História Diário de Naur - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - 7 de março de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 4 - 7 de março de 2018

Acordei cedo com Eve me batendo porque estávamos atrasados, chegamos em tempo, conversamos com os outros alunos, eu conversei mais com um Henrique, um cara legal, leva a vida numa boa, como se não valesse a pena se preocupar “se preocupar demais só faz você sofrer ainda mais, com calma e paciência tudo se resolve” apesar dos 19 anos era bem inteligente, Eve que é muito extrovertida logo fez amizade com a turma toda e Lili preferia só ter a gente, acho que ela têm um pouco de problemas sócias, acho que depois de tudo, é compreensível hahaha.

Fim da aula, hora de pegar umas missões, peguei a mesma quantidade das outras, 5, não posso deixar elas para trás, fizemos tudo que tínhamos que fazer com essas missões chatas, voltamos para casa, Lili cozinhou e Evelyn arrumou a casa enquanto eu arrumava os bonecos no baú do quintal.

- Não vamos precisar de vocês hoje.

- Naur – falou baixinho atrás de mim.

- Que susto Eve, fala.

- Você acha que Lili vai se entrosar com a turma?

- Vai, é só uma questão de adaptação, cada pessoa tem seu ritmo pra se socializar, todos tem passado e isso influencia, o importante é ela saber que pode contar conosco.

- Por que você fala assim?

- Assim como?

- Filosofando?

- Falo? Nem notei hahaha, talvez porque... na verdade, não sei porque.

- Estranho.

- Sou.

Rimos e ela voltou pra dentro, comemos, demos um tempo pra digestão e fomos treinar.

- Quais são as regras Lili?

- Quem cair perde.

- Beleza, vocês duas contra mim?

- Sim.

- Justo – eu peguei minha espada mas a joguei no chão, vou usar só a bainha.

- Você está nos menosprezando?

- Não, só não quero machucar vocês.

Acho que irritei Lili, droga, ela atacou diretamente, ela é forte mas muito estabanada, ainda não está acostumada com um machado, Evelyn então? Nossa, quase arrancou a cabeça de Lili se ela não tivesse segurado o cabo da lança, não aguentei e cai na risada.

- Perdi, perdi hahahahah.

- Levanta Miguel, assim não vale.

- Vocês vão acabar se matando assim, vocês têm que treinar com suas armas primeiro, conheça você mesmo antes de querer conhecer o outro.

- E como faremos isso?

- Primeiro, Fire, esqueça atacar primeiro, deixe Eve atacar, ela ataca de longe, você aproveita a brecha e ataca logo em seguida, tente não colocar tudo em um só golpe, você vai lutar com um animal veloz, voraz e que não vai te dar segunda chance. Evelyn, seus golpes devem ser limpos, sem tremor e você deve controlar o espaço que sua laça usa, ter total controle desse espaço vai fazer com que a gente não precise se preocupar com você.

- Como você sabe dessas coisas?

- Depois de tanto tempo treinando e estudando pra isso, você fica bom.

Eu entrei, deitei no sofá e escutei elas treinando duramente pra melhorar, que bom que elas não me levaram a mal, peguei minha Katana e voltei pra caverna.

- Olá Miguel.

- Olá Katana.

- Por que você quer saber mais sobre minha antiga mestra?

- Porque eu juro que já vi você na mão da Vivian.

- Isso deve ser um engano.

- Você sabe que não é, me conte, o que houve naquele dia?

- Você não está pronto.

- O que devo fazer?

- Você só pode saber pra onde vai se souber da onde veio.

- O que isso quer...

Eu subi e Eve estava me estapeando.

- Acorda logo, preciso de você.

- O que houve?

- Umas pessoas vieram aqui procurando você, Lili atendeu a porta, ela mandou eu esperar aqui, isso faz 1 hora.

- Como eles eram?

- Altos, fortes e com uma tumba tatuada no braço.

- Tranque todas as portas, rápido, e não abra pra ninguém, se for eu você saberá.

- Deixe eu ir com você.

- Não, melhor não, ela levou o machado?

- Não.

Eu olhei pra porta e lá estava seu machado, peguei minha espada e coloquei o machado nas minhas costas, pesava mas não podia pensar nisso agora, eles não devem estar longe, por que o clã da tumba pegou Lili? Será que eles pensam que ela seria boa pra... não posso pensar nisso agora, tenho que correr.

Andei uns 20 minutos entrando em todos os becos até que eu vi uns fios vermelhos no chão, “só pode ser dela”, segui até uma área perigosa, onde muitas pessoas são roubadas, saqueadas e tudo mais; esse clã era um dos mais perigosos, protegido por membros dos Protetores, virei uma esquina e tinha uns 20 caras cercando Lili.

- Ela vai ser ótima pra vender mas antes, vamos nos divertir.

- Com licença moço.

- Fala.

- O senhor teria algo pra alimentar?

- Não tenho comida aqui garoto agora vá embora, está me atrapalhando.

- Eu não disse que era pra mim.

- Então pra quem ser...

Eu pude ver em seus olhos o mais puro medo, Eu sabia que não estava com meus limitadores, algumas pessoas quando em situações estremas liberam uma força excedente aos limites, deslocados quando liberam esse poder a força de uma criatura emana de seus corpos, eu só perdi a cabeça uma vez, machuquei algumas pessoas até Vivian me controlar mas dessa vez ninguém vai dar falta deles.

- Pra minha lamina, ela exige sangue, o de vocês, sugiro que deixem esse lugar e não mecham com os meus.

- E-E quem seria você moleque?

- Naur Miguel.

- Que merda de nome, espera aí Victor estou falando com ele, estamos em vinte e você está sozinho.

- Essa é sua última chance.

- Ou o que?

Eu sabia que só teria que matar 7 ou 8 e os outros fugiriam, são um bando de covardes.

- M-M-Miguel, fuja...

Eu olhei pra baixo e Lili estava gravemente ferida, f-ferida.

- Davi, vamos embora, deixa ela com o garoto vai ser melhor.

- V-V...

- O que disse fedelho?

- O que vocês fizeram com ela?

- Ela? Ainda nem começam...

Com um movimento rápido a cabeça saiu voando, todos nem viram o que aconteceu, só olharam apavorados.

- Eu mandei vocês nunca mais irem na minha casa, Vivian poupou vocês, o que fazem em troca? Vão a minha casa e sequestram minha capitã, aproveitem seus momentos agora, serão seus últimos.

Eu sem limitador, com minha katana na mão, minha amiga gravemente machucada, perdi completamente a noção e um por um, não importasse o quanto pedissem clemencia ou piedade, nenhum deles escapou aquela noite, claro que alguns me cortaram mas não foi nada perto do que fiz com eles, matei todos eles, peguei Lili e a levei correndo pro hospital, nunca havia corrido tanto, chegando lá os curandeiros logo vieram até a gente.

- Ela, ajudem ela.

Eu desmaiei, não estou acostumado a ficar sem limitadores, me desgasta demais, acordei no outro dia com novas roupas, limpo e com uma curandeira ao meu lado, verificando algumas coisas em mim.

- Lili, Evelyn.

- As duas estão bem senhor Miguel e os protetores já vieram aqui pegar depoimentos tanto da Evelyn quanto da Lili.

- Ela já está acordada?

- Sim mas o senhor não pode sair daqui, vou pedir pra senhorita Evelyn entrar.

- Obrigado – ela saiu e Evelyn entrou.

- Você me deixou tão preocupada seu idiota.

- Precisa me ofender?

- Precisa, seu cabeça oca.

- Risada – ela não entendeu, a abracei e ela chorou baixinho em meu ombro, acho que ficou tão aflita que nem dormiu e não saiu do nosso lado dês de que chegou – está tudo bem agora.

- Eu sei, nunca mais faça isso.

- Prometo nada, ei, isso doeu.

- Pra você aprender.

- Tá bom, acho que mereço, agora dorme.

Ela se acomodou em meu abraço e dormiu calmamente, quando a curandeira veio, me deu alta e eu sai com algumas dores mas nada relevante, fui até o quarto de Lili e ela quando me viu se assustou por um momento.

- Vocês têm 10 minutos.

- Obrigado, Eve, preciso conversar com Lili sozinho.

Relutante ela saiu.

- Como você está?

- Por que você não avisou?

- Pensei que não teriam coragem, o que queriam?

- Você, falei que não morava mais lá, então pediram pra eu mostrar onde estava, falaram que era sobre Vivian – eu mordi o lábio a ponto de quase sangrar – o resto você sabe.

- Eles abusaram de você?

- Não, só me bateram pra ficar calada e quando eu derrubei uns 3 eles me acertaram na nuca, se não fosse aquela pessoa.

- Que pessoa?

- Uma, do seu tamanho só que mais sanguinária, quase todos eles ficaram com medo do homem, não sei porque mas quando o vi ele me lembrou você e quando o chamei pelo seu nome... só me lembro de ver um cão gigante, negro, olhos vermelhos atrás do homem, me deu tanto medo que desmaiei, quando acordei já estava aqui e os curandeiros falando que você me trouxe e estava todo ensanguentado, quando você disse que não queria nos machucar achei que era brincadeira, mas agora sei que você podia.

- Eu nunca faria isso.

- Então o que aconteceu?

- É complicado.

- Descomplica.

- Eve, sai da porta e entra.

- Eu não...

- Fecha a porta e senta.

- Quem é você Naur?

- A verdade? As vezes nem eu sei, mas vou contar o porquê eles terem vindo atrás de mim e porque você viu um cão atrás de mim.



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