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História Diciembre - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oie! Como prometido, mais um capítulo, espero que gostem. <3

Capítulo 4 - Memórias


Fanfic / Fanfiction Diciembre - Capítulo 4 - Memórias

Por isso a Mercedes estava estranha, ela que aprontou isso! E agora faz sentido porque não reconheci a cozinha dele, ele estava esse tempo todo em Buenos Aires!. Com a respiração acelerada me virei rapidamente olhando o mesmo, definitivamente era ele, o mesmo me abraçou demorado enquanto fazia sinal para Mercedes que iria matá-la.

   — Por que não me disse que estava em Buenos Aires?  — Sorri olhando o mesmo surpresa.

   — Porque eu queria te fazer uma surpresa.. —  Ele diz rindo.  — Você está deslumbrante. Com todo respeito.

   —  Ah, Obrigada! você não está nada mal..  — Brinco fazendo o mesmo rir.  —  Não está chateado comigo né?.

   —  Por que eu estaria? Pelo fato de que a música não foi pra mim?  Capaz..— Ele ironiza, mas percebo seu olhar baixo. Ele queria que a música fosse pra ele? Não entendo. Na real é, mas ele não pode saber.

   —  Ahn.. Ta.. —  Apenas balancei a cabeça.  —  Quer beber algo?

Eu não queria ficar triste naquele momento, não hoje, eu tinha vindo para me divertir com minha melhor amiga que no caso estava se pegando com um cara, deixando Jorge e eu de vela.

   —  Pode ser..  — Ele sorri e vamos para o barzinho da festa, ele pede o meu favorito e o dele.

   —  Como lembra?  — Me escorei sorrindo.

   —  Fácil, Eu sempre observei os detalhes, até mesmo os mais simples.  — Ele pisca todo galanteador.

No caso os meus detalhes? os meus detalhes simples? Ele ta me deixando confusa.

   — E por que só me disse agora?  —  Tombei minha cabeça olhando o mesmo. 

Quando Jorge ia responder o garçom entregou nossas bebidas nos pedindo uma foto, agradecemos e tiramos a foto com o mesmo. Olhei para ele para ver se nosso assunto continuaria mas o mesmo deu um gole de seu drink me olhando, percebo que os olhos de Jorge descem para o vale de meus seios me deixando mais confusa ainda erguendo minha sobrancelha.  Ele não estava mal pela Stephie?. Ao pensar nisso soltei um suspiro e virei minha bebida em uma vez só.

   — Opa! O que te fez fazer isso em um gole só?  — Ele me olhou surpreso.

   — Vai por mim, não queira saber..  — Ironizei com o mesmo soltando um sorriso de canto e pedindo mais um pra mim.

    — Vai pagar todas as minhas é?  — Ergui minha sobrancelha. 

   — Vou, se deixar..Agora vem dançar, veio para isso, não? 

Pode e deve “pagar” o que você quiser gostoso.

   — Vamos..  — Peguei meu copo e fui para a pista com ele.

Na pista Jorge e eu dançamos tudo que é tipo de música, Mercedes havia sumido daquela balada, fiquei me perguntando como eu iria ir embora. Bebíamos enquanto dançávamos, então o álcool foi fazendo em ambos. Quando começou uma música lenta, Jorge me puxou para ele abraçando minha cintura, dançamos muito coladinhos, tão coladinhos que pude sentir seu coração e sentir o cheiro do seu perfume, o mesmo perfume que ele usava durante nossas gravações, creio eu que usava a vida inteira.

   — Posso te confessar uma coisa?  — Ele sussurrou em meu ouvido.

   — Deve..  — Sussurrei meia tonta pelo efeito do álcool sorrindo.

   — Eu sempre te achei perfeita, mas perfeita pra mim..  — Ele beijou meu ombro.

No mesmo instante senti meu coração pular pra fora da boca, não sei se era pelas bebidas ou se realmente ele tinha dito aquilo.

   — Nunca me disse isso antes. Por quê?  — Toque o nariz dele fazendo beicinho embriagada. 

   — Você namorava, eu também.. Fui corno e orgulhoso por ter negado meu sentimento por você. E logo mais a mulher que sempre tive um desejo tinha acabado de ficar solteira, vulgo você!  — Ele sorri acariciando minha cintura e beijando meu pescoço lentamente.

   — Humm, a música é pra você seu lerdo..  — Digo rindo sozinha.

Jorge me puxou para ele lentamente, colando nossos corpos e me beijando, tocou meu rosto e acariciou, não hesitei e retribui, era um beijo diferente, um beijo com língua, não que não havíamos nos beijado vez ou outra de língua em uma cena, pois aconteceu mas desta vez era demorado, e senti seu verdadeiro toque, pelo meu corpo. Sua língua se enrolava com a minha delicadamente, acariciei sua nuca e soltei um sorriso contra seus lábios, fazendo com que o mesmo fizesse igual.

 

 [...]

 

Horas mais tarde, Jorge e eu já havíamos ficado mais de uma vez, nós dançamos, rimos, conversamos e bebemos até não poder mais, a noite e quase manhã inteira. Foi a melhor noite da minha vida, não sabia se agradecia a Mechi ou se a matava. A única coisa que eu tinha medo, era acordar e ser tudo um sonho, que nada daquilo era real. Jorge tinha mesmo dito que ele sempre me achou perfeita? E que eu era perfeita para ele?. Não sei se isso pode ter sido verdade ou ele ter dito pelo efeito do álcool, mas eu rezava para ele não se lembrar no dia seguinte que eu tinha dito sobre a música, que a mesma era pra ele, eu estaria ferrada, pois na música diz que eu o amo e se ele tivesse dito aquilo tudo por estar bêbedo e se lembrasse do que eu disse, meu mundo iria desabar, além de perder a amizade dele, eu não o veria mais.

Cansada pedi para Jorge me ajudar a achar a Mechi, a mesma estava se pegando atrás do balcão com o garçom, única que estava “sã” entre nós, pedi a ela para me levar embora pois estava cansada, iria dar cinco horas da manhã. Ela nos levou pois Jorge não poderia dirigir, a mesma disse que na manhã seguinte buscava o carro para ele.

Ao chegar em casa, ele se despediu de mim com um beijo em meu pescoço me fazendo arrepiar,, sorri meio zonza e desci me segurando nas coisas, a única coisa que me lembrei foi que Francisco me esperava na porta, ele que me ajudou a descer. Creio eu que tenha sido ele que tenha me levado para minha cama pois não me lembro de mais nada, só de ter apagado.

 

Na manhã seguinte…

Minha cabeça girava horrores, mal conseguia abrir os olhos de tanto que havia bebido e a hora que cheguei em casa provavelmente não teria ajudado, esfreguei meus olhos confusa e cansada, abracei meu travesseiro tendo “dores” em minha memória, era como se eu tentasse me lembrar de algo e minha cabeça já começava a doer. Queria lembrar o que havia acontecido depois que Jorge chegou, só lembro dele me cumprimentando e logo em seguida fomos beber e claro o sumiço da Mercedes. Queria falar com ela pra saber o que eu tinha feito mas se eu escutasse qualquer voz eu seria capaz de dar um tiro, minha enxaqueca estava explodindo. O estranho é que eu estava com  perfume do Jorge, eu conheço esse perfume, sei que era dele mas por quê?. “Mas perfeita pra mim”. Sinto uma pontada forte em minha cabeça ao lembrar dessa frase, não entendi muito bem, se realmente alguém tinha dito isso  ou era um delírio meu, se realmente alguém falou, quem seria? Jorge?. Só poderia ser um delírio. Levantei devagar e fui para o banho pra ver se melhorava, fiquei uns minutos a mais pra me animar um pouco e tentar realmente lembrar de algo. Se aquilo que “lembrei” foi verdade, teria que descobrir porque Jorge tinha dito aquilo.

Quando sai do banho me enrolei em minha toalha e peguei meu celular olhando milhares de ligações da Mercedes. O que será que houve?. Liguei para a mesma e baixei um pouco o volume pois minha cabeça ainda estava dolorida.

     — Martina! Saiu em tudo que é lugar! Tiraram fotos de vocês se beijando!    — Ela diz assustada.

     — Shhh.. Fala baixo por favor, como assim? — Me sentei na cama pegando um comprimido pra dor de cabeça e tomando a seco.

     — Beijo! Sabe de língua e tudo?, Então! Vocês deram! Não lembra?

Senti meu corpo aquecer, lembrando novamente de quando começamos a dançar na pista, será que foi naquele momento?.

     — Não consigo me lembrar de nada, eu acabei de acordar confusa e..  — Suspirei. — Não sei o que possa ter sido real ou coisa da minha cabeça.

     — Ah amiga, olha as fotos que te mandei de vocês, aquilo pareceu muito real!    — Ela riu em deboche.

     — Ele.. Não falou com você?   — Pergunto para a mesma curiosa.

     — Eu fui buscar o carro dele pela manhã e deixei na frente da casa onde ele está. Mas deve ta dormindo e tenho certeza que ele lembra..

     — Eu espero que não.. — Sussurrei. — Amiga eu vou voltar a dormir, minha cabeça tá um caos e não quero que ninguém aqui em casa venha me encher de perguntas, não por agora, eu morro.

  — Quer que eu vá aí? qualquer coisa me liga.

  — Tranquila, eu ligo sim, Beijo. — Desligo e coloco a cara no travesseiro respirando fundo. Minha cabeça latejava tanto que podia contar os segundos em que ela ia e voltava, tentei me acalmar mas quanto mais eu tentava relaxar, mais coisas vinham em minha cabeça. “Eu sempre te achei perfeita, mas perfeita pra mim”. A frase finalmente estava terminada, senti meu coração acelerar e peguei meu celular olhando nossas fotos, estávamos tão grudados um no outro, as luzes coloridas tamparam na hora do beijo mas consegui ver pouco, mas pelo o jeito que a Mercedes havia falado, parecia que era pornografia, exageradamente. Não conseguia parar de ver aquelas fotos e logo em seguida acabei vendo a foto em que o garçom havia pedido, não teria nem como mentir que não era nós, pois estávamos juntos. Não queria negar o que sinto mas também não quero problemas para ele. Será que ele lembra de algo? Puta merda!. 

Entro no twitter olhando as postagens de fãs, de televisão, jornais, contas de famosos tudo comentando e nos marcando dizendo que o mistério tinha acabado, soltei um suspiro em preocupação com Jorge, sem saber a reação dele ao ver tudo aquilo. Abri o whatsapp e nossos amigos perguntando se estávamos juntos e pra piorar no grupo. Facu e Ruggero me ligaram e ainda deixaram umas mensagens no privado dizendo que queriam saber o que estava acontecendo entre nós e se “Diciembre” era mesmo pra Jorge. Suspirei esfregando meu rosto e fui para o meu closet me vestir, após por uma roupa confortável, me deitei na cama respirando fundo, hoje era aqueles dias que eu não queria sair da cama e não fazer nada.

Se eu lembrasse do que tinha acontecido, já estaria feliz mas tudo o que eu tenho são fotos do nosso beijo que como eu queria lembrar e uma frase que não sei se foi dita por ele ou não, teria que esperar ele acordar, me atender ou me ligar. Esse era o meu medo, dele ficar com vergonha de mim e nunca mais se aproximar. Será mesmo que ele vai me ligar?. Suspirei e por mais que minha cabeça doesse, eu queria tanto me lembrar daquele beijo com ele, as fotos não estavam muito nítidas mas obviamente teria sido de língua, não estávamos mais em um cenário e se aconteceu, deve ter sido quente. Queria e quero falar com ele novamente, o que tenho medo é da reação do mesmo ao saber de tudo, se eu já surtei, imagina ele.

Recebo uma notificação em meu celular de Mechi, com uma mensagem que dizia “Pedi para ele te ligar quando acordasse”. Puta merda! Não acredito que ela fez isso! Agora eu morro de vez.

 


Notas Finais


E então? Gostaram? hihi
Beijos e até logo!


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