História Different Strengths (Vhope) - Capítulo 27


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan, Bangtan Boys (BTS), Hobi, Hoseok, Namjin, Tae, Taehyung, Taeseok, Vhope, Vope, Yoonmin
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Palavras 5.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Vigésimo Sexto


Beak encontrou Hoseok na porta na manhã seguinte, quando ele estava saindo da cabana.

- Olá. – disse Hoseok, forçando um sorriso. Não estava exatamente deprimido por saber a verdade sobre Jungkook e Yugyeom, mas, lá no fundo, sentia o coração pesado de tristeza hoje.

Era uma sensação parecida com a que sentia no último dia de aula antes das férias de verão. Ele queria que o verão chegasse, sabia que não poderia fazer nada para mudar isso, mas uma parte de si queria que a vida continuasse do jeito que estava. Supôs que simplesmente não era um grande fã da mudança.

- Olá. – disse o metamorfo. - Para onde vamos hoje?

Hoseok revirou os olhos minimamente, lembrando que Beak seria sua sombra no dia de hoje.

- Quero ver se Jin e Namjoon estão no escritório. Preciso falar com eles antes do café.

- É só mostrar o caminho. – disse Beak, fazendo uma reverência. - Sou sua sombra e seu servo pessoal.

Hoseok sorriu. Enquanto caminhavam, ele se perguntava se algum dia poderia sair com Jungkook da mesma maneira sem que parecesse errado. Sem sentir que o relacionamento entre eles era completamente platônico, sem nenhum indício de arrependimento sobre como poderia ter sido. Ele realmente esperava que sim. Embora seu coração dissesse que o meio fae teria sido um namorado maravilhoso... também seria um amigo muito especial. E Hoseok esperava que eles pudessem chegar lá um dia.

Jin e Namjoon não estavam no escritório, então Hoseok não poderia lhes contar sobre a teoria de Jungkook, de que poderia haver dois corpos no túmulo de Kim Jiwon.

Ou perguntar a Namjoon o que ele tinha na cabeça quando dera permissão a Sehung para visitar Different Strengths.

No café da manhã, Taehyung se juntou a ele e Beak em sua mesa. Hoseok localizou Jimin na mesa dos bruxos, e Yoongi tinha um compromisso com outros vampiros naquela manhã. Então, Hoseok se sentou entre os dois e, para a sua surpresa, eles se comportaram. Bem, pelo menos Beak se comportou.

Taehyung deslizou a mão por debaixo da mesa depositando a mesma na coxa esquerda de Hoseok, apertando um pouco o vampiro se inclinou e sussurrou no ouvido do outro:

- Quer dançar ao luar de novo hoje à noite?

Hoseok não tinha certeza, mas poderia jurar que o leve roçar dos lábios dele contra a sua têmpora tinha sido quase um beijo. Ele o cutucou com o cotovelo e, enquanto garfava um punhado de ovos do prato, sussurrou em resposta:

- Cuidado. As pessoas vão saber que você tem algo comigo.

- Isso é bom. – disse o vampiro. - Talvez seja a hora de tornar isso oficial.

O coração de Hoseok parou. Os ovos caíram do garfo e se espatifaram no prato. Ele se virou e olhou dentro dos olhos do vampiro.

- Você está me pedindo em namoro?

- Você está dizendo que sim? – uma esperança brilhou nos olhos dele.

- E os seus vampiros?

- Eu disse que não me importo com o que eles dizem.

Uma alegria brotou no coração de Hoseok.

- Bem, acho que eu deveria ouvir o pedido primeiro. – disse num tom muito baixo.

- Ok... Será que você, Jung Hoseok, quer namorar comigo?

Sim. Sim. Sim. A palavra estava na ponta de sua língua, esperando para ser liberada. Hoseok sorriu, pronto para dizê-la, quando...

- Pode me dar um minuto com Taehyung?  – a voz profunda de Namjoon arruinou o momento. Ele estava de pé atrás deles, no alto de seus 1,81cm de solidez vampiresca.

Taehyung olhou para o outro vampiro.

- Algo errado?

- Preciso ter uma palavrinha com você.

Taehyung se levantou e saiu. Hoseok observou-os se afastar, ainda em tamanho choque por ele o ter pedido em namoro que se esqueceu completamente de dar uma bela bronca em Namjoon por ter concordado em deixar Sehun ir ao acampamento.

Quase uma hora depois, Hoseok estava ao lado de Beak, quando Chanyeol anunciou os nomes para a Hora do Encontro dos campistas. Taehyung ainda não tinha voltado da sua conversa com Namjoon, o que deixava Hoseok preocupado.

Olhando para Beak, Hoseok perguntou:

- Como vamos fazer agora?

- Eu tirei o meu nome da lista.

- Então não temos que ficar aqui? – perguntou Hoseok.

- Eu tirei o meu nome. Não o seu. Achei que poderia acompanhar você na sua hora.

- E Jung Hoseok... – a voz de Chan ficou mais alta, e Hoseok prestou atenção no que ele ia dizer.

Hoseok olhou para frente, onde Chan estava sorteando os nomes de uma cartola. Sim uma cartola, dessa toda preta com uma fita branca.

Obviamente, Chan tinha decidido aproveitar ao máximo seus minutos como centro das atenções.

- Você vai passar uma hora com... Kim Yugyeom.

- Ah, droga! – todo o seu sentimento não resolvido com relação à Jungkook e Yugyeom veio à tona novamente.

- Ai, cara... – disse Beak animado. - Isso vai ser muito divertido!

O comentário dele só mostrava a Hoseok que ele e o metamorfo tinham definições muito diferentes do que era diversão.

「 ••• 」

Um minuto mais tarde, Hoseok, Yugyeom e Beak pegaram uma das trilhas. Durante um bom tempo, nenhum deles falou.

- Aonde vamos? – perguntou Yugyeom quebrando o silêncio.

- Até o riacho. – respondeu Hoseok.

- Tudo bem. – concordou Yugyeom.

Eles continuaram por mais dez minutos, andando rápido, num ritmo sobrenatural. Ninguém reclamou. Pelo menos não do ritmo da caminhada.

Yugyeom arriscou novamente.

- Eu sou novo aqui, mas pensei que o objetivo da Hora do Encontro fosse conversarmos para nos conhecer melhor.

- Então, fale. – respondeu Hoseok com rispidez, enquanto se esquivava de alguns galhos que pareciam querer agarrá-lo. Ele também se esquivou da lógica que lhe dizia que devia inventar uma enorme enxaqueca e enviar o vampiro de volta ao acampamento.

- Ok... Meu nome é Kim Yugyeom e eu tenho um palpite de que não gosta muito de mim.

Hoseok parou e deu meia volta — ele já tinha todo o roteiro na cabeça: iria fingir uma terrível dor de cabeça. Mas não teria sequer que fingir porque agora sua cabeça de fato latejava. Mas quando abriu a boca, suas palavras não tinham nada a ver com enxaquecas.

- Ok, vamos falar abertamente. Eu sei que você transou com Jungkook. – a voz de Hoseok parecia ecoar por toda a floresta.

- Caramba! – disse Beak sorrindo. - Isso vai ser melhor do que eu pensava.

Hoseok desviou os olhos para o metamorfo. O sorriso de Beak desapareceu. Hoseok arqueou uma sobrancelha.

- Transforme-se.

Ele franziu a testa.

- Não o gato surdo de novo... – implorou. - Eu não consigo ouvir nada. Fico sem equilíbrio assim. É como se estivesse no vácuo. Que droga Hoseok! Pare de me olhar com esse olhar amedrontador.

Hoseok não desviou seu olhar até que as fagulhas começaram a aparecer como fogos de artifício. Então ele se virou e encarou Yugyeom, que olhava com os olhos arregalados as fagulhas em cascata ao redor de Beak.

- Nossa! Eu nunca tinha visto um metamorfo se transformar antes. Quer dizer, ouvi falar sobre o que acontecia, mas é muito mais legal ao vivo!

- Você ouviu o que eu disse? – perguntou Hoseok cruzando os braços e fitando o vampiro.

- Você viu ele se transformando? – perguntou Yugyeom.

- Eu disse que sei que você transou com Jungkook.

Yugyeom continuou a olhar para Beak, que agora era um gato branco de olhos azuis. Houve um silêncio repentino na floresta. Hoseok ignorou-o e continuou encarando o vampiro.

- É, eu ouvi o que você disse. – respondeu Yugyeom, ainda sem olhar para ele. - E estava mudando de assunto de propósito, para ter tempo de pensar o que responder. – o vampiro de cabelos castanhos lançou um profundo suspiro e olhou para Hoseok. - Jungkook te contou?

Hoseok assentiu.

Yugyeom balançou a cabeça.

- Isso é a cara dele. Jungkook é uma dessas pessoas super do bem que acham que a verdade é a melhor política.

- Você teria mentido pra mim? – perguntou Hoseok, procurando uma razão para realmente não gostar dele. Como se ter transado com Jungkook não fosse razão suficiente. Mas então se lembrou de que eles não tinham nenhum compromisso, não tinham nem chegado a namorar oficialmente. E Jungkook e Yugyeom tinham uma história juntos.

- É. Eu teria mentido. – disse o vampiro. - Não por maldade nem nada. Só por que..., bem, o que aconteceu entre mim e JK não significou nada, então por que deixar que causasse tanto estrago?

Hoseok franziu a testa.

- Se não significou nada, então por que dormiram juntos?

Ele encolheu os ombros.

- Porque eu queria que significasse algo.

- Isso não faz sentido.

Yugyeom franziu a testa.

- Ok, escuta. Eu gosto do Jungkook. Gosto pra caramba! Quer dizer, ele é lindo! E é um doce... Um cara totalmente incrível. Mas... simplesmente não saíram... faíscas. Como acontecia antes, quando estávamos namorando. Nós fizemos muito sexo sem sentir esse algo mais. Tenho certeza de que você já passou por isso, não passou?

Hoseok não o corrigiu. Não se sentia à vontade admitindo a um estranho que ainda era virgem.

- Então, quando ele apareceu naquela festa, eu estava meio com medo, meio vulnerável, e ele foi como o meu salvador. E estava tão lindo..., achei que daquela vez a gente fosse sentir aquele algo mais. – ele balançou a cabeça. - Mas não aconteceu.

Hoseok sentiu o ar ficando mais frio em torno deles. Gelado. Por favor, não agora, pediu mentalmente.

- Se ele contou sobre a transa. – continuou Yugyeom.  - Então contou também que, assim que terminamos, nós dois ficamos tipo... “Cara, isso foi um erro”. E cinco minutos depois, ele estava me contando sobre um garoto que havia conhecido no acampamento chamado Hoseok. 

Hoseok olhou para o chão, ele poderia jurar que algo tinha acabado de passar sob seus pés. Olhou para Beak, que estava sentado no galho de uma árvore, esmagando uma borboleta.

- Você sabe que ele realmente gosta de você, não sabe? – perguntou o vampiro.

O fantasma se materializou bem na frente de Hoseok, e parecia em pânico, apavorado.

Por favor... Agora não!

Hoseok ignorou o espírito e estudou Yugyeom. De repente, toda a conversa parecia sem sentido e totalmente desnecessária. Afinal, ele não tinha o direito de ficar chateado com Jungkook e Yugyeom. Nenhum direito. Eles não tiveram nada, então Jungkook estava livre para fazer o que quisesse.

- Sinto muito. – disse Hoseok. - Eu não devia ter...

- Não, você devia. Se algum garoto tivesse transado com o cara que eu gostasse, eu ficaria chateado também. Foi legal você ter falado o que pensava. Eu respeito isso.

- Não. – disse Hoseok. - Quer dizer, não é que... Entre mim Jungkook... Estávamos quase tendo alguma coisa, mas depois... Acabou.

- Certo. Acabou. – Yugyeom revirou os olhos. - Sério? Toda vez que estamos em meio a um monte de gente, sabe o que ele faz? Procura você. – fez uma pausa e soltou um sorrisinho. - É uma idiotice. Então eu perguntei a ele sobre isso. Eu disse: “Você diz que pode senti-lo a quilômetros de distância, então sabe que ele não está aqui. Por que procura por ele se já sabe?” – Yugyeom fez uma pausa e procurou observar bem o outro. - Você sabe o que ele me disse? “A esperança é a última que morre”. Ele gosta de você pra caramba. – completou.

Hoseok balançou a cabeça novamente.

- Não, agora acabou. Ele terminou tudo. Estou com outra pessoa agora.

- Está? – o choque fez com que Yugyeom arregalasse os olhos. - Ele sabe?

- Não. Quer dizer, eu ainda vou começar a namorar com essa pessoa. – sentindo-se como um idiota, ele3 acrescentou: - Taehyung me pediu em namoro no café da manhã. Mas eu não tive chance de dizer sim.

Yugyeom ergueu as sobrancelhas em suspeita.

- Então você não disse sim.

Hoseok franziu a testa e o frio pareceu colar em sua pele.

- Fomos interrompidos.

- Quanto tempo você precisa para dizer sim? – o outro esfregou os braços como se quisesse se proteger do frio e olhou em volta como se estranhasse a súbita mudança de temperatura.

- O que quer dizer? – perguntou Hoseok, sentindo-se frustrado, mas sem saber direito se era por causa do fantasma ou de Yugyeom. Então Hoseok viu o fantasma andando de um lado para o outro, olhando para ele como se precisasse dizer alguma coisa. Algo urgente.

Yugyeom encolheu os ombros novamente.

- Eu só estou dizendo que parece que você hesitou. E talvez haja uma razão para isso. Talvez a razão seja que...

- Eu não hesitei.

Agatha Christie parou de andar e olhou dentro dos olhos de Hoseok.

- Você precisa correr!

- Tem certeza? – perguntou o vampiro.

- Tenho. – disse Hoseok, e ele tinha. Ia dizer sim antes de Namjoon chegar. Mal esperava para ver Taehyung novamente para dizer sim.

- Corra! – o fantasma gritou.

- Por quê? – perguntou Hoseok ao espírito, e olhou para Beak ainda na árvore, perseguindo sorrateiramente outra borboleta.

- Por que o quê? – perguntou o vampiro confuso.

- Corra! – o espírito gritou tão alto que Hoseok pensou que tinha rompido seus tímpanos. Ele olhou para cima e viu uma águia arremetendo a toda velocidade, com as garras expostas.

Hoseok se abaixou, evitando por pouco as garras afiadas do pássaro. Justo nesse instante, o solo sob os seus pés começou a tremer. Tremer muito. Um estrondo parecido com uma explosão soou abaixo de si.

- Corre! – gritou Hoseok para Yugyeom.

 O vampiro com os olhos brilhando num tom alaranjado cintilante, olhou para o chão.

- O que está acontecendo?

- Corre! – gritou Hoseok outra vez, agarrando Yugyeom pelo braço e o arrastando com ele. Eles tinham dado apenas um passo quando o chão sob os seus pés se abriu, e surgiu no lugar um imenso buraco negro. Um buraco que ficava cada vez maior e se aproximava cada vez mais dos dois. Hoseok tinha avançado pelo menos dez passos quando se lembrou.

Beak. Ele estava na árvore e não era capaz de ouvir nada do que estava acontecendo abaixo dele.

Dando meia-volta, assim como suspeitava, ele ainda estava na árvore.

Ainda caçava a borboleta.

- A gente precisa sair daqui! – gritou Yugyeom.

O buraco no chão continuava a aumentar, como se alguém sugasse a terra embaixo deles. Hoseok estava quase chegando à árvore. Quase onde Beak estava. E ele ainda não tinha visto nada.

E a culpa era dele. Era tudo culpa dele. Pensou Hoseok.

- Beak, corra! – ele gritou com os braços para o alto, tentando a todo custo chamar atenção do metamorfo.

Mas Beak não podia ouvir.

Eu fico sem equilíbrio. É como se estivesse num vácuo. As palavras dele ecoaram em sua mente como vidro estilhaçando.

Ele viu o buraco começando a chegar às raízes da árvore.

Viu o felino Beak perdendo o equilíbrio.

Ele lutava para permanecer na árvore. Hoiseok assistiu com horror quando ele se agarrou à árvore com as suas patas felinas, as garras cravadas no tronco enquanto lutava para não despencar. Mas o buraco negro, como um monstro que não desistia, sugou a árvore para baixo, levando com ela, através da sua garganta negra, o pequeno gatinho de olhos azuis.

Alguém vive e alguém morre.

- Não! – Hoseok gritou e saiu correndo, dando um salto para dentro do buraco escuro.

「 ••• 」

A escuridão cercou Hoseok no segundo em que seus pés deixaram a terra sólida e mergulhou no poço profundo. Ele ouviu gritos, gritos torturados, vindos de baixo. Ou será que eles estavam apenas dentro de sua cabeça? Era difícil dizer. Então foi envolvido por um frio tão intenso que quase perdeu o fôlego.

De repente, fagulhas dolorosas agulharam seu corpo como pequenos choques, vindas de algum lugar abaixo de si. Hoseok levou duas ou três agulhadas antes de perceber o que aquilo significava.

Beak.

 Brak estava se transformando.

Então Hoseok bateu contra algo... meio macio, meio espinhento. Como um monte de penas. Ele se moveu para o lado, fez um movimento brusco e gritou, enquanto continuava sua descida, caindo mais rápido agora no vazio e de cabeça para baixo.

Uma enorme algema com textura de couro prendeu o seu braço direito e o puxou para cima. Hoseok sentiu um tranco no braço. Soltou um palavrão ao sentir a dor aguda.

- Peguei você! – a voz de Beak reverberou através do buraco.

Ele disse aquilo para tranquilizá-lo, mas isso não aconteceu. E se ele não conseguisse o segurar? E se o que esperava por eles lá embaixo de repente decidisse vir para cima e fazer uma visitinha?

- Hoseok!

Virou a cabeça na direção da entrada do grande sumidouro. Uma luz brilhante derramava-se da abertura, tornando difícil ver qualquer coisa. Então viu um corpo caindo.

Não, não era apenas um corpo. Era Yugyeom.

- Merda! – gritou Beak, abrindo suas asas enormes tão rápido quanto podia. - Eu não posso pegá-lo! Não posso!

Uma estranha sensação de calma se derramou sobre Hoseok. Ele estendeu o braço livre assim que a gravidade trouxe o corpo de Yugyeom até eles e agarrou o antebraço do vampiro. Hoseok não tinha força suficiente, no entanto,  finalmente agarrou o vampiro pelo pulso.

Yugyeom gritou e começou a se debater. Seus olhos brilhavam num tom vermelho brilhante na escuridão.

- Sou eu! – gritou Hoseok.

- Todo mundo se segura! – a voz de Beak ricocheteou nas paredes de terra do poço.

Yugyeom se debateu novamente, e Hoseok o puxou mais para perto.

- Peguei você.

E de fato pegara. Hoseok colocou toda sua força e atenção no seu objetivo de não soltar o pulso de Yugyeom. O barulho de uma rajada de ar e enormes asas de pássaro batendo preencheram a escuridão e, em poucos segundos, Beak os levou para fora do buraco. Quando estavam de volta à luz, ele sobrevoou uns cem metros até a trilha antes de descer e pousá-los cuidadosamente sobre a terra sólida.

Beak pousou ao lado deles poucos segundos depois, as garras tocando a terra com um baque. Como Hoseok suspeitava, ele tinha se transformado no pássaro de aparência pré-histórica com penas de tom cinza-escuro. Era do tamanho de um avião pequeno.

No mesmo instante, o rugido sob o solo começou novamente.

- Corram! – ele gritou.

Beak não teve que falar duas vezes. Hoseok e Yugyeom dispararam, correndo pela floresta, evitando árvores, esquivando-se de galhos e saltando os espinheiros espessos.

Hoseok olhava continuamente para cima, para se certificar de que Beak estava bem. Ele ainda os seguia, deslizando facilmente sobre as copas das árvores, certificando-se de que estavam seguros.

Assim que saíram do bosque, Hoseok desabou no chão, ofegante e com o coração aos saltos. Ele podia ouvir o sangue jorrando nas veias. Yugyeom caiu ao lado dele, a respiração não tão ofegante, mas ainda um pouco trêmulo.

Beak pousou no chão ao lado deles e se transformou novamente em ser humano.

- Que diabos você estava fazendo? – ele gritou para Hoseok, os olhos furiosos vermelho-sangue.

- Tentando te salvar.

- Eu não preciso que me salvem! – agitou os braços para cima e para baixo quase como se tivesse esquecido de que já não era um pássaro. Então voltou a sua ira para Yugyeom. - E você? Qual é a sua droga de desculpa?

Ele tossiu e então disse:

- Eu... achei que, se eu voltasse vivo e vocês não, o resto do grupo provavelmente ia me matar. Eu não tive escolha a não ser ir atrás de vocês.

De repente, Namjoon com os olhos no modo proteção total e caninos expostos, entrou em cena.

- O que aconteceu? – perguntou, a voz pouco mais que um rosnado profundo. - Pareceu uma explosão.

- Terremoto, talvez. – disse Beak. - O chão simplesmente abriu embaixo da gente.

- Mas isso é... – Namjoon balançou a cabeça. - Estão todos bem?

Todos assentiram com a cabeça. O olhar de Namjoon fixou demoradamente em Hoseok.

- Você está sangrando. Vá para o escritório e deixe Jin dar uma olhada em você.

Hoseok olhou para seu braço. Em algum momento, arranhara o braço em algum lugar.

Namjoon continuou:

- Eu vou dar uma olhada para ver a extensão do... terremoto.

Ele se virou na direção da floresta.

- Espere! – Hoseok o chamou, e Namjoon se voltou num movimento tão rápido que mais pareceu um borrão.

- O que foi?

- Não era um terremoto. – Hoseok se lembrava nitidamente da águia arremetendo diretamente na direção dele numa atitude de ataque. Agora entendia que a intenção da ave era fazê-lo correr, mas isso não mudava o fato de que parecia malévola. Ele tinha visto a escuridão em seus olhos. - A águia estava lá.

E Agatha Christie também, embora Hoseok não visse nenhuma razão para mencionar isso.

Pelo menos por enquanto.

Namjoon soltou outro grunhido.

- Vá para o escritório. Vou ver se consigo descobrir o que causou tudo isso.

Quando os três estavam indo para o escritório, Hoseok olhou para Yugyeom.

- Obrigado por tentar nos salvar.

Yugyeom deu de ombros.

- Não foi nada demais. Eu realmente não sabia o que aconteceria comigo se eu fosse o único a sobreviver. – fez uma pausa rindo. - Agora que acabou, até pareceu divertido.

- Não, não acho. – Hoseok se lembrou de como se sentiu quando viu Beak caindo no buraco.

Eles deram mais alguns passos e Yugyeom, com os olhos brilhantes provavelmente por causa do sangue, olhou para o braço arranhado de Hoseok e acrescentou: 

- Eu sinto muito. Aposto que fui eu que fiz isso quando estava me debatendo. Obrigado por me salvar. Não sei o que teria acontecido se você não tivesse me agarrado. Eu não acho que teria saído voando. Fico te devendo uma. É só falar e eu faço, sem perguntas.

- Não precisa. Você não me deve nada. – disse Hoseok.

- E quanto a mim? – perguntou Beak.

Hoseok e Yugyeom olharam para o metamorfo e falaram ao mesmo tempo.

- Obrigado.

- É só eu dizer e vocês fazem o que eu quero? – perguntou erguendo as sobrancelhas, com humor na voz outra vez.

- Não! – os outros dois disseram ao mesmo tempo.

Eles avançaram alguns passos então Yugyeom disse a Hoseok:

- Sinto muito por ter transado com Jungkook.

- Esqueça. – respondeu Hoseok, por que ele mesmo tinha que esquecer.

「 ••• 」

As horas seguintes foram totalmente preenchidas com as perguntas de Namjoon, que interrogou todos os três, separadamente, diversas vezes. Hoseok percebeu que ele não estava fazendo isso por suspeitar que algum deles mentiria sobre o ocorrido. Ele só não queria que as respostas de um influenciassem as lembranças dos outros. Hoseok não se importava. O que ele queria era descobrir o que tinha acontecido. Será que tinham realmente sido sugados para um buraco que levava direto ao inferno? Se fosse assim, por quê? Era por causa de Agatha Christie? Ou teria sido algo planejado por Dakho e seus amigos para atormentá-lo?

E o mais importante, e se acontecesse de novo?

Infelizmente, Namjoon só tinha perguntas e nenhuma resposta.

Seokjin não tinha nenhuma ideia do que poderia ter ocorrido. Mas o olhar de medo no rosto dos líderes do acampamento assustou mais Hoseok do que qualquer outra coisa.

No momento em que a entrevista terminou e Hoseok saiu do escritório de Namjoon, Taehyung foi ao seu encontro na porta e o levou pela mão até outra sala. Ele não disse nada, só o puxou contra o seu peito e o abraçou. Um abraço forte e demorado.

- Eu estava fazendo alguns serviços para o Namjoon. Acabei de voltar.

Depois do longo abraço, ele se afastou minimamente para poder encarar melhor Hoseok, e perguntou:

- O que foi desta vez?

Foram as duas últimas palavras que revelavam os verdadeiros sentimentos de Taehyung.

Hoseok franziu a testa.

- Você fala como se achasse que foi tudo culpa minha.

Ele balançou a cabeça.

- Eu não acho que foi culpa sua. Mas, que droga! Eu gostaria de passar pelo menos alguns dias sem achar que quase perdi você.

Hoseok sorriu.

- Não é verdade que quase me perdeu. – e então fez um relato rápido da abertura do buraco e do insano desmoronamento.

Taehyung o fitou nos olhos.

- Algum espírito está envolvido nisso?

- Não. Bem, havia um lá, mas...

- Mas o quê? – insistiu o vampiro. E então balançou a cabeça e resmungou: - Você tem que parar de deixá-los colocá-lo em perigo, Hoseok.

- Eles não me colocam em perigo.

- Ah, fala sério! – seus olhos tão castanhos brilharam tomando uma tonalidade azul. - Eu vi parte da sua visão, lembra? Tive que ficar ali e me sentir de mãos amarradas, enquanto aquelas pessoas arrastavam você para longe. Você tem alguma ideia do que eu senti?

Hoseok entendia sua preocupação. Colocou a mão em cima do peito do vampiro.

- Não foi o espírito que fez isso. – disse fazendo uma pausa. - Foi provavelmente Dakho e o neto de novo, junto com o metamorfo amigo deles. Se o espírito fez alguma coisa, provavelmente foi salvar a minha vida.

Tudo bem, ele estava apenas supondo o que tinha acontecido. Mas fazia mais sentido para si do que pensar que JAgatha queria lhe fazer mal.

Taehyung soltou um rosnado baixo.

- Merda... O que há com aquele cara? Ele não sabe a hora de parar?

- Parece que não.

Hoseok o abraçou novamente, deixando a cabeça apoiada na curvatura de seu pescoço.

- Isso tudo não podia estar acontecendo em pior momento...

- Como assim? – perguntou Hoseok sem lhe encarar.

- Eu tenho que ficar fora alguns dias. – disse erguendo o rosto de Hoseok. - Se não fosse uma emergência, eu não iria.

- O que aconteceu? – mesmo ao fazer a pergunta, Hoseok ficou preocupado com a possibilidade de Taehyung não o contar.

- Eu contei a você sobre minha meia-irmã. Ela deveria vir para cá estudar quando o acampamento de verão terminasse.

- E então? – perguntou Hoseok de repente sentindo uma súbita emoção ao se dar conta que Taehyung realmente confia em si o suficiente para lhe contar.

- Bem, agora meu pai a obrigou a se juntar ao seus vampiros e se recusa a deixá-la vir. Vou ter que ir lá e fazê-lo mudar de ideia.

- Eu pensei que você não se desse bem com seu pai.

- E não me dou. Mas não tenho escolha. Não devo ficar fora por mais do que alguns dias. Vou ter que pedir para Jackson ficar de olho em você.

Hoseok se lembrou que em algum momento o apresentou ao tal Jackson, mas o outro vampiro era muito sério e reservado. Não gostou da ideia de ter um total estranho de olho nele.

- Eu vou ficar bem. – respondeu. - Namjoon não me deixa ir a lugar algum sem uma sombra. Não preciso de...

- Vai me deixar mais tranquilo. Saber que alguém que eu confio está protegendo você.

Taehyung o beijou. Um beijo calmo, apenas encostando seus lábios no outro.

- Quando você vai? – perguntou Hoseok ainda com lábios colados ao do vampiro.

- Agora. Devo estar de volta no sábado, domingo no máximo. – ele o beijou novamente. O beijo durou mais do que um típico beijo de boa-noite e foi muito apaixonado. Parando o beijo com vários selinhos, se despediu e foi embora.

Segundos depois que ele saiu, Hoseok percebeu que ele não tinha dito nada sobre o pedido de namoro daquela manhã.

Será que tinha pensado melhor? Fechando os olhos, afastou o pensamento para o fundo da sua mente, com todas as outras preocupações.

Jin entrou no cômodo e o abraçou rápido.

- Eu acho que precisamos de um passeio até a cachoeira, não acha? Que tal se eu combinasse com Namjoon e fôssemos amanhã?

- Seria bom. Muito bom.

No dia seguinte, Hoseok e Jin atravessaram a cortina de água da cachoeira e chegaram à plataforma de pedra. Minúsculas gotas de água espirravam da cascata e umedeciam o rosto de Hoseok. Seu cabelo, já encharcado com a água da cachoeira, caía sobre os olhos, percebendo que estavam um pouco grandes demais. Mas ele não se importava, Jimin dissera que seu cabelo estava lindo, mesmo com o alaranjado já um pouco desbotado e que o lançaria um feitiço caso Hoseok cortasse o cabelo.

Riu pensando que agora não tinha mais poder sobre o próprio cabelo.

A atmosfera serena penetrava em seus poros e, pela primeira vez em mais de uma semana, Hoseok se sentia em paz. Sabia que isso não significava que seus problemas tinham sido resolvidos. Longe disso. Mas, por ora, pelo menos naquele momento, sentia que tudo em seu mundo ia ficar bem.

Namjoon, inconformado com o fato de estarem ali, tinha ficado de guarda do lado de fora. O incidente do dia anterior o deixara muito preocupado com a excursão à cachoeira. Era assim que eles estavam se referindo ao buraco gigantesco que quase tinha engolido três campistas: o “incidente”.

O geólogo que haviam contratado para examinar o poço o considerara uma aberração da natureza, um sumidouro. Como a maioria dos campistas de Different Strengths, Hoseok sabia que não se tratava disso. Surpreendentemente, o tamanho do buraco diminuiu antes de o cientista chegar. Havia magia ali, magia negra. Isso era tudo o que Hoseok sabia e Jimin tinha confirmado.

Por causa da neblina e da densidade do bosque, o alarme de segurança não tinha detectado nenhum intruso. Namjoon estava aborrecidíssimo com isso também. Não com alguém em particular, mas com a situação como um todo. Hoseok o ouvira ao telefone com a UPSS, dizendo-lhes que precisava de um sistema de segurança melhor o mais rápido possível.

- Você viu o fantasma de novo, depois de ontem? – perguntou Jin a Hoseok.

Hoseok assentiu com a cabeça.

- Ela me acordou ontem à noite. Eu fiz o que você disse e perguntei se havia outro corpo no caixão com ela.

- O que ela disse?

- Nada. Mas ficou me olhando daquele jeito de novo. – disse Hoseok com o olhar distante.

- De que jeito?

- Como se eu tivesse despertado uma lembrança ou algo assim. Sempre que isso acontece, ela desaparece.

- Talvez ela não queira se lembrar.

Hoseok ouviu a implicação na voz do líder do acampamento: a de que Agatha Christie não queria se lembrar porque era assassina de crianças inocentes.

- Acho que ela está com medo de se lembrar. – disse Hoseok olhando para Jin. - Mas não pelas razões que você pensa.

- Então por que está tão assustado?

Hoseok hesitou por um momento.

- Talvez pela mesma razão que me faz ter medo.

- O que o faz ter medo?

- Descobrir a verdade. Descobrir o que eu sou.

- Por quê? – perguntou Jin como se estivesse confuso.

- Porque é algo desconhecido. Porque é segredo pra mim há muito tempo. Porque provavelmente vai mudar a minha vida para sempre. – fez uma pausa com o olhar longe. - Não que eu não queira saber a verdade. Eu quero. Quero tanto saber que posso quase sentir isso. Às vezes não consigo pensar em outra coisa. Mas ainda assim tenho medo. No dia em que os Choi, ou as pessoas que se passaram por eles, vieram aqui, eu estava tão assustado que tremia por dentro. Quase fugi. Se Taehyung não tivesse aparecido, provavelmente teria feito isso.

Jin estendeu o braço e pousou a mão sobre a de Hoseok.

Normalmente, o toque de Jin não provocava nada além de calma, mas não desta vez. Desta vez, tudo ficou escuro.

「 ••• 」

Por um segundo, Hoseok sentiu como se alguém tivesse apagado as luzes. Ele podia sentir a mão de Jin sobre a sua, mas a caverna estava mergulhada na escuridão.

Então as luzes se acenderam. Hoseok olhou ao redor, confuso. Eles não estavam mais na cachoeira. Em vez disso, estavam sentados em cadeiras de metal dobráveis e muito desconfortáveis, numa clareira, sob algum tipo de tenda de cor escura. O vento tinha cheiro de chuva. Era um dia nublado e ele se sentiu triste. Muito triste.

Para onde tinha ido à serenidade da cachoeira? O que estava acontecendo, afinal?

Levou um segundo para perceber que era uma visão. Não sabia bem o que deveria ver desta vez, mas não se importava com o que seria. Ele simplesmente não queria ver.

Hoseok tentou sair daquele cenário. Queria voltar, voltar para onde tudo parecia certo, onde a calma reinava à sua volta, onde o som da água tranquilizava a sua mente.

Quando isso não funcionou, tentou descobrir onde estava. Perdeu o fôlego ao ver um caixão a sua frente. Lágrimas silenciosas inundaram seus olhos e ele soube que ali dentro havia alguém de quem gostava.

- Não. – sussurrou. - Por favor, não.

Alguém tocou sua mão. Hoseok reconheceu o toque de Jin antes de olhar em volta e ver o líder do acampamento sentado ao seu lado. Ele usava roupas pretas sóbrias, e lágrimas não derramadas faziam seus olhos mais brilhantes do que de costume.

Então alguém começou a falar em algum lugar próximo ao caixão. Hoseok olhou para frente e viu Chanyeol, o responsável pelos sorteios da Hora do Encontro, de pé ao lado do caixão.

- Perdemos um dos nossos hoje. É nosso costume quando um vampiro morre...

- Não. – Hoseok sussurrou novamente, e de repente percebeu que estava de volta a cachoeira, caiu ajoelhado sussurrando vários não, não queria acreditar no que a visa lhe mostrara. - Não... 

Ao olhar para Jin, que estava sentado na rocha, com os braços em volta das pernas. As lágrimas em seus olhos lhe diziam que o fae não fora apenas parte da visão de Hoseok. Ele também a vivenciara.

Alguém vive e alguém morre. As palavras pareciam fluir da própria rocha e ricochetear nas paredes de pedra.

Hoseok olhou para Jin.

- O que isso significa?

Jin piscou e Hoseok viu que ele tentava parecer corajoso.

- Seja o que for, vamos ficar bem.

- Nós vamos. – disse Hoseok, lutando contra o sentimento de calma e deixando que sua dor assumisse o controle. - Mas alguém aqui não vai ficar bem. Temos que fazer alguma coisa para salvá-la. Ou salvá-lo.

Então seu coração se apertou com as palavras de Chanyeol “É nosso costume quando um vampiro morre...”

Quando um vampiro morre... Sua calmaria foi embora deixando apenas dor e um sentimento de culpa. Toda a calma que começara a sentir da cachoeira se estilhaçou à sua volta. A aceitação que ele tinha sentido antes não passava agora de uma vaga lembrança. Seus olhos não se focavam em nada, de repente doía até para respirar. Abraçando os joelhos, permitindo que as lágrimas se libertassem, pedindo para todos os deuses para que nada acontecesse.

 Por favor, que não seja Yoongi, Namjoon...

Que não seja Taehyung.

Alguém vive e alguém morre. As palavras se repetiram em sua cabeça.

「 ••• 」


Notas Finais


enquanto alguns capitulos são bem paradinhos, esse já foi bem agitado kkkkkkk

a fic está crescendo aos poucos, então eu pensei que seria legal uma hashtag para quem quiser falar sobre a mesma no twitter, indicar para alguém e tal, então com a ajuda de uma amiga criamos (mentira ela criou) a hashtag, é só usar #hoseokConsultorEspiritual kkkkkkkkkkkkkkk eu amei, sério mesmo.

Até a próxima!


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