História Diário Vermelho - Interativa - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Guardião, Interativa, Mistério
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Palavras 525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Jornal regras, ficha e etc nas notas finais.

Capítulo 1 - Preâmbulo


â m b o

 

O cheiro de cigarro dominava o recinto, fazendo com que fosse insuportável de respirar naquele local. Para piorar, a mulher ao seu lado, além de fumar, batia a bota incessantemente no chão, provocando um barulho repetitivo e incômodo. O local estava completamente fechado, as janelas emitiam a luz fraca do sol, mas impediam a passagem do vento e a saída da fumaça do cigarro, o único vento do local era do ventilador do teto, que girava lentamente, balançando, parecendo que a qualquer momento cairia em cima da mesa de centro, repleta de revistas e panfletos. Ao seu lado se encontrava uma pequena pilha de jornais, alguns se mostravam ser velhos pela cor amarelada, e os mais novos estavam normalmente mais cinzentos. A manchete de um dos jornais mais novos mostrava a imagem de uma jovem sorrindo, mas o título foi o que realmente prendeu a atenção de Carey: “GAROTA DE 17 ANOS SOME MISTERIOSAMENTE”. Pegou o jornal e começou a ler sobre o caso, entretanto uma voz interrompeu a sua leitura.

 

— Era uma boa garota — o comentário veio da fumante que estava sentada ao seu lado. Finalmente ela havia deixado o cigarro de lado, focando os olhos castanhos para a imagem da garota no jornal. Deu uma tragada no cigarro e soltou a fumaça dos lábios pálidos, que começou a subir em direção ao ventilador. — Que Deus a tenha — balançou a cabeça negativamente, ainda encarando a imagem da jovem. Carey pensou em responder a mulher, mas a aparência dela não era muito convidativa: seguia um estilo riponga, uma saia indiana escondia suas pernas, deixando apenas visível as rasteirinhas com lantejoulas, o braço que segurava o cigarro era coberto por pulseiras coloridas e a regata branca se destacava na pele morena e nos cabelos de índia. Aparentava ter mais de vinte anos, mas falava como uma mulher mais velha. Exótica.

 

— Megan Rose… — Carey continuou a ler o jornal, o nome da desaparecida tinha uma sonoridade bonita. — Era jovem — comentou, dirigindo-se para a mulher ao seu lado. Não era o tipo de pessoa muito simpática, na verdade, conversas com estranhos a desagradavam, porém havia chegado na cidade fazia pouco tempo e aquilo tinha despertado a sua curiosidade. Tudo que remetesse à sua antiga profissão despertava a sua curiosidade: uma pessoa desaparecida, um corpo encontrado morto ou um roubo. Havia se aposentado, isso era um fato, mas não significava que tinha deixado de amar a profissão, não tinha deixado de gostar da adrenalina que o mistério poderia lhe proporcionar, na verdade sentia falta, porém era necessário se afastar depois do que aconteceu. A mulher ao seu lado começou a tossir, logo após virou novamente o olhar para a imagem de Megan Rose. Lembrou-se da frase que ela tinha dito: “Que Deus a tenha”. — Acredita que ela esteja morta?

 

— São poucos os que somem e aparecem vivos — apesar da seriedade da frase, a mulher tinha dito a frase com frieza, com quase nenhuma emoção. Carey apenas assentiu, e a morena voltou a olhar para frente, observando a janela, da qual a paisagem era apenas o céu, nublado, coberto por nuvens.  


Notas Finais




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