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História Dias Floridos - Capítulo 3


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Notas do Autor


Me desculpem pela demora, por estar postando fora do dia e boa leitura!

Capítulo 3 - Quarta-feira - Girassol


Fanfic / Fanfiction Dias Floridos - Capítulo 3 - Quarta-feira - Girassol

Quarta-feira - Girassol 

A terça-feira acabará tão mal quanto tinha começado. Depois do fatídico momento dentro da Sala de aula, onde Wonwoo desfalecera frente a todos da sala, permanecendo inerte no chão até que fossem ao seu alcance e se dispusessem a o acudir. A quarta-feira estava sendo um pouco menos caótica, ao ser ver. No entanto, sabia que sempre poderia piorar.

Havia ganho um dia e meio de descanso, para que recuperasse suas forças e mantivesse sua ferida na testa – o presente que havia ganho ao desmaiar – se curasse perfeitamente. Também haviam marcado lhe uma consulta com a médica do lugar: seria no dia seguinte. E Wonwoo nunca sentiu tanto nervosismo para a chegado da quinta-feira. Odiava médico. Odiava suas perguntas e odiava mais ainda o fato de sempre perceberem quando mentia. Vou precisar me esforçar mais...pensou, e se deu conta de qual teria que ser a mentira da vez.

Won estava deitado em sua cama, os pensamentos tão focados nas pilhas de deveres aos meus pés e em como, por infelicidade, acabariam atrasados. O Jeon podia sentir em seu peito, uma ansiedade aflorando, desabrochando e arranhando-o com espinhos, e que logo se tornaria uma imensidão de sentimentos de incontroláveis. O que os professores pensariam de si? Seus colegas deveriam estar comentando da sua folga e rindo e comemorando sua ausência.

Como se soubessem de tais pensamentos, Seungkwan e Haru adentraram o quarto, seus rostos exaustos deixa explicito o quanto o dia havia sido esgotante. Wonwoo seguiu-os com o olhar, tomando cuidado para que não fosse pego observando-os. Não queria atenção sobre si, não mais do que a costumeira atenção dos colegas.

Wonwoo virou a cabeça para a parede quando percebeu que Seung começava a virar para o lado da sua cama. Sua cabeça latejou e quase praguejou, acabou mordendo o lábio pelo dor.

No entanto, Seungkwan percebeu a tentativa do outro e riu, baixinho. Tinha uma ideia, um tanto nublada, de como WonWoo se envergonhava e de como ele se retraia em seu próprio mundo, havia aprendido sobre ele depois de todas as vezes que falhou ao tentar ser seu amigo. Em um certo momento, percebera que gostava do Jeon, apenas não entendia o porquê dele se fechar naquela bolha.

Parou diante à cama do menino e pendeu a cabeça até tocar sua testa no estrado. Conseguia ver o WonWoo olhando para a parede, contemplava-a da mesma forma que todos admiravam as pinturas de Haru. Mas aquela parede estava vazia, limpa.

O Boo limpou a garganta em um pigarrear irritante aos ouvidos de WonWoo. O menino forçou-se a manter os olhos voltados na vastidão de concreto escurecido, mordeu com um pouco mais de força seu lábio, começou a sentir o gosto metálico. O que ele queria? Rir de si? Queria tentar amizade, outra vez?

— Você ainda não almoçou, né? — Perguntou o colega, a voz contida. Não esperou que o outro respondesse e voltou a falar. — Acho que vai demorar um pouco hoje, ainda não terminamos de colher as coisas. Só demos uma pausa...

— Que já está acabando! —Haru gritou enquanto lutava fervorosamente com seu moletom preso na cabeça. Kwan riu alto da confusão do melhor amigo, e podia jurar ter visto WonWoo se encolher um pouco mais em sua cama. Suspirou e se afastou da cama do menino. Então falou:

— Eu vou trazer o seu almoço quando estiver pronto — alcançou-lhe com os olhos uma última vez e com um sorriso triste começou a ajudar Haru com suas roupas. — Você ainda vai quebrar o pescoço garoto.

xXx

Uma hora e meia depois Seungkwan voltou para o quarto, em suas mãos trazia uma bandeja cheia de comida, havia frutas e suco ao lado do prato principal. O cheiro dos alimentos cozidos encheu o quarto, também as narinas de WonWoo, seu estômago roncou alto, admitindo toda a fome que sentia e que havia sido negligenciada.

O garoto de bochechas salientes não se demorou no cômodo, repousou o que segurava sobre a cama do outro e saiu como depois, apenas avisando para que quando acabasse largasse as vasilhas sujas do lado de fora do quarto.

Assim que ouviu a porta bater, WonWoo se sentou com movimentos calculados, os músculos ainda doíam e sua cabeça latejava. Trouxe a badeja para seu colo, pegou o talher e o afundou na sopa, prendeu seus olhos na fumaça que rodopiava para fora na vasilha. Uma colherada, duas, três. O alimento em seu estômago caia como álcool em uma ferida, doía e ardia. Afastou abruptamente a próxima colherada, um pouco respingou em sua roupa e pele.

Wonwoo respirou fundo, os olhos agora fechados, enquanto em seu peito o ardor da ânsia despontava em fogo. Seus olhos lacrimejaram, o menino se sentia pequeno, e toda aquela dor só lhe recordava mais dor. Mais e mais...O gosto das memorias vieram em sua garganta, dançaram por sua língua e beijaram seus lábios. E tudo saiu por sua boca. Os joelhos estavam contra o chão duro e gelado, as mãos seguravam o peso do corpo contra a cerâmica branca.

Não soube quando o gosto amargo pareceu enfraquecer ou quando seus pés souberam qual caminho seguir, ou quando seus braços e mãos fizeram o trabalho de despejar o alimento na agua e dispensar os vasilhames. O gosto em sua boca era ameno agora. No entanto, só em sua boca.

O corpo pálido aventurou-se pelas brancas cobertas, deixou que o tecido o acolhesse como mãos protetoras, como beijos cálidos, como momentos...bons. Fingiu que nada poderia o perseguir, que nada o atingiria. Dormiu fingindo que seu peito não aflorava em dor, que em sua boca não havia gosto amargo.

xXx

O Boo caminhou em direção ao quarto após terminar seu almoço e acreditar que WonWoo também já teria finalizado o seu. Àquela hora não havia ninguém nos corredores, para Kwan esses momentos faziam o lugar parecer meio solitário e frio sem todas as risadas e falatório.

Quando chegou em seu quarto, a pilha de vasilhas estava em frente à porta e se sentiu feliz quando percebeu que estavam todas vazias e limpas, não havia nem um resquício da comida. Pegou as louças contente pelo amigo ter se alimentado, torcia para que ele recuperasse a cor e as forças.

Caminhou de volta para a cozinha apressado para contar aos amigos de o Jeon havia se alimentado bem quando sentiu seu cotovelo ser segurado e logo alguém o puxava para um dos corredores laterais. Seungkwan prendeu um grito na garganta e se afastou na mão que o segurava. Olhou para quem o tinha agarrado e xingou pelo susto que tomou ao ver quem estava ali, parado ao seu lado com feições preocupadas.

Kwan tornou a se aproximar do outro garoto, estava pronto para xinga-lo e até mesmo o estapear com a bandeja, mas pensou bem e apenas queria explicações do porque ele estava daquele lado tendo o risco de ser pego por alguém menos gentil que ele.

— O que você faz aqui? — Seungkwan quis saber.

— Podemos conversar?    


Notas Finais


Bom, vemos que as coisas estão começando a piorar e também estou dando mais abertura aos outros personagens (vocês vão ver bastante disso no próximo capitulo). Mais uma vez queria me desculpar por demorar tanto pra postar, as coisas só ficaram um pouco difíceis.
Não tenho previsão do próximo capítulo, mas juro que vou tentar ser rápida.
Eu espero que estejam todos bem, mesmo nesses tempos estranhos e se cuidem, ok? Não saiam de casa e tomem as precauções que tudo vai ficar bem. Até mais <3


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