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História Diga Que Me Ama (SEMI) - Capítulo 24


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Capítulo 24 - Capítulo 24


Demi Narrando





Mais um dia de trabalho, o restaurante está lucrando horrores e é tão bom ver a animação dos meus pais, é tão bom trazer um pouco da cultura cubana para o restaurante e isso chama a atenção de muito fregueses. Minhas amigas andavam de um lado para o outro, servindo os clientes e pegando os pedidos, Ari e Jessica está comigo na cozinha preparando as comidas pedidas, meus pais tiveram que comprar mercadoria para abastecer
o nosso restaurante. Quando deu onze horas, o lugar lotou por conta das pessoas que vão almoçar, a agitação piorou. Mila e Laur tratavam de limpar as mesas, servir e pegar os pedidos. Termino de fazer um belo prato de camarão ao molho, deixo em cima do balcão sabendo que uma das meninas iriam pegar para levar ao cliente. Trato de começar a preparar outro prato, dessa vez é um frango grelhado com salada. Foi fácil de fazer já que é algo simples, assim que terminei, resolvi sair da cozinha para olhar o movimento.

- Demi, eu não aguento mais – Laur
reclamou – Está uma loucura.

- Estou vendo, não aguento mais cozinhar – Suspiro – A coisa tá feia.

- Jesus! – Mila exclamou com a mão no coração – Eu quase derrubo um copo com suco de um cliente.

- Tome cuidado, não podemos receber
reclamações – Alerto um pouco apavorada.

- Demi– Ari me chamou, olho para trás vendo-a na porta da cozinha – O abacaxi acabou.

- Meus pais devem chegar daqui a pouco – Coço a nuca – Algum cliente pediu abacaxi com algo?

- Uhum, uma moça queria salada com
abacaxi – Ari fez careta – Não me pergunte o porque, deve estar com desejo.

- Pergunte a ela se quer outra fruta –
Sugiro – Não podemos decepciona-la.

- Porra, o povo está faminto – Jessica
murmurou, sua testa está brilhando pelo suor – O estoque de vinho está acabando.

- Se acalmem, por favor – Peço – Vai dar tudo certo.

- Vou ali atender um cliente que chegou – Lauren avisou e se mandou com um bloco de notas em mãos.

- Gente, o que vocês estão fazendo
paradas? Vão trabalhar – Empurro as minhas amigas.

- E você? Vai ficar ai olhando? – Mila
cruzou os braços, mas um sorriso brincalhão está estampado em seu rosto.

- Já vou trabalhar – Mostro a língua.

- Demi – Lauren chegou ofegante perto de mim – Tem uma cliente que está reclamando.

Fiquei desesperada com aquilo, ninguém pode reclamar do restaurante porem na hora que a Laur apontou o dedo para uma mesa que está no fundo, comecei a rir ao ver a Selena e a Ruby  sentadas lá. Fui em direção delas com um enorme sorriso, essas bobonas quase me mataram do coração, limpo minhas mãos em meu avental e ajeito o chapéu de mestre-cuca em minha cabeça. Uso a minha melhor cara irônica e o meu melhor sorriso debochado.

- Do que tanto reclamam?

- Eu pedi um beijo e até agora não
ganhei – Selena cruzou os braços com direito a um bico muito fofo.

- Ih...não estou sabendo disso não –
Cumprimento a Ruby com um beijo na bochecha – Oi Ruby.

- Hey, bunduda– ela deixou um tapa
estralado em minha bunda.

Ei! – Sinto minhas bochechas pegando
fogo.

- Estou a espera – Selena assoviou.

- Oi, Selly– Beijo rapidamente seus
lábios, fiquei mais corada ainda.

- Oi, Demz– ela segurou o meu beijo
e deu um selinho mais longo que o meu – Falei que eu vinha almoçar aqui.

- Pois é, inda bem que já combinei com o meu pai de aumentar o preço daqui – Sorrio vitoriosa.

- Poxa, eu vim te ver sabia?

- Veio me ver mesmo? – Usei um tom
desconfiado.

- Claro que sim, linda – ela segurou
em minha mão e levou até seus lábios, aplicando um beijo – Você sabe que sim.

- Chega dessa melação, anota ai, Demi– Ruby disse impaciente – Quero um bife bem acebolado, salada bem temperada, batata frita com queijo...

- Vai pedir a comida toda? – Selena
debochou.

- Me deixa – Ruby emburra a fazendeira – E por ultimo, uma Coca-Cola bem gelada.

- Coca para nós duas – Selena disse – E
eu só vou querer um bife acebolado com batata, mesmo.

- Certo, vai demorar um pouco – Beijo a bochecha da cowgirl – Espere por mim.

- Sempre.

Meu coração se agitou ao ouvir aquilo, um sorriso bobo não saia do meu rosto e eu preparei a comida que elas tanto queria, fiz com muito amor a parte da Selena de tão feliz que estava só por vê-la ali. Assim que preparei tudo, coloquei os pratos na bandeja e peguei uma Coca-Cola gelada de garrafa. Equilibrei tudo e assim fui para a mesa delas, ajeitei tudo em cima da mesa junto com talheres e copos.

- Espero que tenham um bom apetite – Desejo.

- Sirva a rainha – Ruby estendeu o copo em minha direção.

- Você tem duas mãos que funciona
muito bem – Solto um beijo no ar para ela.

- Vou reclamar com o Enrique sobre
isso, que falta de educação – Ruby revirou os olhos – Eu sou uma rainha.

- Continue pensando assim que você vai longe, bem longe de mim – Retruco.

- Eu só sei que essa comida está
maravilhosa – Selena comentou e levou mais uma garfada para dentro da boca – Isso está bom demais.

- Tenho que admitir, está mesmo – Ruby admitiu.

- Sou uma ótima chef – Me gabo, acabo me sentando junto com elas.

- Você não tem mais o que fazer, não? – Ruby indagou – O restaurante está lotado.

- Quem te perguntou? – Mostro a língua.

- Vem cá que eu vou te beijar – Ruby
tentou me puxar – Quem mostra a língua quer um beijo.

- Credo.

- O meu ela quer – Selena se esticou
para beijar a minha boca, acabou que ela chupou o meu lábio inferior – Viu só? Agora tenho que ir ao banheiro, essa coca me encheu.

- Vai lá – Sorrio – Eu vou voltar na
cozinha, mas prometo que volto aqui.

Ruby ainda ficou enchendo o meu saco mas não dei importância, voltei para a cozinha onde ajudei as minha amigas e quando sai de lá, meu corpo travou na bancada. Meus olhos se arregalaram, meu corpo todo tremeu e comecei a ver tudo embaçado.

- M-me diga que isso não é real – Falei,
sabia que tinha uma das minhas amigas ao meu lado.

- O que Demi? – A voz de Mila soou.

- A-ali – Aponto para a direção em que
eu olhava.

- MAS O QUE? – Mila parecia ter ficado no mesmo estado que eu – É o...

- Wilmer Mendes– O nome saiu
amargurado de minha boca – E-eu p-preciso ir embora.

Sai de lá sem dizer mais nada, passei
que nem vulto pela porta do restaurante, nunca senti o meu corpo tremer tanto como estava agora. Wilmer tinha entrado no restaurante muito bem vestido com um terno, nunca mais tinha o visto depois daquele acontecimento, o que o maldito faz aqui? Entrei em meu carro de qualquer jeito, acelerei tão rápido que pensei que fosse acontecer alguma coisa. Minhas mãos tremulas seguravam com força o volante, as lagrimas descia sem parar pelo meu rosto e quando estacionei em frente a
minha casa, a crise me pegou.
Cambaleei enquanto chorava
compulsivamente, meus pensamentos
perturbados dominava aminha mente, não sei como entrei em casa, meu corpo agia naturalmente. Estava a um fio de desmaiar mas sabia que isso não iria acontecer agora, o dor no coração me invadiu de forma profunda, vomitei tudo que tinha em meu estomago e foi parar tudo no chão. Eu precisava me livrar daquelas memorias, eu precisava tirar aquela dor de dentro de mim. Andei aos tropeços pela casa, minha visão totalmente embaçada pelo meu choro alto e com soluços, de algum modo eu fui parar na garagem e lá achei um galão de gasolina. Mas algo me chamou a atenção.

- Mas o que? – Levo uma mão até a
minha boca úmida e a outra estico para pegar um pano branco que está no meio das tralhas do meu pai – M-meu v-vestido de c-casamento?–  Eu só podia estar ficando louca, mas lá no fundo sabia que aquilo é real – Merda!

Tratei de jogar a gasolina naquele
vestido, porque meus pais estavam guardando aquele maldito pano? Sem pensar, peguei o fosforo e taquei fogo, o problema é que a fumaça subiu muito e entrou por minhas narinas. Fui perdendo os sentidos cada vez mais, meu corpo caiu em um baque por não ter mais forças.

- I-isso v-vai t-tirar a minha dor e l-
lembranças – Minha voz saiu fraca, rouca e acabei tossindo pela fumaça mas a minha frente, está o fogo cada vez aumentando e acabando com o maldito vestido.



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