História Diga Sim - Capítulo 1


Escrita por: e HopeInVhope

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Hopev, Seoktae, Taehope, Taeseok, Vhope
Visualizações 89
Palavras 3.520
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


FELIZ ANIVERSARIO PARA MIM

Palmas. E eu aqui postando a Fic mais do que linda do projeto mais lindo.
Vamos comemorar esse dia comigo lendo Vhope.

Capítulo 1 - Diga sim para mim


Fanfic / Fanfiction Diga Sim - Capítulo 1 - Diga sim para mim

– Você não me parece muito animado, Tae. Está até bem pálido! Tem certeza que não quer se sentar um pouco? Acho que a gente pode deixar todo mundo esperando, afinal, não é só a Yongsun quem pode fazer os outros passarem por isso, e nos distrairmos tomando uma bebidinha. – Namjoon sussurrou no ouvido do mais novo, que soltou uma risada baixa, no momento mais impróprio do mundo, se assim se possa dizer.

– Se quiser eu posso pegar uma água ou um copo daquele chá horroroso que você adora... Mas digo logo que eu passo, prefiro um bom copo de suco de abacate, do que aquela coisa horrenda que me faz ter refluxo. – O outro fez cara de nojo, sendo mal interpretado pelo padre.

– Acho que essa não é uma boa hora para isso, hyung. – Acontece que enquanto o Kim conversava com Taehyung, a noiva desse último estava entrando na igreja lentamente, como manda a tradição.

– Creio que se eu sair agora enquanto finjo demência para tomar uma boa xícara de chá verde, vão dizer que eu estou fugindo do casamento, sabe? – Oolhossoltou um 'ah' baixinho e voltou sua atenção a mulher que sorria de forma radiante até para as paredes.

Ambos suspiraram com ares de cansados. O padre, de novo, revirou os olhos. Mas o que eles podiam fazer? Era o que estavam, afinal não tinham ânimo para estarem ali. Nem o padrinho, e muito menos o noivo queriam ter tido de acordar tão cedo para comparecer a uma cerimônia broxante, segundo o mais velho, e depois ter de fingir felicidade, enquanto cumprimentam pessoas que nunca viram na vida e entupirem suas barrigas de comida, palavras do noivo.

Posteriormente, o Kim mais novo se encaminhará para uma lua de mel cara demais que será passada em um país estranho, enquanto o homem da relação questiona seriamente se conseguirá manter seu pau em pé no momento em que a noiva disser – porque ele mesmo jamais dirá – “Enfim sós”.

Poderia ser deselegante e um tanto quanto fora de contexto, mas Taehyung não queria se casar. Assim como Namjoon não queria que ele se cassasse, tomando o papel de único membro sóbrio dessa família. Mas os pais do rapaz, consequentemente seus também, arrumaram aquela união com uma garota, desconhecida, de família tão ou mais rica do que a deles, para o filho que não decidia o que queria da sua vida.

Porque era isso que eles achavam, que o caçula da família não tinha pretensão de se firmar com ninguém, quando na verdade ele estava mais do que “firmado”, estava laçado a uma pessoa que nem ao menos sabia disso.

Somente o irmão do meio quem o entendia. Ele já havia passado por uma situação parecida, e por mais que tentasse dizer que não ou fugir dela, sentimentos assim eram irremediáveis. E o que ele podia fazer por Taehyung, ele fez, mas a verdadeira felicidade do mais novo não dependia dele, muito menos do próprio.

Dependia do primo deles, Hoseok.

Jung Hoseok, dois anos mais velho do que Taehyung, era um rapaz estupidamente belo, assumidamente homossexual e que abalou todas as estruturas que um dia Taehyung sustentou para si.

Não que o rapaz tivesse qualquer pretensão de fazê-lo duvidar de suas concepções de sexualidade. O ruivo nem ao menos olhava para si com esses olhos, assim pensava.

Namjoon quem dizia que o primo era um pecado, e se ele não fosse “fura olho”, já teria tentado ter algo com o mesmo. Taehyung sempre ameaçava o irmão com uma tesoura sem ponta, alegando que cortaria seus cabelos, caso ele tentasse roubar o homem da sua vida. Era uma brincadeira interna, um momento feliz que acontecia raramente. Os Kim não tinham esse direito e a única forma de se sentirem realmente felizes era quando estavam amando alguém do mesmo sexo.

No caso de Namjoon, seu amor por Park Jimin. E no de Taehyung, o seu amor platônico por Hoseok. A questão, como dito, era que o mais velho não lhe dava chance, e se desse ele não percebia, já que estava mais entretido em admirá-lo, do que enxergar entre as entrelinhas. Eles não eram distantes. Passavam dias e mais dias, noites e mais noites juntos andando por aí.

Foi ao lado de Hoseok que Taehyung tomou seu primeiro porre, e ainda foi “cuidado” pelo ruivo, que lhe filmou querendo se vestir de Elsa e cantar a música tema da animação em cima de uma mesa de sinuca. Um dia vergonhoso que foi registrado não somente pelas lentes da câmera do celular alheio, mas sim em suas mentes.

Mas esse momento não foi o único. Muitas das primeiras vezes do Kim foi ao lado do Jung.

Hoseok estava lá quando Taehyung aprendeu a dirigir, visto que ele o ensinou. O mais velho ainda esteve presente em todas as suas festas escolares, e dançou com ele até cair no dia em que comemoraram a sua entrada na faculdade de Artes Cênicas, um sonho secreto de Taehyung.

E por mais que o mais novo tivesse de conciliar esse curso com o de Administração – escolhido por seus pais – nada foi mais feliz do que aquela fuga da realidade.

Os dois sozinhos, no raiar do dia, em uma praia vendo o nascer do sol, juntos, enquanto ouviam Beatles e contavam seus desejos mais insanos, como, por exemplo, fazer lap dance para uma pessoa amada no banco de uma praça.

Porém o mais velho não estava ali somente nos dias bons. Quando Taehyung passou pela morte de sua avó, eram nos braços do ruivo que ele chorava. Hoseok ficou dias e mais dias ao seu lado, lhe dando apoio e lhe fez comer, dormir. Lhe passou todo um conforto dando luz aos dias negros. O Jung nunca se importou em ouvi-lo reclamar das coisas ruins que aconteciam ou de seu choro. Muito pelo contrário. O mais velho o puxava para seu colo e o mimava como nunca ninguém o fez. Para Hoseok, Taehyung era um bebê que merecia amor e proteção.

E se ele pudesse, daria o mundo ao primo. Mas o que Taehyung queria, na verdade, era apenas o seu amor.

Queria parar de chorar quando via outra pessoa tentando o que ele não podia tentar. Queria poder roubar leves selares do mais velho, como um rapaz chamado Jungkook fazia, por mais que nunca fosse correspondido. Taehyung queria poder abraçar Hoseok a qualquer hora, sem se importar com que os pais diriam. Queria poder acordar ao lado dele, sem ter de ir embora quando o sol atingisse o seu pico do dia. Não queria mais mentir, dizendo que realizaria um trabalho de faculdade na casa dos amigos, para ir se encontrar com Hoseok.

Tudo do que ele precisava era uma vida ao lado de quem lhe dava vida. Mas as coisas não aconteciam bem assim, e quando o casamento com aquela garota foi anunciado, ele perdeu seu chão.

E o que mais lhe doía era ver que Hoseok não disse nada. Que ele apenas sorriu com um ar triste – nisso Taehyung queria acreditar desesperadamente – e desejou sua felicidade. O mais novo queria se agarrar a ideias que ele não sabia se existiam, porque se iludir não era pecado.

– Eu devia ter me declarado, hyung. Hoseok hyung precisava saber o que alimentou dentro de mim. – confessou ao irmão – Devia ter dito a ele o que eu realmente sentia por todos esses anos. – Os olhos estavam ardendo, seus lábios tremiam e ele estava se controlando para não chorar. – Eu queria que ele soubesse que eu o amo. Que tudo o que há de bom em mim, eu devo a ele. – Taehyung se controlava, mas um ou dois soluços ainda escapavam de sua boca. Conter o choro era quase impossível, enquanto ele olhava fixamente nos olhos do homem que mais amava nesse mundo.

Da segunda fileira, Hoseok observava Taehyung com um ar preocupado. Ele conhecia bem quando o choro do mais novo era de felicidade ou de tristeza, já que ele estava ao lado dele em todos os momentos possíveis e até impossíveis. Seu coração se apertou e ele estava com vontade de se levantar dali, abraçar o seu menino, e dizer a ele que tudo ficaria bem, não importando o que lhe afligia. O ruivo podia não demonstrar abertamente, mas Taehyung era tudo para si. A quem ele mais amava nesse mundo, mas que infelizmente não podia ter.

O mais novo não sabia que havia sido correspondido o tempo todo. Que o ruivo o queria do mesmo jeito. Mas para Hoseok, desvirtuar o primo mais novo, era um pecado.

Ele não negava a ninguém sua sexualidade, ou muito menos se envergonhava dela. Mas temia por seu primo. Não queria que ele passasse pelo que passou, e conhecendo sua tia, entendia que o futuro que um homossexual em sua família esperava não era dos melhores. Isso porque o Jung foi emancipado aos dezesseis anos, quando se assumiu, e vive sozinho desde então. Claro que ele não abriu mão do que era seu.

Seus pais lhe enviavam uma gorda pensão, e isso, somado ao seu trabalho em uma das maiores empresas no ramo imobiliário de Seul, conseguia se manter. Era uma vida sofrida por ser bem complicada, cheia de desafios e preconceitos, que Hoseok não queria que Taehyung passasse.

Por ele, seu menino seria o mais feliz possível, e mesmo que ele estivesse morrendo por dentro, por fora ele apoiaria tudo o que o levaria o mais novo a ser feliz. Quando havia chorado sozinho desde que soube do casamento do outro, decidiu que não choraria mais. Não por Taehyung.

Mas naquele momento, o seu mundo se quebrou ao ver as lágrimas grossas do seu amado. Taehyung olhava diretamente para si, enquanto chorava desesperadamente, o que fez com que a marcha nupcial se interrompesse. Todos estavam assustados com o choro repentino do noivo, e por mais que uns sussurrassem que fosse de alegria, Hoseok sabia que não. O Kim estava sofrendo e o ruivo queria a todo custo livrá-lo de sua dor. Mas o que podia fazer rodeado de pessoas, e ainda sendo aquele que nunca diria seus reais sentimentos para o mesmo? Não seria ele quem estragaria a vida de Taehyung.

Mas porque, ainda assim, parecia que o seu sofrimento tinha a ver consigo? Era uma confusão tão grande de sentimentos, que ele não soube reagir de ato. Sua garganta secou, e ele perdeu a pose que sustentava, seus olhos marejaram também, por ele não poder ver seu amado chorando, já queria chorar também. Mas tudo o que fez foi respirar fundo e se levantar elegantemente como o homem de negócios que era, chamando atenção de todos por ser incrivelmente belo, e por se encaminhar para onde o noivo e o padrinho, barra, irmão do mesmo estavam em um surto de coragem.

– O que foi bebê? Não está se sentindo bem? O hyung está aqui… – Sussurrou ao chegar perto enquanto mantinha uma certa distância. Distância essa que foi vencida em um abraço apertado. Taehyung pulou em seus braços, quase o derrubando enquanto repetia a palavra “hyung” diversas vezes. Ninguém ao redor soube o porquê da crise de choro do noivo. Nem seus pais, que não se atreveram a perder a pose. Os presentes não quiseram se intrometer entre eles, nem Namjoon, que só sabia sorrir e torcer para que o irmão tomasse coragem e desistisse de ser infeliz.

E quando Hoseok pediu licença a todos, e conduziu o Kim em direção a sacristia da igreja para que tomasse um pouco de água e se acalmasse, Namjoon se aproveitou e caminhou em direção ao namorado, que assistia a tudo da última fileira de cadeiras. Jimin estava boquiaberto, porém não surpreso ao ponto de não entender o que estava acontecendo, assim como os demais. Era óbvio que o cunhado estava sofrendo por amor a uma pessoa, enquanto não tinha coragem de revelar os seus reais sentimentos. Seria trágico se não fosse tão sofrido. Era esperar e ver, se dessa vez, ele aprenderia a ser feliz.


[…]



– Pode me dizer o que aconteceu, Tae? Você está me assustando. – Hoseok sussurrava para o mais novo, que estava em seu colo.

Uma cena cômica, visto que o Kim era bem maior do que si, mas estava todo encolhido como se fosse uma criança. Aquilo não era um ato novo vindo de Taehyung. O ruivo sempre o acolhia daquela forma quando ele estava triste, e por isso que, assim que ficaram a sós, Hoseok encontrou um local para se sentar e puxar o seu menino para o conforto de seu colo e de seus braços que nunca o soltariam.

O mais novo nada disse, apenas o abraçou como se o mundo fosse acabar ali mesmo, e não o soltou de jeito nenhum. Hoseok não estava aguentando aquele sofrimento todo, o choro descontrolado e a maneira como o seu menino parecia temer sair de perto dele.

O mais engraçado foi que ninguém se atreveu a ir até onde eles estavam, o que era esperado pelo mais velho, que tentava fazer com que a situação não parecesse tão ruim quanto era pintada. Ele temia por Taehyung, não queria que o tarjassem da mesma forma que o tarjavam.


Mas não conseguia se separar dele, mediante o desespero que o assolava. Achava que aquilo seria um pecado. Não podia, e nem iria deixar o seu menino assim. E também gostava dos braços firmes do outro em volta de si, da respiração quente contra a pele sensível de seu pescoço. Do perfume dele, e da forma como ele lhe olhava. Ás vezes, Hoseok percebia algumas coisinhas aqui e ali, mas preferia tampar seus olhos e fazer de conta que nada estava acontecendo. Era melhor assim, ele sempre dizia, sempre preocupado com a ideia de estar arrastando o Kim para a infelicidade.

– Eu não quero, hyung. Eu não quero. – O mais novo sussurrou, entre os soluços daquele choro pesado. O Jung o apertou ainda mais sobre si, e passou a acariciar os fios castanhos e a deixar selares no ombro coberto pelo terno que o outro usava. Taehyung sentia tudo aquilo em si de maneira ímpar. Não se sentia feliz pelo ato como o outro pensaria, não por não gostar, mas sim por saber que se não fosse rápido, se casaria sem que o outro soubesse dos seus sentimentos. Queria que o seu hyung ao menos entendesse o quanto o amava.

– Eu sei meu bem, mas pense que assim você poderá fugir de toda aquela baboseira que seus pais falam. – Disse a primeira coisa que lhe veio à mente, mesmo se culpando por isso. Ele mais do que ninguém entendia que “isso” não comprava felicidade. E vendo a face molhada de lágrimas do outro e um pouco irritada, tratou de se corrigir. – Eu sei que você não a ama, mas pense que casando-se com ela, não vai ter de passar pelo mesmo sofrimento que eu, TaeTae. Você mais do que ninguém sabe que eu detesto esse tipo de coisa, mas odiaria mais te ver infeliz e sendo maltratado.

Taehyung entendia esse lado do seu hyung, já que o mesmo vivia lhe dizendo que não queria que ele passasse pelo mesmo que ele, além de que ele via o que acontecia com Hoseok por ser homossexual. Contudo, ele passaria pelo mesmo e ainda pior, se pudesse ficar ao lado do seu amado. O mais novo ali respirou fundo e tomou – em um ato de coragem – o rosto do seu hyung entre as mãos. Sentiu Hoseok tremular diante de seu toque, e isso alimentou sua coragem. Era agora ou nunca. Ele precisava falar.

– Eu sei que tudo isso é ruim. Eu vejo, e sei pelo que você passou ao se assumir. Entendo ainda mais o seu medo, mas peço que acredite que ele para mim, não seria nada. Eu não sou covarde, e sei que você também não, que a gente não podem fugir para sempre, e ás vezes vamos apanhar da vida e das pessoas. Eu tenho mais medo de me casar, de perder quem eu mais amo, e de viver uma vida infeliz. Porque o dinheiro dos meus pais nunca vai comprar minha felicidade. E eu não quero viver amargurado, desejando dia a dia que minha esposa morra. Não podendo oferecer nada mais para ela do que a minha companhia, já que meu corpo e alma vão pertencer a outro. – Hoseok se surpreendeu com o termo masculino, mas o Kim não se deixou abalar, tomou fôlego e continuou. – Eu também gosto de meninos, hyung, e você sabe. Mas não sei se compreendeu que eu sou apaixonado por você. Que eu te amo desde que eu sei o que é amor, e que o meu maior sonho é ficar ao seu lado pelo resto dos meus dias.

Hoseok perdeu o ar. Seu coração quase saindo pela boca, e suas pernas bambas demais para conseguirem fazer mais do que se manterem sustentadas, tendo sorte que estava sentado. Desta vez, ele não estava suando, mas as borboletas que revoavam em seu estômago estavam mais agitadas do que nunca. Poderia ser coisa da sua cabeça, mas ele podia praticamente ouvir o pulsar do seu sangue pelas artérias, demonstrando o quanto seu corpo estava reagindo a inquietude de seu coraçãozinho apaixonado.

Nunca em sua vida poderia imaginar que era correspondido, por mais que isso fosse o seu maior desejo, mesmo diante dos medos que o assombravam. Ele não soube o que dizer ou o que fazer, muito menos o que pensar quando Taehyung lhe olhou profundamente, e procurou dentro de sua alma uma resposta para o que sentia. Se era ou não correspondido, se o sim viria ou não.

– Você entende que… – Hoseok tentou dizer, mas não conseguiu completar a frase, diante do beijo que Taehyung lhe deu.

Os lábios eram quentes e um pouco úmidos, deixando o beijo ainda mais gostoso e molhadinho, fazendo com que a saliva não escorresse do canto dos lábios, mas que desse a elas um deslizar ainda mais intenso.

As bocas se conheceram, provaram, se chuparam, e se morderam a vontade, antes das línguas entrarem em ação, fazendo toda a diferença naquele beijo que já era gostoso apenas com aquilo. E quando elas se encontraram, os dois gemeram de uma forma muito dengosa. Era um primeiro contato entre eles, e isso causou uma espécie de choque, uma onda de prazer intensa.

E que fosse para o inferno toda a insegurança, o que eles queriam eram um beijo quente e um momento apenas deles.

Hoseok foi o primeiro a entender coisas demais com aquele beijo, enquanto Taehyung não estava se aguentando de felicidade, seu hyung estava lhe beijando com igual fervor, e tudo isso parecia um sonho. Eles não queriam acordar e vencer a proximidade que os unia. O beijo não estava nem longe de acabar, e eles fariam de tudo para mantê-lo. O sentimento aquecia suas mentes e almas. Era um sentimento novo que estava começando a dar ares de antigo. Eles já se queriam a tempo demais, e só agora que estavam dando vazão a tudo isso. E para o mais novo entre os dois, era como se finalmente pudesse acreditar que seria feliz, correspondido. Que Hoseok seria seu.

Elas passavam uma boca pela outra, deslizando, depois se enroscavam e se separavam, apenas para voltarem ao ritmo frenético de se conhecerem e explorarem uma boca a outra intensamente. Ás vezes, um chupava a língua do outro, causando muitos gemidos dengosos, tesão. Uma leve dormência começou a acometer aquelas bocas, mas eles não se separaram nem por um segundo. Movimentando suas cabeças para lados opostos para que não ficassem sem ar, prensando seus narizes sem querer. Se separar daquele enlace não era uma opção, e eles não seriam loucos de se largarem depois de tanto tempo necessitando, ansiando estar daquela forma. Juntos.

– Eu também te amo. – HoSeok disse convicto, assim que seus lábios se separaram dos do mais novo. – E pelo visto a tanto ou mais tempo do que você. – Riram. A alegria transbordando pelos olhos de ambos em forma de lágrimas. – Por isso não se case, vamos fugir. Vamos dar um jeito de sermos felizes um ao lado do outro. – O mais velho propôs em um surto de coragem. Taehyung não podia estar mais contente com o que havia ouvido. Sabia das consequências, mas não podia mais esconder o que sentia.

– Sim hyung, sim. Vamos fugir, enfrentar esse mundo e nos amar verdadeiramente. – Riram, com as lágrimas de felicidade transbordando os olhos.

– Vamos cometer essa injustiça com seus pais, e com esse mundo que não entende o nosso amor? – Hoseok seguiu o mais novo, que se levantou e se encaminhou para a porta de emergência da igreja, uma que daria para a rua e para sua liberdade, não se importando em deixar todos esperando por um casamento que não aconteceria.

– E isso importa, hyung? – Taehyung segurava o outro pela mão, sentindo o quanto ele tremia, e compreendendo que um futuro incerto os esperava. – Vai ser difícil, mas estamos juntos. Eu estou aqui por você e você por mim. Vamos apenas viver. Nos amar. – O mais velho ria enquanto corriam para o seu carro.

– E que se dane se isso é uma injustiça. – Hoseok ditou ao entrar no veículo junto do Kim.

– Vamos viver o amor de nossas vidas.


Notas Finais


Capa: @RyuukaKurosaki
Betagem: @Pudim0303

Obrigada as duas por terem feito dessa fic algo mais completo.

Obrigada a todos que leram. De coração. Que nosso dia seja bom.


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