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História Dias de um Passado Esquecido - Capítulo 35


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Notas do Autor


antepenúltimo capítulo... estamos tão perto do fim, mds... não sei se estou pronta para isso

Capítulo 35 - Quando um pedido é feito.


Dumbledore, é claro, havia notado a presença de Severo, mas não poderia deixar de ouvir a profecia de Trelawney. Ele acabou colocando-a no cargo de professora de Adivinhação, não por seus “maravilhosos talentos” que ela fazia tanta questão de tentar demonstrar, pois ela não era nem um terço do que sua tataravó havia sido, contudo, Dumbledore precisava protegê-la. Snape com toda certeza já havia falado sobre a profecia para Voldemort e agora era dever de Dumbledore encontrar e proteger a criança de quem a profecia falava.

No fim das contas, Lilian acabou aceitando se casar com Tiago, a decisão mais difícil que ela já havia feito em toda sua vida. Para começo de conversa, estava se casando com um homem que nunca seria capaz de amá-la completamente e da forma que ela merecia ser amada. Estava abdicando de encontrar o verdadeiro amor da sua vida por conta do bebê que estava para nascer. 

Ela havia entregado sua virgindade a Tiago sem nem se dar conta do que estava fazendo, e agora iria viver o resto de sua vida de uma forma que jamais sonhou. Aquilo a estava consumindo por inteiro. Não era como se odiasse o bebê e Tiago, nenhum dos dois tinha culpa, assim como ela também não, afinal, estavam bêbados. Mas, gostaria de ter tido maior poder de escolha em toda aquela situação. 

Sabia muito bem que Tiago não gostava da ideia de casamento tanto quanto ela, contudo, precisavam pensar também no filho que estava para nascer. Ele não merecia viver uma vida bagunçada e com pais separados por conta de uma besteira que seus pais haviam feito. 

E, além disso, ainda havia Severo. Tiago o amava tanto quanto Lilian gostaria de poder amar alguém. Queria que os dois amigos pudessem ficar juntos quando tudo aquilo acabasse, mas agora, tudo estava destruído. Sua chance de completa felicidade havia sido acabada, assim como a de Tiago. Àquela altura, nenhum dos dois poderia fazer mais nada. Amavam o bebê que Lilian carregava, mas nem mesmo ele seria capaz de tornar Lilian e Tiago completamente felizes.

Os dias pareciam se arrastar lentamente enquanto a gravidez progredia. Lilian havia sido afastada das missões principais da Ordem da Fênix e ficava apenas na sede, ajudando com o que podia, enquanto ficava cada vez mais barriguda. Ela e Tiago passavam a maior parte do tempo separados, e mesmo a noite, dormiam em camas separadas. Dumbledore sabia de tudo e havia arranjado tudo para que pudessem fingir ter uma perfeita vida de casados. 

Ela estava sempre tentando se animar e não pensar no que sua vida se tornaria dali para a frente. Nos próximos onze anos, teria o bebê para distraí-la, mas, quando as aulas em Hogwarts começassem, temia o que poderia acontecer. 

Tiago tentava fazer o possível para que Lilian se sentisse confortável com toda aquela situação, mas, era praticamente impossível. Severo era quem Tiago realmente amava, jamais teria espaço suficiente para Lilian em seu coração. E mesmo sabendo daquilo, não poderia deixá-la criando aquele bebê sozinha, seria crueldade demais, Tiago não podia deixá-la sozinha naquela situação, por mais que amasse outro.

Não muito tempo depois do casamento, o filho de ambos nasceu no dia 31 de Julho e o chamaram de Harry Tiago Potter. Junto a ele, um outro garoto nasceu, um dia antes, também filho de membros da Ordem da Fênix: Neville Longbottom. 

Dumbledore tinha quase certeza de que a profecia de Trelawney se referia a um dos garotos, contudo, não podia afirmar com certeza quais dos dois eram. Ambos tinham as características perfeitas. No fim, seria Voldemort quem marcaria o garoto que o derrotaria e aquilo Dumbledore não tinha como prever. 

Algum tempo mais tarde, depois de muito refletir e ponderar sobre o assunto com o conselho dos Comensais, Lord Voldemort tomou uma decisão que mudaria para sempre todo o mundo bruxo e o rumo da guerra. De todas as famílias que detinham poder para enfrentá-lo, os Potter eram os que, aos olhos do Lorde, pareceram mais predispostos a tal. O pequeno bebê Harry, filho de Lilian e Tiago Potter havia nascido exatamente na data estipulada pela adivinha. Assim, Lord Voldemort estava buscando uma forma de encontrar os Potter e destruí-los todos, a fim de poder continuar seu plano sem interrupções.

Severo, é claro, tentou convencer o Lorde das Trevas apenas a matar o bebê, que poupasse a vida de seus pais. Mesmo com tudo o que havia acontecido, ele ainda amava Tiago e Lilian sempre seria sua melhor amiga, não conseguia suportar a ideia de vê-los mortos. O Lorde sequer gastou muito tempo pensando no assunto, disse-lhe que seria piedoso, em agradecimento a Severo por sua fidelidade, mas, caso os dois ficassem em seu caminho, não poderia evitar matá-los.

Era noite, e Severo estava no escuro, no cume de um morro abandonado e frio, o vento assobiando nos galhos de algumas poucas árvores desfolhadas. Snape estava arfando, virando-se no mesmo lugar, a mão apertando a varinha com força, esperando alguma coisa ou alguém… Então, de repente um feixe de luz branca cortou o ar: de início pareceu ser um raio, mas então Snape caiu de joelhos e sua varinha voou de sua mão.

— Não me mate! — Ele gritou em desespero.

— Não era a minha intenção. — A voz de Dumbledore surgiu, calma como sempre, em meio ao barulho do vento.

Qualquer som de aparatação de Dumbledore havia sido abafado pelo ruído do vento batendo sobre os galhos. Ele surgiu diante de Snape o encarando friamente.

— Então, Severo? — Perguntou encarando-o. — Qual a mensagem de Lord Voldemort para mim?

— Não… nenhuma mensagem, estou aqui por conta própria!

Snape torcia as mãos, estava desesperado, precisava da ajuda de Dumbledore, mesmo sabendo que não merecia, aquela era a sua última esperança.

— Eu… eu venho com um alerta… não, um pedido… por favor… — Não sabia se Dumbledore o ouviria, tinha que ouvir, ele precisava que ouvisse!

— Que pedido um Comensal da Morte poderia fazer a mim?

— A… a profecia… o vaticínio… Trelawney…

— Ah, sim. Quanto daquilo você relatou a Lord Voldemort?

— Tudo… tudo o que ouvi! — Respondeu Snape. — É por isso… é por esta razão que ele julga que se refere a Lilian Evans e Tiago Potter!

— A profecia não se referia a uma mulher e a um homem. Mencionava um menino nascido no fim de julho…

— O senhor sabe o que quero dizer! Ele acha que é o filho deles! Vai matá-los… matar a todos…

— Se eles significam tanto para você, — disse Dumbledore — certamente Lord Voldemort irá poupá-los, não? Você não pode pedir para que ele tenha misericórdia para os pais em troca do filho?

— Pedi… eu pedi a ele…

— Você me dá nojo. — Disse Dumbledore com um desprezo na voz. Snape se encolheu. — Me decepciona saber que você não é mais o garoto que encontrei em prantos em uma sala de aula chorando por amor. Não se importa, então, com a morte do filho deles? Ele pode morrer, desde que você tenha o que quer?

Snape não disse nada, apenas ergueu os olhos para Dumbledore.

— Esconda-os todos, então. — Falou rouco e com lágrimas brotando em seus olhos. — Mantenha-os… todos eles… em segurança. Por favor.

— E o que me dará em troca, Severo?

— Em… troca? — Snape ficou boquiaberto com Dumbledore. Mas logo engoliu em seco, pensando por um longo momento. — Qualquer coisa.

Dumbledore queria que Severo trabalhasse como um agente duplo, trazendo-lhes sempre notícias dos planos de Voldemort. Ele, é claro, aceitou de pronto, se aquilo era o que necessitaria para proteger Lilian, Tiago e seu filho, ele o faria. Tudo o que queria era que eles ficassem seguros, mesmo que ele próprio acabasse morto por aquilo. 

Os outros membros da Ordem da Fênix não ficaram nada contentes com aquilo, e, devido ao status de Comensal de Severo, não confiavam nele. Confiavam em Dumbledore, e Dumbledore havia decidido confiar em Severo, os outros teriam que fazer o mesmo, mas, aquilo não significava que eles fossem ser completamente gentis com Severo. 

Sempre que podia, tratava dos assuntos diretamente com Dumbledore, evitava ao máximo o contato com os outros membros da Ordem, em especial Tiago e Lilian, que no momento encontravam-se escondidos em algum lugar seguro que apenas alguns poucos sabiam a localização, e Severo, é claro, não era um deles. 

O Lorde a cada dia que passava, parecia ficar mais paranóico. Severo já não via sentido em continuar o servindo lealmente, o homem, se é que ainda haviam alguma humanidade nele, estava cheio de ideias malucas e quase conspiratórias. Tudo o que falava era em matar Harry Potter, não descansaria enquanto o inofensivo bebê Harry não estivesse morto.

Severo, particularmente, não conseguia entender como um bebê poderia oferecer perigo ao Lorde, afinal, era apenas um bebê. Mas, nenhum dos outros comensais o estavam questionando, e os poucos que o fizeram, acabaram mortos. Snape não era idiota o suficiente para fazer o mesmo, ainda poderia ser útil a Dumbledore e aos Potter, iria fazer tudo o que estivesse em seu alcance para ajudá-los.


Notas Finais


**AllTheLov3


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