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História Dias de Um Apocalipse Obscuro - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Distração e Aproximação


Henrique está andando pelo acampamento enquanto olha seu estado.

A cerca finalmente está terminada. E desde o ataque em que Natália acabou mordida, nenhuma outra horda veio, por algum motivo.

Diogo parece já ter se recuperado da perda, mas isso não deixa Henrique totalmente tranquilo ainda. Por isso que ele decide falar um pouco com seu amigo quando o encontra sentado de costas para uma árvore.

-Tudo bem? - Ele pergunta.

Diogo concorda com a cabeça.

-Sim. Só a Ana que eu sinto que ainda está triste. - Ele responde.

É mais fácil para um homem crescido superar a perda de alguém do que uma criança, afinal.

-Por que vocês não fazem algo juntos para se distrair? - Sugere Henrique.

-E tem algo que eu e ela podemos fazer juntos nesse lugar?

-Pescar.

-Pescar? Com o risco de mortos?

-Se quiser eu fico de guarda lá com vocês, mas daí derrota o propósito de ser um tempo em família.

Diogo passa um bom tempo pensando.

-Acho que vou tentar. - Ele enfim responde. - Não deve ter muitos mortos pela área. Qualquer risco, também, vamos voltar direto pra cá.

Logo, os dois estão saindo, com o equipamento de pesca do acampamento emprestado.

Ana não parecia muito disposta, mas também não tinha como negar o pedido de seu pai.

Mas Henrique não pode pensar neles para sempre, pois ele mesmo tem tarefas para cumprir.

Ele veste seu colete e anda com seu revólver no bolso, carregado por balas que Nathaniel cedeu.

Mais uma vez ele está andando pelos arredores do acampamento, observando o que está fora do alcance dos olhos de Ricardo.

Ainda é possível encontrar corpos de zumbi, que por sorte, eles já mataram.

-Talvez eu devia levar eles para a avenida. Eu não gostaria da Ana vendo eles quando andasse por ai. Cara, não quero nem ao menos que ela ande por ai. - Henrique diz para si mesmo.

Ele se vê rindo quando vê o quanto se importa com uma criança, como se sequer fosse responsabilidade dele mesmo.

Ele pega um dos corpos e o coloca sobre seu ombro e começa a seguir o caminho marcado até a avenida.

Ao chegar lá, ele larga o corpo na caçamba de uma caminhonete que já viu dias muito melhores.

Quando estava para se virar de costas, ele ouviu alguém chamar por ele.

-EI, AMIGO! - Chama a voz de um homem.

Henrique coloca a mão próxima ao revólver e se vira para o homem.

Ele é um homem em seus quarenta, roupas simples, como se estivesse lendo o jornal na varanda em um domingo. Atrás dele tem outro homem. Esse é mais jovem, mas ainda parece ser mais velho que Henrique.

-Posso ajudar? - Pergunta Henrique, como se não parecesse um saqueador que vai matar os dois.

-Sim, é, veja... - O mais velho começa. - Estamos na estrada há um bom tempo. Queríamos saber de você tem um lugar para darmos uma parada, só por alguns dias.

"Ou isso é uma armadilha, ou esse cara não é o mais esperto." Pensou Henrique.

-Eu posso levar vocês até meu acampamento, e aí meu líder vê o que ele pode fazer. Apesar de que não garanto nada. - Ele diz depois de um tempo.

-Tá melhor do que nada. Vamos de uma vez! - Disse o outro homem, evidentemente estressado.

-Se acalma, Otávio. - Pede o mais velho, que olha de volta para Henrique. - Meu nome é João Freitas.

Ele estende a mão para cumprimentar Henrique, que dá um leve sorriso ao estender sua própria.

-Henrique.

-Sem sobrenome? Ou é um agente secreto? - João Brinca.

-E você tem certeza que não tem um nome do meio escondido? - Henrique brinca de volta.

-Justo, justo.

-Se os dois já acabaram, podemos ir logo? Não se esqueça que tem nosso pessoal esperando pela gente. - Apressa Otávio.

Henrique segura a vontade de mandá-lo ficar quieto e os guia até o acampamento, sem mencionar o caminho marcado.

Ricardo o avista de longe, mas quando Henrique assente, ele abaixa seu rifle o suficiente para não parecer uma ameaça.

-O Diogo voltou da pescaria, já? - Henrique pergunta.

-Sim, mas já vazou de novo. - Responde Ricardo. - Ele foi para a cidade. Vocês não se encontraram no caminho?

Henrique nega com a cabeça.

-Ele foi só com a filha dele. Getúlio tentou ir junto, mas Diogo queria um tempo só em família. - Ricardo menciona.

Henrique se vira para seus convidados com a mão na nuca.

-Pois é, cara. Vai demorar para ele voltar então. Se quiserem esperar por ele aqui ou trazer seu pessoal, cês que sabem - Ele oferece.

Os dois então decidem trazer seu grupo para o acampamento, usando Henrique como guia para voltar à avenida e então, para o acampamento novamente.

As outras pessoas são:

Uma mulher perto dos quarenta, cabelo loiro médio. Seu nome é Constância, e ela é esposa de João.

Um adolescente com uma camisa de League of Legends, cabelo curto castanho e um olhar desinteressado. Filho de Otávio, ele tem o último nome de Júnior, e é como os outros chamam ele.

Uma mulher com cabelo preto preso em um rabo de cavalo, usando farda da polícia militar. Seu nome é Laura.

Atrás de Laura se esconde uma garota, provavelmente da idade de Ana. Ela tem cabelos pretos trançados e tem uma mochila da Beyblade nas costas. Seu nome é Letícia.

Os dois grupos mantém distância um do outro por um tempo. Apenas Henrique conversa um pouco com João sobre suas jornadas.

-Meus pêsames. - João diz ai ouvir sobre Natália.

-Foi uma pena mas...a gente tem que aguentar, né? Não vai ser a última vez que algo assim vai acontecer. - Henrique comenta.

-Não pense assim, garoto. As coisas podem melhorar. Vocês tem um bom lugar aqui. Se o seu líder deixar a gente ficar, a gente vai ajudar.

Os dois conversam um pouco, até que Henrique decide ir descansar em sua barraca.

Ele tira seu colete e o coloca do lado de seu saco de dormir. Quando ele se deita, é como se o cansaço dos últimos dias forçasse seu corpo a ficar ali. Ele fica encarando o teto de sua barraca por um bom tempo, até que pisca e está escuro.

Ele arregala os olhos e olha ao redor.

Finalmente, se senta e suspira.

-Droga...acabei dormindo o dia todo. Por que ninguém veio me acordar?

De repente a entrada de sua barraca começa a mexer. Ele estava prestes a alcançar seu rifle até o zíper da barraca levantar ele ver Ana.

A pequena garota mostra um sorriso, com um uma pelúcia do Garfield e um pacote de cebolitos em seus braços.

-Ana? Já voltou da cidade? Correu tudo bem? - Ele pergunta.

-Foi tudo bem. Eu e meu pai brincamos no shopping. Ele me deixou pegar uma pelúcia e pegamos algumas besteiras no mercado. - Ela explica e entrega o cebolitos para ele. - Esse é pra você.

-Obrigado. - Ele diz pegando o salgadinho e deixando do lado de sua mochila. - Você conheceu o outro pessoal?

-Ainda não...mas vi uma menina da minha idade. Mas ela não parecia querer brincar muito.

Henrique se espreguiça.

-Dá um tempo para ela se acostumar com a gente.

Logo, os dois saem da barraca. Henrique olha ao redor e vê Diogo com Lucas e Nathaniel ao seu lado, conversando com João e Laura. Otávio fica perto de seu filho enquanto Letícia fica perto de Constância.

Junto de Ana, ele se aproxima de todos. Diogo dá um sorriso ao ver seu amigo.

-Você trouxe um bom pessoal aqui. Acho que vamos nos dar bem. - Ele diz.

-Gentil da sua parte. - Comenta João com um sorriso.

-Assim, a gente vai ficar um tempo, depois vemos o que a gente faz. - Laura intercepta.

Nathaniel dá de ombros.

-De boa, cara. - Ele diz.

-Acho que podemos todos ir descansar um pouco, então. Henrique, já que dormiu até agora, poderia trocar com o Ricardo? - Diogo sugere.

*Henrique boceja enquanto concorda com a cabeça.*

-Podexá. Se eu ver alguma coisa, eu aviso.



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