História "Digimon - The Dark Side" (Primeira Temporada) - Capítulo 2


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Palavras 3.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Luta, Magia, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nesse capítulo, tido como o verdadeiro primeiro episódio, somos apresentados a depressiva Yukine e seus complexos e temos também a continuação da história de Ameko junto á introdução dos digimons no mundo humano

Capítulo 2 - Episódio I - Púrpura


Yukine


Existem certas coisas que fazemos e ninguém precisa saber não é? São segredos que não dividimos com ninguém, são segredos de verdade, ninguém precisa saber o que fazemos ou o que deixamos de fazer, ninguém deveria se meter, não seria melhor? As pessoas costumam se importar unicamente consigo mesmas, se passam a se importar com você é momentâneo, apenas para ter alguma gota de bondade dentro de si e poderem dormir sem pesos na consciência, então se não importa de verdade, se não importamos de verdade, por que não deveríamos fazer o que temos vontade?


Yukine fazia o que tinha vontade, sim fazia, e tinha mais de um motivo para fazer, e principalmente naquele dia, aniversário de morte de seu pai, dia treze de novembro de dois mil e dezessete, faziam três anos desde o acontecido.

O sentimento era guardado desde o acidente no metrô, vinha crescendo e aumentando a cada dia, mesmo que ninguém a culpasse, ela se sentia culpada. Um sentimento de culpa que flui do coração é sincero, não é? Se Yukine Hakushi não tivesse implorado para seu pai a levar à Harajuku para comprar um presente para sua irmã, se eles não tivessem ido pelo metrô unicamente porque ela gostava de andar de metrô, se durante o tremor de terra na estação ele não a tivesse empurrado para o lado, se ela tivesse morrido em seu lugar, ele estaria vivo, por três vezes a culpa da morte de seu pai era dela, e ela sabia.

Púrpura, vermelho tão forte que se tornava púrpura, o sangue de Yukine se misturava à água na banheira, sim, ela o observava fluindo na direção do ralo, diluindo sua intensa cor até sumir, encolhida debaixo do chuveiro, a água batendo no seu corpo e lavando os cortes que fazia em seus braços. Era clichê, ela sabia, mais havia um motivo, a dor... A dor precisava sair, e Yukine a forçava a vir para fora usando a gilete.

Pelos anos seguintes há morte de seu pai, ela havia se forçado a ser forte, endurecido com a dor, vestindo a máscara sorridente sobre seu rosto triste, se mostrando uma pessoa de camadas, cada uma mais desesperadora e melancólica que a outra, mas essas camadas eram sua fortaleza, a mantinham salva da verdade, verdade essa que ela não mostraria nem para os outros, muito menos para si mesma. Ela pôde chorar, nos três primeiros meses, ela chorou e muito, mas agora tinha outras prioridades, chorar publicamente? Jamais! Parecer feliz mesmos que isso lhe custasse sua identidade, esse era o seu fardo

Ela era culpada pela morte do pai, ao menos pensava assim, o pior é que ninguém a culpava por isso, o que a fazia se sentir mais triste, se sentir suja, impura. Se alguém a tivesse culpado, talvez tivesse sido diferente, mas não, sua mãe agradeceu de joelhos ao deus que acreditava quando retiraram a garota dos escombros. Yukine teria preferido ficar ali, esperando sua morte ao lado do corpo do pai, seria mais justo.

- yuki-san! - disse a voz de sua mãe batendo na porta do banheiro - ande com esse banho querida! Vamos nos atrasar

Ela demorou a responder, precisava disfarçar a voz de choro, se recompôs, desligou o chuveiro, às vezes ela ainda pensava em desabafar com alguém, uma psicologa, sua melhor amiga Ameko, talvez com sua mãe.

- Tudo bem mãmae! Já estou saindo! - disse, usando a voz de veludo feita dos fios de mentiras que aprendera a tecer.

Sua mãe saiu, podia ver que não haviam sombras na fresta da porta. Logo ela olhou o chão da banheira, para ver se haviam sinais de sangue, limpou a lâmina, a guardou onde sua mãe a deixava, no alto do armário do banheiro. Logo se enrolou na toalha e colocou o roupão, esse era longo o suficiente para esconder os cortes na parte interna da lateral do braço, aquela que ficava junto ao peito quando se colocava o braço junto ao corpo.

Ela se olhou no espelho, soltou o cabelo ruivo-alaranjado ondulado, prendeu a franja com uma presilha, passou um pouco de blush, batom no centro da boca, a máscara de cílios para ressaltar os olhos de cor castanho claro. Saiu do banheiro e foi para o seu quarto, ignorou seu irmão resmungando da demora. Yukine tem dois irmãos mais novos, um de treze anos, o mais encrenqueiro chamado Iori , e uma de nove anos, a doce e meiga chamada Sakura

Decidiu por vestir um vestido de mangas longas branco, calçou as sapatilhas e ensaiou uma última vez o sorriso amigável no rosto. Antes de sair do quarto olhou para seu calendário de obrigações na parede oposta à sua cama. Para criar mais defesas, para aumentar a eficácia de suas muralhas e ter certeza que não haveriam pontas soltas, Yukine se tornou "a atarefada e esforçada Yukine", ela era até agora a capitã do time de handball, presidente do grêmio estudantil, representante de classe, voluntária no abrigo de animais, estagiária na biblioteca da escola e responsável por seus irmãos menores enquanto sua mãe estava trabalhando, o que era todo o tempo, praticamente.

- Yukine Hakushi é melhor você já estar pronta querida! - ela odiava quando sua mãe a chamava de "querida", era patético e forçado

Sem responder saiu do quarto, foi andando até a porta de casa, sua mãe se olhava no espelho do corredor. O tempo em que vivera o luto severo não foi bom para Akemi, ela havia emagrecido muito, tinha sempre olheiras profundas e o cabelo quase sempre estava despenteado, colocando aquela Akemi de frente a atual haviam diferenças gritantes, agora a mulher olhando no espelho era forte, bela, saudável, de cabelos impecáveis e sempre muito bem humorada. Talvez não só Yukine usasse máscaras, talvez.

- Bem então vamos! - disse a mãe, olhando para os três filhos e ajeitando o terninho

E então eles saíram do apartamento, chamaram o elevador, os moradores do prédio eram tão silenciosos que às vezes Yukine imaginava morar num prédio fantasma, era muito raro cruzar com algum morador, ou escutar barulho dos vizinhos, nem passos no andar de cima se escutavam.

O elevador chegou e estava cheio, cheio de forma que a mãe e os irmãos de Yukine entraram e desceram primeiro, ela ficou para atrás para esperar o outro elevador. Era interessante para ela observar o quanto se sentia mal estando cercada de gente, e o quanto era pior estar sozinha. O segundo elevador chegou, ela entrou e apertou o botão do térreo, se voltou para trás e encostou a testa no espelho que havia na parede do fundo, ficou por olhar seu rosto, sentia uma vontade imensa de arrancar sua pele, seria libertador, sim, como arrancar a máscara que usava. Do décimo terceiro até o térreo são quatorze andares, parecia que cada andar demorava duas horas para passar, e assim ela foi, se encarando no espelho, suprimindo a vontade de rasgar seu rosto com uma faca.

Entre o primeiro e o térreo o elevador parou, as luzes se apagaram, escuro, chovia muito forte lá fora, provavelmente havia ocorrido uma queda de força, o que mesmo sendo raro em Tokyo, poderia acontecer. Dez minutos se passaram e não haviam ligado o gerador e nem a energia havia sido restabelecida, crente de que fazia o certo, apertou o botão de emergência do elevador e esperou que algo acontecesse, mais dez minutos se passaram e nada, ela tornou a apertar o botão, o que resultou novamente em nada.

Se voltando mais uma vez para o espelho, ela viu algo que não era comum, sob a luz de emergência do elevador que havia sido ligada ao apertar o botão, iluminando de forma fraca e pouco eficiente o local, ela olhou seu rosto, um brilho anormal vinha do próprio espelho se projetando para ela. Ela encostou novamente a testa no espelho, a superfície estava fria, ela pode enxergar algo sobre o vidro, como o reflexos de outro par de olhos além do dela, o brilho voltou a ser emitido, e então ela deslizou para dentro do espelho, como se mergulhasse a cabeça num lago de águas cristalinas, se sentiu sufocando, parecia que sua alma estava sendo separada de seu corpo, ela não conseguia respirar, o medo a paralisava.

-//-


Ameko


Seu corpo ia em queda livre ao chão, ela se sentia fora de si, não conseguia gritar,via pessoas saindo dos carros em pânico e observando sua queda em desespero apartir das barras da ponte, seu estômago estava embrulhado, logo sentiria a água contra o corpo, e então morreria, ou com o impacto da queda ou afogada.


Mas algo a segurou, ainda com os olhos fechados, pois Ameko não tinha coragem de abri-los, apalpou os braços que a seguravam firmemente, sentiu uma pelugem fina e macia. Estaria ela presa em algum sonho à lá Matrix? Voltando a realidade o vento forte não estava indo contra o seu rosto, ela também não sentia seu estômago girar, abriu os olhos, conseguia ver a baía de tokyo, sua visão ia escurecendo, a ponte pensíl Rainbow Bridge parecia dançar para ela agora, sua visão seguiu escurecendo, a nuca formigando, não sentia os braços e as pernas, a cabeça pendeu para o lado, estando nos braços de seu herói misterioso se sentia segura, poderia relaxar? Então se permitiu desmaiar


...


Ameko Huukio sentia o desconforto do corpo que estava deitado sobre alguma superfície dura durante algum tempo, o chão provavelmente. Sentia também as gotas da interminável chuva fina que lhe molhava o rosto, a cabeça estava doendo, como se fosse explodir, os olhos viam de forma embaçada o céu já escuro. Passaram dez minutos para que sua memória a atingisse como uma pedra, e para sua cabeça o golpe teria doído menos, ela ergueu o corpo, as pernas pareciam moles, os braços dormentes.


- Você está bem? Está bem Huukio-sama? - perguntou uma voz doce, como a de uma criança, um menino, vinda da escuridão


A garota não havia parado para observar o local onde estava, a visão céu era predominante, os ventos podiam não ser tão fortes quanto em queda livre, mas ainda sim eram mais fortes do que sentiria Huukio da janela de sua casa, por exemplo. Prédio, concluiu, era o terraço de um prédio.


- Huukio-sama? Huukio-sama? - Voltou a questionar a voz na escuridão, que parecia sem malícias ir se aproximando- Consegue me escutar? Entende o que eu digo?


Em baixo, de forma rasteira, abaixo do nível dos joelhos dela caso estivesse de pé, Ameko via olhos verdes a observando, pareciam brilhar no escuro, piscavam de forma sedutora, como o piscar de um filhote de gato quando a mão aproxima de seu rosto para acaricia-lo. Ela recolheu as pernas e ficou de joelhos por segurança, olhou ao redor, o prédio tinha muros altos mesmo no terraço, havia uma escada metálica para subir para uma elevação, onde provavelmente poderia ver melhor, não haviam muitas luzes, as poucas vinham do lado de fora, dos outros prédios provavelmente, deduziu.


- Não se aproxime de mais patamon - disse uma voz mais calma e suave, essa parecia ser de alguém com certa sabedoria, como uma anciã ou uma sarcedotisa - ela irá se assustar...


A última voz era feminina, analisando melhor não podia ser muito mais velha que Ameko, a garota se manteve atenta, tinha certo medo, esse era mais como instinto, algo dentro dela a pedia para relaxar, mas ela ainda sim se manteria alerta, mesmo que não tivesse muitas formas para se defender.


- Eu voltei! Trouxe comida... E um lençol! - um outro ser havia chegado, esse se colocaria entre a idade do primeiro e da segunda - oh! Ela acordou! Bom dia, ou melhor! boa noite Huukio-sama!


Ele falava com animação, parecia ser um garoto um pouco mais crescido que o primeiro, o lençol cobria seu corpo como uma capa, logo jogou-o para perto de Huukio, deixando uma sacola próximo aos seus pés. Ele havia chegado pela elevação, e descido com um salto rápido, não era algo humano sua velocidade, logo estava entre os outros dois companheiros. Afinal, como sabiam o sobrenome de Ameko?


- Bem... Já estamos todos aqui, seria bom uma apresentação formal - disse o mais novo, piscando seus olhos verdes freneticamente - Renamon, porque não começa?


A outra abriu os olhos, assim como os outros dois seus olhos brilhavam na escuridão, esses eram mais puxados e de cor castanha, havia algo de vermelho neles, um toque de vermelho púrpura, tão forte quanto sangue, porém mesclado ao castanho claro formavam aquele tom quimérico.


- Huukio-sama - ela falava calma e de forma mais educada, mais formal, porém menos afetiva - Nós somos seus parceiros digimons, enviados pelos grandes para lhe auxiliar na sua jornada.


Ela se curvou ao final de suas palavras, as luzes ligaram como se fosse um show da Broadway, vindas de todas as direções, nas paredes, pequenos pontos que emitiam uma luz forte. Ameko cegou por um momento, cobriu os olhos com uma das mãos e com a outra apoiou-se no chão, ela estava numa piscina desativada no alto de um prédio provavelmente também desativado, o que era raro em Odaiba, onde provavelmente poderia estar caso seus salvadores a tivessem levado na direção da margem mais próxima do ponto onde caíra. Ela fugiu o olhar aos que se curvavam a sua frente, apenas observando as paredes, não conseguiria escalar, era uma piscina muito funda.


Foi então que empalideceu, mais do que provavelmente já estava após a sucessão de acontecimentos incomuns que tivera no dia, olhou uma vez, esfregou os olhos, olhou de novo, pensou em gritar mas permanecia incrédula, com os olhos ardendo pela luz e arregalados pelo espanto, com a boca pouco aberta sem som ou ar transitar por ela.


- Eu sou patamon! - disse o menor a quem já conhecia melhor a voz, o primeiro a se aproximar dela, tinha o corpo como o de um porco filhote, porém com asas que se ligavam as orelhas, patas curtas, a pele meio marrom meio creme, olhos grandes e uma expressão de felicidade incrivelmente fofa estampada no rosto


- Eu sou Gabumon! - o segundo se pronunciou, era o que havia chegado por último trazendo o lençol e a comida, uma espécie de cão andando em duas patas, mamífero presumidamente, uma pele amarela grossa recoberta por uma espécie de casaco de pele azul, um único chifre brotava da testa como um unicórnio.


- E eu sou Renamon - a última era uma raposa humanoide, também andava em duas pernas, tinha o pelo fino e dourado que parecia brilhar na luz forte, refletindo a iluminação exagerada, usava luvas roxas, tinha uma cauda feupuda e bela, de fato parecia ser mais velha que os outros, olhava sem muita expressão para Ameko Huukio.


Ela se sentiu sufocando novamente, como se caísse do alto da ponte uma segunda vez, o misto já conhecido de sensações ruins se seguiu, a tontura, o formigamento na nuca e sua visão escurecendo. Se manteve acordada, tentava assimilar as coisas, mais e mais pedradas ela sentia em sua cabeça. Digimons, Renamon, Patamon, Gabumon. Mon significaria monstro provavelmente, e o resto de seus nomes seriam suas espécies? Já havia jogado algo desse gênero, Digimon links, sim! No celular, e algo no seu computador com título similar ainda estava aguardando o momento para ser desinstalado, também existia o jogo de cartas que seu irmão jogava com garotos da vizinhança, ou o anime que assistira há muitos anos atrás na infância, talvez os magás ainda fossem vendidos


- o que querem de mim? Querem que eu os leve em algum lugar? Que eu os ajude? - perguntou tremendo de frio e nervoso, seu cérebro tinha um raciocínio lógico rápido porém exaustivo.


Eles se ergueram da reverência, aquilo era forçado demais para um cenário atual, a que supostamente era a líder, ou a mais velha talvez, Renamon, tomou a palavra


- Nós e que viemos ajudar você, na sua missão - disse enquanto olhava a incredulidade e incompreensão de Huukio - Os digimons, da franquia que você conhece, dos jogos, brinquedos e animações, existem.


- Nós somos a prova viva disso! - o menor, patamon era seu nome, voava batendo as asas de forma enérgica, carregava com as patas pequenas o lençol, que deixou cair sobre Ameko, cobrindo seus ombros - Nós viemos de um lugar chamado Digimundo, uma dimensão paralela à sua!


- isso aí! Somos todos feitos de dados, somos digitais, criados no cyberspaço, onde o Digimundo fica - o último, Gabumon, falava as coisas rápido demais para a mente já perturbada de Huukio acompanhar - é basicamente um mundo na internet, no computador, entende?


Huukio os olhava com incompreensão, conseguia escutar o que eles falavam, mas não entendia, ou pior não acreditava.


- Porque não estão no computador então? No mundo de vocês? O que querem? - perguntou, indo eliminando as primeiras duvidas


Renamon Parecia mais interessada no céu noturno do que em Ameko, logo depois de uma pausa longa e silenciosa ela falou, a voz da raposa parecia se misturar com o silêncio, como se viesse de todas as direções e abraçasse a humana de forma fria porém protetora


- O nosso mundo não é mais seguro Huukio-sama, está tomado por seres das trevas - disse a raposa Digimon - para garantir a nossa sobrevivência e a sobrevivência dos outros digimons fomos enviados para o mundo humano, com o intuito de auxiliar os humanos que seriam nossos parceiros na missão de salvar o Digimundo


o que garantia a Huukio que eles não eram seres das trevas? Ainda com dúvidas a garota abriu a boca mais se calou em seguida, o vento parecia ter se tornado estranhamente quente e seco, no céu mais nuvens começaram a se formar, mas estranhamente a chuva estava diminuindo ao invés de aumentar


- Mas o que eu tenho a ver com a Destruição do seu mundo ou da sua espécie? - ela tentou soar fria, igual à Renamon, mas aquilo não funcionou, parecia que ela interpretava um personagem, obviamente estava preocupada, mas não desejava demonstrar


Renamon ergueu o queixo, parecia imponente naquele ângulo, ainda mantinha certa atenção no céu, mas baixou o olhar para a humana que estava encolhida no chão, se segurando num lençol e tremendo de frio, medo e nervosismo


- Se nós falharmos na missão, o meu mundo e o seu mundo irão colidir... Se chocar, bater um contra o outro - disse a de pelos dourados, olhando então para os outros dois parceiros - serão duas dimensões se encontrando, e nada de bom pode vir disso. Seria o fim para nós duas e nossos respectivos mundos


Ameko notou que Renamon soava um tanto parecida com ela, tentando reprimir um sentimento e permanecer neutra, a diferença era que Huukio tentava cobrir de forma ineficaz com suas palavras o medo que sentia, e a Digimon cobria a raiva, era nítido no olhar dela, tinha certo ódio de Ameko.

- Renamon... - Falou Patamon, batendo nervosamente as asas/orelhas - olhe o céu....


A nuvem estranha estava sendo observada tanto por Renamon quanto por Huukio, a nuvem arroxeada e o vento estranhamente quentes eram anormais para a humana, e comuns para a Digimon, mas uma coisa para ambas aquilo era igualmente preocupante.


Rapidamente a nuvem desceu para a terra, como numa coluna de fumaça roxa e azul, ela ligou o céu e o terraço do prédio, faíscas de luz prateada iam pelas paredes do círculo de nuvens como relâmpagos em miniatura, uma luz vibrante desceu do céu, e rasgando o ar com as enormes garras de louva-deus o insetoíde gigante pousou na outra ponta do terraço, já fora da piscina desativada.



- Patamon, cuide da Huukio-sama. Gabumon leia os movimentos dele - disse Renamon saltando para fora da piscina e andando na direção do monstro calmamente


A essa altura Huukio já estava cansada de ficar boquiaberta, logo travou a mandíbula ao ver Renamon desviar dos golpes com as lâminas do inseto verde e gigante


- o que diabos é isso? É Digimon? - perguntou se levantando e ficando atenta á outros perigos


- É. - respondeu Gabumon, que parecia se conter para entrar na Briga - é o Snimon.


Notas Finais


Dependendo do retorno eu postarei até a próxima semana o próximo capítulo, agradeço a atenção

XOXO ( Beijos E Abraços, Beijos e Abraços)


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