhecimentos sobre medicina, sangue de bestas e muitas outras coisas cientificas que eu nem podia imaginar que existiam, Maria adora falar do passado, de como o mundo era antes de tudo ir pro espaço, ela fala que antes de tudo os governantes eram corruptos, só pensavam neles e deixavam o povo a mercê de todas as atrocidades possíveis, o povo lutava contra eles mesmos, “policiais e bandidos” lutavam um contra o outro pelo domínio de territórios, isso matava muitos inocentes mas ela dizia que se você não fosse filho de alguém importante só era mais um pra estatística, que existia muito preconceito entre pessoas de cores diferentes, pessoas que não se enquadravam no “normal” da sociedade eram taxados como “especiais” ou “anormais” como fazem conosco, deslocados, em pensar que mesmo depois do mundo ter acabado por guerras causadas por futilidades as pessoas ainda querem apontar o dedo e julgar as outras pessoas sem lembrar que elas também tem pecados.

Falta um dia pra Eve chegar, estou tão ansioso, será que ela mudou muito? Como será que ela vai ficar ao ver nossos machucados e esse meu corte de cabelo? Será que ela vai ficar amiga de Gabriel e ou outros? São tantas perguntas que nem consigo parar de palpitar – risadas – estou tão ansioso, eu e Lili estamos passando mais tempo juntos, a gente não se considera um casal mas estamos juntos, seu anel não tem ficado com chamas muito fortes ultimamente, o meu não funciona quando eu mando, será que estragou depois da minha luta? Eu e Lili tentamos achar o Angelo mas não conseguimos o encontrar, parecia que ele nem existia, nós perguntamos de pessoa em pessoa mas ninguém sabia onde ele estava, então desistimos, ele deve ter ido embora ou algo do tipo, já de noite eu fui para uma cafeteria e concidentemente.

- Boa noite senhor.

- Boa noite Naivvi.

- Ó, se não é meu cliente predileto, o que deseja?

- Gostaria de um pão de queijo e um café com pouco açúcar.

- Tudo bem – ela foi pegar meu café e o pão – como vai a vida?

- Complicada.

- Eu imagino, você e seus amigos são famosos, Anjos da morte, quem vão matar?

- Principalmente bestas...

- Só?

- Pessoas que se metam no nosso caminho e mereçam.

- Se você matar uma pessoa porque ela matou outra, no que você é melhor que ela?

- Eu... Bom... Nada eu acho.

Ela saiu de trás do balcão e sentou do meu lado.

- Seu caminho daqui pra frente vai ser difícil, não quero que você se limite, use tudo que você tem e defenda o que você acredite.

- Eu tento fazer isso.

- Sabe qual o maior arrependimento das pessoas que morreram?

- Não.

- Eles se arrependem de tudo que não fizeram em vida, se você matar todos só porque eles são pessoas más, você pode se arrepender de se tornar igual ou pior que eles, tente deixar essas decisões com outras pessoas, se concentre no seu fogo – como ela sabe que meu elemento é fogo? – Seu fogo tem o poder de destruir tudo que estiver na sua frente mas será que seu fogo consegue proteger quem você ama?

- Acho que sim.

- Você luta pra proteger quem você ama ou eliminar quem odeia?

- Eu...

- Quando souber responder nos encotraremos de novo.

- O que você quer dizer com isso?

A porta se abril e uma pessoa entrou, quando olhei de volta pra Naivvi ela tinha sumido, eu comi e bebi meu café, por que ela parece me conhecer tão bem?

Voltei para meu quarto e Lili estava acabando de comer.

- Boa noite Naur.

- Boa noite.

- Tudo bem?

- Você acha que estou fazendo as coisas certas?

- Como assim?

- Por que estamos lutando por um povo que nos odeia?

- Por que escolhemos isso, eu sei que você acha que tem muitas pessoas ruins nesse mundo, eu concordo com você mas existem pessoas boas como eu, você e Eve.

- E se fracassarmos? Eu não suportaria um mundo sem vocês duas.

- Naur olha pra mim, se eu ou Eve morrermos prometa que continuará lutando para que o mundo seja um lugar bom.

- Eu não posso, não sem vocês.

- Você é forte, sei que consegue mas se você sair da linha eu volto e te dou uma surra.

- Está bem, está bem.

- Nós vamos conseguir salvar todos, nós três podemos.

- Da onde você tira tanta confiança?

- Eu só cansei de ser fraca, resolvi fazer algo a respeito, antes de conhecer vocês eu só queria ser forte e pensava que era a mais forte, ninguém me ganhava mas eu vi você, você mesmo sendo o filho da grande Vivian nunca deixou isso subir sua cabeça, se manteve centrado no treinamento, eu o desafiei e você me mostrou como eu ainda tinha que melhorar.

- Lili.

- Quando você me salvou daqueles caras eu vi que sozinha não ia ganhar mais de ninguém, confesso que você me dava medo e eu não queria mostrar isso mas apesar de você mostrar pra todo mundo esse lado legal, descontraído você tem o seu lado sério, muito inteligente em batalha e seu lado obscuro que me dá muito medo.

- O seu também.

- Meu lado obscuro?

- Não, todos seus lados me dão medo.

- Idiota, estou falando sério.

- Eu também, quando fica com ciúmes então, nada me dá mais medo.

Ela pegou um travesseiro e começou a me bater, eu ficava rindo e ela cada vez com mais raiva, mesmo que diga que me dá medo, e me dá mesmo muitas vezes ela fica muito linda, Fire, eu prometo te proteger com tudo que eu tenho.

O dia chegou, Eve está voltando, fomos até onde deixamos ela e Rose a trouxe, ela estava com o cabelo maior, um jaleco branco e um garoto ao seu lado, ela veio correndo nos cumprimentar.

- E aí pessoal, como vocês estão?

- Bem.

- Bem.

- O que aconteceu com seu braço?

- Isso? Uma longa história, depois eu conto, quem é seu amigo?

- Prazer Naur, Lili, Eve me contou muito de vocês dois, eu também quero ser um curandeiro que ajude os exterminadores, meu nome é Kelvin.

Lili se aproximou do Kelvin e o pegou pelo braço.

- Vamos na frente, quando chegarmos conversamos melhor.

- Tudo bem.

Lili levou Kelvin na frente, eu e Eve fomos alguns minutos depois, no caminho conversando sobre seu tempo na escola ela disse que aprendeu várias coisas e que agora poderia nos ajudar e não ser um peso.

- Você nunca foi e nunca será um peso.

Ela ficou feliz e quando chegamos, uma facha gigante de parabéns e todos os convidados dando parabéns, um monte pessoas vieram cumprimentar ela e se apresentarem, Eve estava visivelmente contente por tantas pessoas irem em sua festa e por ter uma festa, eu vi Lili em um canto e fui falar com ela.

- O que você falou pro Kelvin?

- Depois do último encontro dela eu vou ficar de olho nesse garoto.

- Traduzindo, você vai amedrontar ele o suficiente pra não fazer besteira.

- Algum problema com isso?

- Nenhum – risadas – falei que você dá medo.

Comemos e colocamos o papo em dia, contamos a história toda das bestas e nossos planos de entrar no ninho deles, Eve falou que iria com a gente e Kelvin se voluntariou, um garoto normal com uma franja na testa, eu discordei de uma pessoa sem treinamento nenhum ir direto pra batalha, Gabriel gostou do espirito dele e deixou que fosse no grupo dele, todo mundo estava se divertindo, Eve estava comendo tudo e acho que ela gostou do pessoal, no fim da tarde Rose chegou e ai mesmo que Gabriel se soltou e me puxou pra sua loucura, como era pra Eve eu me juntei em sua palhaçada e todos riram, sentamos pra descansar a barriga, eu sempre com minha espada, Eve com sua lança já que nem tinha ido em casa e Lili com seu machado, com esse machado seu potencial de assustar qualquer pessoa aumentava muito – risadas – tudo estava bem até que ouvimos sinos tocando.

- Bestas estraram. – Rony

- O cemitério e a escola. – Rose

- Mas são lados opostos – Gabriel.

- Vamos nos concentrar na escola que tem mais pessoas, todos peguem suas armas e vamos. – Rony

Algo veio na minha cabeça, por que não pensei nisso?

- Lili, Angelo, ele está com seu irmão, seu irmão está no cemitério.

Lili me olhou e também percebeu que foi o único lugar que não olhamos, eu e Lili corremos pro cemitério enquanto os outros iam na outra direção exceto Eve e Linda, Gabriel ficou na casa, acho que para proteger Rose e Maria, Kelvin foi com Rony, acho que ajudar os feridos, não posso me preocupar com isso agora, tenho que salvar as pessoas.



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