História Diário de Naur - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - 9 de abril de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 7 - 9 de abril de 2018

Arrumamos nossas coisas na mochila e fomos para a entrega das medalhas, como pedido, Rony não foi, foi muito maneiro, condecorações, salva de tiros, aplausos e no final, Marcos nos deu passagens para ir até a cidade mais próxima da cidade Vaco, Agrária, eles ficavam a 70 quilômetros em linha horizontal da colmeia, por ser perto da água, as bestas nunca atacaram essa cidade, aí você me pergunta, por que não atacamos? Porque é simples, a rainha de todas estava lá, não ia ser fácil atacar, então as cidades estão se reforçando para um único ataque, isso pode levar anos ou décadas pra acontecer enquanto isso eles ficam mais fortes. Quando saímos da cidade e pegamos o trem que também era movido a luz solar, todos nossos amigos nos deram uma despedida legal com bastante barulho e risadas, ao longe eles ficavam e iam diminuindo de tamanho até sumir, na paisagem já dava pra ver uma vegetação crescendo, talvez os efeitos colaterais da radiação tenha acabado daqui a alguns anos, é o que eu espero.

- O que vamos fazer agora?

- Não sei Fire, se quiserem comer podem comer o que quiserem, cortesia do Marcos.

- Eu vou comer muito chocolate e você Fire?

- Acho que vou comer um bolo.

- Eu vou me entrosar mais com Katana, quero poder usar meu poder elemental.

- Tudo bem, mas venha comer com a gente depois.

- Tá bem.

Dês de que entramos não tivemos paz, pessoas querendo nos agradecer, conversar, que déssemos autógrafos, Eve adorava se sentir famosa mas Lili não gostava de tantas pessoas em volta dela, nunca gostou de ser o centro das atenções mas acho que com Eve ela estava em boas mãos, fui para minha espada.

- Não.

- Por que não?

- Você não está pronto.

- Qual é? Preciso desse poder pra acabar com esses bichos.

- Você precisa se controlar, se você não se controla, como pretende controlar os outros?

- Não quero controlar alguém, aahhh, você está falando não de uma pessoa mas de situações.

- De cabeça quente nada você pode fazer, de cabeça fria, até uma montanha se curvará.

- Isso é verdade, eu já escrevo, medito, mas o que posso fazer?

- Às vezes a resposta está embaixo do nosso nariz.

- Depois eu que falo filosofando.

- O mundo não é só preto e branco.

- Tá, essa entendi nada, acho que pra me controlar preciso pensar nas consequências das minhas ações, antes de perder o controle ver se isso me beneficia ou só causa o mal.

- Você está aprendendo.

- Mas essa última não entendi.

- Você descobrirá.

- Tá mas como posso destravar meu poder elemental?

- Quando você parar de reprimir e aprender a deixar fluir sobe controle.

- Gente, depois eu penso nisso, o que está acontecendo lá fora?

Ele chega para o lado e a parede começa a ficar transparente até que começou a mostrar a minha cabine.

- Tudo calmo, então você quer que não me reprima mas que todos os meus sentimentos devem fluir, fluir como fogo pela lâmina, o fogo que é poderoso pra queimar e proteger.

- Agora você pode começar a aprender.

Voltei pra cabine, “seus enigmas estão ficando fáceis” fui até o vagão de alimentação e lá estava as duas, comendo sorvete – risada – não posso mesmo tirar os olho delas.

- Como está o sorvete?

- Deli...

- Não fale de boca cheia – risada.

Comemos um pouco e voltamos pra cabine, as duas dormiram como pedra, saí andando até um vagão sem ninguém, só uma pessoa atrás de um balcão, era ela de novo.

- Olá, conseguiu resolver seus problemas?

- Como você?

- Meu chefe me mandou pra cá, como forma de recompensa por meus esforços na cafeteria, acho que me mandar ir em um trem pra trabalhar não são as férias ideias mas tudo bem, sente-se, café sem açúcar?

- Não, pode colocar açúcar dessa vez.

- Como vai a vida?

- Complicada.

- Eu sempre digo ao meu filho, com amor e carinho tudo se ajeita.

- Você lembra minha mãe.

- Que bom, a sua mãe deve ser uma pessoa legal.

- Ela era maravilhosa.

- O que aconteceu?

- Morreu em uma tragédia.

- Se eu fosse ela não iria gostar de te ver triste.

- Ela não gostava mesmo – risada interrompida.

- Acho que se você lutar pelo que acredita ela vai ficar orgulhosa.

- Esse é o problema, eu não sei o que quero.

- Acho que sabe, só tem que escutar seu coração e deixar fluir.

Antes que eu pudesse responder Eve abriu a porta.

- Naur, te procurei em todo lugar.

- Desculpa estava conversando com... Cadê ela?

- Ela quem?

- A Naivvi, ela estava bem aqui, até me serviu esse café.

- Deve ter ido fazer outras coisas, vamos.

Eu fui com ela perplexo mas não tive escolha, voltamos pra cabine e Lili estava aborrecida.

- E então? Qual o plano?

- Vamos pegar uns cavalos e iremos pra Vaco.

- Você não tem medo das bestas nos atacarem?

- Eles não atacam de dia, dormiremos lá, de dia partimos.

Parecia um bom plano, fazia dias que eu não dormia direito, deitei no colo de Eve e cochilei, só acordei quando chegamos na cidade agrária, quando descemos na estação tudo era lindo, verde, com plantas, flores, ao contrário da cidade militar que era tudo muito parecido e muitas vezes chato, aqui tudo tinha uma energia boa, de aconchego, fomos andando pela cidade até uma pousada, pagamos barato por um quarto com banheiro e uma cama para 3 pessoas, Lili foi tomar banho enquanto Eve andava pela cidade admirando as várias lojas de doces e como tudo era bonito.

- O que você está achando?

- Muito bonita.

- Risada – é a cidade Agrária, seria estranho se não fosse.

- Tà, vamos sair essa noite?

- Você diz como um encontro? – Eu olhei ei seus olhos e pude sentir que ela tinha ficado vermelha.

- Não é nada disso, só como amigos, eu ainda não te agradeci por ter me salvado.

- Tudo bem, já está de noite, mais tarde.

Algumas horas depois.

- Já se arrumou?

- Sim – ela estava linda com uma blusa azul, uma calça jeans e uma sapatilha brilhante.

- Você está linda.

- E-Eu estou com roupas normais.

- Você se envergonha muito fácil – risada.

Saímos do hotel e Eve estava voltando.

- Gente, eu encontrei um garoto super legal.

- Que bom, então por que está aqui?

- Porque tenho que trocar de roupa, ele vai me levar pra ver as estrelas, não é fofo?

- Muito mas se nos dá licença, enquanto você vai se arrumar pro seu encontro eu e Fire vamos ir em um.

- Não é isso, só vamos comer alguma coisa.

Eu e Eve nos olhamos com aquele olhar.

- Tudo bem, se divirtam, estão protegidos?

- Eve...

- Sempre – Lili me deu um tapa, achei engraçado.

Andamos olhando o lugar todo florido, cheio de árvores e casas com flores nas entradas.

- Tudo aqui é lindo né.

- É, seria legal morar aqui.

- Como um casal?

Eu olhei pra ela e ela estava olhando pro chão, como eu não notei que por baixo de toda aquela marra tinha uma manteiga?

- Você quer me comover com tanta fofura?

- Eu não sou fofa.

- Tá bom.

Fomos até um restaurante pequeno mas aconchegante, comemos um pouco, conversamos descontraidamente, em quanto tempo eu não tive um dia descontraído desse?

- Agora pra onde?

- Vamos andando, com certeza sairemos em algum lugar.

Andamos até sair em uma colina com uma árvore no topo, dava pra ver toda a pequena cidade iluminada por luzes eólicas, ao longe a muralha da cidade e em cada direção que se via as plantações e crias de animais, as pessoas daqui eram vegetarianas, criavam animais como forma de preservação e só as matavam quando tinha muitos.

- Esse lugar é muito lindo mesmo né Lili.

- Sim.

Olhamos para o céu e estava todo estrelado, e com uma lua que quase dava pra tocar, eu juro que vi passando ao longe Eve com uma pessoa.

- Por que não ficamos aqui Naur?

- Estamos aqui.

- Não, por que não moramos aqui?

- Porque temos uma missão.

- Você ainda quer ajudar todo mundo né.

- Sim, como você também.

Ela me olhou com um olhar de preocupação e compreensão.

- Não quero ver nosso time morrendo ou pior.

- Ei, relaxa, nada vai acontecer.

Ela se acomodou em meu abraço, sua pele delicada e seus cabelos macios me conquistavam a cada segundo, sentamos no pé da árvore, observando as estrelas, ela caiu no sono em meus braços, a peguei e levei de volta pro hotel, ela dormiu suave enquanto a carreguei, coloquei na cama e deitei calmamente também, ela se agarrou em mim e eu não tive outra escolha a não ser dormir ao seu lado, só uma dúvida que me bateu antes de dormir, onde estava Eve que até agora não apareceu? Amanhã ela vai estar aqui provavelmente.



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