História Dias de Morte - Capítulo 1


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Categorias Lendas Urbanas, Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Visualizações 3
Palavras 1.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Passagens de um homem que era irrelevante para tudo,mas que conseguiu fazer a barganha que todos gostariam fazer.

Capítulo 1 - Uma Desavença com A Morte.


Fanfic / Fanfiction Dias de Morte - Capítulo 1 - Uma Desavença com A Morte.

Ele era um homem magro,alto e não muito gordo e nem muito magro,seu cabelo era penteado como de todos os homens daquela época e seus olhos eram castanhos escuros.Ele acordava todos dias as seis horas da manhã,tomava seu café,ia para o banheiro,vestia suas roupas e por fim ia em direção ao seu carro,um Chevrolet Impala do ano de 1967 preto com assentos de couro e rodas prateadas.

O protagonista entrava em seu carro e selecionava a rádio "Roads of Blues",que tocava blues e jazz toda hora em meio a notícias.O protagonista seguia me direção ao seu trabalho em menos de dez minutos para e as 6:15 já estava subindo as escadas para chegar ao seu cubículo,ligar o seu computador e começar a escrever.Escrevia horas e horas a fio,a tarde inteira e parte da noite.Após terminar seu serviço ele já para casa,lentamente e sem pressa,afinal ele não tinha nada a perder.Ele sempre ia diretamente para casa mas hoje,hoje era diferente (óbvio né não?),quando saiu do serviço uma fome  bateu na sua mente(e estômago).Ele resolveu parar em uma barraquinha de Fast Food,era um lugar como aquele que vendem dogão na esquina,ele resolveu sentar em uma parada que tinha ali perto já que ele não queria sujar o carro.Ele comeu aquele poço de colesterol com um copo de refri enorme e,obviamente,sem pressa.Comeu e esperou ali olhando para as estrelas até que ouviu o som das portas de comércio se fechando,ele olhou para seu relógio(era banhado,que ganhara de seu pai no leito de morte)e já eram 8:15,ele se preparou para ir em direção ao carro,quando se sentiu observado.Nosso protagonista olhou em volta,procurando algo ou alguém que o observava,mas nada.Ele escondeu seu relógio e ia se preparar pra sair,quando um homem vestido com um sobretudo e um chapéu como aquele que todos os homens usavam naquela época atravessou a rua e veio em direção ao protagonista.Ele veio em direção ao protagonista e com uma voz ameaçadora disse "Que horas são senhor?",nosso protagonista gelou mas com toda a cortesia mostrou o relógio e respondeu "São em torno de 8:19 senhor".O protagonista sentiu clima mudar e o ar ficou mais pesado.O homem de sobretudo colocou com calma a mão no bolso do sobretudo e puxou uma arma,uma pistola .45 com silenciador.O homem com aquele mesmo tom de voz com o qual perguntara as horas,apontou a arma para a cabeça do protagonista e disse "Passa o relógio,você não precisa morrer?",o homem olhou nos olhos do protagonista que com um golpe rápido reagiu,mas como o Homem de Sobretudo era enorme,o golpe mal fez efeito.O Homem de Sobretudo ficou com raiva e fez aquilo que todo assaltante faz,engatilhou a pistola e deu um tiro,depois outro e mais outro.Tudo ficou escuro e pouco a pouco o cansaço venceu o protagonista.

Ele abriu os olhos e se encontrou olhando as estrelas novamente.O céu estava limpo e a lua brilhava muito lá no alto.O protagonista olhou ao redor e viu uma multidão correndo em direção a algum homem que sofreu um acidente na parada ali perto.Do outro lado da rua havia um homem vestido com um terno negro e gravata vermelha,o cabelo perfeitamente penteado e seus olhos eram castanhos com um tom avermelhado.Era um homem bonito,alto e com ombros largos.O homem atravessou a rua e sentou ao lado do protagonista e com uma voz suave e doce perguntou:

-Linda né?A Lua e maravilhosa,sempre podemos contar com ela para acharmos nosso caminho.

-Era o que minha mãe dizia.Sempre admirei ela é realmente linda.

-E então,como você se sente?Está pronto para ir?

-Peraí,ir aonde?Eu nem te conheço cara.

-Já entendi o que está acontecendo.Pode me chamar de Thanatos,eu vim te levar para outro lugar.Você já não tem mais trabalho aqui.

-Ok Thanatos,você quer o quê de mim?

-Por favor me acompanhe.Quero te mostrar algo.-disse Thanatos se levantando.

O nosso protagonista se levanta e vai junto com Thanatos,eles atravessaram a multidão e chegaram ao centro,onde o corpo está deitado.

-Vê,reconhece esse homem?

Com um pouco de dificuldades o protagonista cerra um pouco os olhos e reconhece o corpo

-Sou eu,esse sou eu.O que eu......

Diz nosso protagonista sem reação,pálido como um morto.Thanatos,se vira para o protagonista e pergunta:

-E então,vamos lá?Eu não tenho o dia todo.

-Você é a morte?Você é aquela com uma Foice enorme,rosto esquelético,que leva almas e essas coisas?

-Oh calma lá.Sim eu sou a morte,mas não eu não tenho a característica do esteriótipo e sim,eu levo as almas.

-Então,você veio me levar?

-Sim senhor.Eu sinto muito.

-Não,não sente.Você veio só limpar o lixo.Você apenas espera.Você só se lembra das pessoas no final.Um monstro que serve apenas para o último momento.

-Hmpf,você acha que é facil levar pessoas de maneira injusta para o outro lado? Você é bem arrogante para alguém que já morreu?Você só tem uma escolha.Vamos?

-Não,eu não vou.Eu vou ficar aqui e aproveitar a eternidade.

-Então você acha que é assim que funciona?Não meu amigo,assim que ir embora você some.Você evapora e some,sua existência é apagada e você deixa de existir.E então,vamos?

-Eu não quero ir.Você não pode dar um jeito e me deixar aqui?Eu prefiro ficar a ir para um lugar desconhecido com um desconhecido.

-Hmmmm,eu acho que....

-Sim?

-É deve funcionar.Eu acho que tenho uma maneira.

-E qual é?

-Você pode ficar no meu lugar?Fazer o que eu faço.

-Você diz levar as pessoas,as que morrem?

-Sim.Deve ser a única maneira de ficar,sem ser perdido no tempo.Com isso eu posso tirar umas férias e você pode perder esse seu preconceito contra mim.E então,o que me diz?

-É uma escolha difícil,mas eu acho que sim.É sim,eu faço o que você faz.Não deve ser difícil ser a Morte.

-Hahaha boa sorte camarada.Pegue isso,você vai precisar.Serve para ver o que eu vejo,daqui a uma semana ele vai cair do seu dedo e eu volto.-Thanatos tira seu Anel,era lindo com uma safira azul no meio,com ornamentos de ouro e em forma de serpente.

-Hãm,deve servir no meu dedo.Eu acho que já posso fazer o que você faz.-colocando o Anel no dedo,como em um passe de mágica nosso protagonista ganha um terno negro e uma gravata de mesma cor.

-Hum,não,você vai achar dificuldades,mas vai conseguir fazer a escolha certa no final.

Thanatos começava a brilhar com uma luz branca.Ele começara a se desfazer e com suas últimas palavras de Adeus,diz:

-Lembre-se amigo,por mais difícil que possa ser sua parte do acordo,você ainda vai ter que cumpri-la.Boa sorte.

-Hum,o-obrigado Thanatos e até........

Thanatos se desfaz completamente e some.Agora só sobrara o nosso protagonista e a Lua.

 





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