História Dies Irae - Capítulo 2


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Diabolik Lovers, Fadas, Fantasia, Gore, Impuros, Interativa, Lobisomens, Nachzeher, Romance, Vampiros
Visualizações 274
Palavras 3.960
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EVERYBODY CLAP YOUR HANDS!!!
Depois de uma eternidade e meia cá estou eu para mais dar um lindo capítulo para você. Eu prometi, não foi? Jurei de mindinho que não iria parar de postar depois das aceitas e olha só quem esta aqui cumprido a promessa? Eu mesma. MAHAUAHA
Nunca vi um capítulo tão problemático pra sair. Sério. Eu já tinha feito esse primeiro cap a um tempo, só que a genia aqui esqueceu de salvar e chablau, perdeu tudo. É uma anta azul mesmo.
Perdoem qualquer erro de ortografia, não tive muito tempo para revisar o capítulo, porque estou aproveitando esse momento raro e precioso que minha internet decidiu dar uma trégua e postar esse belo - ou não - capítulo. Por isso, se acharem qualquer erro, por favor me avisem, sim?
Ah, e sorry pela falta de capa. Não sei editar nada, o máximo que consigo é usar aqueles programas online e com uma internet que dá mais bolo do que namorado trairá não consegui fazer nada para colocar como capa. Mas se uma de vocês souber usar o Photoshop e quiser me dar uma ajudinha eu aceito ^^ Quando a pessoa nasce pra ser mendiga ela é mesmo, cruzes.
Enfim, até as notas finais quando darei aquela explicação marota de alguns termos.
Boa leitura, minhas brabuletinhas ^^

Capítulo 2 - Ato I - Confutatis


Fanfic / Fanfiction Dies Irae - Capítulo 2 - Ato I - Confutatis

Condenados os malditos e lançados às chamas devoradoras chama-me junto aos benditos. Oro, suplicante e prostrado o coração contrito, quase em cinzas tomai conta do meu fim

━ ᵒ✞ᵒ ━

Cardinia estava no seu limite. A bela ruiva forçava-se a andar, já não sendo mais capaz de aguentar nem seu próprio peso, mas obrigava suas pernas a continuarem se movimentando enquanto carregava em suas costas um desacordado e ferido Rei das Bestas que precisava, mais do que nunca, proteger.

A impura conseguia escutar os sons da batalha que acontecia a alguns quilômetros a distância. Perguntava-se se seus amigos ainda estariam ali, lutando ou se já tinham sucumbido e se entregado aos braços da morte.

Um nó formou-se em sua garganta e seus olhos começaram a marejar com o pensamento.

Queria voltar, mas Cardy sabia que não podia, precisava levar o vampiro para longe de todo aquele mar de sangue, porque agora, para o seu completo desgosto, aquele homem era a última esperança que tinham.

Suspirou, ajeitando o rei em suas costas de maneira desajeitada, diferentemente de Ewa Cardy não estava acostumada a carregar alguém, tão pouco um homem mais alto e muito mais pesado que si.

Provavelmente tinha feito aquilo de maneira muito brusca porque no momento que conseguiu fazer com que o vampiro ficasse em uma melhor posição sentiu uma forte pontada em sua cintura que por pouco não a fez ficar tonta.

A ruiva olhou para região e notou sua blusa adquirir novas machas de sangue.

Trincou os dentes, os pontos tinham aberto, se as coisas continuassem daquela forma a impura não conseguiria chegar até o seu destino, morreria por hemorragia antes disso. Mas Cardinia não podia se dar ao luxo de parar.

Jogando fora todo o bom senso que a mandava parar e cuidar da ferida a ruiva ignorou a dor e segurou com mais força o seu “passageiro” para evitar que o mesmo se mexesse e a machucasse ainda mais.

Cardinia se concentrava em cada passo que dava, esforçando-se para não perder o pouco equilíbrio que ainda tinha. Cada vez que seu pé ia de encontro ao chão sentia como se levasse uma nova facada, mas ela continuou mesmo assim, porque ainda era Athalind, mesmo que isso não valesse de nada agora.

“Um passo de cada vez”, repetia em sua cabeça como um mantra, concentrando-se ao máximo para não tombar, sabia que, se caísse, não seria mais capaz de levantar. Mas a dor era dilacerante, era como se pisasse em cacos de vidro ao invés de terra.

Sorriu com esse pensamento. Sophie teria dito que Cardinia estava plagiando a pequena sereia. Bem, talvez estivesse de fato, mas o que poderia fazer se era justamente essa a sensação que sentia ao caminhar?

Mais um passo. Tinha uma pedra no meio do caminho. Maldição!

Cardinia trincou os dentes. Tinha pisado em falso e quase caído, sua visão – agora quase inexistente – tinha se tornado turva devido a dor aguda que por um momento sentira. O suor banhava sua testa, grudando sua franja a pele, a jovem respirava com dificuldade. No entanto, forçou-se a dar mais um passo.

Não o devia ter feito.

Caiu com a cara no chão e o Rei das Bestas em cima de si, quase perdeu o folego.

Com o resquício de força que tinha Cardinia empurrou o corpo moribundo do vampiro para o lado e pôs-se de barriga para cima, no intuito de respirar melhor.

Ah, aquele pecaminoso céu agora manchado de vermelho era a mórbida visão que a ruiva agora tinha, com seus pulmões sendo queimados pelas cinzas que jorravam do céu.

O que tinham feito?

Pensava a impuro com os olhos já marejados diante tal visão miserável. Agora os Nim estavam livres e seus amigos estavam indo em direção a morte. Tudo isso por sua culpa, por sua incompetência!

Não, não era sua culpa. Era culpa dela.

“Se Sophie não existisse estaríamos melhor”, pensou, mas logo se arrependeu. O que estava fazendo?

Que cruel.

Enfim permitiu que as lágrimas jorrassem de seus olhos. Cardinia não queria morrer! Queria escutar as teimosias de Serena, as broncas de Aurora, os resmungos de Merope, as ideias de Ewa. Queria rir dos ciúmes de Kateryna, da impaciência de Camellia, das trapalhadas de Katja, de sua batalhe por comida com Núbia e das piadas horríveis de Sophie. E principalmente, queria ter Ruki ao seu lado. As coisas não podiam terminar assim!

Cardinia se encolheu, ficando em posição fetal e ignorando o fato de que isso machucava ainda mais sua ferida. A jovem nunca se sentiu tão impotente, tão quebrada, mais do que nunca sentia a necessidade de um abraço, um ombro amigo.

A ruiva escutou passos vindo em sua direção, pensou que talvez fosse Ewa ou quem sabe Yuma que tivesse vindo ao seu auxilio.

Ah, doce ilusão!

Ao olhar para cima tudo o que conseguiu ver foram os cabelos prateados e o tapa-olho do fantasma que a carregaria para o mundo dos mortos.

Sorriu, conformada.

Você realmente deve estar magoada, Sophie. Nem veio para levar-me com você para o reino dos mortos.

Antes...

13 de Frimário do ano de 2045 da Era da União. Abos, a Cidade da Fronteira.

A tensão na sala era palpável.

O zumbido irritante das mais diversas vozes incomodava os ouvidos de Klaus, mas o Rei Humano não se importava, tinha assuntos mais urgentes a tratar naquele momento. A sua frente, em cima de um pequeno palanque estava KarlHeinz, o Rei das Bestas, apresentando seus presentes com um ar levemente empolgado.

Doze homens fortes e robustos, impuros, bestas que tiveram seu sangue fundido ao deu um humano, treinados para servir a cada um dos Duques das Grandes Casas Nobres.

Aquilo era patético. Ficar vendo homens despidos que eram apresentados como produtos de uma loja estava longe de ser o tipo de atividade que Klaus apreciaria, mas o moreno tinha consciência da necessidade daquilo, da importância daquele acordo.

Entretanto, não era aquilo que estava incomodando Klaus no momento. Oh, não. Certamente a pior parte eram os convidados do vampiro. Estavam ali as mais diversas criaturas, desde os mais disformes aos mais humanos que conversavam sem parar em sua estranha língua com as mais diversas vozes. Para o moreno o que Karl fizera não fazia sentido, mas era de conhecimento geral as excentricidades do Rei das Bestas.

O homem entendia o motivo de fazerem o acordo em Abos, a cidade que ficava aos pés da Árvore do Rancor, era o único território neutro daquela dimensão e por tanto o melhor lugar para se fazerem aquele acordo. Entretanto, a “nobreza” que KarlHeinz tinha trago consigo era muito... diferente.

O homem era incapaz de dizer o que a maioria das pessoas ali era ou qual suas funções, tirando por Titânia, a Rainhas das Fadas, e Oberon, seu marido e Rei dos Duendes, os dois eram os únicos que pareciam ter sentido no meio daquele mar de criaturas estranhas.

Klaus preferiu vir por sua própria conta em risco. Não tinha paciência para os abusos dos duques e suas restrições, regras e preconceito, aqueles velhos só iriam atrapalhá-lo, no mínimo, por isso preferiu trazer apenas sua guarda. Ou pelo menos, parte dela.

Apoiando sua cabeça em suas mãos, o moreno forçou-se a prestar o mínimo de atenção. Aquela reunião já não tinha mais sentido, o acordo já tinha sido feito e o prazo de entrega estabelecido, ambos os lados já até tinham posse dos documentos que legalizavam a transferência e empréstimo dos impuros. Klaus sabia o que iria receber, assim como KarlHeinz, por isso estranhou quando o embaixador das bestas lhe apareceu com essa proposta, mas não era como se o moreno pudesse recusar.

— Você parece incomodado — disse Titânia ao seu lado, de maneira suave e polida, tão baixo que se Klaus não estivesse perto da mulher não teria sido capaz de escuta-la. A Rainha das Fadas o encarava, com um sorriso sutil adornando seus rosados lábios.

— De fato — o homem lhe respondeu. Não tinha porque ser rude ou grosso com a mulher e não adiantaria tentar enganá-la, fadas podiam ler corações, e a soberana o descobriria no ato — Não gosto de usar pessoas como moeda de troca.

Titânia deu uma risadinha contida e Klaus finalmente olhou para mulher, levemente indignado.

Ah, tinha calculado errado. Tinha se esquecido de como a Rainha das Fadas era injustamente bonita.

Seus cabelos eram tão negros quanto ébano, lisos e longos eles iam até a região de seus joelhos, mas no momento os mesmo estavam presos em um rabo de cavalo alto, adornado com ramos de rosas. Em contraste com suas negras melenas a fada tinha uma pele tão branca quanto marfim, tão suave quanto leite. Seus olhos eram uma mistura estranha, um verdadeiro arco-íris que nunca se prende a uma cor só. Malditamente bonita.

Ouviu Karl terminar a explicação sobre o último de seus produtos – aparentemente um lobisomem que tinha seu sangue fundido a um russo, ou algo assim, não tinha prestado atenção nesse último.

Aquela era sua deixa, Klaus sabia, e no momento que o vampiro terminou seu monologo Klaus acenou para Beldam, pedindo para que a Bruxa Dourada trouxesse os seus presentes ao rei.

A Bruxa Dourada não tardou a fazê-lo. Trazendo as garotas da 7º Divisão que tinham apenas finos e curtos vestidos de linho branco para cobrir sua nudez a mulher logo as posicionou em cima do palco em fila, da mais velha até a mais nova.

O rosto das impuras que tão cuidadamente tinha pedido para Beldam confeccionar estavam impassíveis, como se fossem estatuas. Seus olhos estavam fixos em um ponto qualquer da sala, cabeças erguidas, ombros eretos. Uma postura exemplar, apesar da situação deplorável a qual se encontravam.

Klaus olhou para Sophie. A albina era a que estava no centro, é claro, mas ao invés de estar com seu típico sorriso, tudo o que via nos olhos da Von Kaise mais nova era um vazio tão grande que quase o assustou. Quase.

Suspirando, o Rei Humano levantou-se de sua poltrona, e ocupou o lugar que outrora estava KarlHeinz. Forçou um sorriso em seu rosto e apontou para as jovens no palco.

— Senhores as melhores impuras que o Paradis tem a oferecer. Cada uma dessas garotas vei da nossa mais alta nobreza, as filhas de nossa corte, e foram preparadas desde novas para pertencerem a suas... Adoráveis mãos. Seis belas damas, uma para cada príncipe, mais quatro delicadas jovens para os protegidos do rei e mais qualquer outro impuro que queriam adicionar na lista.

Foi com um bolo na garganta que o moreno puxou cada uma das meninas, uma por uma e as apresentou aquelas bestas. Tentou ser o mais respeitoso possível, mas era difícil. Apesar de serem humanas estavam sendo mostradas como se fossem animais exóticos em um leilão.

Quando chegou a vez de Sophie por pouco não vacilou, mas antes que a soltasse e desistisse a albina – em um gesto sutil e imperceptível para a plateia – tocou sua mão, como se lhe desejasse força.

Aquilo só aumentou sua culpa. Queria acabar com aquilo, mas forçou-se a sorrir, como sabia que aquelas meninas já tinham feito tantas outras vezes, e apresentou Sophie para sua plateia, expondo aquela pobre criança para criaturas que a devorariam se pudessem.

Tudo o que a albina fez foi sorrir, conformada.

13 de Frimário do ano de 2045 da Era da União. Pasárgada, a Capital de Paradis.

O cheiro forte de álcool, da urina e do tabaco misturavam-se ao odor fétido do esgoto.

Os guetos de Parságada estavam longe de serem considerados belos, diferentemente do centro, onde o castelo imperial erguia-se imponente na colina, ao lado da gigantesca Eva, a Árvore da Alvorada.

Tomada por traficantes, drogados, mafiosos, mendigos e apostadores os guetos era um lugar onde a lei não existia e o medo dominava. Emoções negativas jorravam como água dali.

Um prato cheio para os Nim.

Cardinia estava no alto da torre principal da Igreja de São Lorenzo, olhando para um dos milhares de bares que se amontoavam ali. Estava ansiosa, inquieta, não gostava quando Sophie saia e a deixava no comando, sentia-se incapaz de comandar as outras. Mas não podia fazer nada, a albina tinha lhe dado um chá de sumiço... pela terceira vez naquela semana.

A Colíder olhou para frente, sinalizando para uma Ewa que silenciosamente planava a alguns metros de distância e de Kate, que se encontrava em uma das outras torres da igreja, prontas para atacar a qualquer momento. Mesmo sem conseguir enxerga-las Cardinia estava ciente da presença de Merope e Aurora escondidas nas esquinas, e sabia que Kateryne e Camellia estavam em algum lugar próximo, fazendo um Círculo de Amantriss para separar o humano do espirito. Mas não fazia a menor ideia de onde Serena estava, mesmo que desconfiasse que a ruivinha estivesse dentro do bar, ao lado de Núbia, para impedir que sua isca enchesse a cara.

Suspirou, cansada. Estavam em uma situação delicada, não era fácil lidar com possessões, ainda mais quando os Nim estavam envolvidos, mas o que poderiam fazer? Aquelas criaturas se espalhavam como um vírus pela sociedade, não poderiam deixar nenhum escapar.

Quando já estava ficando ansiosa de mais para controlar-se viu Núbia saindo, com um homem a segurando pela cintura, claramente bêbado, enquanto Nana discretamente se retirava do bar.

Aquele era Joseph Frederich Ainsworth, um ex-nobre que tinha perdido seu título de marquês ao ser descoberto escondendo uma besta ilegal e a usando como escrava sexual. Era um homem podre, sem dúvidas, mas não estavam ali para condena-lo por suas ações – embora algumas delas quisessem – mas sim porque seus olhos treinados viam o que uma íris tão negra quanto a pupila podiam significar.

Nim.

Cardinia pegou o medalhão de Mafrasis que Beldam a havia dado, o amuleto feito de uma mistura de platina e cobre tinha alojado em si um cristal feito do material condensado das Linhas Ley, tendo a função de detectar a corrupção. De detectar os Nim.

A ruiva apontou o medalhão na direção do homem e o objeto vibrou, emitindo um singelo brilho roxo. Não restavam duvidas Joseph Ainsworth tinha feito um contrato com os filhos da escuridão.

Sem esperar por mais um minuto sequer Cardinia pulou de onde estava, sendo aparada por Ewa que a ajudou a posar em segurança no chão, mas antes que seus pés tocassem o solo a ruiva jogou uma das Esferas de Miatrizz, a Santa dos Assassinos, na direção do homem, o cegando com um clarão e prendendo seu corpo por fortes correntes de energia.

O sinal estava dado.

No momento em que as correntes de energia prenderam o monstro ao chão Núbia se afastou, sendo puxada por Serena que rapidamente sacou sua espada, bloqueando as laminas de escuridão que se formarão a partir do corpo do homem para ataca-las.

As meninas se colocaram em posição, seus rostos agora adornados pelas inexpressivas máscaras que a 7º Divisão era obrigada a usar e equipadas com seus uniformes que se transmutavam em seus corpos graças a magia de Beldam.

— Ora vejam só — dizia Joseph entredentes devido a dor que sentia pelo aperto sufocante das correntes magicas —, os lixeiros do rei. A quem devo a honra de tal escolta?

O tom de ironia irritava Aurora que ainda se mantinha escondida ao lado de Merope e sobre os atentos olhos de Kate, as três estavam esperando o momento em que o Corrompido se libertasse das amarras, mas tudo o que a ruiva queria era separar o corpo e cabeça daquele desgraçado. Odiava quando era chamada daquela forma.

Os cabelos outrora loiros de Joseph foram aos poucos se tornando negro e a escuridão antes alojada apenas em sua íris foi se espalhando pelo resto de seu olho. Logo as sombras o envolveram, pressionando as correntes de Miatrizz e libertando a horrenda criatura que, descontrolada investiu contra Cardinia.

Mas antes que ele pudesse fazer algum mal a Arnwald Ewa se pôs a sua frente. Com suas mãos revestidas por escamas a albina segurou a escuridão petrificada da fera antes que atingisse o belo rosto da Colíder.

Não perdendo tempo, Cardinia sacou sua espada chicote e investindo contra a criatura que por pouco desviou. A ruiva então afastou-se, sendo levada para o alto por Ewa enquanto Serena aproveitava-se da abertura feita por Cardy e atacava Joseph que não foi rápido o bastante para se esquivar dessa vez e teve um corte feito na lateral de seu abdômen.

Irado o Corrompido tentou ir para cima da DiFiore, mas antes que chegasse a encostar em um de seus belos cabelos uma cratera se abriu onde outrora pisava, o fazendo desequilibrar e cair em cima de seu próprio pé, o que o fez quebrar.

A criatura urrou de dor e ódio

Aproveitando-se dessa brecha as duas garotas saíram correndo, indo na mesma direção que Cardinia e Ewa foram, pois não havia como matar um corrompido ou sequer derrota-lo sem um Círculo de Amantriss, precisavam leva-lo para onde Camilla e Tery estavam.

Quando Joseph enfim se levantou após ter usado a chamas negras do Nim para curar-se ele viu suas inimigas – e antigo interesse – correrem na direção oposta à que se encontrava. Imediatamente soube para onde as mesmas iam, conhecia aqueles guetos com a palma da mal. A fonte de Santa Jeanne, aquilo que dívida os pobres da classe média.

Sorriu, sarcástico. Tolinhas, existiam dois caminhos, podia usar o outro para pega-las e então sugar suas almas e saciar a fome da criatura que agora jazia fundia ao seu ser.

Aurora sorriu.

Era agora. Sendo seguida por Merope e Kate a ruiva, investiu contra o homem, que como não as havia percebido, teve suas costelas perfuradas pela faca da garota. Joseph gritou, em um misto de ódio, surpresa e indignação, indo com tudo para cima da garota, mas sendo pego por uma rede feita de água que Merope tinha feito.

A berserker segurava o corrompido com todas as suas forças, os pés quase afundando no chão e a água quase se dispersando. Mas a morena aguentou firme, se o deixasse fugir agora tudo iria por água abaixo, precisava ganhar tempo.

Aurora olhou para a faca que tinha usado, estava ensopada de sangue. Perfeito! Sorriu satisfeita jogando a arma para Kate, que sem dificuldade saiu dali, pulando de telhado em telhado para entregar o ultimo ingrediente que faltava para Camellia, para que a garota terminasse o círculo.

Quando viu que a amiga já estava longe o bastante a Sinclair soltou a criatura, fazendo com que a mesma fosse com tudo para cima de Aurora, que com um pouco de dificuldade conseguiu desviar.

Joseph estava irado, tinha parado de pensar e permitido que o Nim alojado em si tomasse o controle, lançando múltiplas esfera de escuridão que desintegravam tudo aquilo que tocavam, mas para o seu puro desgosto as garotas simplesmente desviam de seus projeteis enquanto corriam pelo beco escuro e frio.

Se o Nim não tivesse assumido o controle Joseph talvez tivesse percebido que as impuras o conduziam até a fonte. Quando por fim se deu conta, já era tarde demais, ele estava frente a congelada face da Rainha dos Humanos.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa Kateryne juntamente com Katja pularam em si, impedindo que o mesmo tivesse uma visão do Círculo de Amantriss, o mantendo distraído, forçando o mesmo a se concentrar na batalha para que não fosse atingido por uma invisível Tery ou pela Guan Dao que Kate manuseava tão habilmente.

Aurora e Merope se juntaram a Cardinia, Ewa, Serena e Núbia cada uma em uma extremidade e jogaram suas esferas de Miantrizz em Joseph, o prendendo mais uma vez com as correntes de energia, dessa vez muito mais poderosas.

A bakeneko e a loira rapidamente se afastaram do Corrompido, que se debatia em fúria.

Só depois de ter certeza que a criatura estava bem presa que Camillia se aproximou, trazendo consigo a faca ensanguentada de Aurora e o Medalhão de Mafrasis a acastanhada fez um pequeno furo em seu próprio dedo, fazendo com que seu sangue imaculado caísse nas runas que ela e Kateryne tinham desenhado cuidadosamente.

Sirene então lançou o amuleto para o alto e gritou:

— Escutai-me

Um domo de energia tinha se formado ao redor da criatura, a prendendo na região do círculo. Camellia colocou faca frente ao seu corpo, bem diante dos olhos do corrompido e usou seus poderes de cura para separar o corpo de Joseph do Nim.

— Lacrimoso aquele dia no qual, das cinzas, ressurgirá, para ser julgado, o homem réu. Perdoai-os, Senhor Jubilleus!

Uma luz vermelha saia das runas e da terra grossos grilhões vermelhos emergiram perdendo o Nim e forçando-o a separar-se de Joseph de uma vez. Mas o filho da escuridão não partiria tão rapidamente, o mesmo se debatia, atirando-se nas invisíveis paredes da redoma em uma falha tentativa de escapar.

Certamente, a pior parte era o exorcismo. Os Nim nunca iam embora fácil. Camellia segurava a faca com força, esforçando-se para não permitir que o círculo de desfizesse e mantendo o coração de Joseph a bater – ele teria muitas explicações para dar.

Faltava pouco para a criatura ser levada mais uma vez para o fundo do Abismo, Camellia já tinha até mesmo afrouxado o aperto, o Nim não poderia mais escapar. Entretanto, antes que fosse levado completamente o filho da escuridão se agarrou as pernas de Joseph, o fazendo cair no chão e segurando o rosto do homem com força, rasgando sua pele.

O ex nobre gritava, tamanho seu horror, não queria morrer e muito menos ir para o Abismo, estava com muito medo e implorava pela ajuda daquelas garotas que a momentos antes havia lutado. Estava desesperado.

Mas nenhuma delas podiam fazer nada. Se Camellia desfizesse o círculo o Nim escaparia e mataria a todos ali. Tudo o que podiam fazer era olhar para aquela situação incomum e rezar, implorando para que Jubilleus tivesse piedade de Joseph.

Passaram-se apenas alguns segundos, mas mais se pareceram horas. Quase nada restara no Nim, apenas sua cabeça, uma pequena mancha negra, ainda jazia nesta dimensão.

— Amartoloí — a garota escutou a estranha criatura murmurar antes de ser tragada completamente.

Camellia caiu de joelhos no chão. Assustada.

Os Nim não falavam.

13 de Frimário do ano de 2045 da Era da União. Abos, a Cidade da Fronteira.

Klaus forçava um sorriso. Vendo Titânia arrastar seu marido, Oberon, que ficara “encantado pela bela fada de cabelos vermelhos” e queria leva-la consigo.

O Rei dos Duendes até tinha tentado convencer o Von Kaise a deixar que levasse a garota para o país das fadas, mas o moreno fora severo – porem educado e cordial – em sua resposta, um belo e sonoro não.

Suspirou, jogando-se em um dos sofás enquanto via Beldam conduzia os homúnculos que tinham substituído a 7º Divisão de volta para outra sala, onde seriam descartados. O Rei Humano fechou os olhos com força, a noite tinha sido um verdadeiro sucesso, ninguém havia percebido as falsificações, além de que as bestas pareciam realmente satisfeitas com o que viram.

Klaus quase sorriu, mas então olhou para Sophie, a albina era a única pessoa real que tinha sido apresentada ali. A jovem estava agora sentada em um canto, encolhida, tentando se aquecer. Ainda estavam no inverno e aquele vestido fino e curto de linho branco certamente não esquentava a ninguém.

O Rei Humano levantou-se, tirando seu casaco e cuidadosamente os colocando nos trêmulos ombros de sua subordinada, que o olhou surpresa, mas então deu um pequeno sorriso

— Eles gostaram?

— Adoraram. A negociação foi um sucesso, vocês iram para Falina em Nivoso, no Ano-Novo. Me desculpe, Sophie. Não tem outro jeito — murmurou o homem, pesaroso. Mas a albina apenas negou com a cabeça, suspirando e lhe dando um pequeno sorriso gentil.

— Eu sei, sempre soube. Está tudo bem.


Notas Finais


TEORIAS! EU QUERO TEORIAS!
Capítulozinho meio gigante, eu sei (3.960 palavras o.O) mas é que eu fui escrevendo, fui me empolgando e acabou que deu nisso... Desculpem se eu exagerei, no próximo me controlo mais.
Eu tentei fazer um capítulo mais introdutório. Que apresentasse certos conceitos da fic e levantasse certas questões e mistérios que serão de grande importância. A cena do começo não é um mero fã service, muito pelo contrario, segundo meus planos há certas coisas ali que são de muita importância e um certo spoiler. Mas ele é bem pequeno, juro.
Eu tentei apresentar as meninas e um pouco de cada uma nessa luta, mas sinto que não ficou a melhor coisa do mundo... Nunca fui muito boa com cenas de ação... Mas eu precisava apresentar o conceito do Nim e o fato de que sim, eles podem possuir pessoas, mesmo que só usem isso em um primeiro momento.
E o que acharam do Klaus? Meu lindo baby que farei sofrer pacas? Eu sei que a maioria das personagens de vocês não gosta muito dele, mas eu tenho que dizer: Klaus é o meu amorzinho. Coisa linda da mamis.
E mesmo que Sophie não tenha aprecido muito essa albina azeda também é minha fofucha que esconde o que está acontecendo dos outros só pra se ferrar. My baby.
E o que acharam da Titânia? Linda, fabulosa, injustamente bela Titânia. Desde que li Sonhos de uma Noite de Verão sou chonada nela. Amo tanto que uma das minhas cadelas tem esse nome. E eu juro que Oberon queria levar a Serena, mas eu não posso entregar minha Nana tão fácil pra ele u.U

Vamos as explicações:
¹ Confutatis - é a quinta música do segundo ato do Réquiem de Mozart, que é baseado na música litúrgica, Dies Irae. Confutatis vem do latim e significa "Condenados". A música fala justamente das almas condenadas daqueles que vão para o inferno e pede clemencia a Deus. A frase no começo desse capítulo é uma parte da música
² Pasárgada - era uma cidade da antiga Pérsia. Foi a primeira capital da Pérsia Aqueménida, no tempo de Ciro II, e coexistiu com as demais, dado que era costume persa manter várias capitais em simultâneo, em função da vastidão do seu império: Persépolis, Ecbátana, Susa ou Sardes. É hoje um Patrimônio Mundial da Unesco. Na literatura brasileira, Manuel Bandeira, consagrou o nome da cidade como um lugar ironicamente ideal, em Vou-me embora pra Pasárgada. Na fic, Parságada seria a capital de Paradis, o Reino Humano.
³ Frimário - seria um dos doze meses do calendário utilizado pelos franceses durante a Revolução Francesa. Frimário seria o terceiro mês do calendário, indo do dia 21 de Novembro à 20 de dezembro, mas na fic ele corresponderia apenas ao mês de dezembro (porque sou horrível em matemática para fazer as contas), sendo que cada mês desse calendário corresponderia a um mês na fic. Nivoso - Janeiro, Pluvioso - Fevereiro, Ventoso - Março, Germinal - Abril (melhor mês), Floreal - Maio, Prairial - Junho, Messidor -Julho, Termidor - Agosto, Frutidor - Setembro, Vindemiário - Outubro, Brumário - Novembro, e Frimário - Dezembro.
⁴ Jubilleus - Uma criação minha que seria o equivalente a um Deus. A religião nessa fic é bem diferente das que existem no nosso mundo, apesar do nome da fic vir de um cântico. Mas ainda haverão certas semelhanças então não se preocupem com isso.
⁵ Lacrimosa - é a frase dita por Camellia durante o exorcismo. Pertence a uma das músicas do Réquiem de Mozart e consequentemente ao cântico Dies Irae. Eu apenas mudei a última parte, que era "Senhor Deus", para "Senhor Jubilleus. E Pá!
Enfim, acho que era só isso.
Qualquer critica construtiva será muito bem-vinda e por favor me perdoem pelas 3.960 palavras... Juro que da próxima vez vou tentar me controlar.
Vejo Vocês nos comentário ^^


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