História Diário de Uma Staff - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Staff
Visualizações 4
Palavras 1.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Apesar de ser uma história com personagem principal diferentes de outras fanfics sobre o BTS, eu garanto que vocês irão se apaixonar pela Helena e suas aventuras. Aqui vocês irão conhecer um outro lado dos garotos à prova de balas com enredo diferente de tudo que você já leu. Muito obrigada pelo seu apoio. Bjs.

Capítulo 2 - Do Lixo ao Luxo.


Faltando apenas algumas horas para o embarque no Aeroporto Internacional de Belém, Helena não podia se conter de ansiedade. Nas últimas três semanas sua vida se dividiu entre verificar documentação de viagem e procurar saber tudo que pudesse sobre a Coreia do Sul.

Logo de cara ela percebeu que iria se deparar com o choque cultural tradicional e com hierarquias sociais definidas até mesmo na linguagem utilizada no dia-a-dia na Coreia. Helena foi ficando cada vez mais curiosa sobre esse país que vivia a eminência de uma guerra, por causa de sua vizinha Coreia do Norte.

Buscando informações sobre pontos turísticos percebeu que a população da Coreia do Sul em geral era bem receptiva a turistas com exceção dos mais idosos. Por causa das guerras vividas, alguns coreanos defendem sua nação sob a luz de mantê-la pura (raça pura), o que de certa forma reflete na sociedade sul-coreana o exercício ao patriotismo e o orgulho de quem são.

Exemplo disso, é muito comum as famílias tradicionais não aprovarem casamentos entre sul-coreanos e estrangeiros. Tendo sua população sofrido muito com guerras e invasões culturais a Coreia do Sul lutou bravamente para ser reerguer e hoje é umas das maiores economias do mundo assim como líder em pesquisas tecnológicas.

Outra curiosidade encontrada por Helena se refere a obsessão dos sul-coreanos por cirurgias plásticas e padrões estéticos definidos com regra se você quisesse ser considerado uma pessoa bonita. Além disse a pressão que os jovens sofriam para ingressar em uma boa faculdade e ser bem-sucedidos na vida é torturante.  Helena leu muitas reportagens na internet sobre jovens suicidas que tiraram a vida por não serem considerados bonitos, não serem famosos ou não terem atingido um nível escolar aceitável pela sociedade. Mas Helena também sabia que todo lugar havia exceção e tinha o cuidado para não generalizar essas curiosidades como verdade absoluta. Afinal, para se entender certas questões culturais você precisa vivenciá-las.

Com o avanço tecnológico, os jovens eram bem mais abertos ao mundo o que de acordo com as pesquisas de Helena, dava a entender que era mais fácil fazer amizade com pessoas mais novas.

Apesar de pesquisar muitas coisas na internet, Helena sabia que tudo seria novo e desafiador. E era exatamente o que ela buscava.

O Voo de Helena saia as 13:46 de Belém chegando em Guarulhos – SP as 18:20, o próximo voo sairia as 23:00 chegando em Nova York as 5:55 do dia seguinte. A escola de inglês em que Helena trabalhava fazia questão de que todos seus professores tivessem o visto para os Estados Unidos mesmo que nunca fossem para lá. Isso foi crucial para que Helena pudesse comprar a passagem pois o voo faria conexão em Nova York e mesmo que não fosse ficar no país precisa do visto para descer do avião e trocar de voo.

Quando comprou a passagem para o dia 20 de março de 2017 (segunda-feira), Helena sabia exatamente o que estava fazendo. Verificou com cuidado todos as documentações que iria precisar e tudo estava em dia. Já sabia que para entrar na Coreia sua liberação seria feita na hora, sem solicitação prévia.

Como pretendia ficar apenas por três meses, exatamente o tempo limite permito para turistas brasileiros, Helena estava planejando voltar para o Brasil dia 19 de junho, seis dias antes de seu aniversário de 30 anos.

A mãe de Helena estava demasiadamente preocupada com a filha.

- Helena pelo amor de Deus! Não te perde por lá menina! Não deixa de ligar todo dia! Cuidado com essa guerra! Tanto lugar pra você viajar minha filha, por que justo pra onde tem guerra?! A meu Deus!

- Mãe sem drama. Tá tudo certo! Não tem guerra nenhuma e lhe garanto que mesmo com guerra, eu estarei mais protegida lá do que aqui com toda a violência urbana que temos.

- Toma cuidado menina. Vê se come bem, se alimente direito.

-Ué! Não é a senhora que vive dizendo para eu comer pouco? Agora tá mandando eu comer?

- Você entendeu o que eu disse Maria Helena! Na verdade, meu coração de mãe está apertado filha. Você nunca fez uma viagem dessas sozinha no mundo. Eu sou sua mãe.

- Fique tranquila. Prometo sempre mandar notícia e na volta vou lhe trazer uns produtinhos de beleza para lhe deixar gatona.

As duas se abraçaram e logo foram interrompidas pela buzina ensandecida em frente da casa.

Saindo do carro como um louco por causa do horário, Lucas correu em direção a Helena e mau falou com D. Maria.

- Miga vamo agora que estamos mega atrasados. Seu voo sai em uma hora e vinte minuto. Mana borá agora!!!! Ah.....desculpa a correria D. Mary!

- Vá minha filha, vai com Deus! Que ele te proteja.

- Bença mãe! Diga pro mano que eu deixei um beijo.

E assim, entrando no carro correndo, Helena foi em busca de suas aventuras.

 ....................

Depois de derramarem litros de lágrimas, Lucas e Jéssica se despediram de Helena que após o check-in, já se encontrava na sala de embarque. O voo Belém-São Paulo foi tranquilo o que permitiu Helena atualizar todas suas fontes de entretenimento para as próximas horas de viagem (e põe horas nisso). O voo de São Paulo para Nova York tinha previsão de nove horas e trinta minutos e sem saber o que iria encontrar no voo, Helena se programou como pode para não deixar sua viajem cansativa na medida do possível. Baixou filmes, fez várias playlists em seu celular e computador, comprou três livros com estilos diferentes de leitura, tudo para não se entediar.

Assim que chegou no aeroporto de Guarulhos, foi até o guichê da companhia aérea United para tenta fazer logo seu check-in e o primeiro estado de pânico se instalou no coração de Helena.

Segundo a atendente da companhia, devido ao grande número de compras da promoção, alguns trechos apresentaram overbook e para o azar de Helena o dela era um desses trechos. A atendente, aparentemente muito nervosa, pediu gentilmente que Helena deixasse seu passaporte e seu comprovante de reserva para que ela verificasse a possibilidade de encaixá-la no voo mais próximo possível, inclusive em outras companhias. A questão era que se Helena perdesse esse voo, provavelmente perderia o próximo também, o que geraria uma avalanche de transtornos.

Após deixar sua documentação com a atendente, para tentar esfriar a cabeça Helena resolveu tomar um café e comer um pão de queijo em uma famosa cafeteria do aeroporto. Depois de alguns minutos, percebeu uma movimentação exagerada de um grupo de meninas entre os 14 e 16 anos próximo ao hall de embarque. Na verdade, eram grupos diferentes indo de um lado para o outro como se estivessem procurando alguém que iria chegar ou partir.

- Provavelmente deve estar chegando o Wesley Safadão ou a Simone e Silmara. – Disse uma senhora sentada ao lado de Helena na cafeteria.

– Já tive essa idade, e sei bem o que é correr atrás de um ídolo, aí crescemos e depois percebemos que era tudo bobagem, mas mesmo assim guardamos em nossas memórias cada loucura que fizemos por eles. Esquecemos que o mundo do entretenimento é repleto de mentiras só para fazer os fãs gastarem dinheiro com produtos inúteis e enlouquecer de paixão por alguém que finge nos conhecer. Na verdade, nem os artistas se conhecem, eles sofrem como a gente.

Helena deu um leve sorriso, mas não se atreveu a continuar a conversa, pois estava preocupada demais com seu voo. Pedindo licença a senhora se retirou da cafeteria e retornou ao guichê da companhia aérea. A atendente com um baita sorriso no rosto, recebeu Helena como se nada tivesse acontecido.

- Palhaçada – pensou Helena – Eu aqui desesperada, e ela age como se nada tivesse acontecendo e com um baita sorriso no rosto.

- Senhora! – Disse a atendente – Infelizmente não foi possível realizar seu check-i­n na classe econômica devido ao problema de overbook.

Quando Helena estava se preparando para soltar aqueles verbos muito utilizados para xingar, a atendente continuou.

- Porém, como forma de pedido de desculpas pelo transtorno a senhora foi relocada no mesmo voo só que na classe executiva. Tem algum problema para a senhora?

As feições de Helena em segundos saíram de Mulher Assassina para Carinha de Anjo.

– Imagina querida! Estou muito agradecida pela sua competência e condução do problema.

- A senhora pode colocar a mala na esteira ao lado e assinar na linha pontilhada por favor. Em seguida a senhora pode se direcionar ao embarque especial da classe executiva e disfrutar da Área Vip exclusiva para clientes especiais como a senhora.

- Muito obrigada querida! Você foi MA-RA-VI-LHOSA.

Passada a sensação de pânico, o coração de Helena agora se enchia de felicidade. Nunca na vida imaginou entrar em uma sala vip de aeroporto quanto mais viajar de classe executiva. Assim que chegou na Área Vip pegou o celular e fez uma vídeo chamada com Lucas e Jéssica que ficaram maravilhados. Helena tentava mostrar tudo pelo celular para que os amigos desfrutassem junto com ela de todas as partes do local deixando por último o banheiro feminino.

Logo que entrou no banheiro, Helena ouviu uma pessoa vomitando em uma das cabines. Pediu licença aos amigos e achou que não seria legal filmar e desligou o celular.

Helena preocupada, bateu na porta do box e perguntou se a pessoa estava bem e se precisava de ajuda. O silêncio dominou a banheiro e mais uma vez delicadamente Helena ofereceu ajuda.

A porta do box abriu rapidamente e uma garota com traços asiáticos, muito magra e elegante olhou para Helena e disse em um inglês bem ruim. – Eu não preciso da sua ajuda, com licença!

– WHAT! - Pensou Helena. - A garota botando os bofes pela boca, eu aqui toda preocupada querendo ajudar e ela se acha no direito de ser grosseira! Então morra querida.

A garota saiu do banheiro como se fosse dona do espaço com o nariz mais empinado que já tinha visto. Helena nem ligou deixou pra lá e retornou para a sala principal da Área Vip. Percebeu que enquanto estava no banheiro, a quantidade de pessoas havia aumentado, especificamente pessoas com traços asiáticos. Parecia uma grande excursão.

Depois de beliscar uns quitutes mas tomando cuidado para não perder tanto o apetite, Helena observou uma certa movimentação vinda da entrada da Área Vip. Vindo do lado de fora se ouvia uma gritaria sem fim. Provavelmente o Wesley Safadão havia chegado.

- Será algum famoso? Será que ela vai no mesmo voo que eu? Vou já ligar para meus amigos. Helena tentou encontrar alguém de rosto conhecido, mas não viu ninguém. As únicas pessoas que viu passando foram alguns homens bem magros de bonés e máscaras pretas. Alguns de bermudas e outros de calça comprida. Todos se direcionaram a uma saleta no fim do salão principal. Fora isso ninguém conhecido.

Passados uns vinte minutos o embarque para o voo com destino a Nova York foi anunciado e claro...primeira classe e classe executiva com embarque prioritário. “Me desculpem as invejosas mas preciso embarcar”.

Continua...


Notas Finais


Mesmo com aborrecimentos passageiros, cada vez mais Helena vai se aproximando de um encontro inesperado.
Uma amizade não planejada e situações adversas, fazem do voo Guarulhos/SP - New York o cenário perfeito para se conhecer os Garotos à Prova de Balas. Aguardem...Bjs.


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