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História Diário de uma paixão - IMAGINE JUNG HOSEOK - Capítulo 4


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Notas do Autor


mais um cap, espero que gostem

Capítulo 4 - Telefonemas


Fanfic / Fanfiction Diário de uma paixão - IMAGINE JUNG HOSEOK - Capítulo 4 - Telefonemas

D.o pousou o auscultador do telefone.   Tinha-lhe telefonado às sete, depois às oito e meia, e agora confirmou outra vez pelo relógio. Nove e quarenta e cinco. Por onde é que ela andava?  Sabia que ela estaria no lugar onde disse que iria estar, porque já falara antes com o gerente. : Sim, ela tinha chegado e ele tinha-a visto pela última vez por volta das seis. Saído para jantar, pensou ele. Não, não a tinha visto desde então.

 

D.o abanou a cabeça e recostou-se para trás na cadeira. Era o último no escritório, como de costume, e tudo estava silencioso. Mas isso era normal a meio de um julgamento, mesmo se o julgamento estivesse a correr bem. O Direito era a sua paixão, e as horas tardias a sós davam-lhe a oportunidade de pôr o trabalho em dia sem interrupções. Sabia que ia ganhar a causa porque dominava a lei e seduzia os jurados. Sempre o tinha feito, e as perdas de processos agora eram pouco frequentes. Parte disso vinha do fato de ser capaz de escolher os casos que teria a habilidade de vir a ganhar.

 

 Já alcançara esse nível no exercício da sua profissão. Só alguns poucos eleitos tinham esse tipo de estatura na cidade, e os seus vencimentos refletiam-no. Mas a parte mais importante do seu sucesso vinha do trabalho árduo. Sempre dera atenção aos pormenores, especialmente quando tinha começado a exercer. Coisas pequeninas, coisas obscuras, e agora tornara-se num hábito. Quer se tratasse de um caso de lei ou de apresentação, era diligente no seu estudo, o que lhe tinha ganho alguns casos em início da carreira quando deveria ter perdido. E agora, um pequeno pormenor aborrecia-o. Não era sobre o caso. Não, aí corria tudo bem. Era outra coisa. Qualquer coisa relacionada com Sn.  

 

Mas, raios! Não conseguia detectá-la. Ele estava bem quando ela partira naquela manhã. Pelo menos achou que estava. Mas pouco depois do telefonema dela, talvez uma hora ou mais depois, algo fez clique dentro da sua cabeça. O pequeno pormenor. Pormenor.   Alguma coisa insignificante? Alguma coisa importante? 

 Pensa... pensa... Raios, o que seria?   Na sua mente fez-se um clique.   Qualquer coisa... qualquer coisa... que fora dita?   Qualquer coisa que fora dita? Sim, era isso. Sabia-o. Mas o quê? Fora qualquer coisa que Sn dissera ao telefone? Isso teria sido quando começara, e ele repassou a conversa toda outra vez. Não, nada fora do normal. Mas era isso, agora ele tinha a certeza. O que é que ela tinha dito?   A viagem correra bem, tinha-se registrado no hotel, tinha feito algumas compras. Deixou o número. E foi tudo.

 

Então pensou nela. Amava-a, tinha a certeza disso. Não só era bela e encantadora, mas conseguira tornar-se na fonte da sua estabilidade e também na sua melhor amiga. Depois de um dia difícil no trabalho, era a primeira pessoa a quem telefonava. Ficava a ouvi-lo, ria nos momentos certos, e tinha um sexto sentido quanto àquilo que ele precisava de ouvir. Mas, mais do que isso, admirava a maneira como ela sempre dizia o que pensava. Lembrava-se de que, depois de terem saído juntos algumas vezes, ele lhe dissera o que costumava dizer a todas as mulheres com quem saía - que não estava preparado para uma relação fixa.

 

Porém, ao contrário das outras, Sn apenas acenou com a cabeça e disse "Está bem." Mas, a caminho da porta, virou-se e acrescentou: "Mas o teu problema não sou eu, ou o teu trabalho, ou a tua liberdade, ou o que quer que tu penses que é. O teu problema é que estás só. E o teu pai tornou famoso o nome de Hammond, e provavelmente têm-te comparado com ele toda a tua vida. Nunca foste tu próprio. Uma vida que te faz ficar vazio por dentro, e andas à procura de alguém que, por artes mágicas, encha esse vazio. Mas ninguém pode fazer isso senão tu próprio." As palavras ficaram com ele nessa noite e soaram-lhe a verdadeiras na manhã seguinte.

 

 Voltou a telefonar-lhe, pediu-lhe uma segunda oportunidade, e depois de alguma insistência, ela cedeu com relutância. Durante os quatro anos em que namoraram, tinha-se tornado em tudo o que ele sempre desejara, e sabia que deveria passar mais tempo com ela. Mas a prática do Direito tornava impossível limitar-lhe as horas. Ela havia sempre compreendido mas, mesmo assim, amaldiçoava-se por não arranjar tempo. Logo que estivesse casado, iria reduzir as horas de trabalho, prometia a si próprio. Faria com que a secretária verificasse os registros na agenda para ter a certeza de que não iria demorar-se... Registros?...   E na sua cabeça fez clique outra peça. Registro... registrar... registrar no hotel? Olhou para o teto. Registrar no hotel? Sim, era isso. Fechou os olhos e pensou durante um segundo. Não. Nada. Então o quê? Vá lá, não falhes agora. Pensa, raios, pensa. Nova Berna. 

 

 

A ideía estalou na cabeça no momento. Sim, Nova Berna. Era isso. O pequeno pormenor, ou parte dele. Então e que mais? Nova Berna, pensou outra vez e conhecia o nome. Conhecia um pouco a cidade, em grande parte por causa de alguns julgamentos em que tinha participado. Parara ali umas poucas de vezes a caminho da costa. Nada de especial. Ele e Sn nunca lá tinham ido juntos. Mas Sn já lá tinha estado antes... E a trituradora apertou, outra peça a encaixar no conjunto. Outra peça... mas havia mais... Sn, Nova Berna... e... e... qualquer coisa numa festa. Um comentário que ouvira ao passar. Feito pela mãe de Sn. Quase nem havia reparado nele. Mas o que é que ela tinha dito? E D.o empalideceu então, ao recordar. Ao recordar o que fora dito há tanto tempo. Ao recordar o que a mãe de Sn dissera. Era qualquer coisa acerca de Sn uma vez ter estado apaixonada por um rapaz de Nova Berna. Chamou-lhe uma paixonite infantil. E depois?, tinha ele pensado quando a ouviu, e virara-se para sorrir a Sn.

 

Mas ela não retribuíra o sorriso. Ficara zangada. E então D.o adivinhou que tinha amado aquela pessoa muito mais profundamente do que a mãe sugerira. Talvez até mais profundamente do que o amava a ele. E agora ela estava lá. Interessante.   D.o juntou as palmas das mãos, como se estivesse a rezar, descansando-as de encontro aos lábios. Coincidência? Podia não ser nada. Podia ser exatamente apenas o que ela dissera. Podia ser o cansaço e a compra de antiguidades. Possivelmente. Provavelmente até. Porém... porém... e se?   D.o considerou a outra possibilidade, e pela primeira vez em muito tempo, ficou assustado. E se? E se ela está com ele?   Amaldiçoou o julgamento, desejando que já tivesse acabado.   Desejando ter ido com ela. Perguntando-se se ela lhe tinha dito a verdade, esperando que tivesse.   E, nesse momento, tomou a decisão de não a perder. Faria tudo o que fosse preciso para a conservar. Ela era tudo o que sempre precisara, e nunca encontrara ninguém que se lhe assemelhasse. Assim, com as mãos a tremer, marcou o número pela quarta e última vez naquela noite. E mais uma vez não obteve resposta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Continua.......

 


Notas Finais


espero que tenham gostado


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