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História Diário de um exorcista - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Primeiro caso


Fanfic / Fanfiction Diário de um exorcista - Capítulo 1 - Primeiro caso

Um exorcista tem quê recitar palavras sagradas para expulsar o mal do corpo humano, objetos ou lugares quê estejam sendo amaldiçoados por demônios, isso seria o exorcista quê você chamaria para um caso "casual".
E existe o tipo de exorcismo onde você tem quê chamar pessoas mais especializadas com a situação...se ela sair do controle.
Dia 10 de março, recebi a chamada de superiores para averiguar um caso de exorcismo nível 4, os níveis são de 1-10 sendo 1 um exorcismo casual e 10 um exorcismo quê não iria querer presenciar, levando a morte de pessoas a sua volta em instantes se falhar, apenas 3 padres conseguiram fazer sem se matar, sendo eles o padre Morty um dos líderes da associação, o padre Miguel quê se encontra em serviços da associação e meu avô o padre Carter quê está em aposentadoria.
Eu me encontrava na biblioteca da associação revendo histórias de exorcismos e lendo citações de superiores, sempre com meus óculos, terno escuro e gravata vermelha, com luvas.
- Robert? - Vejo Sayuri a se aproximar de mim com uma pasta contendo as informações do caso.
- Nível 4, deve ser um demônio médio...algumas citações e água benta devem resolver - Me levanto da cadeira e guardo os livros na prateleira, limpando meus óculos.
- Morty alterou o nível, ela acha quê é 5 - Sayuri é uma assistente de Morty, falando para todos o quê deve ser feito e dando as informações dos casos, Sayuri é filha adotiva do padre Morty, com sua postura exemplar.
- Nível 5? Onde é? - Seguro a pasta e começo a olhar as anotações.
- A 20 minutos daqui, rua brook número 56.
- O transporte já está pronto?
- Está sim, você vai sozinho?
- Claro...- Entrego a pasta novamente para sayuri e saio da biblioteca, deixando sayuri sozinha no silêncio.
- Eu acho quê ela queria ir com você - Dy surge atrás de mim como um papagaio no ombro.
- Não acho.
Dy, uma "Perseguidora" infernal...digamos quê ela me persegue até a minha morte, e ela sabe o dia de minha morte. Quando tinha uns 12 a 13 anos, ficava com tédio quase todos os dias...sem amigos, sem poder sair de casa...problemas familiares horríveis, resolvi então ler alguns livros de meu avô Carter, livros sobre tipos de demônios ele deixava todos em uma prateleira quê era proibido de tocar, mas ele nunca soube quê pegava os livros dele. Ficava lendo e relendo os livros por dias inteiros, até conseguir achar uma página a página quê poderia mudar a minha vida, uma "perseguidora" uma Arth seguirá você até sua morte, então resolvi testar a teoria fazendo seu ritual e um corte em minha mão no desenho e símbolos escritos com carvão no chão.

- Ofereço a minha alma para sua satisfação e perseguição, minha Arth - repetia sem parar até o círculo brilhar. Foi quando a Seth apareceu...Uma perseguidora com chifres de bode, asas de morcegos rasgadas e do joelho para baixo patas de bode, com um rosto incrivelmente lindo. No começo achei quê todos poderiam ver a Dy mas percebi quê ela só aparecia para mim, somente eu podia vê-la, anos se passaram e fui pegando mais intimidade com a Arth e ela o mesmo...se alimentava de meu sangue e sofrimento, mas se sentia mal ao fazer tal ato. Percebendo quê não seria tão ruim assim ter uma perseguidora não me senti sozinho em nenhum momento.
- Qual é! Ela perguntou se você ia sozinho! - Dy para em minha frente com uma cara de raiva.
- Você não pode me parar...- Atravesso a Dy como se fosse fumaça.
- Ela está a fim de você - Dy se Teleporta para meu ombro ficando com 10 centímetros de altura.
- Qual é o nível do exorcismo? Realmente - Atravesso o corredor com quadros de anjos e armaduras antigas, enquanto seguro o meu crucifixo nas mãos.
- Creio quê seja 4.
- Tem ideia de qual demônio seja?
- Talvez um Sume - Sume seria um sugador, um aproveitador de forças.
- Talvez...- Abro a porta para sair da mansão e sigo descendo as escadas até o carro quê irá me levar para ocorrência.

- Robert! - Kumaro se aproxima de mim correndo enquanto segura algumas bíblias em mãos.
- Kumaro? - Falo com um tom mórbido.
- Já quê você está saindo para a ocorrência eu posso acompanhar? - Kumaro tenta recuperar o fôlego enquanto arruma as bíblias.
- Você não tem aula?
- Posso esperar - Kumaro sorri enquanto passa a mão no seu cabelo curto loiro.
- Você tem aula, e Sayuri te espera.
- Senhor o veículo está pronto - Marcus o chofer da associação, um excelente motorista e guarda-costas.
- Sayuri pode esperar...- Kumaro abre a porta do carro tentando entrar com um sorriso na cara, mas puxo ele para fora olhando nos seus olhos.
- Você tem aula, não pode sair despreparado - Adentro o veículo e fecho a porta, falando para o motorista seguir em frente.
- Na próxima?! - Grita Kumaro enquanto pego distância dele e ignoro sem remorso.
- Porque não leva ele? - Dy senta do meu lado no banco de trás, brincando de desenhar rosto no vidro embasado do carro.
- ....- Mantenho completo silêncio enquanto limpo meu óculos com o pequeno pano.
- Ah, sem conversas com outras pessoas próximas...entendi...- Dy continua a brincar com a janela enquanto dá leves sorrisos.
- Quando eu entrar na casa quero quê me espere na porta, Marcus.
- Sim senhor, irei terminar de escrever o meu livro...
- Em qual parte está agora? - Tento fingir interesse enquanto minha cara está totalmente neutra.
- O rei começou a enfrentar seu irmão em uma batalha mortal pelo reino, levando todos a completa loucura...enquanto os demônios se fortalecem.
- O rei Leônidas? Ele não tinha morrido? - Coloco o meu diário encima das pernas enquanto arrumo a gravata.
- Leônidas está vivo...ele só adoeceu - Dy me olha com uma cara seria.
- Ele adoeceu no vigésimo capítulo, senhor - Marcus para o carro e o desliga - Chegamos.
- Você presta atenção na história de seu amigo? - Dy atravessa a porta do carro.
- Espere aqui Marcus, voltarei em breve - abro a porta do carro e a fecho lentamente...me deparando com a casa de 2 andares com pessoas envolta dela.
- Você é o exorcista? - Um senhora idosa se aproxima de mim.
- Onde está a pessoa? - Digo para a senhora simpática enquanto posiciono o óculos no meu rosto.
- Me siga...- A senhora tenta segurar minha mão.
- Não precisa encostar...irei seguir a senhora - Limpo o lugar onde a idosa tocou e a sigo enquanto todos olham para mim.
- Vê se não mata ela, seu exorcista idiota! - Ouço um homem enorme falando isso do meu lado...exorcistas tem a péssima fama de matar a pessoa quê está possuída em alguns casos...Mas se não fosse a gente o mundo inteiro seria o inferno.
- Irei fazer o possível...senhor - Adentro a residência e percebo quê as paredes estão com algumas manchas pretas quê seguem até um quarto...onde a possuída está levitando em uma cama, totalmente amarrada pelos braços e pernas.
- Senhor...Eu tentei segurar ela! - Diz a senhora saindo do quarto e me deixando sozinho com a possuída.
- Com certeza é nível 5....- Dy senta em uma cadeira de balanço enquanto mantém a pose de dúvida.
- Você me disse quê seria um nível 4 - Retiro o crucifixo do bolso e abro meu diário, onde anoto os versos a serem ditos.
- Mas sem dúvidas é um Sume, ele está sugando a energia da casa e da pessoa - Dy cruza as pernas e abre um sorriso com seus dentes de vampiros a amostra - Sabe o nome dela?
- Amélia...se estiver me ouvindo, saiba quê irei tirar você dessa escuridão! - Grito para Amélia com convicção.
- ELA É MINHA! TODA MINHA! SEU PORCO! SEU PORCO IMBECIL - Amélia se solta das cordas e fica de frente comigo com olhos negros e veias no rosto, veias negras com pele pálida.
- Um sume..."o Senhor é meu pastor(...)"
- CALE A BOCA SEU PORCO! - Amélia estica seu braço para tentar me acertar.
- Dy...- digo com toda calma do mundo. Dy se Teleporta em minha frente, segurando o braço de Amélia.
- Na verdade é um demônio fraco....- Dy encara Amélia com um sorriso de prazer. - Uma garota tão jovem e...sexy.
- Sem brincadeiras no serviço...- Digo para Dy, enquanto jogo um frasco de água benta na cara de Amélia, fazendo a face dela arder.
- AAAAAAAARGGGGGG!!!!!!
- "Anima Christi, sanctifica me.
Corpus Christi, salva me(...)" - Repito a frase em meu diário sem parar enquanto Amélia se contorce e se queima por dentro.
- AAAAAAARHGGGGG, SEU DESGRAÇADO!
- Revele-se...- Fecho o diário e guardo no bolso, enquanto prendo o crucifixo na minha mão.
- EU JURO QUÊ VOU ARRANCAR A MERDA DO SEU SACO E FAZER VOCÊ ENGOLIR! - Vejo uma mão magra saindo pela boca de Amélia, e todo o resto do corpo do demônio, um demônio extremamente magro com pele negra e pelos pelo corpo com um sorriso de ponta a ponta.
- Sem dúvidas é um Sume, quê ainda não se alimentou...- Dy fica encarando o demônio magro e horrível.
- Proteja a Amélia - Digo para Dy.
- ACHA QUÊ PODE ME VER? VOCÊ NÃO PASSA DE UM HUMANO INSIGNIFICANTE! - a criatura pula na minha direção com fome, mas consigo socar a cara dela com o crucifixo em mãos fazendo ela sangra e arder.
- ABENÇOADO?!!!! - Diz a criatura.
- Um crucifixo de 100 anos, o suficiente para matar você...- Me aproximo do demônio quê tenta fugir pela janela.
- TENTA ME PEGAR! SEU MERDA! - a criatura tenta abrir a janela no desespero.
- "Não sairá até morrer" - Recito a frase e automaticante a janela se fecha.
- ME DEIXE SAIR!!!!
- ...- me aproximo do demônio, segurando a cabeça dele desferindo socos seguidos com o crucifixo sem parar.
- POR....FA.....VOR....- Diz o demônio sangrando. Retiro um pequeno frasco do meu bolso e o abro, fazendo o demônio ser sugado para dentro.
- Ela fica ainda mais bonita sem o demônio a possuindo - Vejo Dy admirando o corpo de Amélia.
- Para com isso...- me aproximo de Amélia e arrumo ela na cama, tirando os fios de cabelo de sua cara.
- Quem é você? - Diz Amélia confusa.
- Até a voz dela é incrível! - Dy se aproxima de Amélia e lambe sua bochecha demonstrando interesse sexual.
- Meu rosto está frio...- Diz Amélia tentando dormir.
- Apenas relaxe...- pego o coberto e cubro Amélia, me levanto e vou até a porta, saindo do quarto.
- Como ela está? - Diz a senhora preocupada e com lenços de papel na mão.
- Tenta não acorda-la hoje, ela prescisa de descanso...e chame alguém para verificar se não existe algum vestígio na casa.
- Não pode fazer esse trabalho?
- Não fui pago para procurar vestígios...- Saio da casa e sigo para o carro, abrindo a porta e entrando.
- Terminou? - Diz Marcus enquanto escreve sua história.
- Foi rápido...- Retiro as minhas luvas pretas de couro e começo a anotar como foi a situação no meu diário.
- Tão perfeita...- Dy senta novamente do meu lado com a respiração rápida e acelerada e sua língua para fora - Acho quê me apaixonei...
- O rei Leônidas venceu a batalha?
- Ainda estou trabalhando nisso.
- Espero quê ele vença...o rei Leônidas é um bom homem - Coloco novamente as luvas e arrumo minha gravata, guardando o diário no bolso.
- De volta para a associação? - Marcus liga o carro e guarda seu livro.
- Sim, por favor...- pego uma garrafa de água no porta copos e começo a beber toda ela.



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