História Diário Secreto - Capítulo 29


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Dajan, Dakota, Dimitry, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Alexy, Amor Doce, Armin, Castiel, Dakota, Jade, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Viktor
Visualizações 57
Palavras 1.786
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Harem, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Kentin.

Capítulo 29 - O Que Aconteceu - Irmãos - Último Capítulo


Fanfic / Fanfiction Diário Secreto - Capítulo 29 - O Que Aconteceu - Irmãos - Último Capítulo

Reencontrar meu sobrinho á tanto dado como perdido, era algo que já desistira de esperar. Não imaginava que isso pudesse mais acontecer. Descobrir que ele fora criado e maltratado por Dakota Phillow, no entanto, fora bem mais difícil de digerir. Além do fato dele ter passado 7 anos em um orfanato registrado como Kurt Phillow e que ele tinha apenas o nome da mãe em mãos, decido a encontra-la quando fugiu do orfanato.

- Quando tinha 15 anos – Kurt contava – Na primeira oportunidade que tive, sai daquele lugar e comecei a me virar sozinho – mesmo enquanto falava, seus olhos pareciam encarar Lynn o tempo inteiro – Não posso dizer que meus primeiros anos foram ruins, não... No inicio meu pai – fechou os olhos por alguns minutos – No inicio Dake não me batia nem brigava comigo, até meus oito anos, mais ou menos, ele era como um pai devia ser, até onde sei – seu olhar se tornou mais sombrio – Um dia, ele chegou em casa bêbado depois do trabalho. Tinha sido demitido e queria descontar em alguém – trincou os dentes – A mulher com quem ele saia naquela vez e eu éramos os únicos em casa então. No inicio ele começou a gritar com ela e empurra-la, em seguida a jogou contra a parede enquanto ela gritava e pedia que a largasse... Eu não queria que ele a machucasse, ela era legal comigo e a pessoa mais próximo que eu já tivera como mãe – podia ver o quanto era difícil para ele dizer aquilo – Tentei impedi-lo e ele me empurrou para longe, quando percebi estava em cima de mim gritando que eu era a copia perfeita do canalha do meu pai, que estava ficando exatamente como ele. Que se eu não tivesse a droga dos olhos dela ele já teria me matado a muito tempo... Naquela hora tudo o que queria era que as coisas voltassem a como eram um dia antes. Que a pessoa amável e despreocupada que me criara voltasse – seus olhos estavam marejados e não deixavam o rosto de Lynn – Se aquela mulher não tivesse chamado a polícia, acho que ele teria realmente me matado.

Podia imaginar como Lynn devia se sentir ao ouvir o seu pai biológico fizera com seu irmão. Ao saber que fora ele  quem o raptara. Que fora ele quem destruíra a vida de seus pais. Que ele, quem destruíra a sua vida. Seu olhar continuava no irmão, como se estivesse concentrada em cada detalhe. Mas Kentin não se deixava enganar, ele sabia muito bem o se passava pela mente dela. Afinal, fora ele quem a criara como se fosse sua própria filha. Lynn queria justiça. Lynn queria vingança... Ela queria encontrar Dakota Phillow e fazê-lo pagar pelo que fizera a sua família.

- Só mais tarde, quando já estava trancado em um orfanato – voltou a olhar para Lynn – Só então parei pra pensar em tudo que ele havia me dito. Ele não era meu pai... Mas ela havia sido apaixonado por minha mãe e por isso me criara como se fosse seu filho... Queria ter uma parte dela consigo – sorriu sem humor – Lembro dos anos que passei pensando que talvez ela viesse me buscar, que minha apareceria de repente e me levaria com ela. Naquela época a única imagem materna que eu tinha era da mulher com quem meu pai brigara naquela noite... Então eu sempre imaginei se que ela se parecia com ela – sorriu culpado – Mas, quando eu vi você – ele olhava diretamente para Lynn agora – De alguma forma, tive certeza de que ela se parecia com você – sorriu constrangido – Desculpe.

- Não nada pelo que se desculpar – Lynn se levantou, pegou o porta retrato que eu guardava em meu quarto de escrever e retornou até a sala, sentando-se ao lado do irmão e lhe entregando ele – Todos dizem isso, mas – lhe mostrou a foto – É você quem tem os olhos dela e no resto – sorriu – Você é exatamente como nosso pai – Kurt mantinha os olhos grudados naquela foto, sem se mexer – Esses são nossos pais no dia em que você nasceu. Castiel e Lenna Whorzy – ela lhe mostrou – Eu, Lynn e você, Kurt Whorzy. Você não sabe, mas, eu e papai que escolhemos seu nome – ao ouvir isso ele sorriu.

- Obrigado... Se Dakota soubesse disso, ele teria trocado – seus olhos pareciam percorrer os rostos na foto como se quisesse gravá-los na mente – Ele me dizia que era o nome que minha mãe havia me dado – agora seu sorriso se desfez novamente – Ela é mais bonita do que eu poderia ter imaginado e, nosso pai, eu realmente me pareço muito com ele... Mas, o que Lysandre me disse é verdade, não é? – perguntou com as lágrimas escorrendo pelo rosto – Eles, eles já... Há muito tempo...

Naquele momento, Lynn o abraçou e deixou que ele chorasse pelo tempo que precisasse. Não haviam palavras capazes de preencher aquele vazio e não nada a ser dito que pudesse amenizar a dor desses irmãos.

Quanto a mim, decidi que devia dar um tempo a eles. Como Dimitry levara Carel e Lyiel para dar uma volta logo que entendera do se tratava a situação, decidi procurar por Armin. Não tinha como agradecê-lo o suficiente por ter sido capaz de encontrar Kurt. Além disso, queria que ele me explicasse como havia conseguido encontrá-lo, quando nem mesmo eu e Lysandre fomos capazes.

Quando encontrei Armin em sua casa, Lysandre estava indo embora.

- Sabia que viria – disse na porta – Como eles estão?

- Estão conversando – disse, um pouco distraído – Achei melhor deixa-los um pouco sozinhos.

- Entendo, tem razão – assentiu e começou a se afastar – Thomas está me esperando no carro. Armin está te esperando – disse antes de ir.

Quando entrei na casa, logo o vi sentado no sofá, com o videogame na mão. Estranhamente, o aparelho estava desligado. Podia estar enganado, mas, se parecia muito com o que Jade havia estragado acidentalmente há tantos anos. Ele parecia calmo e sereno, como se tivesse tirado um grande peso dos ombros. O que eu podia entender, em parte. Desde que Alexy se fora, Armin já não era mais o mesmo. Parecia, assim como eu, ter perdido uma parte si com a morte do irmão.

- Se não for se sentar, vou começar a contar  - disse, ao que eu me dirigi á poltrona ao seu lado, tentando evitar uma discussão sem sentido – Sabe – me olhou de canto – Não pensei que achar esse garoto fosse me deixar assim – suspirou – Sinto como se tivesse feito algo que Alexy faria e, de alguma forma, me sinto bem por isso – escondeu o rosto entre as mãos por um momento antes de continuar – Pode parecer confuso mas, não estava realmente procurando por ele – ele parecia ter enxugado algumas lágrimas – Estava jogando, como sempre faço – sorriu de canto – Na verdade, tenho jogado com seu sobrinho já há alguns anos e só durante essa semana, quando entrei no perfil dele, por acaso, o nome me pareceu familiar – cruzou os braços – Procurei pelo nome em sites de busca e acabei encontrando uma foto... – sorriu sem graça – Não havia duvida alguma de que era ele, foi o que eu pensei logo que vi aquela foto – fechou os olhos – Liguei pro Lysandre  e enviei a foto no mesmo instante, queria enviar pra você também mas ele me disse para esperar. Queria ter certeza absoluta, mesmo que a semelhança fosse inegável! – me olhou nos olhos então – Consegui marcar um encontro com o garoto e Lysandre apareceu, casualmente, depois de alguns minutos. Quando terminamos de conversar, qualquer duvida que ainda restasse havia se dissolvido por completo – ficou sério de novo, parecendo cansado – Agora me sinto meio culpado.

- Pelo que, Armin? – mesmo tendo conseguido entender sua explicação sobre como fora capaz de encontrar Kurt, não havia nada ali que me fizesse entender porque ele se sentiria culpado por isso.

- Podíamos ter encontrado ele muito antes! – disse irritado – Se ao menos eu tivesse me tocado antes e... Eu podia ter prestado mais atenção, droga!

- Está tudo bem Armin...

- Não, não está! – exclamou – Você não entende? Alexy podia ainda estar aqui, podia ter conhecido o sobrinho, podia... Podia estar, quem sabe... Ele... Droga! – contra sua vontade, já não era mais capaz de esconder suas lágrimas.

- Não há nada pelo que você deva se culpar, sobre isso Armin – tentei acalma-lo – Não é sua culpa que Alexy se foi, sabe disso.

- Eu sei! É só... Queria ter sido capaz de fazer alguma coisa por ele.

- Eu sei – disse cruzando as mãos – Me sinto do mesmo jeito.

Ficamos em silencio por um tempo antes de nos despedirmos e eu voltar para casa. Armin parecia abatido ainda, mas ficaria bem. Eu o conhecia bem, bem até demais. Sabia que não era só o peso da morte do irmão que o assolava. O recente acidente de Jade o deixara ainda mais abalado. Mesmo que não tenha sido nada grave, apenas um corte profundo na perna, mas que logo estaria curado. Armin se sentia culpado e impotente por não ser capaz de ajudar aqueles com quem se importava. Mas não podia culpa-lo, eu me sentia do mesmo jeito.

Quando cheguei em casa e encontrei Kurt rodeado pelos sobrinhos, no entanto, senti como se todos aqueles anos de preocupações tivessem se esvaído no mesmo instante.

- Ele é seu irmão, mamãe? – Carel parecia desconfiado – Ele parece com o vovô.

- Verdade – Lyiel também o analisava de perto – Então você é nosso tio?

- É... – Kurt parecia meio envergonhado – Acho que sim – sorriu de canto.

Os dois meninos pareciam meditar sobre o assunto, como se decidissem se o aceitariam ou não.

- Certo – Carel tomou a dianteira – Você pode ficar no nosso quarto então – cruzou os braços, decidido – Pode dormir na cama do Lyiel.

- Como assim na minha cama? – disse indignado – Ele vai dormir na sua cama!

Mais uma vez, os gêmeos começaram a discutir entre si.

- Não precisam se preocupar com isso, garotos – Kurt parecia emocionado com os dois – Eu tenho meu próprio quarto e minha própria casa, não precisam se preocupar com suas camas!

- Sério?! – Lyiel ficara admirado – Podemos ir lá também?!

As coisas pareciam estar se acertando aos poucos, mesmo que tenham parecido tão conturbadas no inicio. Sem que ninguém desse por minha falta, me dirigi discretamente até meu quarto de escrever. Depois de tudo aquilo, talvez eu devesse adicionar mais algumas páginas á minha história que, no fim, não acabara tão mal quanto parecia.

Quando me sentei e liguei o monitor no entanto, encontrei algo que não esperava diante de meus olhos. Senti como se todo meu sangue tivesse evaporado de minhas veias. A tela estava vazia e havia uma mensagem dizendo: “Livro publicado com sucesso!”.


Notas Finais


Então é isso!
Espero que não tenha ficado tão ruim... x...x


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