História Diário de uma Drama Queen - Capítulo 11


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Categorias EXO, Seventeen
Tags Reescrita, Seventeen, Tá Uma Merda, Takeachance, Vida Que Segue
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Palavras 4.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLA SERES HUMANOS.
assim.
demorei porque meu pai vendeu o note e só hoje ele trouxe um note do trabalho dele, consegui escrever, e graças a deza, teve banner, brigadão, deza. sz
e não tenho nada a dizer só que tamo na reta final.
dale.

Capítulo 11 - Vírus Boo


Fanfic / Fanfiction Diário de uma Drama Queen - Capítulo 11 - Vírus Boo

02 de março de 2017, 12:20 AM

Os últimos dias foram maravilhosos com a companhia de Hansol.

Depois da minha resposta positiva e muito animada para seu pedido para ir no baile, fui recebida todas as manhãs com um abraço dele juntamente com um beijo na bochecha. Infelizmente, passava todo o tempo do intervalo com ele, não conseguindo ver muito os meus amigos, sendo que a única vez que a gente se trombava era no corredor, onde Seungkwan sorria e me lançava um sinal positivo com o dedão.

Junhong era outro que parecia muito feliz com a aproximação que tive de Hansol, demonstrando isso na aula, onde comentava que estávamos muito lindos juntos.

Hoje é um dia que estou particularmente feliz. Sai da sala correndo com a repentina ideia ainda fresca na cabeça, e repetindo como um mantra para ter certeza de que ela não iria se perder entre os conteúdos de matemática.

Hansol estava abrindo seu armário quando parei ao seu lado de forma bem hiperativa. Ele abriu um sorriso lindo ao meu ver.

— O que foi? Tirou nota boa em matemática? — brincou, guardando um livro para puxar outro.

— Quando isso acontecer, você vai ouvir uma explosão no andar de cima, porque vou causar a maior confusão já vista nessa escola. — ri de leve, cansada pela correria qual me submeti para chegar a tempo de ainda vê-lo no corredor. — Pensei em uma coisa e preciso da sua opinião para ter certeza de que não vou entrar em uma missão suicida.

— Acho errado você querer roubar sorvete da sala dos professores. — Hansol fechou o armário, me lançando um olhar reprovador. Abri a boca em protesto, em choque por ele ainda pensar que eu guardava essa ideia na cabeça. Obviamente que eu já tinha esquecido esse negócio do sorvete, por mais injusto que seja os professores terem sorvete e a gente a comida nojenta do refeitório! Depois de ver que havia câmeras em torno da porta da sala dos professores, desisti na hora. Sou doida, mas tenho limites, ok?

— O que?! Jesus, Hansol, não é isso! — lhe dei um tapa no ombro, me escorando nos armários.

— Ok. — ele riu. — O que é, então?

— Quero pedir desculpas para Wendy pela pequena confusão que teve no outro dia.

Hansol quase caiu e tive que segurar a alça de sua mochila para ele não ir de encontro ao chão. Ainda em choque, meu crush me segurou pelos ombros, analisando meu rosto, provavelmente, em busca de algo que evidenciasse algum tipo de mal estar na minha pessoa, mas sem encontrar nada, olhou fundo em meus olhos ao mesmo tempo que franzia o cenho.

— Yeonnie, você é muito nova pra cometer suicídio. — comentou.

— Você não está me acalmando.

— Estou sendo realista.

— Ela não é uma assassina.

— Wendy é aspirante a assassina.

— Isso quer dizer que ela ainda não é uma assassina.

— Ela pode querer começar com você.

— Vou estar na escola, ela não vai me matar aqui.

— Nunca duvide das capacidades de Yandere de Son Seungwan, Hyeyeon.

— Hansol!

— Hyeyeon!

Os dois ficaram em silêncio ao se encarar.

— Impressão forte que não importa o que eu diga, tu vai ir falar com ela. — Hansol largou meus ombros em um suspiro de derrota. Abri um sorriso de canto.

— Tem sexto sentido? — levantei uma sobrancelha. Ele bufou e me abraçou.

— Vou ir contigo e sem “mas”.

— Isso não vai deixar ela mais fula?

— O fato de você se dirigir a ela vai ser o bastante para o termômetro de “estou fula” atingir os limites. — Hansol revirou os olhos, dando um aperto protetor em meu braço, um sinal mudo de que ele estaria ali até para um assassinato. Só esperava não recorrer a isso, por isso, Seungwan precisava cooperar comigo.

— Então, vamos a guerra.

 

Seungwan estava sozinha quando a encontramos.

Sentada no último degrau da escada que subia para o segundo andar, a garota tinha um livro depositado sobre as coxas nuas pelo uniforme, um alcaçuz enrolado no dedo indicador com a ponta entre seus dentes. Ela parecia bem concentrada no que estava lendo. Sua mochila estava um degrau acima do seu, aberta e revelando todos seus materiais espalhados de forma desorganizada.

A mão livre segurava uma caneta, qual ia usando para marcar algumas coisas no livro.

Ela parecia uma garota normal, estudando para uma prova enquanto degustava um canudinho vermelho cheio de açúcar, uma imagem bem distante comparado aos boatos que a cercavam no colégio.

Respirei fundo antes de abrir a boca, mas infelizmente Hansol foi mais rápido e nem deixou que eu tivesse a chance de arranjar coragem para encarar a morte frente a frente.

— Wendy. — chamou e quase cai, assustada com a repentina mudança facial da Son. Seu cenho se franziu, sua boca se comprimiu, sua mão com a caneta se fechou um punho cerrado pronto para quebrar um nariz, e seus olhos demoraram levemente para nos encontrar.

Tremi na base.

— O que você quer, Vermônio? — comentou com a voz carregada de raiva contida.

— Hyeyeon precisa falar com você. — as palavras jorraram de forma rápida e trêmula da boca de Hansol, o que foi uma bomba em cima da minha cabeça. Seungwan focou em mim e olhei em volta com a intenção de procurar algum lugar para me esconder.

A palma de Hansol pressionou minhas costas de leve e fiquei mais calma, mesmo que ainda estivesse querendo fugir para Austrália.

— Tenho que estudar, garota, fala de uma vez. — resmungou ela.

— Quero pedir desculpas.

— Por você ter nascido? — ironizou com um sorriso de canto. Essa eu senti no meu rim.

— Não, porque não pedi pra nascer. — dei o mesmo sorriso em uma tentativa de amenizar o temor que crescia no meu peito. — Quero pedir desculpas pelo o que aconteceu no corredor e dizer que não quero nenhuma intriga com você. — em uma onda de calma proporcionada pela presença de Hansol, conseguia falar minhas intenções sem tremor ou demonstrar meu desequilíbrio interno.

— Meio tarde pra isso, não acha? — Seungwan fechou seu livro, tirando mais um pedaço do alcaçuz.

— Foi você que começou isso. — franzi o cenho.

— Desculpa, como é? — ela se ajustou de modo que, caso quisesse se atirar na minha direção, conseguiria facilmente, ainda mais tendo um ângulo em que conseguiria pegar direitinho nos meus cabelos.

— Não te fiz nada antes daquilo e só fiz porque você me ofendeu. Você ficou com raiva de mim de repente, foi você que quis arranjar briga comigo de repente, e tudo porquê o Hansol te superou e você não superou ele?! — a raiva estava começando a subir pela minha garganta em ondas quentes que fizeram com que meu rosto ficasse avermelhado e os olhos se enchessem de lágrimas de ódio.

— Garota, você tá passando dos limites… — e como que algum bicho prestes a atacar sua presa, Seungwan se colocou de pé lentamente. Hansol pressentiu o perigo e me puxou para trás.

— Foda-se também. — bufando, me viro para voltar para aula. — Isso que dá quando você tenta ser madura e falar diretamente sobre o assunto.

— Tá me chamando de infantil? — Seungwan gritou esganiçada.

— Se a carapuça serve! — gritei de volta, já no meio do corredor.

— Que grande vaca, Vermônio. — comentou a Son com o garoto que tinha ficado para trás. Paro. Respiro fundo e giro nos calcanhares, levantando o dedo do meio juntamente com um sorriso sarcástico.

— Só perco pra você, piranha. — e essas foram minhas últimas palavras de desgosto para Son Seungwan.

13:00 PM

    Junhong me encarou, talvez medindo mentalmente se seria seguro pedir emprestada uma caneta, coisa que era bem óbvia pelo jeito que ele encarou a mesa, procurando onde a sua havia ido parar, enfim pensando que ela tinha sumido para Nárnia, se virou em sua cadeira para falar comigo, mas Hyeyeon tinha colocado um aviso de “ocupada” na cara – também conhecida como “cara de cu” – e ele, claramente, não estava em um dia para apanhar.

    Aponto para meu estojo perto de sua mão antes que ele pudesse dizer algo e estourar minha Fera interior.

    — Vai ser muito estúpido perguntar se tá tudo bem? — indagou assim que puxou uma caneta azul do segundo bolso do estojo do Jake, de “Adventure Time”.

— Vai. E também vai fazer com meus esforços de não querer falar com ninguém pareçam inúteis. — comento com os dentes cerrados.

— Tem que se esforçar mais. — brincou ele, porém logo deu para trás no instante em que não sorri. — Que dia você tem muay thai?

— É taekwondo, seu sem cultura. — bufo, batendo em seu braço. — E só na segunda que vem, mesmo que eu queira começar a ter mais dias, assim descarrego toda essa raiva que eu estou da praga da Wendy.

— Olha aqui, eu sou um ser humano, muito frágil sentimentalmente, e não um saco de pancada que você pode vir recorrer quando a vaca da ex do seu crush te incomodar, capisce? — Junhong colocou a palma no coração para demonstrar sua mágoa profunda com minha agressão. Admito que dei uma risadinha. Mas ainda me encontrava pistola.

— Não sabia da sua fragilidade, desculpe, caro amigo. — digo com um leve sorriso no rosto, sentindo um pouco do peso no coração indo dar uma passeada.

— Aceito suas desculpas, mas só se você voltar a ser o arco-íris do grupo, porque tá muito difícil aguentar essa tua TPM com a TPM do Seungkwan. Ele me bateu com a caixinha de som da informática, Hyeyeon! Com a caixinha de som! O que faz um ser humano chegar nesse nível de agressividade? — enquanto o Choi falava de forma dramática, notei o quanto ele estava ficando semelhante com o próprio Seungkwan, o que me lembrou quando eu era normal e fui infectada pelo vírus Boo.

— Vou tentar. — dou meu melhor sorriso, mesmo que a carranca não quisesse dar o braço a torcer. — Mas só se eu ganhar um chocolate.

— Você sabe muito bem como abusar da boa vontade dos amigos, Hyeyeon, bem cria do Seungkwan. — Junhong revirou os olhos, se virando para frente.

— Vejo isso como um elogio depois de tanto tempo do lado daquela gazela. — abro um sorriso de leve, notando que na minha raiva, o professor tinha passado um texto. Ui, mas que demônio rápido.

Franzi o cenho por ter dormido tanto tempo e de forma profunda para nem ver quando o professor começou a passar a matéria. Eu tinha que estar muito, mas muito mesmo, fora da Terra para não ter visto que já tinha tanta coisa no quadro. Jesus, eu estava em Júpiter.

Começo a catar uma caneta no meu estojo, que é muito parecido com aquela bolsinha sem fundo da Hermione,  cheio de coisa, só rezando mentalmente para que eu não passasse o resto da aula procurando o objeto. Fico confusa quando um pedaço de papel toca na ponta do meus dedos.

Tudo bem. Hyeyeon é um bicho desorganizado? Deus sabe que eu sou, não vou negar. Mas não sou porca, então não fico jogando papelzinho e semelhante no meu estojo. Se já é difícil achar alguma coisa lá dentro sem lixo, imagina com lixo. Ah, não, queridos, eu sempre coloco lá no lixinho da sala e aquele papel não era meu, e quem tinha botado ali, ia se ver comigo.

Ia enfiar aquela porcaria no brioco do projeto de ser humano.

Puxo o papel, pronta pra fazer uma bola e fazer cesta no lixo, porque a besta aqui tem problemas nas vistas e precisa sentar lá pertinho do quadro. Uma olhada na letra, qual nunca vi nos meus 17 anos de vida sofrida, me fez mudar de ideia.

“Me desculpe pela briga mais cedo. Foi maduro da sua parte vir falar comigo de forma tão direta. Conversei com o Vernon e não quero mais intrigas, por isso te convido para ir comigo comprar o vestido para o baile essa tarde. Me dê a resposta antes do final da aula.

Wendy”

Eu sinto tanta pena do meu anjo da guarda.

16:30 PM

Meu coração batia tão rápido que sentia que podia ter um ataque cardíaco a qualquer momento. Meus olhos iam e vinham, procurando a figura de Wendy em algum lugar, minhas costas coladas nas paredes do corredor para ter certeza que ela não ia chegar com uma faca e me atingir sem eu ver.

Ela tinha sido uma vaca de marca maior comigo mais cedo e sei muito bem que ninguém muda de opinião tão rápido, mesmo com um sermão, até porque Wendy parecia ser aquele tipo de pessoa que odeia levar lição de moral dos outros. Imagina ter que ouvir algo do tipo vindo do ex? E pior: o assunto ser aceitar a atual dele. Que tipo de garota não ia encarnar o demônio no corpo? Pelo Cristo, mulher com raiva é a pior coisa existente.

Por que bolhas ela ia querer sair comigo assim depois de eu ter chamado ela de piranha e mostrado meu dedo mais belo?

A única coisa coerente que me vinha na cabeça era que Wendy estava tramando para me matar, e isso estava me fazendo bambear nas minhas perninhas de palito de dente naquele tempo de espera.

— Olha, você apareceu. — sim, eu pulei, sim, disfarcei bem mal, sim, eu queria sair correndo mais do que tudo, mas não ia dar esse gostinho pra ela.

Aqui é hardcore, porra.

— Queria ver se era algum tipo de pegadinha. — admito, mantendo a expressão a mais séria possível enquanto aqueles olhos sem alma me encaravam como se fosse um ser superior a mim.

Wendy deu um sorriso de canto.

— Você tem coragem, Hyeyeon, isso me admira. — Wendy apontou para a saída. — Vamos? O motorista espera.

— Motorista? — óbvio que o bicho curioso aqui ia perguntar num tom como se nunca tivesse conhecido o significado da palavra.

Pesquisa “burra” no Google e clica em imagens. Vai ter um monte de selfie minha.

— Sim, meu pai mandou alguém pra nos levar. — o cenho dela se enrugou, parecendo impressionada por eu não estar acostumada com esse tipo de coisa. — Você não tem dessas?

— Ai Deus, Wendy, sei que você não gosta de mim, mas não precisa ficar jogando na cara das pessoas o seu dinheiro. Isso é falta de simpatia, sabia? — murmurei chateada, não acreditando no quão escrota aquela garota conseguia ser.

— Ei, eu não escrevi no bilhete que não queria mais intrigas? Eu realmente não quero, Hyeyeon. Desculpa, não sabia que você não era… — Wendy parecia ter dificuldades em se expressar sem acabar me ofendendo de novo, o que, pelo sinal, era uma tarefa árdua pelo modo como gesticulava.

— Rica? — digo a melhor palavra para expressar a situação.

— Isso… — completa, me olhando ao mesmo tempo que procurava algum sinal que denunciasse chateação.

— Sou de classe média. Agora não sei dizer se sou de classe média alta ou baixa. — digo em um suspiro, aceitando que talvez eu fosse paranóica demais e a Son realmente quisesse dar uma trégua.

Inocência da Hyeyeon não tem limites. É difícil ser bebê em pleno século XXI.

— Acho que esse tipo de coisa não faz muita diferença em uma amizade. — deu de ombros, andando até onde tinha sinalizado um momento atrás.

Arregalo os olhos de leve, mas disfarço para ela não ver.

Quem diria… estou completamente surpresa com suas mágicas, mundo.

Só que tenho que ficar atenta para não pisar no degrau falso que é acreditar que a Wendy não vai me matar no primeiro furo que eu der.

— Então, já tem em mente o estilo de vestido que vai querer? — perguntou enquanto descíamos as escadas, onde no final um carro chique branco nos esperava. Eu não entendo nada de marca de carro, só sei que aquela coisa devia valer todos meus órgãos no mercado negro da deep wep.

— Nem. — respondo enquanto ela abre a porta para minha pessoa entrar. — Obrigada. — agradeço sem jeito, sentando no banco de couro. O cara lá na frente parecia uma porta de tão sério. — Olá. — aceno para ele enquanto coloco o cinto. Ele não responde. Wendy entra no banco do carona logo em seguida, o que ajudou a dispersar a tensão do negócio. — Ah, Wendy, eu não tenho dinheiro.

— Não tem problema. — respondeu simplista. — Eu pago. — quase desmaiei. Mundo, você devia virar comediante.

— Como é que a banda toca? — indago com rapidez, por pouco não embolando as palavras umas nas outras de tão em choque que fiquei com sua fala.

A garota se vira de leve para me encarar com a boca entreaberta.

— Eu pago, não tem problema. — abriu um sorriso. — Um presente de desculpas.

Aquela não era a Son Seungwan. Ela era maluca. Era uma psicopata e eu estava presa com ela. ALGUÉM CHAMA A POLÍCIA QUE EU NÃO TENHO CELULAR.

— Mas… essas coisas são muito caras. Não precisa. — digo amuada, sem saber como reagir numa situação daquelas. Ficar sem jeito é minha especialidade de Pokémon da Burrice.

— É um presente, Hyeyeon. — repetiu, rindo em seguida e virando-se para frente.

Oficial. Park Hyeyeon tá se borrando.

Nem devo dizer que fiquei todo o caminho para sei-lá-onde-bairro-comercial-de-rico bem quietinha, encolhidinha contra o banco, pensando se eu poderia fazer uma fusão legal com o couro e sumir foreva, e claro, me questionando mentalmente o porquê do meu ser estar naquele carro show de bola da minha (ex) inimiga sem nenhum suporte amigo por perto.

Park Hyeyeon é muito burra mesmo. Precisava do Boo ali pra me dar uns tapas e dizer “acorda, cachorra, que você tá em território inimigo, bruaca”.

Foi pensar no Boo que o vírus dele deu sinal no meu âmago.

Respirei fundo, franzi o cenho de leve – cara de mau – e puxei todos ensinamentos que tinham vindo ao longo dos anos em que fui parceira, melhor amiga e irmã de Boo Seungkwan.

Park Hyeyeon era Boo Seungkwan versão com vagina, e não era pessoa que se metia.

Se Son Seungwan tentasse qualquer coisa, ia se ver com um dos piores demônios da Terra. E quando eu chamasse meu clã, aí sim, o circo ia queimar.

Não tinha o porquê de ter medo porque ela não tinha como me machucar sem acabar machucada também. Eu não era fraca e não ia pra vala sozinha.

E foi pensando em um plano de me defender caso fosse necessário que me perdi em pensamentos até o carro parar e Wendy sair, se despedindo do motorista e pedindo para ele vir nos buscar daqui uma hora.

Uma hora. Que exagero. Não ia demorar tudo aquilo para escolher um vestidinho de nada, certo?

Erradíssimo.

Compras são complicadas e exigem tempo.

Mas tanto tempo ao lado de Wendy é perigo.

Sai do carro atrás dela, jogando a mochila no ombro com força, ao ponto da mochila quase dar uma volta pelo meu corpo. Consequências de ser o desastre com pernas, braços e cérebro.

Em silêncio, adentramos a loja, que de forma bem clara, era de uma classe econômica muito mais alta na qual eu me encontrava. De fato, eu teria que adentrar o tráfico de órgãos para conseguir comprar um único vestido ali. Isso me faz pensar o quão rica a Son deveria ser para vir comprar dois vestidos ali, sendo que um era pra mim, a garota que ela tinha chamado de vaca ainda naquela manhã.

Algo de errado definitivamente não está certo.

Mundo, te amo, perdoa eu, mas não me fode mais do que tu já me fode no dia-a-dia, por favor, nunca te pedi nada.

Olho em volto, tendo que morder os lábios para não soltar aquele assovio de podre que vê coisa de rico, sabe? Quando tu olha e pensa “puts, tinha que ser coisa de patricinha mesmo”.

A quantidade de vestido cheio de enfeites era sufocante e claustrofóbica, uma vez que tu virava para um lado e via vários e vários cabides, com tecidos tão rebuscados que chegava dar uma ânsia no fundo do coração. De nojo, devo acrescentar.

Não estava belivando em quanto brilho, babado e paetê eu estava cercada. Deu vontade de sair correndo porque senti que estava entrando no meu pior pesadelo: o mundo das princesas.

Senti o arrepio de asco ao me deparar com um vestido de baile na minha frente, que quase esbarrei, mas por reflexo de evitar esse tipo de coisa, dei uns três passos antes que pudesse botar aquilo para baixo junto com meu dinheiro e dignidade.

— Gostou de algum? — ouço a voz de Wendy não muito longe de mim. Olhando em sua direção, percebo que está atrás de alguns cabides, vendo os vestidos ali colocados.

— Não achei nada que faça meu estilo. — dou de ombros, andando entre os manequins com minha cara de mau.

— E esse? — viro novamente, vendo Seungwan com um vestido preto, parecido com veludo, com um decote não muito grande, mas que provavelmente deixava os ombros a mostra, a cintura bem marcada e uma saia rodada.

— Custa meu rim? — indago, sem querer admitir em voz alta que eu tinha gostado do vestido e aquela parte consumidora que eu escondia com todas minhas forças estava cutucando meu cérebro para comprá-lo com o dinheiro da Son. Mas minha parte boa dizia que isso era errado e que não deveria abusar da boa vontade súbita dela. Podia ser temporária e minha pessoa não tinha noção do prazo. Melhor não cagar com tudo e ficar na minha.

Wendy riu. Era um som estranho de primeira, mas acostumei sendo que era a segunda vez que a via rir em minha presença. Mentira. Continuava estranho no meu ponto de vista. Já viu estátua rindo? Bem semelhante.

— Prova. Se ficar bonito, te compro. — com um sorriso, se aproximou, me esticando a mão que segurava o vestido.

Levantei a minha, muito hesitante para pegar o cabide, ainda desconfiada de tudo aquilo, mas no final, que mal fazia experimentar aquela lindeza? Novamente, me lembrei do que tinha me ajudado no carro e isso foi o suficiente para me mandar correndo para os provadores com o vestido a tiracolo e um sorriso no rosto.

Tiro o uniforme com uma rapidez parecida com a do Flash, mas coloco o vestido pelos pés com muita delicadeza. Se rasgasse o vestido, a dona da loja rasgava meu brioco.

Todo o cuidado é pouco.

Ao terminar, levanto os olhos para o espelho.

Sou aquele tipo de garota que não se acha bonita, de jeito nenhum. Só com maquiagem e muita produção para eu olhar meu reflexo e pensar “wow”. E bem, mesmo sem borro na cara, gostei do que vi e ousei até dar um sorriso. Mágicas de vestimentas da elite.

É como Seungkwan diz: não existe ser vivente feio, existe ser vivente sem dinheiro.

Saio para fora para mostrar para Wendy o resultado, tão feliz que nem me liguei que ela não era do clã para ficar opinando e que merda podia acontecer logo aí.

Seungwan não estava ali. Varro os olhos pelo local e nem sinal da Son. Estava bem visível o ponto de interrogação na minha testa, não vê quem não quer.

Pensando que ela estava em um dos provadores, dou uma volta pelo arredor, olhando o mais discretamente permitido pela minha natureza estabanada pelas outras portas antes de voltar para o início, aceitando que Seungwan deveria estar em qualquer lugar, mas voltaria porque eu não acreditava no tamanho da sua putisse.

Abrindo a cortina do meu provador, não vejo nada das minhas roupas.

— Opa, errei. — digo para mim mesma com a intenção de manter a calma, mesmo que meu coração já estivesse dançando a conga da pomba.

Vou para o do lado. Nada.

Vou para o do outro lado.

Pode soltar o hino do “tudo serto com s de se fodeu”.

— Minhas roupas. — minha voz saiu esganiçada, juntamente com as lágrimas de desespero.

Sim, Hyeyeon chora em momentos extremos. Sou sensível, caso ainda não tenha deduzido.

Não estou belivando no level de cretina daquela filha da puta.

Levo as mãos aos cabelos, respirando fundo para não ter um ataque de histeria aonde toda a loja ia pagar o preço do meu erro de confiar em Wendy e do erro de Wendy de ter se metido comigo.

Era guerra e qualquer bandeira branca levantada a partir dali seria queimada.

Mas antes, eu tinha que achar um jeito de sair daquela loja.


Notas Finais


olha o vestidinho show que eu tentei narrar, não sei se deu: https://www.generasia.com/w/images/1/17/Somi_-_Unnies_promo.jpg
e pronto.
era isso.kkkkkkkkkktchau.


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