História Different Life - Capítulo 5


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Cho Chang, Colin Creevey, Dênis Creevey, Dino Thomas, Dobby, Dolores Umbridge, Dominique Weasley, Draco Malfoy, Duda Dursley, Fenrir Greyback, Fleur Delacour, Franco Longbottom, Fred Weasley, Gilderoy Lockhart, Gina Weasley, Gregory Goyle, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Katie Bell, Kingsley Shacklebolt, Lilá Brown, Lílian Evans, Lino Jordan, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Murta Que Geme, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Nick Quase Sem-Cabeça, Nymphadora Tonks, Olívio Wood, Padma Patil, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Pedro Pettigrew, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Pirraça, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Quirinus Quirrell, Rabastan Lestrange, Regulus Black, Remo Lupin, Rita Skeeter, Rodolfo Lestrange, Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Ted Lupin, Theodore Nott, Tiago Potter, Valter Dursley, Viktor Krum, Vincent Crabbe, Walburga Black, Yaxley, Zacharias Smith
Tags Desejo, Drarry, Magia, Mpreg, Mundo Paralelo, Potter-malfoy, Pottfoy, Universo Alternativo, Viagem Dimensional, Wolfstar
Visualizações 1.275
Palavras 3.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha quem está adiantada 11 dias? Eu mesma! Tem horas que o capítulo vem mais cedo.
Quero agradecer aos 275 favoritos e aos 21 comentários do capítulo anterior. Obrigada de verdade <3
Aproveitem o capítulo (a Julha me deu block por que eu mexi com os sentimentos dela. Vou explanar mesmo).

Boa leitura.

Capítulo 5 - Capítulo Cinco: "Um bebê selvagem e um marido orgulhoso"


Fanfic / Fanfiction Different Life - Capítulo 5 - Capítulo Cinco: "Um bebê selvagem e um marido orgulhoso"




"Um bebê selvagem e um marido orgulhoso"




A primeira coisa que Harry fez ao sentar-se na mesa do café da manhã, foi observar os movimentos daqueles que estavam cuidando dele desde que acordou ali. Era uma cena tão calma e familiar que lhe dava certa paz.



A cozinha tinha um ar sofisticado, mesmo que fosse trouxa. Harry achou engraçado ver Malfoy usar uma cafeteira e um fogão. Ele parecia habituado com aquilo e, aparentemente, notava-se uma certa satisfação em seu olhar. Na bancada de mármore que cobria o meio da cozinha, estavam sentados Tony, Deise e Scorpius. O último, em uma cadeirinha para bebês que flutuava. Harry não estava OK com aquele fato, olhando atento para qualquer movimento ou queda do objeto. Scorpius, por outro lado, parecia muito satisfeito com aquilo e ria adoravelmente, se sujando com a papinha de banana e aveia. A tigelinha, é claro, não caia da bandeja, o que tornava tudo mais fácil, a não ser que Scorp resolvesse fazer uma guerra de comida às oito da manhã.



Com os gêmeos, a situação era diferente: Malfoy parecia ter uma certa fixação por alimentação saudável, o que fazia-o colocar duas tigelas de salada de frutas na frente de crianças de oito anos que apenas pensavam em ingerir açúcar e frituras. Harry admirava a colocação de Malfoy quanto a uma vida saudável, porém, Tony e Deise não pareciam gostar da ideia, olhando fixamente as tigelas, com Tony, principalmente, fazendo caretas que estranhamente lembrava a Harry o rosto de nojo que Malfoy fazia em sua juventude.



O moreno sentia que viria uma breve discussão a mesa quando Draco virou-se e notou as frutas intocadas na tigela. O platinado segurava uma xícara de chá e um pratinho com panquecas, dando-as para Harry que agradeceu o ato. Tomou um pouco do chá — que descobriu ser camomila — e prestou atenção nos seguintes movimentos de Draco com as crianças:



— Porque as frutas ainda estão na tigela? — ergueu uma sombrancelha e cruzou os braços. Tony e Deise se atreveram a olhá-lo, mas estavam incertos do que dizer naquela situação.



— Pai, frutas são ruins. — disse Tony manhoso e Draco rolou os olhos. Harry despejou um pouco de calda de caramelo em sua panquecas, pronunciando-se para talvez salvar um possível acidente no percuso daquela discussão:



— Se comerem as frutas, eu lhe dou as panquecas. O que acham? — perguntou o moreno e os gêmeos se encararam. Draco fulminou Harry com o olhar, o mesmo que parecia tranquilo.



— Tudo bem. Mas queremos cookies também. — disse Deise com um olhar sabido.



— Apenas um cookie para cada um ou nada feito.



— Fechado! — os dois disseram juntos e puxaram as tigelas para si, fazendo uma careta mas comendo as frutas com um olhar sofrido.



Draco se virou para o marido com a boca tremendo em sinal de descontrole e total indignação.



— Nossa família é um grupo de funcionários em Gringotes? Querem uma sala de reuniões para negociar? — perguntou com a voz pingando em sarcasmo. Ali, com aquela pose, Draco parecia o garoto sonserino que Harry conhecia. Tomou um pouco mais do seu chá sem dizer absolutamente nada. — Temos que ter pulso firme, Harry. Não oferecer prêmios por eles fazerem o básico como comer frutas.



— São crianças, Malfoy. — Harry rebateu e Draco bufou. O rosto tornando-se vermelho em questão de segundos.



— Crianças que precisam ser educadas!



— Elas são educadas! Crianças precisam correr, comer besteiras e rir. Não viver a base de frutas e proteínas. — rebateu com um olhar enraivecido. Draco estava pronto para abrir a boca e gritar uma ofensa quando algo bateu na sua bochecha.



— Ah, Scorp... — o platinado lamentou, tirando a papinha grudada em seu rosto. Harry fitou Scorpius e piscou para ele, o que só fez o bebê rir e colocar a mãozinha na boca, babando-a toda no processo. Draco lavou seu rosto na pia e desligou a torneira, suspirando exausto. Virou-se e com um movimento rápido da varinha, impediu que outra colherada de papinha o acertasse. — Scorpius!



— DAAAAAA! — o bebê gritou enfurecido e jogou a papinha no teto, fazendo-a agarrar na superfície. Harry sufocou uma risada quando gotículas do alimento iam caindo e, ao chegarem no chão, Sr. Bolha, que estava ali por perto, lambia o alimento.



Draco pegou uma xícara de café, cansado demais para discutir, e saiu da cozinha em silêncio. Harry observou a cena um pouco arrependido, mordendo os lábios para controlar a satisfação de ver Draco perder a linha. Voltou a encarar Tony e Deise, que comiam algumas últimas frutas da tigela.



— Vocês podem vigiar o Scorpius? — perguntou para os gêmeos e eles assentiram. Harry arrastou o prato de panquecas até os dois e sorriu. — Podem comer, mas devagar para não dar indigestão. Seu pai me mataria.



— Tudo bem, papa. — Deise falou sorrindo e Harry devolveu o ato, acostumando-se com aquele carinho. — O senhor vai acalmar o papai?



— Vou tentar. — assumiu Harry e sorriu quando Tony pegou uma garfada da panqueca, falando de boca cheia.



— O papai se esforça. — disse e Harry suspirou, assentindo e se levantando, indo procurar por Draco na casa. O mesmo estava sentado no sofá da sala, a mão tampando os olhos e a xícara de café em cima da mesinha de centro. Se aproximou, sentando-se ao lado dele. Harry não fazia ideia do que dizer, não era como se estivesse acostumado a conversas abertas e sentimentais com Malfoy.



— O que foi, Harry? — falou e o moreno pulou com o susto. Se endireitou em seguida, coçando a garganta, e fitou Malfoy, que o olhava atentamente com um brilho divertido no olhar.



— E-Eu vim me desculpar. Eu não deveria ter me metido naquilo. — disse baixinho, engolindo o orgulho de está pedindo perdão para Malfoy. Esperou uma risada de escárnio, gritos ou qualquer coisa que fosse do feitio daquele que ele conheceu, contudo, o que veio foram falas compreensivas e de carinho:



— Eu que peço perdão por ser tão rígido. Eu deveria ser mais liberal com eles. Você está certo, são apenas crianças... — murmurou e sorriu para o marido, que tinha fios de cabelo no rosto e os óculos meio tortos. — Eu amo você, não importa que não lembre desse sentimento. Eu farei você sentir o mesmo.



Harry se surpreendeu com a frase repentina, corando com aquilo. Draco riu, negando com a cabeça e pegando a xícara de café, tomando um pouco do líquido e suspirando satisfeito. Ele amava café. Os dois se mantiveram em silêncio por alguns segundos antes do barulho vindo da cozinha os atormentar. Houve dois segundos de silêncio total, apenas para em seguida escutarem um latido e uma risada de bebê, denunciando que nada de bom viria a seguir.



— Você tirou o pote de cookies da estante? — Draco perguntou com uma voz estranhamente serena. Harry o olhou culpado. — Era o que eu previa.



O platinado tomou mais um pouco do seu café e se levantou, andando calmamente para a cozinha. Harry continuou parado na sala, pensando sobre a frase que Draco havia dito: "Eu farei você sentir o mesmo". Aquilo soava tão assustador e esquisito, pois Harry ainda estava receoso com toda a situação e não sabia se era uma boa ideia permanecer ali.



Seus pensamentos foram cortados quando um par de crianças vieram correndo e pularam em cima dele. Cada uma tinha pelo menos três cookies na mão e sorrisos hiperativos. Harry riu levemente com as falas animadas:



— Papa, o papai...



— ...ele disse que vai nos afogar...



— ...numa privada! Eca!



— A gente pegou cookies pra você, Papa.



— Não deixa o Papai saber!



— Hey, calma ai! — Harry pediu risonho, tirando os gêmeos de cima de si e sacudindo o corpo por causa das migalhas dos cookies. — Vocês quebraram o pote de biscoitos?



— Foi sem querer. — Deise disse, ao mesmo tempo que Tony falou:



— Foi culpa da Deise.



— Ai estão vocês. — Draco falou enquanto saia da cozinha com um Scorpius coberto de papinha e calda de caramelo. Harry arregalou os olhos com a cena. — Quem deixou o Scorp pegar a calda?



— Foi o Tony! — Deise disse rápido. Tony arregalou os olhos totalmente traído. Deise mandou língua para o irmão, rancorosa por ele tê-la denunciado sobre o pote de cookies.



— A Deise quebrou o pote de cookies!



— O Tony não lavou atrás da orelha ontem!



— A Deise-



— Chega! — Draco gritou e os dois se calaram. — Não quero saber quem fez o que! Os dois para o quarto agora! 



— Mas, pai... — os gêmeos disseram juntos. Draco os olhou sério e os dois bufaram, subindo as escadas e se empurrando no processo em uma briga silenciosa e infantil.



Harry ficou encarando Draco, até o mesmo rir e pegar um cookie da mesa.



— Me ajuda a dar banho no Scorp? — perguntou, abandonando aquele ar severo que tinha antes. Harry concordou, pegando um cookie e comendo, vendo Scorpius soltar uma risada banguela e bater palminhas. Os dois caminharam lado a lado. — Todo dia é uma briga diferente e um Scorpius coberto de comida.



— Ah, isso é rotineiro? — perguntou descontraído. Draco assentiu, rindo levemente.



— Daqui a pouco os dois vão vir implorar o meu perdão. Essa é a melhor parte de ser pai.



— Isso é malvado. — disse Harry surpreendentemente sorrindo de lado.



— Você se casou comigo por isso. — piscou para o moreno e entrou no banheiro, preparando as coisas para limpar o bebê. Scorpius estava quietinho no colo da pai, sujando-o de caramelo no processo. — Pode pegar uma toalha na gaveta dele? Aquela que parece um unicórnio...



Harry concordou e tentou se lembrar onde ficavam as gavetas. Suspirou ao constatar que nada vinha a sua mente e Draco parecia ter se esquecido por um momento que ele não era o Harry com quem havia se casado. Bem, não era como se ele tivesse falado sobre isso, não o culparia. Caminhou pela casa, entrou no quarto de Scorpius, achando o armário e abriu as gavetas com o objetivo de achar a toalha. Sorriu de lado quando pegou um macacão felpudo vermelho em uma das gavetas. Era tão pequenininho e delicado que Harry ficou um bom tempo olhando para ele.



Ele nunca pensou em formar uma família, com uma casa, crianças e um cachorro. Muito menos que Draco Malfoy estivesse ao lado dele. Harry talvez pensasse em Ginny, talvez Cho Chang... mas ele estava mais preocupado com o fato de não morrer para Voldemort. Apertou o tecido macio entre os dedos e tremeu ligeiramente se lembrando de todo horror que passou e que parecia ter sido dizimado. Não havia pessoas mortas e muitas pessoas estavam diferentes.



Harry se permitiu pensar em Rony e Hermione quando voltou a procurar a toalha. Como seus amigos deveriam estar? Será que eles estavam juntos e tinham filhos também? As perguntas rodearam a mente de Harry e de repente, ele queria muito abraçar os dois amigos e perguntar o que estava acontecendo. Talvez Mione tivesse uma resposta em um de seus milhares livros ou Rony um conselho desleixado seguido de um tapinha sem graça no ombro.



Sorriu ao encontrar a toalha. Era branca e havia um capuz onde residia um chifre lilás de unicórnio. Empurrou a gaveta com o pé e saiu do quarto, voltando para o banheiro e se deparando com uma cena no mínimo engraçada.



— Scorp, fique quieto! 



DADADAAAAAAA! — o bebê gritou e estapiou a água da banheira, fazendo gotículas se espalharem e Draco virar o rosto para não ser acertado. Harry escondeu o rosto com a toalha para evitar uma risada, pois Draco estava totalmente ensopado e com um rosto nada bom.



— Você é um selvagem! — o platinado disse indignado e o que ganhou foi água no seu rosto. Fechou os olhos por extinto. — Scorpius, fique-



DAAAA NAAAA! — berrou e jogou mais água para o alto. Draco se levantou, a blusa molhada e os cabelos úmidos. Virou o corpo para a porta e então notou Harry observando-o.



— Sinceramente, minha mãe estava certa. Fazer o bebê é muito bom, cuidar dele é o problema. — disse sem pestanejar. Harry demorou um pouco para entender e olhou incrédulo para o platinado, acertando-o com a toalha de unicórnio.



— Cala a boca! Pervertido! — disse indignado. 



— Eu? Foi você que quis ficar-



— Malfoy! — disse Harry com as bochechas infladas queimando de vergonha. Draco ergueu as mãos.



— Muito bem, não falamos isso na frente de bebês fofos que adoram me atacar. — e virou-se para Scorpius, com os olhos semicerrados e o dedo apontado para o filho. — E você... isso terá vingança, mocinho.



NAAA. — balbuciou e bateu as mãozinhas na água, rindo divertido.



Os dois conseguiram limpar Scorpius — e saíram encharcados no processo. Agora, ambos tinham um bebê cheiroso, hiperativo e risonho perto deles. Scorpius estava no cercadinho brincando com uma boneca de pano. Balbuciava coisas como "na", "da" e "neném", o que era adorável. Harry ficou um tempo observando o bebê, pensando em como aquilo era estranho; aquele sentimento dentro dele, de proteção, de carinho. Intuitamente, Harry colocou a mão no ventre, como se fosse um tipo de mania comum dele. Sorriu de lado ao ver Scorpius cobrir a boneca de modo desajeitado e deitar ao lado dela, balbuciando monossílabas engraçadas como se estivesse cantando uma musiquinha de ninar.



O moreno olhou para a porta, viu Draco entrar secando os cabelos e sorrindo para ele. Harry sentiu seu corpo esquentar ao notar que Malfoy estava sem camisa e cheirando a sabonete. Mordeu os lábios e desviou o olhar rapidamente. Draco sorriu malicioso, chegando perto dele e passando seu braço pela cintura do marido.



Harry se mexeu desconfortável e se afastou, sorrindo sem graça para o mais alto e saindo do quarto rapidamente. Draco bufou e olhou para o filho, que agora tinha os olhinhos esmeraldas focados em si. Parecia saber da frustação do pai, pois ria abertamente, mostrando alguns dentinhos e babando um pouco.



— Acha isso engraçado? — perguntou Draco e Scorpius bateu palminhas, balbuciando algo e colocando a mão na boca. — Pois não é engraçado.



Nininidana. — balbuciou e bateu a mãozinha na testa, ficando sério.



— Não é como se fosse super fácil fazê-lo voltar ao normal. — argumentou Draco e Scorpius balançou a cabeça negativamente de modo frenético. O bebê pegou a boneca e beijou a testa da mesma, babando o pano do brinquedo. Olhou para o pai e novamente, balbuciou:



Dada. — e Draco sorriu de lado. É claro! Como ele não havia pensando em algo assim? 



— Você é um gênio, Scorp. — disse e o bebê bateu palminhas como se comemorasse o fato do seu pai tê-lo entendido. — Venha aqui, amor.



Draco saiu com o filho no colo, que mexia com os cabelos úmidos do pai. Ouviu o barulho do chuveiro do quarto, indicando que Harry estava tomando banho. Colocou Scorp em sua cama e o olhou por um longo tempo. O bebê engatinhava pelos cobertores e balbuciava como sempre.



— Certo, como eu devo começar? — perguntou ao filho e pegou a varinha, conjurando um folheto. — Restaurante?



Naaa! — o bebê respondeu indignado. Como um bom gêniozinho que era, disse: — 'coito!



— Hum... você diz coito no sentido de biscoito? — falou como se duvidasse. Rolou os olhos. — Claro que é biscoito! Até parece que você saberia o que-



Dadaaa! — o bebê gritou indignado. Draco apenas desconjurou o folheto e pegou a caixa de lembranças, retirando de lá a foto do primeiro encontro do casal.



— E o que acha disso?



Ga! — disse e colocou a mão na boca. Draco assentiu satisfeito.



— Muito bem, então será assim. — falou convicto. Scorpius sorriu com a mãozinha na boca. — Eu vou passar a pedir mais conselhos à você.



Baninaba. — disse e babou um pouco. Draco fez uma careta, mas não disse nada sobre aquilo. O barulho do chuveiro parou e Malfoy tratou de guardar a foto, pegando Scorpius rapidamente e sentando-se na cama com ele.



Harry saiu do banheiro minutos depois e encarou o platinado. Ele tinha aquele olhar de quem iria aprontar alguma coisa. Fechou a cara e cruzou os braços.



— O que está aprontando? 



— Absolutamente nada. — respondeu calmamente. Scorpius ergueu os bracinhos, pedindo pelo colo do seu papa. Harry sorriu torto, indo pegar o bebezinho. — Harry...



— Hm? — grunhiu em resposta, brincando com Scorpius e sorrindo de lado.



— Quer ir a Hogsmead comigo? Para um encontro? — perguntou e sentiu ter novamente dezesseis anos, abaixando o olhar e esperando pela resposta do marido. O mesmo não disse nada. Harry o encarou, perdendo o sorriso aos poucos. — Claro, se você quiser...



— Não acho que seja uma boa ideia. — respondeu e viu Draco assenti, coçando a nuca e se levantando, o rosto neutro como sempre, demonstrando um sentimento horrível de negação.



— Vou ver como Tony e Deise estão. — disse e não deu tempo de Harry responder, saindo do quarto apressado. O moreno sentiu uma mãozinha cheia de baba acertar seu rosto e olhou assustado para Scorpius, que o encarava com os olhinhos verdes faíscando de ódio.



— Ah, que foi? Eu nem gosto dele!



Naaa! — disse sua frase de bebê indignado. Harry bufou, saindo do quarto com Scorpius que parecia bastante irritado. 



A manhã parecia se estender na casa. Draco havia aprendido a ignorar o barulho das crianças, sorrindo vez ou outra ao vê-los fingirem serem piratas. Harry prestava atenção na perfomance de Sr. Bolha como um monstro do mar enquanto Scorpius parecia se divertir com o papel de peixinho. Draco tinha em seu colo o que parecia um bolo de papéis, que o mesmo deduziu ser trabalho. Os latidos de Sr. Bolha eram frenéticos, assim como as bolhas de sabão pela casa. Harry estava tão distraído que ao menos notou a campainha tocar.



Draco deixou de lado os papéis e foi atender a porta. O sorriso de Harry morreu segundos depois quando Tony e Deise soltaram gritinhos animados e logo em seguida, a voz de uma pessoa que Harry sentia saudade se pronunciou e acertou-o como um facada no peito:



— Onde está o meu afilhado?!







Notas Finais


Opa! Terminei na parte boa, eu fui má.

Scorpius ícone inteligente.

Anyway, o próximo capítulo pode sair até o dia 27 de Julho e se chama: "Estrelas cadentes gostam de bolo". Oi, que? Kkkkk

(Tenho sérios problemas com os títulos dessa fanfic)

Obrigada por ler e até o próximo!


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