História Die In Your Arms - Jikook - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga
Tags Cute, Hoseok, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 519
Palavras 2.007
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, espero que gostem ♥

Capítulo 3 - Dois anos e meio


- Por que ele não me atende? – Encarei a tela do celular, querendo atirar-me do último andar da empresa.

Minnie, eu vou te matar se algo acontecer com você. Ele estava até pouco tempo atrás aqui comigo, mas de repente sumiu do meu lado e foi embora sem nenhum motivo aparente.

Eu entendo que devo ter causado certo ciúme nele, afinal eu estava tirando fotos com roupas provocantes, com uma modelo linda, e ainda por cima as poses também eram de extrema sensualidade. Se eu o visse fazendo tais fotos, eu ficaria me mordendo de ciúmes. No entanto, eu confio nele e sei que ele não me trairia.

Ele deveria pensar igual, pois sabe que eu também nunca o trairia. Nenhuma modelo vale mais a pena do que ele.

Quem diria que já estamos namorando há praticamente dois anos e meio, quem diria que duraria tanto tempo, não é? Ele já está com seus dezesseis anos e eu com vinte e dois.

- Por que ele foi embora sem mim? – Acabei passando nervosamente a mão pelos cabelos ruivos. Queria meu garoto de cabelos cor-de-rosa aqui comigo, ao meu lado, ou no meu colo como ele gosta de ficar.

- Falando sozinho? – Meu pai perguntou, respondi ele com um suspiro.

- Minnie foi embora e me deixou aqui sozinho. Ele não costuma fazer isso e ainda por cima nem atende minhas ligações. – Meu tom era triste, demonstrava bem o que estava sentindo. – Você sabe como ele é. Ele pensa que vou abandoná-lo, que vou trocá-lo por outra pessoa, e por isso fica desse jeito. E eu me preocupo.

- Ele já deve até estar em casa. Você terminou as fotos, pode ir atrás dele se quiser.

- Obrigado. – Abracei ele de forma apressada e corri para fora dali.

Saí da empresa ainda com pressa, corri diretamente para meu carro, já dando partida no mesmo e me locomovendo até a casa do meu namorado. Eu pensei que com o tempo ele diminuiria essa falta de confiança em todo mundo, principalmente comigo, mas pelo visto isso apenas se intensificou, e tem ficado pior conforme eu vou ficando mais e mais famoso como modelo.

Sei que muitas pessoas já deram em cima de mim em diversos eventos, mas eu nunca fiz de volta. Pelo contrário, eu sempre mostrei para todo mundo que eu tenho namorado e que não tenho olhos para mais ninguém, porque essa é a grande verdade.

Ao chegar na casa do meu namorado, estacionei literalmente de qualquer jeito, pouco me preocupando para o fato de ter estacionado de forma torta... um verdadeiro desastre. Desci rapidamente do carro, fiz a volta no veículo e andei até a porta da casa. Bati na mesma, querendo mais do que nunca ter uma cópia da chave para poder entrar a hora que eu quisesse.

A mãe de Jimin me olhou como se dissesse que eu não deveria estar ali, mas eu precisava ver ele e não sairia dali até conseguir isso, nem que eu precisasse ficar sentado na porta esperando que ele saísse para ir até a escola no dia seguinte.

- Me deixa ver ele, por favor. – Pedi desesperado, aquele olhar da minha sogra só podia significar que Minnie estava bravo comigo. Em outas palavras: estou muito encrencado. – Eu não fiz nada de errado, a senhora sabe que eu nunca magoaria ele.

- Então por qual motivo meu filho chegou em casa chorando? – Engoli em seco, triste por ter magoado o meu pequeno. Odeio quando eu o deixo triste. – O que você aprontou?

- Eu não sei! Ele estava observando o meu ensaio fotográfico com a modelo, no instante seguinte ele não estava mais lá. Eu juro por tudo que é mais sagrado que eu nunca magoaria o Minnie. – Eu precisava muito mesmo falar com ele, estava quase entrando em desespero já.

Eu odiava cada mínimo desentendimento que eu tinha com ele, porque eu via aquilo como uma tempestade, assim como ele também enxergava dessa forma. Podiam ser pequenas coisas, muitas vezes eram até insignificantes, mas para nós, que somos tão dependentes um do outro, pequenas coisas se tornam enormes e muito mais dolorosas do que se fossem coisas normais.

- Ele está no quarto. Se você fizer ele chorar mais uma vez, juro que te dou uns bons tapas. – Eu sabia que era sério, principalmente quando envolvia o filho dela.

Assenti. Subi as escadas correndo, tropeçando em meus próprios pés, não me importaria de me arrebentar no chão. Dei duas batidinhas leves na porta, estava muito acostumado a simplesmente entrar naquele quarto, mas ainda assim não chegava já invadindo o ambiente. Ouvi alguns resmungos chorosos de dentro do local, abri a porta com cautela e adentrei o recinto, encontrando meu namorado atirado de lado na cama. Ele estava virado para a janela, de costas para a minha direção.

Eu sabia que ele poderia estar com raiva o bastante para sentir vontade de me bater, mas mesmo assim andei até ele e deitei ao seu lado, abraçando-o com força e enfiando meu rosto em seu pescoço, inalando esse perfume que tanto me deixa louco.

- Kookie? – Minnie perguntou, ouvindo apenas meu murmúrio de confirmação. – Não quero falar com você.

- Minnie, meu amor, eu não fiz nada de errado. Fala comigo. – Pedi enquanto acariciava os fios rosa. – E não faz biquinho, se fizer eu vou morder.

- Para, Kookie. – Acabei sorrindo. Não importa o quão irritado Minnie esteja, ele sempre me chama pelo apelido, e vice-versa, porque eu não o chamo nunca pelo nome, chamo de Minnie ou pelos apelidos carinhosos que o dei.

Virei o corpo dele para mim, assim eu podia vê-lo melhor e podia também acariciar mais os seus cabelos, afagando-os de uma forma totalmente amorosa. Ainda não conseguia entender completamente qual havia sido o meu erro, mas pela forma que os olhos dele estavam avermelhados e inchados só podia ser algo muito grave.

- Vai me dizer o que eu fiz? – Questionei a ele, roçando meu nariz no de Minnie e ouvindo uma risada baixa.

- Você estava agarrado naquela mulher, nem ligou que eu estava lá. Me ignorou completamente. – Eu fui obrigado a rir. Aquele ciúme continuava sendo adorável, ainda que muito exagerado. – Não ri, Kookie, você nunca dá atenção para mim quando tira fotos com essas mulheres. Elas têm que saber que você é meu, não delas.

- Elas não podem saber, porque se alguém me denunciar eu posso ser preso, meu anjo. Você é menor de idade, esqueceu? – Acariciei a bochecha do mais novo devagar. – Mas as nossas famílias sabem e, o mais importante, nós dois sabemos. Você sabe que eu não posso viver sem o meu bebê.

É verdade que eu sempre o apresentava nos eventos como meu namorado, mas só porque ele estava tão arrumado nas festas que aparentava ser maior de idade. Quando ele está na empresa nem parece o mesmo menino, está sempre com o uniforme escolar e com aquele biquinho fofo de quem quer minha atenção só para si. É como se existissem dois diferentes do mesmo menino e eu era o único que conseguia decifrar ambas as personalidades diferentes dele.

E eu amo todas essas diferenças dele, mesmo quando ele vai de alguém carioso para alguém completamente irritado comigo por alguma brincadeira idiota que eu faça com ele. Jimin tem a personalidade difícil, sempre teve, e eu sempre amei irritá-lo para provocar que ele ficasse arisco do jeitinho fofo dele.

Não importa o que aconteça ou o que ele faça, ele sempre será fofo e nada nem ninguém irá mudar isso nele.

- Sabe que eu sou inseguro. Eu pareço uma criança, sei que um dia vai me trocar por alguém que tenha maturidade o suficiente, e eu vou ficar sozinho ouvindo os outros rindo de mim. – Acabei me sentindo péssimo.

Eu nunca faria nada disso. Me apaixonei tanto por esse garoto, o amo tanto, nunca conseguiria trocá-lo. Eu só quero poder viver ao lado de Jimin, aproveitar nosso namoro, depois pedi-lo em casamento, e morar junto com ele. Eu quero aproveitar cada dia que puder ao lado dele, podendo dizer a ele o quão especial para mim ele é.

Porque é isso que ele é para mim: especial. É o meu bem mais precioso, a flor mais bonita que eu mesmo colhi de um jardim perfeito. Jimin é o meu passado, o meu presente e o meu futuro. Nunca o trocaria, nunca o magoaria. A única coisa que eu sou capaz de fazer, é amar ele.

- Eu nunca vou te trocar ou te abandonar, pequeno. Você sabe disso. – Beijei a testa do mais novo. – Eu preferia morrer do que ficar sem você.

- Mas você vive grudado nessas mulheres. – Fez um biquinho adorável, recebendo um selinho em resposta ao seu ato. – Não faz isso, eu estou irritado com você.

Acabei sorrindo. Ele sempre fazia bico para mim, e esse biquinho tinha vários significados, porque assim como podia ser para me pedir um beijo, também podia ser nos dias em que estava manhoso ou nos que estava irritado comigo. E em todas as ocasiões, era fofo.

Quando ele se irrita ele tem também o costume de inflar as bochechas e cruzar os braços, tem uma aparência bem infantil se for parar para pensar, mas, honestamente, quem resiste a uma fofura dessas? Nem a pessoa com o coração mais frio conseguiria.

- É que você fica muito fofo quando fica irritado e fazendo biquinho. Eu amo você. Não quero essas mulheres, eu quero apenas o meu Minnie, o meu pequeno, meu amor, meu anjinho. Só você.

- Eu também amo você. – Jimin sussurrou, pedindo mais um beijo em seguida.

Aproximei mais meu rosto do dele e juntei nossos lábios calmamente. Abracei seu corpo pela cintura e fiquei agarrado no meu menino. Amo esses momentos que partilho com ele, na verdade amo qualquer coisa com ele, amo saber que sou amado o suficiente para deixar o meu bolinho tão cheio de ciúmes. Eu não tenho forças para amar outra pessoa da forma que eu amo ele e nunca vou trocar esse sentimento por nada, nem por ninguém.

- Kookie... – Minnie chamou, fazendo com que eu lhe encarasse. – Desculpa pela minha crise de ciúme. Eu juro que não faço por mal. E desculpa também eu ser tão infantil... Me sinto péssimo quando percebo que não sou capaz de... te satisfazer.

- Oh, meu amor, o que mais me satisfaz é a sua existência. Acredite, não preciso que me peça desculpas, porque você fica muito fofo com ciúme. – Agora eu sorria abertamente. – E o que exatamente quer dizer com me satisfazer? O que você andou assistindo?

- Um filme. – O menino ficou vermelho de tanta vergonha, o que me fez explodir em risadas. – Meu colega disse que era um filme educativo. Acho que ele queria rir de mim só. – Ah, eu consigo imaginar bem a vergonha de Jimin assistindo pornografia, ele deve ficar fazendo cosplay de tomate por horas.

- E o que você achou do filme?

- Eu fiquei curioso. – Disse na maior inocência. – Queria poder fazer com você, só que eu não sei fazer.

Nossa, ele falou agora como se eu por acaso soubesse. Eu estou envolvido com meus sentimentos por ele há tanto tempo que nunca consegui me envolver com outra pessoa, mesmo antes de namorarmos. Meu corpo, minha alma, meu coração, tudo que eu sou pertence a Park Jimin!

Sabem quando a pessoa é tão fofa que você não consegue nem olhar para ela sem conseguir sorrir? Sabem quando alguém é tão, mas tão fofo, que não importa o que esse alguém faça ele continua sendo fofo? Então, é exatamente assim que Jimin é. Como um ursinho de pelúcia ambulante. Ou um algodão-doce, por conta de seus cabelos.

- Quando estiver preparado, faremos tudo o que quiser, tudo bem? Mas, até lá, eu estou feliz de apenas estar junto com você. – E era verdade, porque eu já me sinto feliz por conseguir fazê-lo feliz.

- Também estou.

E nada mais me importa. Tendo ele, eu tenho tudo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ♥


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