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História Diário de um Alguém - Capítulo 49


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Capítulo 49 - Capítulo-48


Fanfic / Fanfiction Diário de um Alguém - Capítulo 49 - Capítulo-48

     Já estava angustiado de ficar em casa. Tudo o que eu amava estava no Campus. Karine começou o estágio, e eu não estava lá para apoiá-la. Meus patins estavam no dormitório. E até de Rafael eu estava sentindo falta. Minha mãe só me deixou sair de casa na sexta-feira para ir ao hospital tirar o curativo, e nada mais. Compreendo-a, eu dei um grande susto em todo mundo.

    Como prometido, eu e Karine trocamos mensagens durante toda a semana, mas nenhum de nós dois tocamos no assunto da conversa do hospital novamente. Creio que os dois acreditam que essa conversa precisa ser terminada pessoalmente, e sem nenhum mal entendido, que uma interpretação errada de texto poderia causar.

    Para o meu alívio, a segunda-feira finalmente havia chegado. Karine sabia que eu retornava hoje, mas não sabia que eu iria surpreendê-la. Cheguei ainda bem cedo no Campus, e dei um pulo no meu dormitório, estava com saudades do lugar e dos meus patins, além de que o meu material estava todo lá também. Falando em dormitório, depois do ocorrido comigo, todos os dormitórios do Campus tinham sido dedetizados, afinal a universidade não ia querer encarar um processo na justiça caso algo mais grave ocorresse comigo, ou com qualquer outro.

      Pego o meu material no meu quarto, e deixo o dormitório com o mínimo de barulho possível, pois provavelmente Rafael estava dormindo. E apesar da saudade, ainda me mataria se eu o acordasse.

       Dali, segui para frente do prédio do dormitório de Karine. Ela não sabia que eu iria encontrá-la, até porque esse horário era bem cedo para o meu feitio. Ela provavelmente imaginou que só me veria na aula. Mas precisávamos conversar, e eu não aguentava esperar nem mais um minuto para vê-la. Além de que ela tinha estágio de tarde, o que nos impediria de conversar depois da aula.

     Meu coração palpitava de ansiedade, e a cada sombra que eu via saindo do prédio do dormitório dela, eu ficava agitado, acreditando ser ela. Mas então, depois de minutos de ansiedade, eu a vi. Karine estava com uma roupa básica, mas para mim estava linda. Era lindo ver o balançar dos seus cachos ao movimento do seu andar. Ela ainda não havia me visto, então acenei com um dos braços.

          Quando o movimento a chamou atenção, e ela me reconheceu; seus olhos brilharam e ela abriu um lindo sorriso. Ela começou a andar mais rápido, e quando ela estava a poucos metros de distância de mim, abri os braços para ela. Ela quase se jogou em cima de mim de tanta emoção, mas segurei-nos, nos equilibrando e nos impedindo de cair e fechando aquele abraço. Era um abraço forte e cheio de saudade. Então ela disse no meu ouvido:

           - Nicolas, eu tive tanto medo de te perder!

           - Eu também tive. - disse no seu ouvido.

           Então nos afastamos, e vi que uma lágrima começava a molhar o seu rosto.

        - Hey, por favor! Não chore, eu estou bem. Não vou mentir, às vezes a mão ainda dói, mas nada que seja muito forte. - disse enxugando as suas lágrimas com as costas da minha mão.

      - É que foi assustador. E acho que foi ali que eu percebi tudo o que eu poderia perder por causa do medo. - disse Karine já parando de chorar.

       - Acredite em mim, não foi fácil ver você em coma por meses. Eu me culpava todos os dias por não ter me declarado para você. Na verdade, ainda me culpo.

       - Imagino o quão difícil foi, mas eu não te culpo mais. Mentiria se falasse que eu não sinto medo de você me deixar como daquela vez. Porém, do que a gente tem certeza nessa vida? E eu sei que enfrentar esse medo e está do seu lado vale muito mais a pena, do que me afastar.

     - Ah Karine! Acho que viver é justamente isso, enfrentar os nossos medos. Só que acho que tivemos que sofrer bastante primeiro para entender que a felicidade está ali, logo após esses medos serem vencidos.

      - Verdade. - concluiu Karine. - Mas mesmo com medo, eu te amo muito, sabia?

      - Agora eu sei. E espero que você também saiba que eu te amo muito, e que nunca mais quero me afastar de você.

      - Eu sei. - disse Karine sorrindo.

      Nossos corpos foram se aproximando, então segurei Karine pela cintura e a beijei. O beijo era calmo, sem pressa, sem culpa e sem medo. Quando nos afastamos, disse:

       - É tão bom te ter de volta. Você não era a mesma sem conseguir lembrar-se de tudo.

       - Verdade, me sinto melhor agora. E consigo confiar mais em você, pois sei que não existe mais nada, nenhum segredo ou intriga entre nós.

       - Depende, pois você realmente já conseguiu me perdoar? - perguntei um pouco tenso ainda.

      - Claro que sim, Nicolas. Não precisa mais se preocupar com isso. - respondeu Karine acariciando o meu rosto. - Há não ser que você não tenha me perdoado ainda? - ela perguntou, se afastando um pouco, mas me olhando profundamente nos olhos.

       - É claro que eu também te perdoei. - disse aliviado e feliz.

       - Então não falta mais nada para a nossa felicidade!

       - Hum, mas na verdade ainda falta algo.

       - O quê? - perguntou Karine sem compreender.

        - Oficializar as coisas.

        - Para Nicolas, você vai fazer isso aqui?

         Não a respondi, me ajoelhei e perguntei:

       - Karine, você deseja namorar comigo? Eu não sou um cara perfeito, nem o mais bonito, mas prometo te amar e cuidar de você até os nossos últimos dias.

       - Meu Deus, Nicolas! Levanta daí. - disse Karine rindo de nervoso.

       - Me respondi primeiro. Você quer namorar comigo?

       - Eu quero! É claro que eu quero. - disse Karine animada.

       Levantei-me e a beijei novamente, explodindo por dentro de felicidade.



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