História Diário de Naur - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 826
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - 5 de março de 2018 Parte 2


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 2 - 5 de março de 2018 Parte 2

Lili ainda estava lá fora quando Eve chegou na cozinha e perguntou se eu precisava de ajuda na preparação de alguma coisa, eu respondi que não mas se ela quisesse poderia fazer o suco, a geladeira e o armário do quarto que a escola disponibilizava para os alunos era pobre, pouca comida, poucos condimentos, tudo em dose mínima, acho que é para aprender a fazer muito com pouco, o que você leitor acha? Sei que não posso te escutar mas seria engraçado se pudesse hahaha, voltando, Eve fez o suco e eu coloquei os pratos depois que Lili chegou, tomou seu banho e se arrumou, não tínhamos muitas coisas, um armário de comida, uma geladeira, uma pia, um fogão de mesa elétrico, camas como disse antes, um banheiro com pia, privada e chuveiro, acho que era só, faz alguns anos isso, desculpa se minha memória está meio fraca, comemos sentados na cama, conversando um pouco, quebrando o gelo, e chegamos nas partes das histórias de cada um.

- A gente precisa mesmo Lili?

- Sim Naur, porque? Tem algo a esconder?

- Não...

- Eu acho que vai ser uma ideia interessante da gente se conhecer, vai ser divertido.

- Tá, quem vai primeiro?

- A líder, afinal, nossa inspiração e meu pai sempre disse “primeiro as damas”.

- Está bem, não tenho muito pra falar, fui criada em um orfanato, nenhuma família me adotava porque eu sou uma deslocada e tenho esse cabelo cor de fogo, não tive muitos amigos, decidi vir porque acho que vai ser uma aventura legal e eu quero ter alguma emoção na minha vida, sentir que fiz a diferença, ser especial pra alguém.

- Pesado.

- Cala a boca, deixa eu ver se esqueci de algo, hummmm, me chamo Lili fire, por causa do cabelo e do meu temperamento, falam os poucos que eu conversei que sou muito explosiva e agressiva, acho que só de vez em quando, tenho 20 anos – Jurava que era 17 ou 18, as aparências enganam – acho que só, e você Eve?

- Bom, sou Evelyn Jane, tenho 18 anos e meus pais são neutros, eles não gostavam muito de mim, piorou depois da guerra, eles não queriam mais uma boca pra alimentar – eu juro que vi uma lágrima quase caindo de seu rosto, quando ela viu que notei, se recompôs e deu um sorriso – isso não me abalou, sai de casa com 11 anos, vaguei pelas ruas pedindo comida, dormindo na rua, até que um padre me acolheu, virei crente de Deus e ele ao contrário dos outros não me abominava quando descobri que era uma deslocada, se Vivian tivesse chegado uns minutos mais cedo ele podia estar vivo, não estou reclamando Naur, só falei.

- Sem problema, pode continuar.

- Depois disso eu soube que eu poderia vir pra cá e vim.

- Todo mundo com uma história triste, Naur tem que acabar com essa sequência, afinal, sua mãe era a Vivian, você deve ser muito orgulhoso.

- Sou.

- Sua vez Naur.

- Bom, meus pais me tiveram um ano antes do fim dos tempos, meu vizinho Carlos me encontrou e me acolheu, ele me contou que meus pais se conheceram na escola, minha mãe foi morar com meu pai na casa dele, eles eram jovens, casaram no mesmo ano que se conheceram, Carlos sempre disse que eles brigavam por coisas bestas, e ficavam mais fortes com coisas impossíveis de superar, meu pai morreu doando seus órgãos quando minha mãe ficou doente, ele era de família rica, ajudou minha mãe, quando eu fui morar com Carlos depois de tudo que aconteceu, ele foi pra guerra, me deixou uma carta que Vivian me entregou, ele morreu, me mudei pra casa de Vivian, ela se tornou minha segunda mãe, me ensinou a lutar, a cozinhar, a controlar minhas emoções e os valores que um homem deve ter, antes de morrer também me deixou uma carta, as duas carrego comigo na mochila, e acho que é só isso, tenho 18 anos, me chamo Naur Miguel, podem me chamar de Miguel.

- É, estamos todos no mesmo barco, todos sem família.

- Eu não acho, a família é um grupo ou uma pessoa que te ama e faria qualquer coisa por você, vocês são meu time agora, nosso time, vocês são minha família, e eu protegerei vocês com tudo que tenho.

- É bom você cumprir essa promessa, não quero morrer até virar presidente dos militares – todos rimos.

Eu levei a louça pra pia, lavei e quando voltei as duas tinham dormido na cama de casal, esse time vai ser interessante, uma pavio curto, outra que não aceita seus sentimentos e eu, que era confuso, chato e fazia piadas fora e hora, é, acho que a luta de meus pais não vai ser em vão, não vou deixar que seja, nós três vamos mudar o mundo, criar um mundo mais belo e iluminado do que qualquer outro.



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