História Diário de uma fã - Capítulo 53


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Shawn Mendes
Tags Ídolo, Romance, Shawn Mendes
Visualizações 428
Palavras 1.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 53 - Capítulo cinquenta e três


Uma porta próxima a grande escada em espiral que havia ali foi aberta, me tirando dos meus pensamentos. Um homem calvo que aparentava ter uns trinta anos saiu de lá carregando uma garrafa. Fiquei olhando um pouco confusa, ele estava vestido impecavelmente em um smoking branco e andava com elegância.

— Boa noite, meu nome é Joseph e eu vou servi-los essa noite.

— Obrigado. – Shawn disse gentilmente enquanto o homem acabava de servir nossas taças com o conteúdo da garrafa, que logo anunciou ser vinho branco. – Sem álcool. – Shawn fez questão de frisar.

— E qual é o cardápio dessa noite? – Perguntei curiosa.

— Acho que não tenho permissão para dizer ainda. – Joseph disse lançando um olhar para Shawn que riu abertamente. – Mas começaremos com a entrada. – Ele colocou a garrafa de vinho em cima da mesa e bateu duas vezes com as mãos. No mesmo momento dois rapazes também vestidos de branco e carregando uma bandeja entraram pela mesma porta próxima a escada. Os dois colocaram os pratos a nossa frente e retiraram as tampas, nos revelando um razoável prato.

— Antepasto Misti Toscani, com crostini de queijo, bruschetta e taglieri di affettati. – Anunciou Joseph enquanto os dois garçons se retiravam. – Bom apetite. – Ele disse se retirando também.

— Obrigado. – Eu e Shawn dissemos juntos.

— Acho muito impressionante comer algo que eu nem sei pronunciar. – Comentei. Ele deu de ombros.

— Eu chamo de torrada com várias coisas em cima, mas com o nome bonito. – Eu sorri.

— Brindaremos a que dessa vez? Não temos mais a luz da lua. – Perguntei enquanto contornava a borda da minha taça com o dedo.

— Tem razão. Não temos mais a luz da lua nesse momento, mas nós dois ainda estamos aqui. Então, um brinde aos momentos maravilhosos que vivemos. – Ele disse erguendo sua taça.

— Ao que estamos vivendo. – Eu disse erguendo a minha também e tocando de leve na dele.

— E aos muitos que ainda viveremos. – Ele disse sorrindo, fazendo meu coração palpitar ainda mais rápido. Parecia até a cena de algum filme minuciosamente ensaiada para não haver nenhum erro. Shawn possuía algum tipo de mágica que o envolvia e fazia quem estivesse ao seu lado passar a acreditar no sobrenatural, acreditar em anjos e principalmente acreditar que a perfeição poderia existir. – E o que fez hoje de bom? — Ele perguntou enquanto começávamos a comer.

— Nada de mais. Almocei com a Heather. — Disse me lembrando.

— Hum, legal. E como foi a viagem?

— Foi ótima. A propósito, tenho algumas perguntas para você?

— Quais? – Ele perguntou desconfiado.

— Mais tarde. – Disse e ele continuou intrigado, mas logo sua expressão se suavizou.

— Tudo bem, tenho a noite inteira para responder as suas perguntas.

— Sabe que posso me aproveitar disso, não sabe? – Zombei, mesmo sabendo era exatamente isso que eu faria.

 — Sei, mas gosto de viver perigosamente. – Ele disse e nós dois caímos na risada.

— A onde você estava quando te mandei a mensagem hoje à tarde?

— Já são as perguntas?

— Não, só uma curiosidade que me ocorreu agora.

— Estava em uma entrevista em uma rádio.

— Não tocou o celular, tocou? – Perguntei assustada.

— Não, coloquei no silencioso antes de começar o programa.

— Que bom, nem pensei que poderia atrapalhar, desculpa. – Disse envergonhada.

— Não tem problema. Pode mandar mensagem quando quiser, nessas ocasiões eu sempre coloco no silencioso. Ordens do Andrew.

— Salva pelo Andrew então. – Ele riu.

— Mas aconteceu algo engraçado e embaraçoso.

— O que?

— Eu olhei a sua mensagem enquanto estava tocando uma música e acho que sorri, porque assim que voltou o programa a radialista perguntou por que eu estava rindo enquanto mexia no celular.

— Ao vivo? – Perguntei espantada.

— Ao vivo.

— E o que você disse?

— Que estava olhando o twitter.

— Realmente embaraçoso. – Disse refletindo. – Mas você se saiu bem.

— Mas aí ela perguntou o que estavam achando do programa, e eu disse que estavam gostando bastante. – Eu ri e balancei a cabeça. – Mas realmente estavam, eu olhei depois para me certificar. – Ele disse inocentemente me fazendo rir quase a ponto de perder o fôlego, enquanto ele dizia que nem havia sido tão engraçado assim. Então ele ficou me contando sobre as entrevistas e o show que teria naquele final de semana. Pelo que me falou ele estaria viajando até o dia dezessete, o que dava dez dias sem descanso nenhum, ou seja, seria dez dias sem vê-lo. Mas decidi não me torturar com aquilo naquele momento, pois teria tempo de sobra para sofrer a sua ausência.

— A propósito, eu adorei a música que você cantou. – Falei enquanto os dois garçons retiravam os nossos pratos.

— Sério? Eu fiquei em dúvidas sobre qual escolher.

— Sim, Kid In Love é uma das minhas favoritas.

— Do Handwrite? – Eu assenti. – E o Illuminate?

— Bad Reputation. – Respondi de imediato. – E a sua?

Ele pareceu considerar por um tempo.

— Elas tem significados diferentes. – Ele disse daquele jeito evasivo que eu conhecia muito bem. — Mas eu acho que Understand.

 — Eu sinto como se ela fosse extremamente pessoal. – Disse pensativa.

— Extremamente. – Ele confirmou sorrindo. Então Joseph entrou novamente perguntando se havíamos apreciado a entrada.

— Estão prontos para pedirem o prato principal? – Eu já estava completamente satisfeita, mas Shawn assentiu, e novamente ele bateu as mãos, fazendo os garçons adentrarem o salão carregando outras bandejas.

— Spaghetti ala carbonara, ravióli tre colore e gnocchi. – Olhei para Shawn e ele sorriu. Joseph nos serviu vinho tinto na segunda taça que havia sobre a mesa, desejou um bom apetite mais uma vez e se retirou.

— Eu queria que tudo saísse perfeito. – Ele disse. – E bem, comida italiana sempre parece uma boa ideia.

— Está perfeito.

— Mesmo? – Ele perguntou, e eu senti uma pontada de aflição na sua voz.

— Com certeza. – Garanti, e ele sorriu aliviado.

— Já é mais tarde? – Ele perguntou após alguns minutos de silêncio.

— Não, não é mais tarde.

— Fiquei curioso.

— Eu que tenho as perguntas e você que fica curioso? – Ele riu.

— Só uma. – Ele pediu me olhando entre os cílios daquele jeito encantador que só ele sabia fazer. Tive que desviar o olhar ou me perderia em seus olhos novamente e não conseguiria raciocinar. Considerei as perguntas que tinha, eu sabia que eram várias, mas só me lembrava de duas naquele momento. Resolvi começar pela mais fácil.

— Como sabia o meu tamanho de roupa e sapato?

— Próxima. – Ele disse com um sorriso divertido no canto dos lábios.

— Não, eu quero saber. – Eu disse teimosamente.

— Próxima. – Ele repetiu. Me curvei para ele sobre a mesa, abaixei a cabeça alguns centímetros e olhei para ele pelos cílios imitando-o, mesmo sabendo que não causaria sobre ele nenhum dos efeitos que causava em mim.

— Por favor! – Pedi baixinho.

Então seus olhos profundos queimaram nos meus como fogo, do tipo que devasta, queima a alma e derrete o coração. E eu podia até sentir o calor que emanava deles, me tirando completamente o ar. Sabia que não conseguiria sustentar aquele olhar por muito tempo, tão profundo, arrebatador e intimidante, que chegava a ser quase injusto o que ele poderia causar em mim. Penso se nunca me acostumaria com eles e concluo que não. Há muito tempo eu sabia que os efeitos que Shawn causava sobre mim não eram do tipo que poderia se acostumar facilmente. Então me lembrei de um velho poema de um autor desconhecido que havia escrito na minha agenda e editado conforme o meu gosto. E antes que pudesse perceber as palavras já estavam saindo pela minha boca. – “Quando meus olhos penetram nos teus olhos vejo um oceano de alegria. De todos os erros que cometi, de todas s imperfeições que evitei, você é o erro mais correto, você é a imperfeição mais perfeita. Quando meus olhos penetram nos teus olhos sinto que de todas as ciências o amor é o conceito mais simples de todas as teorias. E simplesmente descubro-me, quando meus olhos penetram os teus olhos. ”

— Uau! – Shawn disse me olhando surpreso. – Que lindo.

— É um poema que me lembrei agora.

— Estou sem palavras.

— Pode começar respondendo a minha pergunta. – Eu disse apoiando o queixo nas mãos. Há essa altura já havíamos terminado de comer, mais Joseph ainda não tinha retirado os pratos. Shawn sorriu como esperasse que eu tivesse esquecido, mas eu me mantive firme.

— Você vai rir.

— Não vou.

— Vai sim.

— Prometo que não vou rir. – Ele pareceu considerar as minhas palavras.

— Ok. – Disse por fim. – A Heather me perguntou qual eram as suas medidas, eu disse que são sabia, mas que você era desse tamanho – Ele ergueu a mão até a altura do peito – E dessa largura. – Ele juntou os braços como se tivesse abraçando o ar, e eu travei o maxilar para não dar risada, mas estava quase impossível.

— Você está rindo. – Ele reclamou.

— Não estou não. – Eu disse reprimindo um sorriso.

— Está sim, eu disse que você ia rir.

— Tudo bem. – Disse respirando fundo, me esforçando ao máximo para manter a promessa. – E os sapatos?

— Os sapatos eu olhei.

— Olhou como? — Perguntei confusa, e o sorriso desaparecendo do meu rosto.

— Naquele dia no meu apartamento.

— Você já tinha isso em mente? — Perguntei me referindo ao baile.

— Não. Só olhei por curiosidade, seu pé é tão pequeno.

— Andou olhando para os meus pés? – Perguntei levemente irritada. Não gostava dos meus pés e sempre ficava envergonhada quando alguém os olhava.

— O que tem de errado em eu olhar seus pés? – Ele perguntou confuso.

— Nada. – Eu disse ainda carrancuda.

— Há momentos que eu gostaria de poder ler seus pensamentos. – Ele disse me analisando.

— E eu agradeço por você não poder. – Disse sinceramente. Já era constrangedor o suficiente ele poder ouvir as batidas enlouquecidas do meu coração e ver o quanto eu ficava completamente boba na sua presença. Seria apavorante se ele pudesse também saber tudo o que penso sobre ele e tudo aquilo que ele me faz sentir.

— Então me deixa adivinhar. Nesse momento você está com vontade de me tacar o prato na cabeça, mas é muito educada para isso. – Ele disse como se estivesse se esforçando para ler a minha mente.

— Está quase lá. — Disse cruzando os braços e me esforçando para não rir.

— E também está brava demais para admitir que gostaria de vir aqui me dar um abraço ao invés de ficar aí de braços cruzados.

— Convencido. – Disse semicerrando os olhos.

— Não sou convencido, só estou lendo seus pensamentos. – Ele disse sério e eu não segurei o sorriso que se formara no meu rosto. E então ele sorriu satisfeito. Chegava a ser inacreditável como era impossível ficar brava com Shawn. Ele conseguia me desarmar facilmente com seu jeito irresistível de garoto brincalhão capaz de transformar furacões em brisas suaves roçando teu rosto. — E então? – Ele disse sugestivamente.

Sem pensar duas vezes me levantei indo até ele, e quando estava a menos de um passo ele me puxou, fazendo-me cair no seu colo. O abracei apertado pelo pescoço quase sufocando-o e ele me deu um beijo na bochecha. Encostei a sua testa na minha e quando estava prestes a beijá-lo novamente a porta embaixo da escada se abriu e eu levantei do seu colo no susto, mas ele me puxou de volta. Joseph veio até nós junto com os outros dois garçons enquanto os braços de Shawn formavam uma corrente na minha cintura, me mantendo sentada completamente envergonhada em seu colo. Os garçons recolheram os pratos, Joseph nos perguntou como havia sido o jantar e nós dois respondemos que havia sido ótimo e agradecemos.

— Então lhes desejo uma boa noite.

— Obrigada senhor Joseph, só aquilo que a gente combinou agora. – Disse Shawn, me deixando confusa.

— Já foi providenciado, senhor. – O homem disse sorrindo e dando uma piscadela para nós dois e se retirou. Shawn soltou os braços da minha cintura e eu levantei.

— O que vocês combinaram?

— Você vai ver. – Ele disse se levantando também e me empurrando para a cadeira de onde tinha levantado. – Agora a segunda parte da noite.

— Segunda parte? E quantas partes têm?

— Três. – Ele disse sorrindo enquanto andava em direção a um aparador que havia encostado em uma das paredes, que até então não havia reparado.


Notas Finais


Acharam que eu não ia postar capítulo hoje, né?! hahaha
Estava envolvida com o VMA... Ainda estou aqui assistindo a reprise e muito feliz pelo bolinho! <3
Me contem o que acharam do capítulo, toda essa sequência é minha favorita!


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