História Diário de Naur - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - 8 de abril


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 6 - 8 de abril

Quando abrimos a porta do porão eu não pude acreditar no que vi, dezenas de garotas, todas machucadas, sem roupas, sofreram por vários dias, acho que algumas por meses, uma veio rastejando até mim.

- Me-Me ajuda, por-por fav...

Antes dela cair no chão eu a segurei, peguei ela no colo e olhei pra Vincent.

- Ajude todas, chame todo mundo, até os alunos.

- Naur, você está bem?

- Estou Eve, só vou lá em cima.

As duas correram pra ajudar as meninas, eu não conseguia ficar ali, subi com a menina de uns 15 anos, coloquei em um veículo dos protetores e ao fundo escutei um cara rindo alto.

- Essa aí foi deliciosa – risada – me diverti muito com ela.

Eu não podia perder a calma, não podia colocar ninguém em risco, não podi...

- Ei, garoto, quando terminar com ela deixa eu brincar mais um pouco.

Eu virei calmamente pra ele e parei na sua frente.

- Repete o que você disse por favor, acho que não escutei direito.

- Eu disse pra você devolver depois que acabar.

Eu saquei minha espada e se não fosse Vincent eu teria matado aquele desgraçado.

- Chega de sangue, salvamos elas, eles vão ter pena de morte, não suje suas mãos por eles, eles não merecem morrer assim, deixe eu cuidar deles.

Ele soltou minha mão, eu precisava sair, rápido, fui até a rua e andei, não sei pra onde, sai em uma cafeteria de esquina.

- Acho que andei demais.

Entrei, estava chovendo então sem querer molhei a entrada da lojinha.

- Um café sem açúcar por favor.

- Dia difícil?

- Você não faz ideia.

- Eu sempre digo ao meu filho, nada que um café não possa melhorar.

- Espero que sim.

Eu olho pra ela, ela é linda, tem olhos castanho escuro, cabelo curto negro como a noite.

- Aqui está seu café, deu sorte, ultimo café do dia.

- Sorte não é o que eu tive hoje.

- Aposto que o café vai te animar.

- Posso te fazer uma pergunta?

- Pode.

- Você acha que uma pessoa que fez muito mal ao mundo merece morrer?

- Acho, mas não sou eu quem decide isso, se você matar uma pessoa que fez mal a outra no que você é melhor que ela?

- Então você acha que só o mal pode julgar o mal?

- Mais ou menos, o mal só teme uma coisa muito boa ou uma coisa pior que ela.

- ...

- Não importa o que você fez, só importa o que você faz daqui pra frente.

- Obrigado.

- Nada.

Deixei uma gorjeta pra menina e fui saindo pela porta.

- Qual seu nome?

- Naivvi

- Obrigado pelo café Naivvi, estava muito bom.

- Volte sempre que quiser, mas venha seco.

Eu dei um leve sorriso e voltei pra sede do clã onde Lili e Eve me esperavam.

- Onde você estava?

- Tomando um café.

- E você tem tempo pra isso agora?

- Eu precisava me acalmar, meu limitador já ia explodir.

- Ah, tudo bem então.

- Naur.

- Fala Vincent.

- O presidente da cidade quer fazer um pronunciamento com todos os alunos da turma e o professor, ele quer agradecer e premiar vocês.

- Acho uma boa ideia, não acha Naur?

- Nós vamos, só quero deixar esse lugar.

- Vamos Lili, vamos pra casa.

- Sim.

Vincent nos deu uma carona até em casa, Eve foi tomar um banho e Lili foi fazer o jantar, eu fui pro quarto trocar de roupa, desci no porão e lá fiquei por 1 hora até que Lili veio atrás de mim.

- Por que você não ascende a luz daqui?

Ela ascendeu e me viu, todo suado, com as mãos sangrando e uma parede esburacada completamente, eu não tinha notado ela até aquele momento e já ia dar outro soco quando ela entrou na frente, com lágrimas nos olhos.

- Eu sei como você se sente, eu também queria acabar com eles mas não valeria a pena, sua mãe não ia querer você por ai matando os outros.

- Eles...

- Eles são monstros mas você não, você é a melhor pessoa que eu conheço, existem pessoas boas, lute por elas e deixe as más com a lei.

- ...

- Vamos jantar, estamos esperando você.

Eu subi meio cabisbaixo mas depois do jantar e dá energia boa que Eve e Lili me davam mesmo sabendo que elas também estavam abaladas me fez voltar ao normal.

- Obrigado meninas.

- Hoje você pode dormir com a gente.

- Serio?

- Lógico, você deve estar com uma coluna de idoso agora.

- Que audácia menina, na minha época – risada.

Rimos, lavei a louça e coloquei um cobertor no chão ao lado da cama, as duas logo dormiram, eu encostei na espada e fui pra caverna.

- Katana o que devo fazer?

- Você já sabe.

- Então é isso?

- Claro como água, a escolha é sua.

- Claro como o dia ou escuro como a noite sem iluminação.

- A escolha sempre foi sua.

No dia seguinte.

- Já se arrumou Miguel?

- Já Eve, pra que a pressa?

- Vamos ver o presidente, não é demais?

- Muito, pra não dizer o contrário.

- O que?

- Nada.

Os carros eram movidos por energia solar já que outros meios como petróleo e gás estava fora de questão, as pessoas não queriam poluir de novo a Terra, entramos no carro e fomo pro centro da cidade onde uma mansão enorme ficava, entramos e na sala presidencial, o atual presidente, Marcos Leroy nos recepcionou, um homem forte, parecia vivido e feito sua imagem na guerra, estava escrevendo alguma coisa, quando a porta se abriu e Vincent trazia os alunos e Rony para perto de nós três.

- Bom, é uma honra ver todos vocês, vocês eliminaram um mal em nossa sociedade e eu gostaria de pressentia-los, medalhas lhes serão dadas em público e Vincent ará um discurso, porém, antes de tudo, gostaria de saber o que vocês gostariam de receber como recompensa.

Vincent pediu mais recursos para os protetores, Rony que pudesse se ausentar, não gostava de aparecer desnecessariamente, os outros, coisas normais, dinheiro, passar de ano direto, vida melhor, essas coisas, Lili pediu para que os orfanatos tivessem melhores condições pra se manter, Eve pediu uma reforma completa na sua antiga igreja.

- E você meu jovem?

- Eu?

- É, você descobriu o espião, desmantelou o clã e garantiu uma missão bem-sucedida, e devido ao seu problema anterior com esse clã não incitou um banho de sangue, o que você meu mais jovem promissor deseja?

- Que Antônio não seja lembrado com espião mas como um homem falho que no final fez o jurou fazer pela cidade.

- Isso pode ser providenciado, mas alguma coisa?

- Quero poder ir até a cidade Vaco.

- Por que você faria isso?

- Por que ela está controlando várias redes de clãs como o clã da tumba, quero permissão pra procurar onde fica e investigar por mim mesmo.

- Rony, você é professor dele, o que acha?

- Se ele quer, não vejo problema de impedir.

- Entendo, Naur, você vai sozinho?

- Meu time vai comigo.

- A senhorita Evelyn e Lili certo?

- Sim.

- Tudo bem, quando desejam partir?

- Logo após o discurso.

- Está feito, agora, vamos comemorar.

Ele nos levou pra um lugar preparado com comidas e jogos, eu achei isso legal, depois de tudo que passamos e vimos, um pouco de comemoração é legal.

- Venha comigo.

Ele me puxou pra outro quarto onde uma garota estava sentada, parecia nervosa mas eu logo a reconheci.

- Olá senhor Naur.

- Oi, você não devia estar no hospital se recuperando?

- Eles me liberaram pro alguns momentos, eu precisava agradecer ao senhor, você me salvou e agora posso voltar em segurança para minha família.

Ela me abraçou forte, eu senti meu peito ficar molhado, conversamos um pouco e nos despedimos, voltei pra festa e vi Lili se divertindo muito com as pessoas da sala e Eve também, as duas se divertindo muito, não podia tirar isso delas, não posso levar elas comigo, vai ser muito arriscado, saí e fui para o carro onde o motorista me levou de volta pra casa, sentei no sofá e fui pra caverna.

- O que te traz aqui hoje?

- O que você vê no meu caminho?

- Morte, dor e sangue.

- Eu posso salvar as pessoas que amo?

- Isso só você pode saber.

- Eu posso derrotar as bestas e guiar as pessoas pra um futuro melhor?

- Se você vai ou não conseguir depende das suas escolhas.

- Escolhas definem tudo né – eu vi um sorriso em seu rosto – você irá me acompanhar?

- Mesmo eu não gostando do seu jeito esquentado de agir, você demonstrou muita melhora ao passar do tempo e por respeito a minha falecida mestra, irei com você até o fim do mundo.

Acordei com Lili e Eve entrando em casa sorrindo.

- Amanhã vamos partir pra cidade Vaco.

- Naur, mesmo você dizendo isso, ninguém sabe onde fica.

- Antônio disse “vá para Vaco, 10 quilômetros antes da maior colmeia”

- Isso é suicídio, ninguém pode morar tão perto dessa colmeia.

- Eu confio nele, não obrigo vocês a ir.

- Nós vamos, só achamos muito perigoso.

Eu passei a mão na cabeça das duas e as abracei.

- Somos exterminadores agora, se não fosse perigoso não estaríamos aqui.



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