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História Diário mental - Capítulo 1


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Revisado!

Capítulo 1 - Parte 1


O medo.. uma coisa estranha que cresce ou desaparece quando vamos ficando mais velhos. 

Não posso dizer o que exatamente me dá muito medo, mas eu sei que o amor é uma dessas coisas que eu tenho medo. Amar e ser amado, parece loucura para mim.

Oi, eu sou Harry Potter e esse é o meu diário mental. Sim, eu tenho um e não sei se isso já existe também, se não existir eu posso dizer que sou um artista original? É, eu sei que não. 

Vamos começar dizendo algo nada interessante, eu me sinto como se fosse um garoto perdido no ensino médio e que não sabe entender nem mesmo os próprios sentimentos, e que claramente não sabe o que quer para o futuro. Ah, eu acabei de literalmente me descrever. 

Eu estou em mais um dia na escola, em minha aula de educação física, que eu literalmente não faço nada e estou quase falando para o professor que estou menstruado, mas eu sei que isso é errado.

Nesse momento, minhas tarefas estão sendo corrigidas pela minha querida amiga Hermione Granger enquanto os outros garotos que amam futebol jogam lá embaixo. 

Eles já tentaram me colocar no time deles, eu corro até que rápido para um garoto sedentário, mas eu neguei todas as ofertas, eu corro rápido mas sou péssimo em chutar ou pegar a bola. 

- Sabe, Harry, o jeito que você consegue errar quase todas as questões de Química parece ser tão diferente do das outras pessoas, que você conseguiu errar a mais simples questão e quase acertar a mais difícil. - Eu ia me alegrar mas aí.. - Quase, não se esqueça. Quase não é um positivo. Ainda mais para Snape que é um puxa saco do Malfoy e do Riddle. 

Aquilo era verdade, os dois garotos que eu mais odeio são os garotos que meu professor de Química, Severus Snape, mais ama. O vida cruel, não é mesmo?

Os dois estavam jogando, sem camisa, na quadra. Isso mesmo meu consagrado, que eu não sei quem é, os jogadores não conseguiram me fazer jogar mas conseguiram fazer Tom Riddle jogar. O Malfoy estar na quadra não é uma novidade tão grande..

- Ei, Harry! - Ronald, meu melhor amigo, me gritava lá em baixo. - Tem certeza de que não quer jogar? Falta uma pessoa no time agora que o Theo torceu o braço. 

Suspiro. Eles eram realmente insistentes. 

- Vai dizer que está com medo, Potter?! - Draco gritou e assim todos do time dele riram, um dos que mais riram foi o Riddle, o que me fez levantar. 

- Harry, você tem certeza que quer isso? Se você ir para a enfermaria de novo você está ferrado. 

Eu tinha que concordar com a Hermione, quase todo dia eu ia de encontro com a enfermaria e podemos dizer que aquele lugar já é a minha segunda casa.

- Dessa vez eu teria um motivo. 

Ela revirou os olhos. 

- Uma confronta dos valentões da escola? Vê se volta para a terra e entenda que não está em um filme de Hollywood.

Dessa vez foi a minha hora de revirar os olhos.

- Tchau, Mione.

Eu deixei a arquibancada e Hermione para trás, tinha que manter minha imagem de rival a altura daqueles dois, por mais que nossa altura de verdade sejam bem diferentes umas das outras. Eles passam de 1,70 enquanto eu não passo de 1,65.

É muito tarde para chorar? Eu quero voltar!

- Pelo menos nisso o pequeno Potter não amarela. 

Agora foi a vez de Riddle. Por que comigo, Merlin?!

Como sou um garoto de classe, só que não, o mostrei meu dedo do meio e eles.. todos eles fizeram sons de deboche. Ok, eu piorei a situação. 

- Vamos, Harry, não ligue para esses babacas. - Rony disse quando eu já estava ao lado dele na quadra.

Naquele momento eu queria desaparecer, a quadra começou a parecer pequena por alguns segundos e eu fiquei com um pouco de falta de ar, ao longe eu via Hermione revirar os olhos de raiva por eu ser tão teimoso. A verdade é que eu tenho medo de bola e.. jogar futebol nessa situação não é uma coisa boa. 

Eu estava respirando fundo várias vezes para ver se eu me acalmava, mas nada estava adiantando e.. por alguns minutos Tom e Draco pareciam realmente bonitos ao meu ver. Ok, eu estou ficando maluco.

- Preparados?! - O professor de educação física gritou e eu queria apenas berrar um não, porém nada saiu da minha boca. Como sempre.

- Podem começar!

Essa foi a última coisa que eu ouvi antes de perceber que eu tinha que correr atrás dos outros jogadores e não ficar parado esperando levar um chute de alguém. 

Corri na direção em que todos estavam indo e eu recebi a bola mais rápido do que o esperado. Minha velocidade diminuiu e minha respiração aumentou a velocidade, eu me sentia perdido. Eu corria chutando a bola, tocava ela para alguém ou chorava? De todas essas, a que eu mais queria era a última, mas decidi ficar com a primeira no momento.

Até que.. eu faço um gol. Espera.. eu fiz um gol? Eu fiz um gol! Essa seria uma das coisas que eu adoraria anotar em meu diário mental, porém eu sei que um dia eu iria esquecer disso.

Rony me abraçou. 

- Viu, companheiro? Fazer um gol não é tão difícil. 

- Pode ser sorte de principiante também, Weasley. - Disse Riddle e Rony fez um careta saindo dali. - Gostei do seu gol, sabia? Você fica bonitinho animado.

Ele sussurrou em meu ouvido e sim galerada, eu me arrepiei, ele saiu de perto de mim com um sorriso satisfeito enquanto eu ficava paralisado e corado no meio da quadra.

Quando eu voltei para a realidade suspirei. Se Draco fizesse isso também eu estava ferrado. E antes que absolutamente ninguém pergunte, já que isso está em minha cabeça, eu gosto desses dois desde que eu entrei nessa escola mas nunca aceitei isso e agora, depois de anos, decidi aceitar. O motivo é porque.. eu não sei.

- Harry, vem logo! Precisamos jogar mais um pouco, daqui alguns minutos a aula acaba! - Um garoto aleatório gritou.

Eu fui para o meio da quadra e fiquei esperando a hora de sair correndo, mesmo que eu soubesse que aquele gol realmente pudesse ser uma sorte de principiante. Manter as expectativas não mata ninguém. 

[...]

Pode se dizer que eu me descobri muito bom em futebol, eu realmente quase ganhei do outro time, ouve um empate de 4x4 e eu fiz três gols.. sim, obrigado pelo elogio que eu não ouço. 

Nesse momento eu estou acabado, quase morrendo de cede e com muita dor na perna, isso que dá não alongar antes do jogo. 

- Até que você se saiu bem para um gatinho medroso, Potter! - Gritou Malfoy. 

Sabe, Draco é como um disco que você já assistiu mmuitas vezes e está riscado, ele repete várias e várias vezes a mesma coisa, seja de forma diferente ou não. Agora eu fui parar para pensar, o que eu vi nele mesmo? O que será que realmente fez eu gostar desse garoto chato pra' caralho?

E é nesse momento que você diz:"Se você não sabe, que dirá eu?"

- Estou com uma dor horrível nas pernas. 

Digo para Rony.

- Dá próxima vez é só se along..

- Não terá próxima vez, Rony. Harry não está acostumado com isso, se ele cair, o que pode ser bem possível, ele está ferrado. 

Rony bufa e eu cruzo os braços, eu sei que eu parecia uma criança birrenta, mas fazer o que?

- Fazendo birra, Harry? - Hermione perguntou, o que chamou a atenção de algumas outras pessoas. 

- Ahn.. não, claro que não. 

Descruzo os braços e começo a beber água. Posso jurar que ouvi algumas risadas e ela dizer "Acho bom".

●°•°•°•°•°•°○°•°•°•°•°•°●°•°•°•°•°•°○

Um mês depois desse bendito dia.. eu podia dizer que estava surtando, mas surtar é pouco. Nesse momento eu quero sumir da escola. Motivo:Estou sendo perseguido. 

Eu não sei onde me esconder!

- Ei, Potter! Espere!

Essa era a voz de Draco me chamando e eu mal queria olhar para trás, muito menos esperar ele! Merlin, o que eu fiz?!

.... Meu coração quase saiu pela boca. 

Sabem aquele garoto que eu disse também odiar - ou amar que seja? Isso mesmo, Tom Marvolo Riddle, ele apareceu na minha frente DO NADA. Nem preciso dizer que eu fui levado para alguma sala mais para frente, que foi esquecida por algum motivo, a força.

- Você corre rápido mesmo ein, pequeno Potter. - Uma voz aveludada dizia um pouco atrás de mim. 

Se eu tentei dar um soco na cara de algum dos dois? Sim, eu gosto deles mas não sou trouxa, ok?

Bom, talvez eu seja um pouco.

- Sabia que você não sabe disfarçar, certo?

- Disfarçar o que exatamente?

Não posso mentir, eu realmente não sabia disfarçar e também não fazia ideia do que eles estavam falando. Será que os dois estão malucos?

- Potter, Potter. - Draco estava se aproximando de mim.

Ok, isso é bizarro.

- O que vocês querem comigo?

Os dois riram.

- Qual a graça?

Eles riam mais. Eu mentiria se dissesse que estava assustado, a verdade é que eu não sabia o que estava sentindo ou o que eu deveria sentir.

- Sabe, Potty, o olhar nunca mente.

Agora os dois estavam na minha frente e me olhavam com aqueles sorrisos que ninguém além deles tinha. 

- Aqui tem câmeras. - Cantarolo querendo fingir não estar nervoso e comecei a mexer os dedos na mesinha em que eu tinha me encostado. 

- Nós já tampamos todas. 

Sim, agora eu estava desesperado. 

Querido Diário Mental, se eu não falar mais nada, é porque eu morri. 

Eles estavam se aproximando lenta e calmamente, minha ansiedade estava aumentando, eu realmenre não sabia o que iria acontecer. Bom, até agora.

Eles começaram a tirar a parte de cima da roupa como se tudo estivesse ensaiado, tipo bem ensaiado mesmo porque eles iniciaram isso no mesmo segundo. 

Meu delírio estava perto e eu tenho certeza que eles não demoraram a perceber isso porque eles sorriram quando perceberam que os barulhos que meus dedos faziam na sala aumentaram a velocidade.

- Sabe, Harry.. você pode não ter percebido, mas nós dois sentimos o mesmo por você. - Tom dizia calmamente.

- Como vocês podem ter tanta certeza do que eu sinto?

- É só nós repararmos nos efeitos que fazemos em você. 

Sabe, uma coisa que eu não comentei é que:somente com a demonstração do que as roupas escondem eu já fiquei um tanto quanto animado.. me arrependo duramente por não ter controle sobre isso.

- De qualquer forma, vocês não sabem se eu quero ou não fazer isso!

Eu quase gritava, mas não adiantaria nada, a escola estava vazia. 

- Você quer fazer isso, Potty? - Draco sussurrou em meu ouvido.

- E-eu.. eu não quero..

Os dois riram, terminando com um sorrisinho de lado.

- Sabe, você não foi muito convincente. - Tom falou. 

- Harry, você quer fazer isso? Ou melhor, você sabe o que vamos fazer?

Parando para pensar.. eu realmente não sabia o que eles queriam fazer comigo, mas eu também não queria descobrir.

Acenei negando com a cabeça, recebendo um tapa na coxa em troca. 

- Ei, eu não sou uma puta!

- Ok, Potter, só responda direito na próxima. 

Respirei fundo. Eles eram insuportáveis! Quero dizer, são. 

- E então, Harry.. você sabe o que vamos fazer?

Podemos dizer que eu não queria apanhar ao invés de a resposta ser: "Eu não queria desobedecer Malfoy e Riddle"?

 - Não. 

Curto e rápido, sem gaguejo nem nada.. ótimo!

- Não iremos lhe forçar a nada, mas queremos dizer que vamos fazer amor com você. - Disse Tom. 

- A-ah.. vocês sabem que fazer amor e fazer sexo são coisas diferente-- ei!

Eles tinham tirado minha calsa e minha box de uma vez, sim eles fizeram isso sem me consultar. 

- O que? Vai dizer que você não quer isso?

Fico quieto.

A verdade é que nem mesmo eu sabia o que eu queria. Eu não queria ser apenas mais uma pessoa na lista, ou na vida deles. Eles nunca tinham algo sério, sempre era coisa de uma noite.

- Eu não sei, eu não gosto do jeito que vocês levam as coisas e da forma que vocês não levam os sentimentos das pessoas a sério. Eu sinto algo por vocês e tenho quase certeza de que não é só atração. 

- Podemos dizer o mesmo por você. 

Ouvi a voz de Draco, que estava do outro lado da sala.

- O que você está fazendo aí?

Ele bufou.

- Aqui tem lubrificante e camisinha, Cicatriz. 

- Odeio os apelidos que vocês me dão..

- Sabemos disso. 

Tom já estava sem toda a roupa, se você queria uma prova de que eles são apressados está aí. 

Eu não queria olhar para baixo, sabia que se fizesse isso as coisas poderiam ficar piores para o meu lado, então sustentei meu olhar no rosto do moreno.

- Sabe, se você quiser olhar para baixo ninguém vai te julgar - Riddle disse, me fazendo ficar vermelho e ele e Draco rirem. - Você fica fofo assim, sabia?

Desvio o olhar dele. Por mais que eu recebesse elogios dos meus amigos eu não estava acostumado a ser chamado de fofo por alguém além deles. 

- Achei, eu escondi tão bem que até mesmo eu não encontrei de primeira. 



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