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História Dias Sangrentos - Capítulo 82


Escrita por: e dubid8


Capítulo 82 - O tempo urge


Fanfic / Fanfiction Dias Sangrentos - Capítulo 82 - O tempo urge

Um suspiro pesado e fulminante, foi isso que foi liberado da cela na Exília, Victor estava vivo, esse era o sinal, bom ou mau? Dependia da interpretação, mas pra Joel, ah sim, para Joel era uma notícia mais que excelente. Victor olhou para um lado e para outro, mas não avistou nada além de muros espessos de concreto. Ele então tentou se soltar, mas haviam correntes, o prendendo pelo braços e os deixando pensos

Victor: Correntes? Qual é, eu tenho cara de ser alguém perigoso?

Joel: Você é uma praga Victor

Victor: Joel? Você que vai cuidar de mim é?

Joel: Eu não tenho tempo pra gastar com você agora não seu babaca, a situação da gente tá feia lá fora, então me diz logo Victor, pra quem você trabalha, quem são os caras? – ele disse olhando de cima para baixo para o prisioneiro que se prostrava contra a vontade na sua frente, de joelhos

Victor: Isso convém agora Joel?

Joel: Ah, convém sim, podemos impedir que algo maior e mais catastrófico aconteça, colabora, pra quem você trabalha?

Victor: Não tô afim de falar

Joel: Acontece, que eu não tô te pedindo Victor, eu tô te mandando falar. Se tu tá vivo ainda seu filho de uma puta é porque tem algo de útil que possa sair pela merda da sua boca seu arrombado, fala logo! Última chance, eu não falo mais de três vezes

Victor: Pago pra ver

Joel virou seu rosto para o outro lado, então ele tirou um isqueiro do seu bolso e acendeu um cigarro

Victor: Ah, fuma agora? Eu não sabia disso

Joel virou sua perna direita ferozmente e acertou Victor no rosto, ele estava com uma bota com solado de ferro, o golpe foi tão certeiro e ofensivo que Victor perdeu dois dentes após ele efetuar o chute

Joel sorriu, tirou o cigarro da boca e soprou a fumaça de nicotina. Em seguida ele foi até uma mesa de vidro que tinha posto ali dentro e pegou um pote de aranhas saltadeiras, em seguida ele jogou no chão e os aracnídeos começaram a andar na direção de Victor

Joel: Esse tipo de animal gosta de sangue, e bom, com um monte jorrando dessa sua cara horrorosa acho que fica fácil saber pra onde elas vão, não é Victor?

Victor: Para essas coisas Joel – ele disse enquanto as aranhas começavam a escalar suas pernas, pelos joelhos – eu tenho alergia a picada desses merdinhas

Joel: Quem se importa? – Joel jogou o cigarro no chão e pisou na bituca – a escolha é sua, mas relaxa, elas não são venenosas então não vão te matar, eu acho – ele disse enquanto ia andando pra fora da cela – até mais!

Victor: Ei Joel, calma aí, Joel, não vai, Joel!!!

Ele trancou a cela e saiu caminhando pelos corredores da prisão, avistou ao longe Wellyton e Mônica, que vinham na sua direção

Joel: O que vieram fazer aqui?

Wellyton: Arrancou algo de útil do Victor

Joel: Não, ainda não consegui, mas eu tô trabalhando nisso, não foi só por ele que vocês vieram até aqui não é?

Mônica: Não Joel, não foi, queria que as circunstâncias fossem outras

Joel: O que aconteceu?

Os dois tiveram uma breve conversa com Joel e explicaram tudo, mas sem deixar uma lacuna em aberto, passaram a ele todas as informações

Joel: Puta que o pariu

Wellyton: A merda tá feia, e as coisas estão se espalhando mais rápido do que nós podemos acompanham, então, sabe ode está o mapa do Michael?

Joel: Sei, eu guardei ele, junto com a estrela da manhã, vou pegar e já volto, esperem um pouco

Ele saiu correndo pelos corredores, então Wellyton se sentou no chão e colocou a mão na cabeça

Mônica: Tá preocupado não é?

Wellyton: Mais do que você imagina, e eu tô com um pressentimento ruim sobre tudo isso, não sei o que eu faço

Mônica: Vamos manter a calma tá? – ela disse pegando a mão dele – sempre demos conta de vencer as adversidades até aqui, por que agora seria diferente?

Wellyton: Pode ser, vem – ele disse se levantando – tenho que falar com o Victor

Os dois foram andando até a cela dele e o observaram pela grade, ele as aranhas estavam mortas, mas ele estava marcado pela ação delas, até na sua face

Victor: Joel seu desgraçado eu tive que me debater no chão que nem uma lacraia pra evitar que essas merdas de aranhas entrassem pelos meus ouvidos e narinas – ele parou de falar quando viu quem estava do outro lado das grades – Ah, é o casal de pombinhos, a que devo a honra da visita?

Wellyton: Xavier, conhece esse nome Victor? O Luiz falou desse maluco pra gente antes dele desaparecer ontem a noite

Victor: O líder do Éden? Então vocês estão fodidos até o talo

Joel voltou com o mapa

Joel: Aqui está o mapa

Wellyton: Entregue pra Mônica, ela vai até SeatSide junto do Farlan e da Paloma, buscar apoio

Joel: Não quero ser o sem graça que refuta as coisas, mas isso é uma boa ideia mesmo?

Wellyton: Não temos muitas opções Joel, só dá pra usar o que temos agora, e de toda forma, é melhor do que nada

Mônica pegou o mapa e olhou para ele, SeatSide estava localizado no centro de um lago, além das montanhas ao sul da Resistência

Mônica: Vai ser uma viagem longa

Wellyton: Contanto que valha a pena. Se cuida por lá, a gente se fala mais tarde ok? Usa a mesma frequência de sempre

Mônica: Ok, eu tô indo

Mônica saiu correndo pelos corredores e Wellyton ficou ali com Joel

Wellyton: Abra a cela, não dá pra ter descanso, ou esse desgraçado fala aqui e agora ou ele morre

Joel abriu a cela e Wellyton entrou dentro dela, ele logo foi atrás, então, ao entrar, Wellyton pegou uma seringa com agulha que estava em cima da mesa fincou-a na coxa do Victor, que gritou

Wellyton: Escuta bem aqui seu merda, eu nem o Joel temos tempo pra perder aqui dentro com mais um otário querendo pagar de foda, façamos o seguinte, ou você me fala bem aqui e agora onde esses caras estão ou eu termino o serviço e você vai desejar estar morto meu chapa, a escolha é toda sua

Victor: Está blefando

Wellyton deixou a seringa de lado e pegou uma chave de fenda, essa havia sido afiada na porta por Joel, era praticamente então um perfurador. Então ele fincou-a no buraco da coxa que havia sido feito pela seringa, Victor gritou alto o bastante para todos no prédio ouvirem, depois Wellyton retirou o perfurador e fincou na outra perna, Victor urrou

Victor: Ordem! Eles são a Ordem, um grupo mais gigantesco do que a República inteira, trabalhavam em conjunto com a Potência, dividíamos tudo que tínhamos mas quando derrubaram a gente vocês deixaram os caras irritados. Ficam além das fronteiras das terras devastadas, ao nordeste do Éden adiante. É o que eu sei

Wellyton: Viu? Não dificulta mais as coisas pra gente seu verme

Wellyton saiu da cela com Joel e ela foi trancada

Victor: Espera, vocês vão atrás deles, digo, da Ordem?

Wellyton: Se eles são tantos como você diz a base deles deve ser grande então, não vão se esconder de nós por muito tempo, na hora certa entramos pela porta da frente

Joel: Pra onde você vai agora?

Wellyton: Tem algo de importante pra fazer nesse instante?

Joel: Não

Wellyton: Vamos até o Shopping então, onde tu estava com o Maycon e o resto, disseram que tinha gente lá não era?

Joel: Tinha, e eles se vestiam que nem a Chloe

Wellyton: Minha intuição diz que essa gente pode nos ajudar

Joel: E se não voltarmos? Mandaram-me não voltar da última vez

Wellyton: Você, não eu, vamos fazer o máximo de coisa que der hoje, tô apostando todas as fichas nisso...

 

 

E eu não posso perder a aposta

 



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