História Diário de Naur - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - 11 de abril de 2018 Parte 2


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 9 - 11 de abril de 2018 Parte 2

- Vocês deslocados são todos loucos, nos atacando, tomando nosso espaço no mercado de trabalho, pegando nossos filhos e colocando ideias idiotas em suas cabeças.

- Eu não discuto com gente igual você.

- Como ousa fedelho?

Os dois garotos levantam cambaleando, pegam duas facas que estavam no chão e se posicionam pra me atacar.

- Antes de começarmos, por que a Eve? – Eu olho pro garoto que parecia ser o mais velho.

- Questão de lógica, sozinha, bonita, outra cidade, foi tão fácil a desarmar.

- Entendo, então você não sente nada por ela?

- Como uma pessoa pura e perfeita como eu, seguidor de nosso Deus poderia sentir algo a mais que nojo por aquela criatura?

Eu estava explodindo em fúria, todas as células do meu corpo pediam pra matar todos eles, não me leve a mal, não sou um herói de quadrinhos, não tenho medo de sujar minhas mão mas prometi pra Katana e pra Lili que não mataria ninguém mas por que não posso?

Eles vieram até mim com facas na mão, acertei a mão de um com o cabo da espada e o outro no queixo com a bainha, chutei as facas pra longe e empunhei minha espada, apontei para os dois que logo começaram a subir as escadas, os levei até o sofá, se sentaram e eu fiquei os vigiando.

- Você acha mesmo que eu e minha família vamos ser presos aberração?

- Acho, a lei vai funcionar.

- A lei é uma piada, somos amigos do chefe dos protetores.

- Você acha que ele vai te proteger?

- A lei é dele, se ele quiser te prende por falsas acusações.

- O que você acha que aconteceria se ele me prendesse?

- Voltaríamos a nossa rotina de purificação da humanidade e você, criatura vil, seria jogada no buraco mais fundo e escuro, lá é seu lugar.

- Eu estou cansado de você, vamos esclarecer uma coisa, matei mais pessoas que você em toda sua vida imunda, você e os seus, só estão vivos por causa da garota que vocês machucaram, ela é uma garota legal, ela é legal demais, ela segue Deus e quer os neutros e deslocados unidos, não gosta quando mato, nem a Lili, então, estou me controlando pra não te matar mas se ela morrer, se ela não ficar bem, se ela não se recuperar totalmente, eu juro a você que o inferno que você conhece vai parecer um doce paraíso depois que eu acabar com você e sua família.

- Naur, trouxe os protetores.

Eu olhei pra porta e lá estava ela me olhando enquanto eu encarava bem de perto o homem, eu vi o medo em seus olhos e sabia que tinha deixado meu animal escapar.

Ela correu e me abraçou, eu perdi totalmente a raiva, aquele calor me acalmou, estava completamente tranquilo de novo, saímos da li direto para o hospital mais próximo.

Na frente do quarto de Eve.

- Doutora, como ela está, ela vai ficar bem?

- Menino você está péssimo, não acha que deveria ver um médico?

- Não, estou bem, e a Eve?

- Se recuperando, ela teve muitos machucados mas nenhum fatal, por sorte não perdeu muito sangue, vai demorar 1 mês pra se recuperar totalmente.

Lili desabou no chão de felicidade, eu só consegui a abraçar e agradecer por ela estar bem.

- Quando poderemos vê-la?

- Amanhã, hoje ela precisa de repouso.

A doutora foi embora, sentamos nas cadeiras que havia fora do quarto.

- Você foi muito bem Lili, controlou a sua raiva, trouxe ela aqui e levou os protetores até a casa, você amadureceu muito.

- Eu só pensava em vocês dois, não queria perder à Eve e nem você.

Eu a abracei e sussurrei em seu ouvido “Prometo, você não vai me perder” ela me apertou forte, torcendo pra essa promessa ser verdadeira. Saímos dali direto pra central dos Protetores, estava cheio de pessoas de roupa vermelha, eu tinha esquecido minha roupa preta na mochila, normalmente só uso meu Kimono, perguntamos por todo o departamento até achar a sala do chefe, quando achamos ele não nos deixou entrar porque estava conversando com uma pessoa, acho que era um dos advogados ou promotores do caso, quando saiu nós entramos.

- Sentem-se.

- Gostaríamos de saber se eles vão ser presos – ele olhou para mim com uma cara de que não.

- Infelizmente não temos provas ligando eles aos outros homicídios e a sua amiga foi encontrada ferida, eles poderiam tê-la encontrado e protegido do agressor.

- Você está falando sério? – Isso não pode estar acontecendo, eles vão sair empunes?

- A nossa lei tem falhas, infelizmente não podemos fazer nada.

- Podemos sim, eu tenho o direito de ver o acusado sendo interrogado.

- Ele já f...

- Refaça, deixe que eu participe ou eu vou investigar tão fundo nisso que você não vai ter onde enfiar esse seu distintivo.

Ele mesmo relutante chamou a família e os dividiu em 4 salas diferentes, um protetor foi direcionado para cada sala.

- Qual você vai?

- A do filho mais velho.

Entrei e logo de cara o moleque pulou da cadeira e foi para o canto da parede.

- O que ele está fazendo aqui?

- Só acompanhando a investigação, Lili vai ficar.

Lili entrou e sentamos, eu, Lili, o protetor que não entendia nada e o garoto aterrorizado de medo.

- Bom, vamos começar, o que você, Josef, sabe sobre as mortes das garotas encontradas em lugares públicos e a da que foi encontrada no porão de sua família?

- Tenho nada a dizer sem meu advogado.

- Se seu advogado chegar vai perder uma boa chance de fazer um acordo.

- Só com o advogado.

- Bom, acho que isso é tudo, obrigado pelo seu tempo Josef – Lili olhou pra mim com cara de entender nada.

Levantei e conduzi o protetor pra fora da sala, fechei a porta com ele lá fora e a tranquei.

- Bom, agora que estamos sozinhos, você lembra de quando seu pai começou a falar mal da minha amiga e de mim?

- Sim... – dava pra ver o medo em sua face.

- Lembra que eu disse que faria com que o inferno parecesse o paraíso?

- Sim...

- Então, apresento pra você o seu pior pesadelo, Lili Fire, conhecida por queimar uma vila inteira, adivinha o que ela vai fazer com você.

Ele olhava de mim pra ela, fiz questão de que Lili pudesse mostrar o seu leão, em toda sua gloria e meu lobo faminto por carne, ele se contorceu na cadeira, os protetores começaram a forçar a porta, estava sem tempo, saquei minha espada e Lili seu machado, deixei toda minha raiva fluir pra lâmina que começou a pegar fogo, Josef não aguentou.

- Eu confesso, eu e meu irmão galanteávamos as garotas, as levávamos pra nossa casa e nosso pai as desacordava com uma pancada na nuca, nossa mãe a amarrava na cadeira e a purificava de seus pecados, nosso pai vinha no outro dia livrar sua alma pura do corpo imundo dos deslocados, eu e meu irmão carregávamos os corpos pra algum lugar longe que não ligassem a gente, eu juro, é só isso, é tudo verdade.

- E você pode provar isso?

- Meu pai têm um caderno na mesa dele com o registro do nome de todas as garotas e se você verificar a renda do chefe dos protetores vai ver que ele enriqueceu misteriosamente, meu pai o comprou, por favor, não me mate.

- O nome dela é Evelyn Jane, reze porque ela salvou sua vida mesmo vocês tendo quase a matado.

Eu guardei minha espada mas Lili não, ela ainda queria o matar, tive que intervir, entrei na frente dos dois e ela parou, olhou pra mim e por um momento eu vi algo em seus olhos, alguma coisa que ela está guardando, ela caiu em meus braços e desmaiou, eu cortei a porta e sai da sala, encarei todos os protetores me olhando enquanto seguravam suas armas na direção do chefe.

- Vocês já têm provas, prendam todos eles ou vocês vão ter um destino pior que o dele.

Sai dali direto pra casa, coloquei Lili na cama e fiquei a olhando dormir, já era fim da tarde, o brilho do sol entrava pela janela e realçava seus lindos cabelos, quando ela acordou já era de noite, preparei um jantar, ela disse que se sentia meio tonta e não lembrava de ter quase matado o Josef, só lembra de que eu tranquei a porta e desembainhei minha espada, acho que algo estava no comando, não importa agora, fomos até o hospital onde Eve se encontrava dormindo, Lili entrou no quarto e colocou o anel em seu dedo, o coração começou a brilhar e voltar ao normal, eu e Lili nós olhamos, o que será que o anel dela faz? Não sei e não ligo, só quero ver minha irmãzinha acordar com aquele sorriso que nos acolhe, eu e Lili dormimos no sofá do quarto, a lua estava cheia, iluminava todo o quarto, as estrelas brilhantes como ontem, Lili dormia encostada no meu peito, será que vou conseguir manter essas duas fora de perigo? Não sei mas vou morrer tentando e só vou partir e conseguir.



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