História Diário de Naur - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.627
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - 2 de julho de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 16 - 2 de julho de 2018

Como já era de noite eles puderam entrar sem dificuldades, enquanto correndo eu ouvi uma voz nos meus ouvidos, chamando meu nome e sabia que não era nenhuma pessoa que estava correndo no sentido contrário.

- Naur.

- Quem é?

- Sou eu, Katana, acho que já nos ligamos tanto que posso falar com você consciente.

- Estou ocupado, fala logo.

- Monte uma estratégia antes de sair enfrentado as bestas, sua mãe sempre tinha um plano extra.

- Entendi, só isso?

- E você sabe para onde está indo?

- O som do sino vai me guiar.

- Usa a cabeça, só o sino não vai ajudar, usa seu anel.

- É mesmo, obrigado Katana.

Eu olhei para meu anel e tinha uma seta apontando onde eu deveria ir, eu tentei pensar o mais rápido possível em estratégia e só pensei em uma.

- Lili, Pegue Eve e salve as pessoas e os feridos, eu e Linda vamos combater as bestas e ajudar os Guardiões e os protetores.

- Por que vamos nos separar?

- Eu vou atrair eles, vai logo.

Ela e Eve seguiram na direção do som do sino e começaram a entrar nas casas, uma a uma procurando pessoas, eu e Linda matamos cada besta que ficava na nossa frente, eu dava cobertura as vezes quando precisávamos carregar algum soldado para fora da batalha, estava um coas, bestas para todo o lado, pessoas correndo, soldados morrendo, apavorados.

- Lidere-os.

- O que?

- Você deve ser a esperança deles, eles precisam de um líder.

Eu não pensei no que fazer, só fiz, comecei a matar as bestas abrindo caminho, eu dava ordem para os soldados e incrivelmente eles me obedeciam, Linda me salvou umas duas ou três vezes, eu mesmo na batalha reparei que eles davam prioridade a mim, usei isso e junto de todos os guardas fomos matando eles, reforços foram chegando, depois de umas 5 horas de luta e sangue derramado conseguimos matar os que passaram pela muralha, eu estava exausto mas devia achar Angelo.

- Cuidem dos feridos, vigiem a muralha, eu vou estar no cemitério.

- Senhor, você deve descansar.

- Eu preciso fazer uma coisa, soldado, ajude o povo, eles perderam muito, de esperança a eles.

- Sim senhor.

Eu virei de costas e segui meu anel até o cemitério.

- Você foi um líder mesmo.

- Sim, agora você fala comigo?

- Só quando preciso.

- Entendo, é preciso agora?

Ela balançou os ombros em sinal de “talvez” eu entrei no cemitério e mesmo com toda a gritaria e caos na cidade eu não me importei, eu segui em frente procurando ele, encontrei um rastro de sangue e o segui, perto de uma árvore havia várias lápides mas uma tinha uma pessoa ao seu lado, eu corri e todo ensanguentado, machucado e sorrindo, ele estava ao lado de seu irmão, eu cai de joelhos ao seu lado e o peguei nos braços, ele ainda estava respirando.

- Linda, rápido, chame um curandeiro, por favor.

Ela chegou perto e colocou sua mão no corpo dele.

- O que você está fazendo?

Angelo ergueu a mão e passou pelo meu rosto.

- Senhor, que bom poder encontrar o senhor aqui.

- Você vai ficar bom, eu vou achar alguém pra te ajudar.

- Não, fica, eu gostaria de ficar aqui com vocês três.

- Mas...

- O senhor está triste? Eu fiz isso?

- Não, por que não fugiu?

- Eu não abandonaria meu irmão como o senhor não me abandonou.

Ele me deu um abraço forte, um abraço cheio de carinho e ternura, Linda já tinha tirado suas mãos do corpo dele, eu olhei pra ela e quando ia falar com ele, seus braços se soltaram, eu não conseguia sentir sua vida, ele já estava morto e mesmo morto e continuou sorrindo, eu o coloquei do lado da lápide de seu irmão e fiquei de pé.

- Por que você não pediu ajuda?

- Já não dava mais tempo.

Eu ia ficar com raiva dela mas não era certo, só olhei pra ela e ela me deu alguns tapinhas nas costas, começou a chover forte, Lili chegou e desabou ao ver o corpo de Angelo no chão sem vida, ela chorou sem emitir sons com Eve a abraçando, eu sai dali e passei de novo pelas casas destruídas, o fogo já tinha apagado das casas, os guardas estavam em pé me olhando, eu fiquei no centro deles, os cidadãos estavam me olhando também, eu não podia chorar, Linda que vinha atrás de mim me deu um leve empurro e eu voltei a andar.

- Palmas para nosso Líder e nosso salvador, Naur, o anjo da morte.

Todos aplaudiram, eu virei e os encarei, apesar das perdas e das diferenças, eles estavam juntos.

- Soldados, parabéns por lutarem ao meu lado e me seguirem mesmo diante da morte e cidadãos, enquanto eu estiver aqui eu vou proteger vocês.

Eu só pude dizer isso mas mesmo assim eles continuaram aplaudindo, eu fui vagando por todos os lugares que tinha andado com Lili, o grupo da escola, Gabriel e seu bando, agora estava tudo destruído, que paisagem triste.

- O que vai fazer?

- Preciso ir até o outro lado e ajudar Rony.

- Eles devem estar bem, eles estão com muitos soldados e são uma boa equipe.

Eu olhei pra ela e sem ter o que fazer, ajudei as pessoas a se remanejarem pra outros lugares, hotéis liberaram quartos pra eles, os feridos foram levados para os Hospitais, se não estivéssemos na cidade Curandeira, acho que muitos teriam morrido, tivemos poucos mortos mas mesmo assim, crianças gritavam procurando os pais e pais chorando a perda de seus filhos, conforme o tempo passava, o dia ia chegando.

- Vocês trabalharam a noite toda, descansem.

- Obrigado mas vamos continuar.

- Não vão.

- Rose?

- Eu vim aqui ajudar com os feridos e encontro vocês assim, eu vi Lili e Eve, elas estão na minha casa descansando, sugiro vocês também irem.

- Não preciso...

- Naur.

- Sim soldado.

- O presidente está chamando o senhor e todos os exterminadores que ajudaram na luta.

- Por que isso?

- Desculpa senhor, não sei ao certo.

- Tudo bem.

Eu olhei pra todos os soldados que estavam ao meu redor, todos lutaram e ajudaram sem descansar.

- Avise a todos os soldados que quando acabarem eles podem descansar até segunda ordem.

- Obrigado senhor.

Eu olhei pra Linda e fomos até a casa de Rose.

- Senhora Maria, pode chamar as meninas por favor?

- Nossa, vocês estão muito machucados e parecem que trabalharam a noite toda, vocês devem descansar como as Garotas.

- Sogra, ele tem um motivo.

- Oi Gabriel, cuidou bem daqui?

- Nenhuma besta chegou até aqui graças a você e aos outros.

- Eu sei, chama elas, precisamos comparecer ao presidente agora.

- O que ele quer?

- Não sei, mas ele vai ter que me explicar como tantas bestas entram tão fácil e como não tinha nenhum sistema de defesa e soldados tão mal preparados para essas situações.

- Eu vou com você.

- Obrigado.

Ele entrou dentro da casa e em poucos minutos trouxe elas, Maria ofereceu alguns biscoitos mas eu não tinha fome e nem Linda.

- Vamos então, até mais senhora Maria.

- Até Naur, boa sorte a todos.

- Obrigado.

Nós saímos dali e fomos até a prefeitura, meu anel não tinha mais seta, o de Lili estava com um fogo bem fraquinho e o de Eve estava pulsando como um coração normal.

- Eu encontrei os outros, eles estavam indo pra prefeitura também mas escolheram ir sem vocês.

- Bem a cara de Rony.

- Vocês não morreram isso já é um alivio.

- Mas outros sim, cada perda mesmo que pouca é um parente, amigo ou uma pessoa querida.

- Eu sei...

Lili estava se mantendo forte sem qualquer expressão de tristeza enquanto era abraçada por Eve que conversava com ela a consolando, eu me mantinha resoluto aos meus pensamentos.

- Você fez bem Naur, ele sabi que ir morrer, aproveite seu tempo com seus amigos, não deixe que a morte de Angelo seja em vão.

- Você está certo Katana.

Eu olhei para todos e respirei fundo.

- Obrigado a todos que estão aqui comigo e me apoiam, perdemos uma pessoa importante hoje mas eu vou fazer com que sua morte não seja em vão, vou manter vivo seus ideais e seus valores, quando voltarmos vamos enterrá-lo com todas as honras que temos e vamos dar o troco neles.

Todos me olharam e senti que eles agora estavam menos desamparados, Lili e Eve olharam para mim e senti que eles estavam me apoiando, quando chegamos na prefeitura, vários Priori em volta do palácio e os outros esperando na frente do portão.

- E aí gente, estão todos bem? – Edgar.

- Bem é uma palavra forte. – Naur.

- Pelo menos estamos unidos. – Gabriel.

- Edgar só fala besteira, olha a cara de Naur e Linda, não tem como eles estarem bem. – Victor

- Kelvin está pior, parece que viu um fantasma. – Pietra

- Eve, vai ficar com Kelvin, ele precisa de você. – Naur.

- Chega desse bate papo, vamos entrar. – Rony.

Os Priori sairão da frente do portão e ele se abriu, um verdadeiro palácio como nos livros, nada comprado como o de Liones, passamos por vários priori até chegar na sala do presidente, ele era uma pessoa franzina, cabelos brancos mas não era velho, sentado num trono com um mordomo do lado e três priori do lado, ele viu a gente chagando, se levantou e começou a nos aplaudir.

- Parabéns bravos guerreiros, sejam bem-vindos a minha humilde casa.



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