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História Diário de um cara nem um pouco iludido. - Capítulo 7


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Notas do Autor


ok, estou surtando com esse cap
só digo uma coisa: Baekhyun virou bundaplanista, e ele tem um bom motivo pra isso. basta ler

mano, muito obrigado por 3600 e tantos seguidores, eu tô um nojooooo
além disso, a fic tá com quase 50 favs, posso surtar agora ou depois?
muito obrigado mesmo, vocês são incríveis

ah, eu tbm to surtando porque atualizei 50 motivos e amnésia, e agr vem essa fic pra acabar com tudo. finalmente o bloqueio parece estar sumindo aaaaa

boa leitura, seus iludidos. não fiquem com raiva do baek, nem do channie, nem do sehun (ok, dele vocês podem sentir raiva pq ele é um escroto no fic) <3

Capítulo 7 - Laboratório de Ciências, em que se pegar é comum.


,, baekhyun

Quando acordei, estava deitado em minha cama, ao lado de Chanyeol. Ou melhor, abraçado com ele.  Meu celular ainda estava no bolso da minha calça, então foi fácil pegá-lo sem acordar o deus-grego ao meu lado. Com os 13% de bateria restantes, vejo que eram 8:48 da manhã, e que haviam muitas mensagens para que eu respondesse. Ignoro tudo, desligo o celular e me levanto cuidadosamente.

Tudo estava tão... Bom. Eu aparentemente me resolvi com Chanyeol. Estou até feliz. As lives de Sehun parecem ter diminuído – ou até sumido, amém!. Tudo estava estranhamente bem. O jeito é aproveitar enquanto dura. Saio do banheiro após fazer minha higiene pessoal de cada dia. Chanyeol estava sentado na cama, e me encarou fixamente enquanto andava até ele.

— Bom dia, Baekkie... — Ele sussurra, abraçando minha cintura e apoiando a cabeça um pouco acima de meu quadril. — Dormiu bem?

— Uhum. Você deveria aparecer aqui mais vezes. — Respondo, sorrindo fraco.

Eu jurava que me sentiria impuro depois de... chupar alguém. Mas o estranho é que isso não aconteceu. Estou até melhor do que antes. A ideia de que eu fiz na hora e com a pessoa certa não me saía da cabeça.

— Que horas são..? — Ele pergunta ainda grogue de sono.

— Devem ser umas nove horas, por quê?  

— Merda. Eu tenho treino no time de basquete às nove. — Ele diz, arregalando os olhos. Logo, ele se levanta e corre até o banheiro. Chanyeol murmura algo que não consigo entender, e depois de uns dois minutos sai do lugar. — Se eu me atrasar, Sehun me mata!

— Lu Han mora aqui perto, não dorme e tem um carro. Acho que ele não se importaria em te dar uma carona. — Comento, segurando o garoto em pânico pelos ombros. Sorrimos rapidamente um para o outro, até o momento em que ele me dá um rápido selinho.

— — — — — — — — —

,, baekhyun

— Então... Vocês estão juntos? Tipo, namorando?— Pergunta Lu Han, quebrando o silêncio de dentro daquele carro aos pedaços.

Pigarreio, e Han solta uma risada abafada.

Então, respondo a sua pergunta:

— Não.

— Sim... Não. — Diz Chanyeol, com a voz parecendo a de um bêbado. Logo, nós três acabamos rindo.

O chinês estaciona o carro, e em poucos segundos Park já estava correndo em direção à quadra. Aquela quadra. Eu ainda pensava muito naquele dia. É engraçado como minha vida mudou depois de ter  ido para lá – e, no meio disso, ter mentido para Lu Han, brigado com Deus e o mundo por conta de um diário e ter surtado com a live de Sehun. É, eu realmente sou muito fodido.

— Por que você tá descendo do carro se nem aula teremos hoje, anta? — Ouço Lu Han perguntar, e quando me dou conta já estava com metade do meu corpo pra fora do carro.  — Ah, deixa quieto. Vou te deixar se apaixonar ainda mais pelo Chanyeol, se é que é possível, em paz.

Rio anasalado e o encaro.

— Idiota. — Bato a porta do carro e começo a andar até a entrada da escola.

Claro que, como o bom garoto descoordenado que sou, não pude deixar de tropeçar uma ou duas vezes. E também não pude deixar de ouvir a risada de Lu Han. Idiota.

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,, baekhyun

Minha bunda estava doendo de ficar sentado tanto tempo no corredor da escola. Óbvio que eu não entrei na quadra, o que todo mundo ia achar da minha pessoa – a ridícula e nem um pouco popular de sempre – entrar naquele lugar cheio de homens gostosos e fedendo a suor só pra se sentar na arquibancada para ficar fazendo nada?

Eu não quis correr o risco de uma bola vir voando na minha cara, então fiquei aqui. Eram umas 10:30 da manhã, e eu já estava cansado de ficar matando todo mundo no Plague Inc.

Por isso, decidi dar uma volta pela escola. Quando me levantei, minha bunda quase quadrada me fez soltar uma careta de dor, mas acho que estou bem. Acho que a partir desse momento comecei a ser bundaplanista, vai saber.

Os corredores estavam silenciosos, era muito estranho poder andar calmamente por ele. Os armários continuavam com aquelas decorações bobas. Viro à direita, rumo ao corredor que levava até o laboratório de ciências, a sala de artes, a de música e ao pequeno espaço de apresentação da turma de teatro.

As portas de todas as salas estavam fechadas, ou melhor, trancadas. Mas mesmo assim consegui ouvir algo vindo de dentro de uma delas. Ok, isso me assustou um pouco, mas não é como se ninguém teria a mesma reação.

O som se repete enquanto avanço calmamente pelo corredor. Era um... Gemido? Ok, se for realmente isso, acho melhor eu não continuar andar e simplesmente dar uma de egípcia e agir como se nada tivesse acontecido.

Pego na maçaneta da sala de música, e giro a mesma. A porta se abre, revelando um local cheio de instrumentos contrabandeados – a escola realmente não deve ter dinheiro para comprar algo bom -, e nada mais. Suspiro, e fecho a porta silenciosamente.

Caminho até o outro lado do corredor, na direção da sala de artes. Abro a porta e.... Nada, apenas um belo quadro inacabado. Pelo menos alguém aqui nessa escola tem talento.

Conforme o corredor avançava rumo a uma parede com uma pichação – ou arte abstrata, depende do seu modo de vista –, o som se tornou mais forte e alto. Vinha do laboratório, agora eu tinha certeza absoluta. A não ser que minha audição seja tremendamente horrível.

Por mais que o som do treino de basquete pudesse ser ouvido daqui, eu ainda andava na ponta dos pés para que o ser dentro daquele maldito laboratório não me escutasse. Pego na maçaneta e a giro silenciosamente, abrindo a porta bem devagar. Não posso deixar de dizer que quase gritei de alegria ao ver eu aquela era uma das únicas portas nesse inferno que não rangia.

Ouço um gemido feminino vindo do canto da sala. Ah, pronto. Te gente transando aqui, e eu serei o pobre coitado a assistir isso. Era tudo que eu queria, claramente. A anta aqui só foi dar uma volta em busca de um portal pra Nárnia, e acaba vendo um pornô ao vivo. Amo. Só que não.

Enfio minha cabeça para dentro da sala, olhando para todos os lados. Logo, vejo um cara de moletom sentando numa das cadeiras do canto, justamente de onde tinha vindo o gemido daquela gazela atropelada. Ou era um psicopata maníaco em sexo (que o santo G-Dragon me livre de qualquer mal que ele possa me fazer), ou é um estudante com tesão (que o santo de G-Dragon também me livre dessa espécie nojenta).

Tá, eu já vi que o cara tá sozinho, isso significa que ele deve estar vendo um vídeo longe de ser politicamente correto. E agora, o que eu faço? Eu fujo, vou até o ser desprezível ou finjo que nada aconteceu e volto para o assento imaginário que deixou minha bunda reta? A terceira alternativa me parecia muito chamativa. Mas eu, como o bom idiota que sou, acabei não fazendo nenhuma das três.

E adivinha o motivo? Exato. Eu tropecei em não sei aonde e caí. Sim, eu caí no laboratório de ciências, com um cara vendo pornô. Senhor amado, quando o universo quer me ferrar isso realmente acontece, né? Pensando seriamente em virar macumbeiro depois dessa. Eu devo ter bebido ontem, porque não tem lógica um ser humano não saber andar direito estando sóbrio.

— Uh... Você ‘tá bem? — Ouço alguém perguntar. Meu cu. É o psicopata sexual. Alguém me ajuda, socorro.

Me levanto e me viro na direção de... Sehun? Pera aí... O psicopata é o Sehun? Ai, isso acaba de ficar ainda mais estranho. Ou não. É claro que não, agora eu tenho algo contra ele que vai me fazer pegar meu filho querido de volta. Como é eu pensei em algo tão bom, mesmo estanho provavelmente bêbado?

— Sehun? — Pergunto, ainda em choque.

Sinceramente, eu acho que esses dias em contato com Chanyeol me fizeram parar de ter medo de falar com pessoas que não conheço. Se eu ainda fosse o eu que eu era há alguns dias, eu provavelmente teria saído correndo. Mas não. Agora eu sou um novo homem – ou talvez não, eu posso só ter criado um pouco de vergonha na cara -, então a gente vai é foder tudo com estilo.

— Aish, é você. — Ele murmura, andando até a mesa em que estava sentado. — Você viu, né? — Pergunta, se sentando sobre a mesma. Continuo em silêncio. — É só falar que viu, porra.

— Tá, eu vi você... — Digo, sem conseguir terminar a frase.

Merda de inocência que ataca nas piores hores. Eu realmente deveria ter lido mais fanfics, aí não seria tão vergonhoso. Desgraça.

— Batendo uma? É isso que você quer falar? Aish, não sinta vergonha em dizer algo que todo mundo faz! — Sehun exclama, irritado.

Suspiro, me sentando em uma das mesas que ficava perto da porta. Ele se levanta e vai até mim, parando a alguns centímetros de distância. Ok, talvez tenha sido um pouco mais distante. Eu sei lá, minha noção de distância é diferente.

— Sinceramente... Esse seu jeito meio inocente me faz querer beijar você. — Ele diz, me olhando.

Eita.

Ok, e quando você não tem capacidade física e mental de reagir a alguma coisa? Você se morre? Ok, eu realmente vou passar o resto dos meus dias nessa desgraça de Terra puto por ter saído daquele lugar duro naquele corredor com cheiro de produtos de limpeza.

— Sehun... Não diga coisas que você não tem certeza. Nós nunca conversamos e... — Começo a falar, mas sou interrompido pelo garoto com quem tentei dialogar normalmente.

Como esperado, ele me beijou. E eu não posso deixar de dizer que ele beija muito bem. Mas aquele não era Chanyeol, e sim o cara que fodeu com a minha vida inteira. Desvencilho-me dele, empurrando-o uma distância que certamente o fez ver que não estava a fim de fazer aquilo. E ele certamente se irritou com isso.

— Eu não quero fazer isso, Sehun. — Digo, cruzando os braços.

— Mas você quer o seu diário, certo? — Ele sorri ladino. Caminha novamente até a mesa me que estava sentado e abre sua mochila, tirando um caderno que logo reconheci. A capa descuidada do meu diário parecia estar ainda pior. — Sabe, eu ainda não terminei de ler tudo, mas já sei de tantas coisas sobre você... Não seria muito legal que as pessoas soubesse de tudo que está aqui, né?

Sua voz tinha um tom controlador que me fez querer socar a cara dele. De socar até ele ficar inconsciente. Ou  até morrer. Esse idiota é tão escroto que... Eu nem sei o que me dá vontade de fazer com esse imbecil.

— Por que você só não me devolve essa merda e tudo volta ao normal, porra? — Pergunto, irritado.

— Por que você simplesmente não fica comigo, e esquecemos tudo isso?  — O mais novo rebate, me olhando. — Você nunca nem olhou pra mim, então eu tive de dar um jeito nisso...

— Não é de você que eu gosto, Sehun. Mesmo se você pegar o meu diário e me expor para todo mundo, isso não vai mudar. Na verdade, vai é piorar tudo. — Sibilo, retribuindo o olhar para o moreno. — Só... Me devolve logo essa merda.

Ele se levanta, andando até mim com o diário em mãos. Eu consegui recuperar minha cria? Por que isso me soa tão simples?

— Tudo tem um preço, Baekkie... E eu já te falei qual é. — Ele sussurra no meu ouvido, erguendo levemente meu rosto com a mão esquerda. Sua respiração batia em meu pescoço, e isso me deixava agoniado

Era errado eu querer beijá-lo, mesmo depois de toda essa merda que aconteceu?

— Por que você não se entrega, e me deixa te beijar? Não se faça de difícil, Baekkie... — Sehun sibila, me olhando. — Você sabe que sou bom nisso.

Céus, esse cara é mesmo um pedaço de mau caminho. E eu sempre fui ruim em escolher o lado certo. A única coisa que eu queria era passar um dia inteiro sem acabar me ferrando, é pedir muito?

— Eu... Sehun, eu não posso fazer isso. — Digo, olhando para o chão.

— Por que não? Não me diga que é pelo desgraçado do Chanyeol. Eu sei sobre vocês; ele me contou. E, sinceramente, você vai cair na dele? Acha mesmo que ele gosta de você? — Ele diz, me deixando irritado pelo bombardeio de perguntas. E, claro, me deixando triste por saber demais sobre Chanyeol. — Ele não gosta de você, porra. Chanyeol só está usando você; como faz com todo mundo. Eu que gosto de você, e não estou mentindo que nem ele faz!

Chanyeol não faria isso comigo. Ou faria? Eu não sei mais o que achar dele! Por que justo quando consigo me ajustar com ele, algo brota e ferra tudo? Mas... E se Sehun estiver certo? E se Chanyeol não for o cara por quem eu sou apaixonado?

— Por que você não aceita a verdade, Sehun? Eu não gosto de você, nunca nem tinha falado contigo! — Digo alto, empurrando-o novamente e me levantando da mesa. — Não envolve Chanyeol nisso; se você não sabe lidar com uma rejeição, o problema é seu!

Começo a andar na direção da saída do laboratório, mas a mão de Sehun me faz parar.

— O que é agora, caralho? — Pergunto, me sentindo um idiota por ainda estar no mesmo ambiente que ele.

— Pense no que eu te disse. Você já sabe como me sinto em relação à você. — Ele murmura, me olhando. Solto-me de seu toque e continuo a andar. — Não se esqueça de que seu diário ainda está comigo.

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,, baekhyun

— Você está muito estranho, Baekkie. — Comenta Chanyeol, me encarando. Estávamos na arquibancada, que ficou vazia depois do treino.

Estava sentado no canto mais afastado da quadra, abraçando meus joelhos enquanto encarava aquela maldita sala que fez toda essa merda começar. Como um pedido falso de namoro fez tudo isso sair de controle. Às vezes, eu só queria voltar àquele dia e ter levado meu diário comigo para a aula.

— Desculpa, eu não estou no clima agora. — Digo baixo, sem olhar para o garoto de cabelos azuis ao meu lado.

— Isso tem algo a ver com ontem? Eu fiz algo de errado? — Park pergunta, com o tom de voz preocupado.

— Não tem nada a ver contigo.

Uma mentira. Tinha tudo a ver com ele. Sehun é o melhor de Chanyeol. E ele contou coisas sobre Park  que eu não sei se são verdade ou não. Pego meu celular e começo a ligar para Lu Han, que, por algum milagre, atendeu rapidamente.

— O que é, Ariel? — Ouço a voz animada dele perguntar. Idiota. Ele ainda lembra dessa merda de apelido que ele me deu na quarta série. Maldita festa a fantasia que eu fui fantasiado.

— Você pode vir me buscar? Eu ainda estou aqui na escola e não quero ir à pé até  a minha casa. — Digo. Foi meio que inevitável esconder a tristeza em minha voz.

— Ok, já estou indo. Mas você vai me contar o que aconteceu, porque eu sei que você não está bem. — Ele diz, e desliga na minha cara.

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,, baekhyun

— Ele fez isso mesmo, porra?! — Questiona Lu Han, surpreso. O carro estava estacionado na frente da minha casa, mas ele está tão em choque que nem daqui quer sair. Afirmo com a cabeça, e a expressão do chinês à minha frente se torna muito irritada — Ele é um puta pau no cu. Posso bater nele?

Rio fraco, vendo como pelo menos ele pode me deixar animado.

— Façamos o seguinte: uma maratona de La Casa de Papel deve te deixar animado. Depois a gente entra na vibe depressiva. Espero que você tenha sorvete em casa. — Ele diz, abrindo a porta do carro.

— Isso é a única coisa que não falta aqui.

Saímos do carro e corremos até a entrada de casa, então pego a chave para destrancar a porta. Ao fazê-lo, abro a mesma.

— Pai? Tio? O que vocês estão fazendo aqui? — Pergunto, surpreso por ver meu tio que quase nunca sai do bar estar e casa. E mais surpreso ainda por meu pai não estar vendo uma de suas corridas malucas de cavalos.

— Eu acho que precisamos conversar, Baek. — Meu pai diz, com a voz grossa. — Seu tio foi arrumar as cosias para ficar no seu quarto e encontramos uma coisa meio... Desagradável. — Ele continua, erguendo sua destra, que segurava uma cueca que, claramente não era minha.

Ah, não...

Sério mesmo que Chanyeol esqueceu a cueca dele aqui? Justo hoje?


Notas Finais


ok, eu to--
sinceramente, não sei o que achar disso tudo
sehun safado
baek bundaplanista e bêbado ferrado
channie gostoso e puto
triângulo amoroso mais confuso que a minha vida, help
com qual deles você ficava?

vou me morrer ali e já volto

comentem aí o que acharam do capítulo, eu realmente gostaria de ler a opinião de vocês!
<3 <3

bebam muita água e se iludam pelo minseok (?)


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