História Diário de uma funcionária da Umbrella - Capítulo 22


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Categorias Resident Evil
Personagens Ada Wong, Albert Wesker, Alexia Ashford, Alfred Ashford, Barry Burton, Chris Redfield, Claire Redfield, HUNK, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy, Nemesis-T Type, Ozwell E. Spencer, Personagens Originais, Rebecca Chambers, Sherry Birkin
Visualizações 35
Palavras 3.243
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Terror e Horror

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii gente! Primeiramente espero que gostem da história. Ainda bem que as férias tão chegando para eu postar mais capítulos ❤❤❤
Obrigada por curtirem.

Capítulo 22 - Página 22


15 de dezembro de 1998 (???)

Meu Deus, faz 4 dias que eu tô aqui (eu acho) presa. Meu Deus, não tenho notícias da Claire, não sei na onde estou! Meu Deus, o que esse maldito de Josh pretende fazer comigo? 

Estou desesperada, aparentemente estou numa casa ou talvez num prédio, estou numa espécie de quarto e tudo está trancado! Janelas, portas, TUDO! Santo Deus, não sei o que vai acontecer, mas pelo menos estou com você, meu querido diário. Não acho que vou morrer, afinal, Josh falou que não me queria morta. Mas por que ele está fazendo isso? Eu não sei. Só me resta esperar. Talvez ele já tenha lido ou visto o meu diário, pois todas as minhas coisas estão aqui...

Meu Deus, eu acho que ele vai entrar aqui! Depois eu continuo.



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Maggie estava no canto do quarto, ela estava sentindo um ódio tão grande por Josh, que talvez poderia matar ele com as próprias mãos. Porém, a figura que entrou ali não era Josh. Era um homem, obviamente. Mas era familiar...

-Wesker!!!

Sim, era um dos seus mentores na Umbrella, um desgraçado e era para estar morto. Então como...?

Maggie ficou no canto sentada, sem acreditar no que via. Wesker estava vivo e estava ALI.

-C-como você...?

-Oh, é uma longa história, querida. Agora, venha, temos que sair daqui.

Maggie hesitou, curiosa. Não sabia se deveria confiar nele.

-"Que merda, Maggie. É certeza que é uma armadilha, porém, o Wesker nunca me fez mau... Droga, o que eu faço?"

Maggie o olhou desconfiado.

-Como você sabia que eu estava aqui e como você ainda está vivo? 

Wesker sorriu, porém, era um sorriso sarcástico.

-Margarett, você não iria entender, criança. Mas vamos, tenho um pessoal que eu quero que você conheça.

Ela ainda estava indecisa, porém, decidiu ir, seria melhor do que ficar ali presa. Ela já estava ficando louca.

Então eles foram e Maggie percebeu que na onde eles estavam não era uma casa, era uma mansão,o que lembrava bastante a mansão de Raccon, mas obviamente não era lá, mas a semelhança era incrível. 

Quando eles chegaram num elevador, Maggie reparou que eles estavam indo para o subsolo.

-"Será possível? Aqui é outra sede da Umbrella?" 

Não! Era besteira, Birkin havia dito que Wesker queria sair, não fazia sentido ele tá com a Umbrella ainda. E esse mistério em volta dele, o que aquilo queria dizer? 

Bom, ela não sabia, mas resolveu fazer algumas perguntas.

-Aonde estamos indo? E o que você quer comigo?

Silêncio. Mas Wesker ficou a encarando, através daqueles óculos escuros macabros, o que dava a impressão de ele ser uma B.O.W. 

-Logo você irá descobrir.

Porém, aquele maldito elevador parecia que não chegava nunca. Maggie já estava ansiosa, com medo e estava quase arrependida.

-"Merda, só espero que não seja a Umbrella de novo."

Quando o elevador finalmente parou, Maggie sentiu um aperto no coração. Aquele lugar era totalmente fechado, sem janelas e nada do tipo. Não era claustrofóbica, mas aquele lugar lhe passava uma energia ruim.

-Maggie, seja bem-vinda a H.C.F!
A maior empresa de pesquisas biológicas.

-Hã, o quê? 

Então eles chegaram numa sala. Era enorme e parecia aquelas salas de negócios, tinha uma mesa enorme e vários lugares. Porém, tudo vazia, exceto por...

-Josh!!! 

Ela sentiu um ódio enorme por ele.

-Eu vou te matar! 

Maggie foi em direção a ele, porém, Wesker a impediu. Josh lhe deu um sorriso.

-Que criança tola. Acha mesmo que pode me matar? 

-Com o ódio que eu tô de você, seria capaz de te matar com as minhas mãos! Traidor!

Wesker se voltou para ambos. 

-Já chega vocês dois! Josh, pode sair. Você já fez o que pedi, agora vou conversar com Maggie pessoalmente.

E Josh saiu, ainda dando um belo sorriso para Maggie. Porém, depois que saiu, sua atenção foi totalmente para Wesker.

-O que você quer comigo? O que é essa empresa? Qual é a sua relação com ele? E como você ainda está vivo?

-Uma pergunta de cada vez, querida. A propósito, você está linda com esse cabelo loiro. Devo dizer que você lembra bastante a Alexia assim. Sua inteligência obviamente não se compara a dela, mas é tão bela quanto.

Maggie ignorou totalmente a frase de Wesker e se sentou na cadeira.

-Já que é uma pergunta de cada vez, então vamos lá. O que é essa empresa? 

Wesker lhe deu um sorriso, como se Maggie fosse apenas uma criança.

-Já disse, é sobre pesquisas de armas biológicas. E é tudo o que você precisa saber. 

-Tá. E o que eu tenho haver com isso? 

Wesker se sentou a sua frente, cruzou as mãos na mesa e a encarou.

-Não vou mentir sobre você, Maggie. Sempre achei você brilhante, mesmo quando estava com o Birkin. Eu reconheci seus feitos, por isso, eu quero que você trabalhe aqui  conosco. Seus dons vão ser mais apurados aqui e não será uma simples estagiária, irá ser efetiva na empresa.

Maggie começou a rir, não sabia se xingava Wesker e se continuava rindo.

-Você só pode estar louco né? Eu saí da Umbrella porque não quero mais sujar minhas mãos com essa merda. Quer saber, foda-se! 

Então Maggie se levantou e foi em direção ao elevador, porém, Wesker surgiu na sua frente. Ela se afastou, surpresa.

-Você não entendeu, não foi um pedido, foi uma ordem. Seria fácil demais te matar, poderia usar você como cobaia facilmente, mas seria muito simples. Então, você não tem escolha.

-Não irei ficar aqui. Você irá fazer o quê? Espalhar que eu trabalhei com a Umbrella? Eu não ligo! Prefiro ficar presa do que ajudar nessas aberrações de novo.

Porém, Wesker se aproximou de seu rosto.

-Isso seria fácil demais, Maggie. Mas digamos que alguém que você ama pode morrer. Como sua mamãe. Ah a filha de Marcus deve estar com saudades do papai né.

Maggie sentiu seus olhos se encherem de lágrimas.

- Como... Como você...?

-Sobre a sua mamãe? Não foi muito difícil, não é surpresa para você que fui eu e o William que matamos o seu avô, certo?

Wesker se levantou e passou as mãos no cabelo de Maggie. Ela tentou tirar as mãos de Wesker, porém ele a segurou fortemente.

-Você... Meu Deus, primeiro meu avô. Agora a minha mãe. Seu maldito.

Wesker sorriu mais ainda.

-Não leve para o lado pessoal, criança. Matamos ele por ordem da Umbrella. A própria empresa que ele ajudou a construir, eliminou ele

Maggie não podia acreditar, parecia que havia levado um soco no estômago. Sentia raiva de Wesker, da Umbrella e até da própria vida por estar envolvida nisso. Nunca fora apegada com Marcus, na verdade, mau conhecerá ele, mas saber que a empresa que ele ajudou a criar o matou. Aquilo doía. E agora, se não bastasse isso, agora a sua mãe também...

-Se te serve de consolo, Marcus nunca amou vocês de verdade. Ele era apenas um velho desprezível e arrogante. Assim como Spencer. Ele só se importava com as pesquisas.

Ela sabia que aquilo era verdade. Mas estava nervosa demais, anestesiada. Não sabia o que fazer.

-Por que...? O que fizemos para vocês? 

Wesker franziu a testa.

-Acho que não entendi a sua pergunta. Mas de qualquer forma, é isso. Então ou você trabalha para a gente ou a sua mãe morre. É a minha última palavra.

Então Wesker se foi, deixando Maggie ali sozinha. Ela sabia que talvez poderia fugir, mas estava anestesiada demais para tentar fazer algo, há não ser, chorar.







Wesker saiu da sala, confiante. Maggie era uma menina esperta, porém deixava-se levar pelas emoções. Wesker estava muito afrente disso. Muito mais. Ele eliminará totalmente suas emoções, só havia poder.

-"E isso está perfeito. Sem preocupações com sentimentos..."

Wesker suspirou, realmente só tinha interesse naquela garota por causa das pesquisas sobre uma vacina, se ela podia entender como funciona o vírus e tentar criar uma vacina, ela poderia muito bem fazer algo melhor.

-"Difícil vai ser convencer ela de ficar conosco. Mas nada que essa ameaça não resolva." 

Já era a segunda vez que ele ameaçava a família de alguém, mas realmente não se importava, pois agora sim seria verdade, não poderia cometer o mesmo erro duas vezes. Wesker iria ficar esperando a menina lá em cima, porém Josh estava parado perto do elevador.

Ele franziu a testa, por que aquele inútil ainda estava lá? 

-Então, como foi com ela? 

-Bem. Tenho tudo sobre controle.

-Então cadê ela?

Wesker riu. Aquele cara só podia tá zoando com a cara dele.

-O que você acha? Dando um tempo para ela. Afinal, a coitadinha precisa de um tempo para pensar sobre a decisão.

-Ah sim. Tanto é, que ela está chorando.

Wesker o encarou, sério.

-E se estiver, o que isso tem haver com você? Agora você quer defender ela? 

-Não. Só acho que seria interessante você dar uma lida nisso.

Wesker não havia entendido, porém, olhou no caderno preto que estava na mão direita de Josh.

-Por acaso é alguma anotação sobre vírus ou algo do tipo? 

- Não, mas sobre os pensamentos dela.

Wesker revirou os olhos. Sério mesmo que ele estava se gabando pelo diário de uma menina.

-E daí que é um diário? 

-Achei que você iria gostar de saber o que ela pensa sobre a Umbrella... ou sobre você...

Wesker riu, realmente Josh achou que ele iria se importar? 

-Escuta Josh, realmente não me importo. Tenho coisas mais importantes para fazer.

Wesker empurrou Josh para entrar no elevador. Que cara idiota, Wesker estava pouco se fodendo para o que Maggie estava pensando sobre a empresa ou sobre ele.

O som do elevador velho mudou a direção de seus pensamentos. Agora que Maggie estaria trabalhando para eles, teria que deixar ela internamente, os intrometidos dos S.T.A.R.S não poderiam sonhar que ela estava viva. Wesker suspirou, sabia que ainda teria muito chão pela frente.







Claire havia acabado de acordar, quando percebeu que Chris não estava mais lá. Eles haviam se hospedado naquele hotel desde quando sairá da Ilha. Porém, os pesadelos ainda estava muito fresco na sua memória. A ameaça de Alexia, a loucura de Alfred e... Steve.

A jovem começou a chorar, lembrando-se do pobre Steve. Ele havia sido um idiota no começo, mas no fundo, amava Claire. Aquilo doía dentro de seu coração. Apesar de tudo, ela também estava começando a se interessar por ele.

-"Que droga, Claire. Pare de chorar, Steve já se foi, ficar aqui se remoendo não irá ajudar em nada. Tenho que seguir em frente, pelo Steve e pela Maggie."

Não sabia na onde a garota estava, mas depois que Maggie tinha ido procurar o parceiro dela, Claire imaginou que ela havia morrido ou talvez fugido da ilha, pois ela não voltou...

-"Morrido não, talvez. Afinal, eu teria visto o corpo, mas é estranho, ela desapareceu dali como se fosse mágica. Será que ela saiu da ilha?" 

Claire enxugou suas lágrimas, agora que estava parando para analisar, talvez ela tivesse indo embora. Mas a pergunta é, porque ela não foi atrás de Claire? Não conhecia Maggie a muito tempo, praticamente não conhecia nada dela, mas pelo pouco que conheceu, Claire sabia que a jovem não era de deixar as pessoas para trás. Ela até brigou com aquele idiota do parceiro dela, por causa de Claire e Steve.

Então Claire se levantou rapidamente, lembrou-se que quando estava no avião com Steve, indo para a Antártida, o jovem havia comentado que tinha visto um homem, alto, levando uma pessoa nos braços, porém, não conseguiu ver quem era, pois estava longe demais. Claire na hora não havia pensando muito sobre isso, pois estava cansada e estressada demais, mas parando para analisar agora...

-"Meus Deus, será que era Maggie? Será que ela foi sequestrada?" 

A jovem franziu o cenho, até poderia ser, mas por quê e por quem? O que ela sabia que precisa ser sequestrada?

Claire interrompeu seus pensamentos quando Chris entrou. Ela rapidamente foi em direção ao seu irmão e lhe deu um abraço.

-Ei, dormiu bem? 

Ela o soltou e sorriu para o seu irmão mais velho.

-Sim! Estava precisando... Apesar que ainda tive alguns pesadelos.

Chris colocou a mão no ombro de Claire.

-Claire, não queria que você passasse por nada disso. Eu sinto muito.

-Não foi culpa sua, eu tava preocupada demais para saber como você estava. Eu que fui atrás disso. Então tá tudo bem.

Chris assentiu com a cabeça e foi sentar na cama ao lado. Também estava cansando, parecia que Umbrella só estava querendo ferrar com o restante dos membros dos S.T.A.R.S e com quem tivesse algum parentesco com eles.

Chris deitou-se na cama para relaxar, mas estava difícil. Estava pensando sobre a luta dele contra Wesker, havia deixado aquele maldito escapar.

-Está pensando no Wesker? 

Claire estava encarando Chris. Sua irmã o conhecia muito bem.

-Sim, estava sim. Estava pensando em como esse desgraçado já ferrou nossas vidas. Eu achei que ele estava morto, mas o filha da puta é difícil de morrer.

Claire sentou-se ao seu lado.

-Ei, não a nada que você podia ter feito. Aquele cara... Ele não é mais humano, Chris.

-É, eu sei. E é por isso que eu quero matar logo ele. Não é justo ele tá com vida, sendo que ele tirou vidas demais.

Claire podia sentir as lágrimas voltarem. Tanto por Steve quanto por Maggie.

-Ele matou meus amigos dos S.T.A.R.S. Ameaçou a família de Barry e é provável que matou Maggie naquela ilha...

-Maggie... Ahhh é verdade, você a conhecia né...

Chris franziu o cenho.

-Sim, conhecia, ela era nossa amiga. Antes ela trabalhava para a Umbrella e...

-Depois se juntou a vocês... conheci ela em Raccon. E voltei a reencontra-lá na ilha.

Chris rapidamente se levantou.

-Sério? Você sabe o que aconteceu com ela? 

Claire deu um sorrisinho, parecia que o seu irmão tinha um certo interesse nela. E não era interesse de negócios.

-Sim, é sério. Eu encontrei com ela lá e ela queria muito ajudar. Visivelmente ela não tinha muita experiência, bem menos que eu, mas ela estava se esforçando. Porém, fiz um erro de deixá-la ir procurar o parceiro dela, sozinha. Então ela não voltou mais.

Chris cerrou os punhos.   

-Parceiro? Eu acho que era um tal de Josh né? 

-Eu não sei, Chris. Estava óbvio que aquele cara não queria nos ajudar... Mas o Steve, sabe? O meu amigo e que... Ele me disse que tinha visto um homem, segurando uma pessoa nos braços, porém ele não conseguiu ver se era uma mulher ou um homem e eles estavam fugindo. Steve até tentou ir atrás, mas era tarde demais quando ele chegou no local. 

Chris ficou encarando o vazio do nada. Será que o desgraçado do Josh tinha feito algo? 

Depois que Claire e Chris tinham chegado da ilha, David o ligará e informará que Josh era um agente duplo, estava trabalhando para a Umbrella e para o S.T.A.R.S. Na hora, Chris não havia ligado muito para a informação, estava cansado e machucado, fora que tinha que se preocupar com Claire e Wesker. Mas agora que ele parou para pensar...

-"Merda, talvez ele sequestrou Maggie para nos afetar. Ou talvez um modo de vingança..."

Chris rapidamente foi em direção a porta. Claire o acompanhou. 

-Ei, na onde você vai? 

-Preciso conversar com David. Acho que a Maggie ainda está viva. Fique aqui, eu já volto.

-Não! Eu vou com você.

Chris lhe deu um sorriso. Claire era teimosa, porém, ele também era. Aquilo estava no sangue.

-Bom, não vai adiantar eu falar para você ficar aqui. Então é melhor você vir comigo.

Claire lhe deu um soco de leve no ombro. Não era que ele queria deixar sua irmã para trás. Mas se preocupava demais com ela para deixar Claire se envolver nisso ainda mais.

Então ambos foram ao encontro de David. Chris não tinha certeza, mas havia um pressentimento de que Wesker estava envolvido nisso. Por isso, mais uma vez, jurou vingança contra o seu antigo capitão.







Maggie ainda estava no chão, chorando. Seu coração doía demais. Não sabia o que era pior: saber quem foi os assassinos do seu avô ou sobre a ameaça a sua mãe.

Ela se levantou, tinha que sair dali. Quando ela estava indo em direção ao elevador, Wesker apareceu.

-Que bom que você parou de chorar. Tenho uma coisa para você. 

-Você só pode estar louco, Albert. Já disse que não vou te ajudar a criar essas marcas.

Wesker se aproximou e a encarou. Pela primeira vez, ela pôde ver os olhos dele, então Maggie gelou. Aqueles olhos... aquilo não era humano.

-O quê é você? 

-Isso não importa. Só venha comigo.

Porém, dessa vez Maggie foi. Não queria ir, mas algo no seu interior estava falando para ir verificar o que ele queria. 

Ambos entraram numa pequena sala, porém, parecia alguma sala de monitoração, pois havia várias câmeras, Maggie não teve tempo de contar todas, mas havia pelo menos vinte telas de computador  ali.

Ela franziu o cenho, não entendeu do porque Wesker havia lhe levado lá. Mas sua atenção havia voltado para uma câmera especial. Na pequena tela, havia um mulher, seus cabelos pretos estavam soltos e cobrindo o seu rosto, por isso Maggie não pode indentifica-lá no começo.

-O quê...?

Maggie iria fazer uma pergunta, porém, seu coração parou, suas mãos começaram a suar e seus olhos se arregalaram. Aquela era...

-Mamãe...?

Maggie entrou em estado de transe, porém, a voz dura de Wesker a chamou atenção.

-Para você ter certeza que não estou mentindo, Maggie. Ou você trabalha com a gente, ou a sua mãe irá ser a nova cobaia.

-Por quê? O que eu fiz para você? O QUE FIZEMOS PARA VOCÊ? 

Wesker a encarou por um momentos. Então se aproximou.

-Não fez nada. Ainda. Mas irá fazer.

Ele passou a mão no cabelo loiro da jovem, ela apenas desviou o rosto e encarou o monitor.

Ela não tinha outra opção. 

-Está tudo bem, Wesker. Eu trabalho para vocês. Mas por favor, não machuque a minha mãe.

Ele deu um sorriso.

-Não se preocupe, querida. É apenas por alguns meses, depois que você descobrir a estrutura do T-veronica, ambas iram poder ir embora. Então nunca mais vamos nos ver.

Maggie sentiu uma ponta de esperança.

-É-é sério? 

Wesker voltou a mexer em seus cabelos.

-Claro, veja bem, meu único motivo é esse. Infelizmente não conseguimos o corpo de Alexia. Graças ao seus amigos, Chris e Claire.

Maggie franziu o cenho. Não estava entendo aquela frase, a jovem Alexia não havia morrido com 12 anos? E o que Chris e Claire tinha haver com aquilo? Como ele sabia que Maggie estava com eles?

Porém  ela não o questionou, sua atenção foi de novo para o monitor. Dessa vez, ela pôde ver com clareza o rosto de sua mãe. Ela estava extremamente abatida, com alguns machucados no rosto e no restante do corpo, isso só nas partes expostas, onde Maggie conseguia enxergar. Seus lindos olhos azuis, antes cheio de vida, estavam vazios e arregalados, como se estivesse se perguntando o que havia feito para estar ali. Obviamente Wesker não iria deixar ela ver sua mãe agora, mas jurou que, na oportunidade certa, Maggie iria matar Wesker, fazendo ele pagar por ter feito isso com a mãe dela.






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