História Diário de Naur - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Guerra, Monstros, Romance
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Palavras 1.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - 11 de abril de 2018


Fanfic / Fanfiction Diário de Naur - Capítulo 9 - 11 de abril de 2018

Acordamos no dia seguinte e tomamos um café da manhã na padaria ao lado da pousada, Eve ainda não tinha voltado, eu e Lili estranhamos mas talvez só esteja passeando por ai pela cidade, marcamos de ir pela manhã a cavalo pra cidade Vaco mas acho que vamos ter que esperar ela voltar, eu e Lili decidimos ir pela cidade olhando as coisas, fomos até uma feirinha que acontecia na cidade, colares, pulseiras essas coisas.

- Você nunca mais tirou esse cordão e essa pulseira né.

- É minha última ligação com meus pais, não vou perde-las tão facilmente.

- Você podia compra um anel, assim você teria sua parte dessa coleção – risadas.

- Podíamos comprar um para cada um.

- É uma boa ideia mas eu não gosto de anéis, acho que Eve também não.

- Vamos, vai ser legal, aí a gente vai ser ainda mais unido.

- Está bem, mas o que vamos fazer com o da Eve?

- Eu escolho, quero só ver o que ela vai achar.

Andamos pela feira vendo várias coisas e Fire escolheu um anel muito bonito que tinha a imagem de um foguinho e ele se mexia, parecia vivo dentro do anel, achei muito maneiro, procurei bastante até que cheguei em uma velha.

- Bom dia jovem, o que deseja?

- Um anel, o que a senhora tem?

- É para uma amiga ou pra você?

- Pra mim mas se eu gostar de algum compro pra uma amiga também.

- Deixa eu ver se acho algo pra você.

Ela olhou no fundo da barraquinha e trouxe uma prateleira com vários anéis de formas, desenhos e emblemas diferentes.

- Gostou de algum?

- Acho que sim, quanto custam?

- 15 Moedas.

- Nossa, acho que pelo nível de detalhes está barato.

Eu olhei, olhei e olhei mas só dois me chamaram a atenção, um com a imagem toda preta sem nenhum desenho e outro com um coração em vermelho bem forte.

- Vou levar esses dois.

- Boa escolha meu jovem.

Eu saio dali e coloco o meu anel todo preto no dedo, uma sensação de fraqueza me veio e foi embora rapidamente, Lili estava olhando outros anéis quando cheguei perto dela.

- Achou algum bom?

- Comprei esses dois, foram caros mas não sei, me chamaram a atenção.

- Deixa eu ver – eu coloco o anel que comprei pra Eve na mão dela – acho que ela vai gostar, um coração bem vivo né.

- Também achei.

- E o seu? – Mostrei minha mão pra ela – por que não tem nada?

- Você sabe que eu gosto dessas coisas.

- Está bem, é bonitinho, vamos pra onde agora?

- Vamos pro portão, vai que Eve está esperando a gente.

- Pode ser.

Andamos até o portão e eu senti uma sensação estranha, como se algo não estivesse certo, algo ruim estava acontecendo, quando chegamos no portão tinha dois protetores.

- A onde vão?

- Somos exterminadores, estamos esperando nossa amiga.

- Vocês são muito jovens pra isso.

- Idade não define muita coisa nos tempos de hoje.

- Você está certo, mas tenham cuidado, temos um louco a solta pela cidade.

- Como assim?

- Ele é um serial killer, já matou 5 pessoas, é muito inteligente.

- Quanto tempo estão o procurando?

- 2 Semanas.

- Tudo isso?

- Ele mata e não deixa rastro.

- Qual são suas vítimas? – Lili se intrometeu muito nervosa.

- Garotas jovens, que não sejam daqui.

- Naur.

- Eu sei.

De repente meu anel começou a esquentar e uma imagem apareceu, era uma seta que apontava pra um lugar, não importa pra onde eu virasse ela sempre apontava pro mesmo lugar.

- Esse anel, onde o encontrou?

- Com uma velha, comprei, por quê?

- Existe um boato que alguns ferreiros construíram objetos que são capazes de entender o dono do seu jeito, como se o objeto e o dono estivessem ligados.

- Será que usaram sangue de besta nesses objetos?

- Não sei Lili, agora o que devemos fazer é procurar Eve o mais rápido possível.

- Está bem.

- Você pode me dar um mapa?

O protetor foi até onde sua mochila estava, encostada em um lugar pra sentar quando estivessem cansados, pegou um mapa e voltou.

- A ponte onde foram as mortes.

Ele abriu o mapa e marcou com um X onde cada garota morreu, eu peguei a caneta que ele usou e marquei com uma linha a conexão com cada morte até achar um lugar onde a linha se cruzava e nada, elas não se cruzavam.

- Tentamos também mas como eu disse, ele é inteligente.

Eu estava pensando em tudo que podia fazer enquanto Lili só conseguia andar em círculos tentando se acalmar, quando pensei que estava sem ideias meu anel voltou a esquentar.

- Vamos, sei pra onde ir.

- Pra onde?

Sem tempo pra explicar segui pra onde apontava o anel, Lili veio correndo atrás de mim, sabia que ela estava louca pra arrebentar alguém, se controlou assim como eu pra não machucar ninguém até agora, adamos até que já no final da tarde, achamos para onde a seta apontava, uma casa bem chique, achei que deveria ser o endereço errado mas bati na porta mesmo assim pra conferir, um casal de pessoas bem afortunadas me atendeu.

- Olha querida, um casal de alunos daquelas escolas voltadas pra nossa segurança, o que desejam?

- Nós queremos saber o que... – coloquei a mão na boca de Lili.

- O que vocês sabem dos assassinatos que tem acontecido aqui na cidade.

- É uma infelicidade para nossa cidade tão bela algo assim acontecendo.

- Pobres meninas.

Acho que Lili também comprou um anel com sangue de besta, o fogo do seu anel que antes era um fogo amigável, agora estava furioso.

- Podemos entrar pra conversar com os senhores?

- Claro sejam bem-vindos.

Entramos e era uma casa realmente chique, cheia de mobílias com bordados e cheios de brilhantes, eles tinham dois filhos também.

- Podem sentar no sofá, minha esposa foi pegar um café pra gente.

- Obrigado senhor.

Parecia um casal normal com filhos normais, por quê meu anel me mandou pra cá?

- Naur, por que estamos aqui?

- Você sabe, não fale nada e só me imita.

Sentamos no sofá e o senhor sentou em uma poltrona na nossa frente, os garotos deveriam ser um pouco mais novos do que a gente.

- Eles querem ser curandeiro acredita?

- Sim, aposto que vão ser muito bons.

- Também acho, bom o que mais querem saber?

- O que o senhor sabe sobre isso tudo?

- Não muito, que as garotas são mortas e encontradas em lugares públicos, jovens garotas, a vida toda pela frente.

- O senhor suspeita de alguém?

- Vocês deveriam me dizer – risadas – mas acho que esse povo deslocado tem parte nisso, vocês são deslocados?

- Não, humanos puros – eu olhei pra Eve e ela estava se segurando muito pra manter a postura.

- Ótimo, esses imundos, tem o mesmo sangue que esses monstros que nos atacam, no que são diferentes?

- É, não tem como diferenciar.

- Café?

- Sim, Lili, um pouco?

Ela só pegou o café e tomou muito rápido.

- Tem mais da onde esse veio.

- Onde fica o banheiro?

- Vire a direta, última porta.

- Obrigada.

Ela foi pra o banheiro e me deixou sozinho com esse casal e seus filhos, sentados em uma mesa jogando alguma coisa.

- Por que vocês estão carregando essas coisas de deslocados?

- Nossos companheiros esqueceram e estávamos levando para eles quando mandaram a gente aqui.

- Que pena de vocês, sendo usados como burros de cargas por essa ralé.

- É uma bosta, mas não temos o que fazer.

O meu anel voltou a esquentar e apontou agora pra baixo.

- O senhor tem um porão?

- Porão? Não, por que?

- Por que seria um bom lugar pra se proteger caso aconteça um ataque.

- Seria, deveríamos ter um nesse caso né querida.

- Sim amor, eu vou procurar sua amiga, ver se precisa de algo.

- Não, ela está bem, deve estar retocando maquiagem, coisas de mulher – risada forçada.

- Pode ser mas vou conferir mesmo assim.

Eu não podia impedir se não daria muito na cara, Lili o que esteja fazendo não demora.

- Não precisa senhora, já voltei, só fui retocar a maquiagem, sem querer abri a porta errada, achei um porão, não sabia que vocês tinham.

- Ah, essa casa não era nossa, nos mudamos a pouco tempo.

- Vocês se importariam se eu e Naur descemos uma olhada, pra ver se está apropriado pra uma família tão boa quanto a de vocês?

- Claro que não.

Boa Lili, além de conseguir tempo pra se acalmar, conseguiu achar o porão, fomos até lá e descemos, estava muito escuro, não conseguia achar nada para ascender a luz, a porta se fechou e caímos da escada, nos levantamos rápido e sacamos nossas armas, alguma coisa me acertou, de novo e de novo, Lili já estava brava com tudo isso, tentava acertar mas eles eram rápidos.

- Cadê vocês? Apareçam.

- Desculpe mas vocês foram longe demais, infelizmente não podemos deixar vocês saírem daqui com vida, meus filhos vão acabar com vocês rápido e sem dor, que Deus os aceite em sua casa.

Eu já estava cansado dos dois então falei pra Lili se lembrar de nosso treinamento e não acertar eles com o machado, ela me escutou e a contragosto acertou os com a “madeira” do machado, achei um interruptor que acendeu algumas luzes e eu vi, dois garotos caídos no chão, o casal em pé na porta e Eve, presa em uma cadeira a esquerda da escada, parecia não estar acordada, estava toda machucada, vários cortes, marcas de amordaça e estava inconsciente, eu fui andando lentamente até Eve, cortei suas amarras e a peguei no colo, Lili estava olhando fixamente pro casal, como um Leão enjaulado, sussurrei no ouvido de Eve “eu estou aqui, pode descansar”.

- O que você vai fazer com ela?

- Lili, leva Eve pros curandeiros.

- Deixa eu cuidar deles Naur, por favor.

- Não, se não nós seremos culpados, vamos prende-los e deixar a lei fazer o trabalho dela.

- Mas Naur... – ela olhou em meus olhos que estavam em lágrimas – tudo bem.

Ela guardou seu machado, pegou Eve de meus braços e subiu com ela pela escada se segurando para não socar os dois, eu escutei ela fechando a porta da sala e indo embora.

- Eu sou Naur Miguel, um deslocado da cidade militar, algum de vocês vai querer me matar?



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