História Different Paths - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Comedia, Drama, Festa, Originais, Original, Romance
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Palavras 3.947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, FemmeSlash, Festa, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - I Loved and I Loved and I Lost You


Fanfic / Fanfiction Different Paths - Capítulo 13 - I Loved and I Loved and I Lost You

— Tem alguém ai dentro?

Ouço uma voz masculina do outro lado da porta e em seguida duas batidas. Com a mão que estava livre eu tampo a boca de Lena a olhando.

— Senhorita Lena Parish está ai?

Novamente a voz e mais batidas agora com uma tentativa falha de abrir a porta.

— Nós estamos aqui a quanto tempo? — Pergunto em sussurro a vendo dar de ombros jogando sua cabeça para trás.

E mais batidas foram dadas na porta então pude ouvir passos se distanciando, podendo finalmente tirar minha mão da boca de Lena.

— Se você sair daqui sem terminar isso, eu te mato.

Lena disse com sua voz falha e respiração ofegante, pude ver uma gota de suor escorrendo pelo seu pescoço e alguns fios de seu cabelos colado em sua pele, seus lábios entreabertos estavam avermelhados por minha culpa e seu tórax estava com algumas manchas roxas também por minha culpa, aquela imagem eu poderia guardar na minha mente para sempre. 

— Meu amor, seu eu não terminar isso eu mesma me mato.

Respondi logo dando estocadas rápidas e intensas com meus dedos em seu centro. A mesma rebolava em meus dedos loucamente e cada gemido seu era como se fosse a melhor música do mundo.

Senti seu corpo dar leves espasmos abaixo do meu, ouvindo-a soltar um gemido arrastado mordendo com uma certa força meu ombro.

Olhei para o chão vendo ali nossas roupas, o motivo de estarmos naquela sala voltou na minha cabeça, todos aqueles sentimentos voltaram e agora que me dei conta do que tinha acabado de acontecer.

Desci rapidamente da mesa logo pegando as peças das minhas roupas e as vestindo. Entreguei o vestido para Lena enquanto a mesma seguia sentada na mesa me olhando.

— O que foi? — Disse pegando o vestido.

— Não era pra isso ter acontecido — Respondi brevemente quanto abotoava os botões de minha blusa.

— Eu não acredito que você realmente acha que estou te usando.

— No momento eu não sei de mais nada.

Virei para a mesma que seguia me olhando porem logo desviei meu olhar.

— Devem estar nos procurando.

Fui em direção a porta a destrancando e a abrindo só um pouco.

— Annis, fala comigo, da onde veio tudo isso? Por que assim do nada não confia em mim?

Ouvi sua voz e seus saltos batendo no chão em minha direção, me virei para a olhar e seus olhos nitidamente mostravam que estava confusa, apenas balancei minha cabeça tentando me livrar de meus pensamentos que agora vinham um atrás do outro.

— Lena, não ok? Só para.

— Mas parar com o que? O que te fiz Santori?

— Olha — Respirei fundo fechando meus olhos — Não da mais, eu não sei mais quem você é, não consigo mais fazer isso seja lá o que está acontecendo entre nós.

— Annie não faz isso, me deixa te entender.

Ela pegou em minha mão e eu a apertei fazendo carinho em sua mão com meu polegar a olhando tentando me encontrar em seus olhos. Logo solto de sua mão em um suspiro pesado.

— Vamos Lena, devem estar nos procurando.

Disse saindo pela porta e dando de cara com ninguém mais e ninguém menos que a senhora dona minha mãe, nada poderia dar mais certo do que hoje né? Eu só posso ter jogado pedra na cruz porque não é possível.

— Mãe! — Exclamei em um leve susto — O que faz aqui?

— Estava procurando você menina — Ela franziu o cenho ao ver Lena saindo da mesma sala — O que estavam fazendo ai dentro?

— Nada — Se estivesse tudo e  silêncio eu tenho certeza que daria para ouvir meu coração batendo loucamente de desespero — A Lena só queria conversar comigo e aqui fora estava com muito barulho, estava atrapalhando.

Dei um sorriso fechado me virando para Lena que a mesma apenas assentiu com a cabeça abrindo um leve sorriso sem humor.

— Então está bom né — Deu de ombros — Eu só vim avisar que vocês vão voltar para Nova York comigo em meu helicóptero.

— Mas e o hotel e tudo mais? — Rebati.

— E nossas coisas? — Lena perguntou.

— Eu já resolvi tudo, vocês não precisam se preocupar com mais nada.

— Mas mãe...

— Mas nada Annie, a não ser que queira voltar andando — Revirei meu olhos com o comentário — Então vamos.

Mila entregou minha bolsa assim indo em nossa frente, apenas abaixei a cabeça e a segui para seu carro. Ficar em um lugar minúsculo com Lena agora era tudo que eu menos queria.

****

A viagem de volta para Nova York foi rápida e silenciosa, eu apenas respondi a alguns comentários que Mila fazia, as vezes sentia o olhar de Lena em mim o que me fazia querer morrer por dentro. Por que tudo isso agora? Eu sei que não devo confiar naquele nojo de ser humano, mas ele tem um ponto, o que ele disse faz sentido e eu só não consigo lidar com tudo isso de uma vez. Meu mundo praticamente desabou tudo de uma vez só sem nenhum aviso prévio, como por exemplo “olha você vai se fuder cuidado”. Mas eu já esperava pelo pior, nunca que minha vida vai ficar boa pra sempre, tem que acontecer algo para estragar tudo e novamente levar minha felicidade para dar um passeio no parque mais longe que possa existir.

Chegamos em Nova York de madrugada, então quando minha mãe me deixou em casa todos ou pelo menos Rebecca já estava dormindo e claramente não me ouviram chegar, mesmo que tenha parecido que tinha um elefante dento de casa. Pode cair o mundo que ninguém acorda.

Consigo ver alguns raios de sol passando por minha cortina, olho para o relógio e estava marcando dez da manhã. Seguia deitada olhando para o teto de meu quarto tentando organizar meus pensamentos, a cada cinco coisas que pensava dezoito era a Lena, eu não entendo até agora porque que essa mulher mexe tanto comigo ao ponto de ser difícil a deixar ir? Peguei uma de minhas almofadas que estava do meu lado e apertei contra meu rosto, eu só quero parar de pensar nisso, parar de pensar nela. 

— Toc toc.

Ouço a voz de minha irmã logo me desfocando de meus pensamentos. Apenas respondo com um “hum” sem tirar a almofada de meu rosto.

— Parece que alguém acordou de mal humor hoje — A percebo sentando em minha cama — As coisas em Chicago não foram boas?

Tiro a almofada de meu rosto a encarando. Eu fiquei uma semana fora, mas foi o suficiente para sentir saudades desse ser, esses olhos azuis e esse cabelo ruivo que por sinal queria, mas só ela puxou a cor do cabelo do pai, nem pra isso eu prestei.

— Não é isso — Disse me sentando com as pernas dobradas na cama de frente para ela — Eu adorei ir para lá, nem lembrava que quando nós éramos crianças costumávamos ir, mas aconteceu umas coisas que não quero conversar sobre.

— Como você não se lembra de Chicago, Annie? Você adorava aquele lugar — Ela revirou os olhos com um sorriso debochado em seu rosto que logo se desfez — Mas o que aconteceu? Você não quer falar mas vai.

— Bex, por favor não — A vi levantar uma sobrancelha — Está bem — Me acomodei melhor e respirei fundo tentando encontrar alguma força que ainda restava em meu corpo — Eu e Lena tivemos meio que uma briga.

— O que aconteceu? Vocês terminaram?

— Oi?

Eu fiquei mais confusa do que estava antes e como que ela sabia e porque que ela acha que estávamos namorando?

— Ah me poupe Annie, todo mundo via o jeito que se olhavam e como se tratavam. Só um idiota para não perceber.

— Mas a gente não namorava — Minha voz saiu mais baixo que o normal.

— Pois deveriam, mesmo eu tendo um pouco de ódio disso por você ser minha irmãzinha.

— Não acho que isso vá acontecer tão cedo ou um dia — Passei a mão em meus cabelos tentando me livrar de tudo que insistia em aparecer na minha cabeça agora.

— Como assim Ann? Eu não gosto de te ver assim.

— O motivo da briga não importa e eu amo ela de verdade, mas depois daquilo eu acho difícil alguma coisa acontecer entre a gente.

Fechei meus olhos onde senti uma lágrima solitária descer em meu rosto, Rebecca fez questão de a limpar e me puxar contra si para um abraço. Me aconcheguei em seus braços e uma cachoeira de lágrimas começou a escorrer por meu rosto. Eu me mantive forte na frente de Lena e todo mundo, mas com Bex era onde eu podia abaixar minhas defesas e ser frágil, me expressar de um jeito que não sou com as outras pessoas, apenas ser eu mesma com minha irmã.

— Não é só por falar, mas vai ficar tudo bem — Ela passava a mão por meus cabelos enquanto me apertava em seu abraço — Se for para ser, vai ser não importa como ok? E também se você quiser, eu vou lá arrancar o cabelo dela e levo Caleb para arranhar o rosto dela também.

Seu comentário me tirou um leve riso. Fui me afastando lentamente de seus braços enquanto secava algumas lágrimas que ainda insistiam em escorrer.

— Ai está o meu sorriso, não deixe que ninguém o tire de você.

Apenas concordei com a cabeça.

— Falando em Caleb, onde ele está? — Perguntei — Comprei as tralhas que essa nojenta me pediu.

— Ele saiu cedo dizendo que um amigo dele iria conseguir lugares para vocês em uma premiação de cinema e parece que tem direito a backstage, não entendi direito — Deu de ombros — Quando ele chegar te explica melhor.

Assenti com a cabeça voltando a atenção para meu celular que estava em cima da mesinha ao lado da cama, o mesmo vibrava indicando algumas mensagens. Mesmo que eu não queira, eu quero que pelo menos uma mensagem ali seja dela.

— Já sabe o que vai fazer no seu aniversário? 

Rebecca perguntou se levantando e indo em direção a janela e abrindo as cortinas, fazendo toda a claridade do lado de fora adentrar meu quarto.

— Não sei — Disse pegando o celular e o desbloqueando — Eu não quero nada de gigantesco igual sua pequena festa a fantasia em pleno meio de ano.

Soltei um sorriso debochado para Bex que revirou seus olhos balançando a cabeça em negação. Voltei minha atenção para o celular novamente com uma mensagem de uma pessoa que não estava na minha lista de contatos, não aparecia seu nome apenas o número.

“Estou pela cidade, que tal sairmos para colocar a fofoca em dia? Uma hora e você sabe onde me encontrar. S.”

S? Stef está na cidade? E como ela conseguiu meu número? Eu sei onde encontrar ela? Eu nunca fiquei tão confusa como estou agora.

— Hein Annie? 

Voltei para esse planeta ao ouvir Bex chamando minha atenção.

— Estava aonde enquanto eu falava? Enfim, que tal fazermos uma festa no apartamento do Caleb? 

— Por mim tudo bem, convida quem você quiser, mas só amigos Bex, eu quero uma coisa pequena e não o evento do ano. E Bex, meu aniversário é daqui dois meses ainda, porque pensar em tudo agora?

— Dramática, pode deixar comigo e precisamos planejar com antecedência para nada dar errado.

Disse saindo-se de meu quarto. As vezes o perfeccionismo de Rebecca me tirava um pouco do sério.

Me sentei novamente na cama com o celular em mãos encarando o mesmo. Será que devo reponder a mensagem de Stef ou só encontrar ela mesmo? E por que eu do nada fiquei nervosa? Mandar uma mensagem não mata ninguém né? Ou mata?

Annie: Stefanie, como conseguiu meu número? Estava me espionando por acaso?

Stefanie: Claro que não Annie, só peguei com sua mãe, palhaça.

Annie: Não sabia que estaria por aqui, se soubesse teríamos vindo juntas.

Stefanie: Nem eu sabia, fiquei sabendo ontem a noite. Então, o nosso encontro está de pé?

Annie: Aquilo foi um convite para um encontro, Stef?

Stefanie: Chame como quiser, estava com saudades de ir naquele café que sempre íamos.

Espairecer um pouco vai me fazer bem, e sempre que saio com Stef fico bem comigo mesma, parece que as coisas erradas da minha vida somem e as coisas mais estranhas acontecem, essa garota é basicamente um raio de sol digamos assim.

Stefanie: Ei, também preciso te contar algo, mas pode esperar até a gente se ver.

Annie: Jura que vai me deixar curiosa?

Stefanie: Infelizmente sim, Anniezinha.

Annie: Você está brincando com fogo, Stef.

Stefanie: Então acho que vou me queimar. Até lá, tenha uma boa manhã Annie.

Eu odeio essa garota, eu odeio muito ela. Eu sou péssima com essas coisas, não sei lidar com curiosidade, se eu morrer todo mundo já sabe quem foi a culpada e se o motivo for idiota, eu volto pra assombrar ela.

****

Sair de baixo de um sol que praticamente está queimando sua alma não é nem um pouco interessante, e parece que quando você está com pressa para chegar em algum lugar as pessoas na sua frente desaprendem a andar, ou é alguma força maior dizendo que não é para chegar tão rápido.

Andava em certa rapidez pela calçada já que não queria ficar mais nem um minuto do lado de fora, felizmente logo chego no café que frequento desde que me conheço por gente.

O som do sino de entrada tomou conta do lugar que estava razoavelmente cheio, podia ouvir algumas conversas aqui e ali, mas a paz e quietude que esse lugar apresenta é de outro mundo, uns dos motivos pelo qual amo vir aqui desde sempre. O cheiro então é dos melhores.

— Annie! — O senhor atrás da bancada abre um largo sorriso ao me ver — Quanto tempo garota.

— Senhor Eyre, que bom te ver — Cumprimento o homem ao ir chegando mais perto da bancada.

— Menina Annie, nós nos conhecemos a muitos anos, não precisa mais das formalidades.

— Desculpa Oliver, é costume — Dou um riso fraco — Por acaso uma garota loira passou por aqui?

— Muitas mulheres loiras entram e saem desse estabelecimento, Annie — Ele riu — Mas entendi o que quis dizer, por sinal quem você procura está ali.

O homem aponta para o outro lado do lugar, onde tinha uma mesa ao lado das janelas enormes e nessa mesa estava Stef, toda concentrada em ler seu livro e vez ou outra tomava um gole de seu café que estava na mesa. Algumas mechas soltas caiam sobre seu rosto e o sol batia em suas pernas ressaltando seu short preto e seu tênis da mesma cor. Ver ela tão casual assim era até que um tanto estranho, as vezes que a vi ela estava toda produzida com as melhores roupas.

— Ela chegou não faz muito tempo.

— Muito obrigada mesmo, Oliver — Junto minhas mãos o agradecendo.

— Se divirta menina Annie — Ele deu um sorriso de canto balançando sua cabeça voltando sua atenção aos copos que secava.

— Oliver! — Chamei a atenção do mesmo que gargalhou — Ela é minha amiga, homem louco — Ri fraco.

— Se você diz — Deu de ombros ainda com um sorriso em seu rosto — Mas você não me engana Annie. Vai logo menina.

Intimidade é uma bosta né, mas de onde ele tirou que eu teria algo com Stef? Nem anoiteceu ainda para esse homem estar bebendo. Cada uma.

Vou em direção a Stef que provavelmente entrou no mundo do livro que lia, porque nem notou minha presença ali. Me sentei em sua frente e mesmo assim ela não percebeu nada, como a pessoa consegue se desligar assim que eu também quero aprender. Dou um leve chute em uma de suas pernas por baixo da mesa e finalmente ela volta para esse planeta.

— Honey, esse livro é tão bom assim para você viajar completamente? — Debochei da situação da mesma.

— O suficiente — Deu de ombros fechando o mesmo e colocando uma de suas mechas loiras que estavam soltas do rabo de cavalo atrás de sua orelha e me olhando com um sorriso — Oi Annie.

— Oi Stefanie — Sorrio para a mesma enquanto penduro minha bolsa na cadeira — Então, o que faz aqui?

— Vim te ver, o que acha que estaria fazendo aqui? — Deu uma risada fraca balançando sua cabeça — Na verdade é que tenho alguns trabalhos por aqui, então vou passar um bom tempo ao redor.

— Finalmente vai parar em algum lugar, deve ser bom depois de uns bons anos indo para lá e para cá — Me acomodei na cadeira cruzando minhas pernas.

— Realmente — Tomou um gole de seu café — Isso que eu queria te falar, agora vamos poder ficar mais tempo juntas já que, pelo visto, não vou sair de Nova York tão cedo.

— Você não sabe o quão bom é ouvir isso — Fecho meus olhos ao sorrir podendo sentir um certo alivio dentro de mim — Eu preciso muito fugir do caos que está minha vida.

— Como assim caos? O que aconteceu?

— Nada que você precise se preocupar e nada que eu precise lembrar.

— Tudo bem, mas se precisar conversar eu estou aqui ok?

Apenas assenti com a cabeça olhando pela janela, não tinha reparado o quão o dia está lindo hoje, mesmo com o sol queimando quem ousar a sair de casa. 

— Eu vou te fazer um convite e não aceito um não como resposta, já de aviso.

— A gente pode ficar sem se falar por anos que você nunca vai perder o seu jeito mandona né? — Deu um riso — Diga.

— Vem para o meu aniversário?

— Mas não é daqui à alguns meses?

— Sim, mas você sabe como minha irmã é — Reviro os olhos ao lembrar de mais cedo — Então você vem? Não vai ser nada de gigante e vai ser no apartamento do Caleb.

— Claro Annie, não perderia seu aniversário.

****

Lena.

— Emily, você já foi pegar os papéis que pedi? — Perguntei chegando em sua mesa.

— Sim senhorita Parish, estão em sua mesa — Ela se levanta andando rapidamente ao meu lado — E senhorita, enquanto estava fora sua mãe ligou e deixou recado e uma jornalista do The New York Times também ligou perguntando se poderia fazer uma entrevista, disse para ligar mais tarde.

— Caso ela ligue de novo, inventa algo, fala que minha agenda está cheia para atender ela ou não sei, fala qualquer coisa.

Me sentei em minha cadeira finalmente podendo relaxar meu corpo depois dessa manhã.

— Certo senhorita Parish. Precisa de mais alguma coisa?

— Não Emily, pode ir.

Vejo a garota assentir com a cabeça saindo da sala, fechando a porta atrás de si.

Tiro meus óculos da cabeça e os coloco para poder ler aqueles papéis melhor. Começo a os folhar assinando alguns e outros passando reto para poder acabar com isso o mais rápido possível.

Ainda está no meio da tarde quase chegando ao final, mas não vejo a hora de poder ir para casa e acabar com esse dia logo. De todos desse mês, foi o mais cansativo, não diria o pior porque teve dias piores e bote piores nisso.

Massageava minhas têmporas tentando afastar a dor de cabeça e pensamentos indesejados que martelavam em minha cabeça o dia todo, quando sem nenhum aviso a porta de minha sala se abre dando passagem ao ser mais indesejado que esse planeta pode habitar e logo atrás Emily correndo.

— Desculpe senhorita Parish, não consegui o parar. Quer que eu chame os seguranças?

— Não se preocupe Emily, eu dou conta daqui, pode ir.

Me levanto deixando meus óculos em cima da mesa observando o homem com um sorriso cínico em seu rosto.

— Acho que tenho que demitir alguém hoje. Por que diabos está aqui Logan? Não tem nada melhor para fazer?

— Boa tarde para você também, Lena. Como foi seu dia hoje?

— Vai Logan, fala logo o porquê de estar aqui. Não estou com paciência para gente escrota hoje — Cruzei meus braços em defensiva.

— Queria ver como você estava depois do evento — Ele começou a andar de um lado para o outro — Você me pareceu bem abalada quando saiu.

— Estou muito bem obrigada, e você não tem nada haver com isso. Agora se me der licença...

— Tem certeza que está bem, Lena? Não me parece.

— Sim, eu tenho certeza e eu estou quase te mandando para a casa do caralho.

— Como vai aquela sua amiga? A filha da Mila, Annie eu acho.

— O que você...

Achei que tinha sido bem clara aos seguranças sobre deixar ele subir, mas porque que ele veio? E porque esse interesse repentino na Annie? Saudade de ter um nariz sangrando ou é um otário mesmo.

Parei para olhar para seu rosto e cinismo continuava, e isso está me dando nos nervos.

— Está com saudades dos socos dela, Logan? — Debochei.

— Eu esbarrei com ela lá no evento, nós tivemos uma conversa intrigante.

— Como assim intrigante? O que você falou para ela? 

— Nada de mais, apenas apontei alguns fatos.

— Como assim apontou fatos? Diga logo!

Meu sangue começou a ferver e que Deus me segure para não cortar a garganta desse homem.

— Calma Lena, apenas abri os olhos da garota, ela estava se iludindo com você.

— Então foi você seu filho de uma... — Meu corpo involuntariamente quase foi para cima dele, porem todas as forças que tenho estão tentando segurar — Como você consegue? Ser tão desprezível, não tem amor próprio e não consegue ver as pessoas ao seu redor felizes, precisa acabar com a felicidade de todos para você finalmente se sentir confortável.

— Me poupe Lena, você feliz com ela? Você nunca foi disso.

Um deboche saiu em sua voz e novamente me via me segurando para não esmurrar esse filho de demônio.

— Se você quiser saber, eu estava mais feliz com ela do que estive com você. Parece que felicidade te assusta.

— Agora isso sim é uma novidade. Mas se você quiser saber, parece que a fila já andou.

— O que é agora? Não cansou? Vai embora antes que eu te jogue dessa janela, dizem que fazer queda livre é legal.

— Enquanto eu vinha para cá, vi Annie com uma loira no café que tem aqui perto, e as duas estavam bem amiguinhas.

— Agora você fica espionando ela também? O quão doente você é Logan?

— É sério, Lena. Eu vi ela e essa mulher lá, se não quiser acreditar em mim é só ver com seus próprios olhos — Ele se posicionou em frente a porta — Tenha uma boa tarde senhorita Parish.

Via o homem saindo pela porta e definitivamente eu vou demitir alguém hoje por ter deixado ele passar.

Eu odeio ficar em dúvida, se acredito ou não no que ele disse sobre Annie. Ela não é dessas, eu sei que não é.

Voltei para minha mesa revirando alguns pequenos papéis que eu tinha ali em busca de um específico com um número nele. Eu odeio mesmo ter que fazer isso, eu vou parecer uma completa louca psicopata.

Finalmente acho o papel com a escrita de Annie, olhar aquilo quebrou mais ainda meu coração e parece que a qualquer momento eu vou ter uma crise. Digito o número que está nesse papel no telefone de minha mesa. No terceiro toque sou atendida.

— Oliver Erye, o que deseja?

— Oi senhor Erye, meu nome é Lena Parish, sou uma amiga da Annie.

— Olá senhorita Parish, em que posso ajudar?

— É que a Annie tinha marcado de me encontrar, mas o celular dela parece estar desligado e imaginei que ela estaria ai, ela sempre está ai.

— Ela está aqui sim, quer que eu à chame?

— Não senhor, muito obrigada e se o senhor puder deixar em segredo que liguei, eu agradeceria mais ainda.

— Claro minha criança, tenha uma boa noite.

— O mesmo.

Desliguei o telefone e meu coração estava completamente acelerado, Annie estava lá, mas isso não quer dizer nada certo? Pode ser uma amiga, ou alguém da família. Sem surto, sem crise, eu só preciso salvar isso antes que seja muito tarde.


Notas Finais


espero aue tenham gostado anjos ❤️


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