História Diário de uma suicida - Capítulo 3


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Categorias Fallen, Justin Bieber
Tags Adolescente, Amor, Drama, Suicida, Superação
Visualizações 244
Palavras 2.562
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ei anjinhos. Como prometido o segundo capitulo tá aí.
Espero que gostem, e até semana que vem <33

Capítulo 3 - 2


Estar na escola nunca era fácil, mas estar na escola depois de receber uma tarefa e ter como dupla o Justin, era praticamente impossível.
Alice se sentia uma formiga prestes a ser esmagada pela forma como Emma e suas amigas a olhava. Ainda faltavam duas aulas para que a garota pudesse finalmente ir para casa.
O tempo parecia não passar, e cada vez mais Alice se sentia menor.
Quando finalmente o sinal da última aula tocou, indicando que era hora de ir para casa, o alívio foi imediato.
A garota juntava suas coisas de forma organizada e rápida.
Se virou tão rápido, que mal notou a figura parada a poucos centímetros dela.

- Oi. - Alice ouviu a voz perto dela e instintivamente olhou para os lados, só para ter certeza se era com ela mesmo que ele estava falando.

- Oi? - Ela tentou responder, mas a dúvida de porque ele estava ali ainda a incomodava.

O garoto riu sem jeito e passou a mão pelos cabelos castanhos. Alice o encarava como se fosse de outro planeta.

- Okay, isso é estranho. - Ele disse por fim.

- Eu que o diga. - A garota disse voltando a andar.

- Alice, espera. - Ele disse um pouco mais alto. - Preciso falar com você.

A garota parou de repente. Estava pensando em todas as coisas que o garoto poderia querer falar com ela, e nenhuma fazia sentido. Até que.....

- Oh meu Deus - A garota virou e bateu com uma das mãos na testa. - Me desculpe, eu havia me esquecido do trabalho.

Justin sorriu sem jeito.

- Não tem problema. Eu só queria saber mesmo quando podemos começar.

- Você tem alguma câmera?

- Bom, na verdade não. - Justin parecia envergonhado demais, como se aquilo fosse a maior confissão de crime da vida dele. - Na aula de artes eu toco violão.

- Oh, é verdade. - A garota novamente deu um leve tapa em sua testa. - Bom, vou perguntar a Carmem amanhã se podemos usar uma câmera reserva da escola, porque eu só tenho uma e para esse trabalho vamos precisar de duas.

O garoto afirmou com a cabeça e sorriu.

- Então amanhã começaremos?

- Na verdade ainda não. - Ela disse enquanto pegava um pedaço de papel e caneta, e anotava algo. - Eu vou falar com a professora e traçar um plano de aula. Mas qualquer coisa pode me ligar nesse número. - A garota estendeu o pedaço de papel.

- Tudo bem. Tchau Alice. - O garoto disse de forma educada e se afastou.

Alice nunca entendera muito a cabeça dos populares de sua escola, mas hoje, naquele momento, ela cogitou a possibilidade de nem todos serem babacas como ela imaginava.



 

[...]

 

 

 

 

 

A tv estava ligada mas Alice não prestava atenção.
Tentava bolar um plano de aula bom o suficiente para fazer Justin desistir.
Sua cabeça estava tão cheia que ela nem notou quando a porta se abriu.

- Que bom que está aqui. - A mulher mais velha disse com o tom de voz frio, como sempre.

- Oh, oi tia. - A menor disse em tom de respeito.

Cassandra era a única família que restara para Alice, depois de tudo que havia acontecido. Mas a palavra família nunca fez sentido na cabeça da menina, já que sua vida toda ela fora extremamente sozinha.

- Eu vou precisar viajar, porque tenho trabalho a fazer na França. - A mulher começou a falar enquanto seguia para a cozinha, sem realmente prestar atenção em Alice. - Você vai ficar "sozinha" pelos próximos seis meses. - A mais velha fez aspas com os dedos.

- Como assim "sozinha"? - A menor repetiu o gesto de sua tia.

- Ora, você tem apenas 17 anos. - Cassandra disse como se fosse óbvio, agora olhando diretamente para Alice. - Vou deixar um velho conhecido como babá para você. Ele vai passar aqui todos os dias para ver como você está, e pra manter tudo em ordem.

- Um... conhecido? - A garota perguntou desconfiada.

- É Alice. - A mulher disse sem paciência. - Eu não vou ter tempo para procurar alguém para ficar de olho em você, e ele se ofereceu.

- Tudo bem tia.

O assunto se encerrou, porque Alice tinha medo do que aconteceria se insistisse em discordar da tia.
Na realidade, a muito tempo não acontecia nada de ruim entre as duas, além de leves discussões. Mas havia o trauma, e junto com ele o medo, e Alice preferia evitar.
A garota voltou para a sala e se sentou no sofá, sua cabeça girava. Um desconhecido frequentaria sua casa todos os dias durante os próximos seis meses.
Se acontecesse alguma coisa, ela não tinha nem pra quem pedir ajuda, porque ela não tinha ninguém.

- Eu viajo amanhã de manhã, sairei antes de você acordar para ir para a escola. - A mulher disse antes de subir as escadas. - Espero que você não me decepcione.

Alice apenas concordou com a cabeça, em silêncio.
Não sabia se sentia alívio por não ter a tia por perto, ou se sentia medo pelo que podia acontecer. Ao menos da tia ela sabia o que esperar.
Seis meses era o que ela precisava para ter 18 anos. Então era natural que a mulher deixasse alguém, para não ter problemas com a lei. Mas um desconhecido?
Sem perceber, passou o resto do dia no sofá com aqueles pensamentos inquietantes. E quando se deu conta, já passava das 22:00m da noite.
Sem sentir realmente sono, mas com a exaustão do corpo, Alice seguiu até seu quarto e se deitou. Sua cabeça estava cheia demais para que ela pudesse realmente dormir, mas o cansaço acabou a vencendo de vez.



 

 

[...]

 

 

 

 

O despertador tocou fazendo Alice despertar em um susto. Desligou o aparelho que ficava ao lado de sua cama e se levantou. O quarto estava escuro e, por isso, a garota não se surpreendeu quando escutou o barulho do seu corpo se chocar no chão. Havia tropeçado em algo.
Se levantou e caminho até a janela com mais cuidado, abrindo as cortinas e se arrependendo logo em seguida. O dia estava claro demais e seus olhos ardiam. Sua cabeça doía mais do que em qualquer outro dia. A garota nunca havia bebido bebidas alcoólicas, não conhecia o que era ressaca, mas acreditava que era bem perto daquilo que ela estava sentindo.
Caminhou para fora do quarto e tomou seu banho. Aquela hora sua tia já havia saído, então a casa estaria vazia.
Se arrumou em menos tempo do que costumava, e tratou de seguir para a escola.
Chegou na entrada as 07:00m da manhã em ponto. Fez seu pequeno ritual e entrou, sem olhar para os lados.
As ondas de seus cabelos ruivos dançavam em frente ao seu rosto de acordo com o vento, que soprava devagar naquela manhã.
Suas mãos estavam escondidas no bolso do seu moletom e suas bochechas estavam avermelhadas, por causa do frio.
Caminhou até a sala de sua primeira aula naquele dia. Pelo horário, ela já sabia que estaria vazia.
Pegou seu livro e começou a ler, precisaria distrair ou explodiria de tanto pensar.
O tempo passou rápido e logo o sinal havia tocado e os alunos começavam a entrar na sala. Alice guardou o livro e se ajeitou em seu lugar, pegando seu material.
Logo o professor entrou e começou a aula.



 

 

 

[...]

 

 

 

A manhã seguiu tão calma, que Alice começara a acreditar que era alguém comum.
A menina estava seguindo para seu armário para pegar o material de sua última aula naquela manhã quando sentiu alguém tocar no seu braço.

- Oh, oi Justin. - Ela disse com educação, mas sem parar de caminhar.

- Ei. - Ele disse sem jeito. - Só queria saber se você já falou com a professora Carmen.

A garota o olhou pro um tempo parecendo tentar lembrar o que teria de falar com a professora. Até que se lembrou.

- Oh, é mesmo. Eu havia me esquecido, desculpe. Eu vou falar com ela na hora do almoço, não se preocupe.

A garota sorriu e se afastou. Mais na frente, Emma a encarava com ódio. Estava parada a poucos metros do seu armário e comentava algo com suas amigas. Alice apenas tentou ignorar a sensação de ser observada, e abriu seu armário para pegar o seu material.
Assim que terminou de colocar a senha, que a porta se abriu, uma chuva de uma gosma verde a invadiu, fazendo ela se assustar e soltar um grito.
Todos no corredor começaram a rir, e alguns gravavam a situação. Alice respirou fundo e olhou em volta. As pessoas gargalhavam e apontavam. Até que ela notou um rosto em especial: Justin.
Ele ria e balançava a cabeça em negação.
A ruiva parou de olhar para todos e fechou a porta do armário, mas antes de sair viu Emma passar por ela e piscar em sua direção, enquanto sorria com deboche.
A menor começou a correr em direção ao banheiro e sumiu de vista.

 

 

[...]

 

 

 

 

 

 

Alice estava tentando retirar aquela gosma verde de seu cabelo, porque da calça e do moletom ela já havia desistido.
Havia limpado seu rosto, e os restos da gosma que sobraram em seu cabelo, ela havia escondido com um coque.
Ela não entendia o que havia acontecido, porque os papéis ela já estava acostumada, mas aquele tipo de agressão ela nunca havia sofrido.
Enquanto tentava pensar com clareza, amaldiçoava Carmen por a ter colocado com Justin. Além de ser um alvo mais fácil para as líderes de torcida, ela ainda estava trabalhando com um babaca.
Ela se sentia estúpida por acreditar que Justin poderia ser diferente. Os garotos da escola são sempre iguais. Querem popularidade e sexo. É tudo uma questão de status.
A garota suspirou e juntou suas coisas. O sinal havia batido a algum tempo, então supôs que já não haveria mais ninguém nos corredores.
Quando estava prestes a sair do banheiro, ouviu passos e se escondeu em uma cabine qualquer.

- Você viu aquilo no corredor? - Duas meninas entraram no banheiro conversando e rindo.

- Eu vi. É Alice o nome da menina né? - Uma deles disse.

- Eu ouvi dizer que é sim. - A garota ria. - Eu fiquei com um pouco de pena, mas ninguém mandou mexer com o namorado da Emma.

- Mas o Justin não namora a Emma. - A outra garota disse, agora sem rir.

- Eu sei né querida, mas todos sabem o quanto ela gosta dele.

As duas ficaram em silêncio por um momento e Alice pode ouvir barulho de coisas na pia.

- Ouvi dizer que essa Alice pediu para trabalhar com o Justin no projeto de artes. Sabe?! Fez a professora os colocarem juntos de propósito. - Uma delas disse em um tom mais baixo, como se contasse um segredo.

- Mentira, sério? - A outra disse no mesmo tom.

- Bom, pelo menos foi o que eu ouvi o Justin comentando. Ele estava dizendo que ela provavelmente só queria dar pra ele, por isso convenceu a professora a colocarem eles juntos.

As duas então saíram do banheiro e Alice voltou a respirar.
A garota agora, além de estar magoada, estava nervosa.
Como se uma garota como ela fosse ter interesse em um garoto como Justin.
Deu um soco na porta da cabine e se arrependeu logo em seguida, pela dor na mão.
Então apenas balançou a cabeça negativamente e saiu do banheiro, em direção a saída da escola.
 

 

 

[...]

 

 

 

 

 

O ar parecia mais gelado agora, já que as roupas de Alice estavam molhadas pela gosma verde, e o moletom estava sem condições de uso.
A garota caminhava sussurrando coisas para si mesma. Estava nervosa demais para voltar para sala de aula. Ou para encarar as pessoas no corredor. Ou para entrar em um refeitório cheio de pessoas que não entendiam nada do que realmente estava acontecendo.
Estava tão perdida em seus pensamentos que quando se deu por si, estava no chão xingando mais uma vez.

- Mas que inferno, será que alguma coisa pode não dar errado hoje? - Ela gritou enquanto se esforçava para levantar.

Ela havia batido em algo. E quando notou uma mão se estender na sua frente, percebeu que havia batido em alguém.

- Eu desculpo você por me bater, se for isso que você quis dizer. - Um garoto alto de cabelos pretos e olhos extremamente verdes disse, com um sorriso de lado e debochado.

- Ah com toda certeza eu devo desculpas para um estranho que fica parado no meio do caminho atrapalhando a minha passagem. - Ela disse ignorando a mão do garoto e levantando sozinha.

- Eu não tenho culpa de você ser uma maluca que anda olhando para baixo e falando sozinha. - O garoto disse de forma calma. A voz era um pouco rouca e ele estava com um cigarro na mão, que tratou de apagar assim que notou o olhar da menor sobre ele.

- Oh, sério? - A garota disse de forma irônica e soltou uma risada baixa. - Muito obrigada pelo maluca.

O coração de Alice batia mais forte. O vento batia em seus braços descobertos a fazendo tremer um pouco.

- Por que você está toda suja? - O garoto perguntou parecendo notar nas roupas dela só agora. Ele estava com uma das sobrancelhas levantadas e as mãos dentro dos bolsos da jaqueta.

- Ah me poupe. Como se você não tivesse visto o show de horrores que aconteceu agora a pouco. - A menina falou com grosseria. Estava exausta.

O garoto ficou confuso, mas a expressão em seu rosto era divertida.

- Na verdade estou vendo um show de horrores nesse exato momento.

Alice o olhou com tanto ódio, que se olhar matasse, ele com toda certeza estaria morto.
O garoto riu um pouco e continuou a encarar a menor.

- Vai se foder. - Ela soltou e virou de costas, pronta para ir embora.

- Bom dia para você também. - O garoto disse de forma debochada. - A propósito, me chamo Cam.

A garota se virou para ele novamente e o encarou incrédula.

- Eu não estou nem aí para quem quer que você seja. - Ela disse fazendo o garoto abrir um sorriso enorme.

- Agora é a parte que você também diz seu nome. - Ele disse enquanto deixava a cabeça cair um pouco de lado, sorrindo, com a expressão de diversão no rosto.

- Oh Deus, você só pode estar de brincadeira comigo. - A menina disse enquanto soltava o ar, tentando manter a calma. - Alice. Meu nome é Alice. Agora se me der licença.

A menina começou a andar novamente, agora sem dar chance para que o garoto roubasse novamente a sua atenção.
Ela já estava quase na saída da escola quando ouviu a voz do garoto, alta o bastante para a distância em que os dois se encontravam.

- Foi uma prazer conhecer você, marrentinha.

Quando ela olhou para trás ele estava sorrindo, então ela apenas voltou a olhar pra frente e levantou uma das mãos, mostrando o dedo do meio para o garoto.
Tudo que ela pôde ouvir a seguir foi uma gargalhada alta dele, e então, já estava longe demais para ouvir qualquer outra coisa.



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