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História Digimon: Fighters - Capítulo 2


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Notas do Autor


Aqui está o capítulo 2! Sei que foi bem rápido, mas é porque já tava pronto :))

Geralmente, vou demorar um tempo pra postar os capítulos porque minha vida anda bem corrida!

Mas aproveitem esses dias de glória e aproveitem esse capítulo!

Capítulo 2 - A Ameaça no Porto


 A luta já acontecia no porto da cidade quando Daniel chegou ao local. O inseto verde gigante voava no céu sobre o mar enquanto o homem sapo disparava jatos hidráulicos fortes contra a criatura. Ele parou no meio das docas, próximo à algumas embarcações que estavam atracadas no porto. O lugar parecia deserto, como se todos tivessem ido embora quando os monstros apareceram.

Daniel segurava o aparelho vermelho que tinha aparecido em seu bolso em uma das mãos e encarava o céu, observando a luta. O homem sapo pulava pelas águas do mar como se fosse chão para que pudesse ficar na altura do monstro voador para atacar, ao mesmo tempo o inseto utilizava sua habilidade de voo para desviar rapidamente de tudo que seu adversário disparava contra ele. No meio daquela confusão de saltos e asas, Daniel notou algo que não tinha notado na primeira vez que viu aqueles monstros: tinha um garoto montado no inseto gigante se apoiando no chifre que o bicho tinha em seu crânio negro. Um garoto humano montado naquilo como se fosse um cavalo. O inseto balançava e o menino parecia não se incomodar, ele parecia determinado a não cair e acabar com seu inimigo.

Depois de desviar de mais um ataque do homem sapo, uma esfera de energia amarela começou a se formar logo em frente a boca gigante do inseto. Enquanto o homem sapo caía em direção à água para dar mais um pulo, três raios amarelos saíram da esfera com força total para destruir o sapo.

— Fortmamon, cuidado! — Daniel ouviu alguém gritar em algum lugar próximo ao mesmo tempo em que os raios de energia atingiam o homem sapo, que agora Daniel deduzia se chamar Fortmamon, em cheio, atirando-o longe nas águas do mar.

Fortmamon fazia um esforço para se levantar depois de ter sido ferido. Seu corpo parecia ter algum tipo de habilidade que o permitia andar sobre a superfície da água como se fosse solo firme, porque Fortmamon não tinha afundado.

— Fortmamon! — a mesma voz que tinha gritado antes, gritou novamente. Daniel se virou para encontrar o dono dessa voz e parou seus olhos no velho que tinha visto alguns minutos antes em sua escola. Os quatro monstrinhos estavam ao seu redor, todos assistindo à luta que acontecia.

Fortmamon ficava de pé com dificuldade, agarrando seu disparador e disparando vários jatos hidráulicos potentes contra o inseto gigante. O bicho deslizava pelo céu desviando de tudo o que era disparado contra ele. Pegando o impulso do voo, o inseto circulou o céu e começou a descer em uma investida contra Fortmamon, o corpo bem próximo ao mar.

Fortmamon saltou, desviando da colisão contra o bicho, no segundo exato em que seu corpo estava para se chocar contra o grande crânio do animal. O homem sapo aterrissou na cabeça do inseto, fazendo com que o garoto que estava apoiado no chifre se voltasse para ele. O inseto gigante continuava voando.

— Pedro, você precisa parar e nos escutar! — Daniel pensou estar louco por um segundo quando percebeu que quem tinha falado isso tinha sido o homem sapo, Fortmamon, com uma voz nasalada quase como um pato. Ele tinha gritado para o garoto, Pedro.

Mesmo estando a uma certa distância do cais, Daniel percebeu que Pedro não estava interessado em ouvir o que Fortmamon tinha a dizer.

— Vickemon! — Pedro gritou, olhando para o inseto abaixo de si.

— OK! — uma voz profunda e arranhada respondeu. Era o inseto gigante, Vickemon, que tinha respondido. À essa altura da situação, nada mais parecia impressionar Daniel.

O monstro, Vickemon, voando pelo céu escuro, virou de ponta-cabeça em um movimento súbito. Pedro se agarrou no chifre de Vickemon como se estivesse acostumado a voar daquela maneira, mas a manobra derrubou Fortmamon de volta para o mar.

Vickemon então virou-se rapidamente em direção à Fortmamon enquanto ele caía no mar, a grande boca aberta apontada para o homem sapo. A esfera de energia amarela começou a se formar novamente e, dessa vez, Fortmamon não tinha para onde fugir. Os três raios de energia foram disparados saindo da esfera e acertando o monstro azul em cheio, fazendo-o cair desacordado em direção ao mar.

— Fortmamon! — Daniel ouviu o velho gritar. Ele se virou na direção do grito, vendo o homem correndo até a borda do cais, se afastando dos outros quatro monstrinhos. Na voz do homem, Daniel percebeu a mais pura preocupação — Pedro!

Ao ouvir seu nome, Pedro se voltou para o velho homem, fazendo com que Vickemon fosse em sua direção, parando a alguns metros do cais. Pedro e o homem se encaravam nos olhos.

— Dr. Joel! — Daniel ouviu um dos monstrinhos, a que parecia uma planta, falar. Joel deveria ser o nome do homem.

— Rendam-se agora e talvez o mestre Royalmon terá alguma piedade — Pedro falou, a voz muito adulta para alguém que não parecia ter nem 15 anos.

— Royalmon fez uma lavagem cerebral em você! — Joel rebateu — Royalmon é um tirano que está causando o caos no Digimundo!

— Royalmon é um líder! — Pedro gritou — Ele está colocando disciplina do Digimundo!

— Disciplina não é destruir digimons inocentes porque eles não te obedecem! — Joel persistiu, tentando desesperadamente fazer Pedro entender — Você está servindo ao digimon errado. Você deveria ser um dos salvadores do Digimundo, Pedro!

— Eu estou salvando o Digimundo — Pedro continuou, a voz mais carregada de determinação e poder do que antes — Estou salvando de vocês! Vocês que mataram meus pais!

— Pedro, o que aconteceu com seus pais... — Joel começou a falar, mas Pedro o interrompeu ferozmente.

— Chega de conversa! Se não vão se render, vão sentir a fúria do mestre Royalmon! Vickemon, acabe com eles!

— Sim, Pedro — a voz profunda do inseto soou mais uma vez e ele começou a subir, se afastando do cais. Daniel viu a esfera de energia se formar mais uma vez, apontando para Joel, que não parecia conseguir se mexer.

A esfera estava quase completa e Joel ainda não se mexia, os pequenos monstros que estavam um pouco afastados gritavam para que Joel se afastasse, mas ele parecia não escutar. Daniel não podia ficar parado ali sem fazer nada. Não podia deixar que Pedro matasse aquele homem.

Daniel começou a correr o mais rápido que podia até o homem, tentando desesperadamente superar a descarga de energia que viria em seguida. A esfera continuava se formando quando Daniel passou pelos pequenos monstros, que ficaram muito surpresos em vê-lo, ele percebeu. Ele estava próximo do dr. Joel. Estava se aproximando e começou a correr mais rápido quando percebeu que a esfera de energia estava prestes a disparar.

Com um impulso, Daniel saltou em direção ao dr. Joel, agarrando o homem no exato momento que os três raios amarelos de energia atingiram o chão, destruindo uma parte do cais. Daniel e o homem rolaram para longe do ataque, se afastando da destruição por muito pouco.

Daniel sentiu um pouco de dor nas costas por ter rolado no concreto, mas não parecia estar muito machucado.

— O senhor está bem? — Daniel perguntou para Joel, ajudando-o a levantar.

— Sim — o dr. Joel respondeu quando já estava de pé — Você me salvou, garoto. Obrigado.

— De nada. Meu nome é Daniel.

— Eu sou dr. Joel Ulisses. O que está fazendo aqui, rapaz?

— Eu... — Daniel não tinha uma explicação exata, só sentia que precisava estar lá — Eu segui o monstro gigante. Alguma coisa me disse que eu precisava estar aqui.

— Alguma coisa? — Joel murmurou, mais para si mesmo do que questionando Daniel.

— Dr. Joel! — várias vozes chamaram. Daniel se virou, ouvindo passos se aproximando, dando a volta na zona de destruição. Os quatro outros monstrinhos que estavam com o dr. Joel se aproximavam correndo.

— Dr. Joel! O senhor está bem? — o pássaro amarelo perguntou.

— Quem é esse? — o gato azul perguntou, encarando Daniel.

Eles não tiveram tempo de responder nenhuma das duas perguntas. Vickemon apareceu voando logo atrás deles, preparando mais um ataque de energia.

— Corram! — Joel gritou e todos correram antes que o raio de energia pudesse os atingir. Mais uma parte do cais foi destruída. Eles continuaram a correr, tentando chegar a um lugar seguro. Mas com um monstro voador atrás deles, nenhum lugar seria seguro.

Daniel se virou para encarar Vickemon no momento em que raios azuis o atingiram por trás, desestabilizando-o. Eles pararam de correr e se viraram para encarar Fortmamon que vinha deslizando sobre a água em direção à Vickemon com seu disparador hidráulico. Ele parecia ferido, mas determinado a lutar.

— Fortmamon! — Joel gritou, um sorriso estampado em seu rosto por ver que o homem sapo estava bem. Os monstrinhos pequenos também estavam muito felizes.

Vickemon se voltou para Fortmamon e a luta entre os dois continuou. Mas Daniel não estava interessado em assisti-los lutar, ele queria saber o que estava acontecendo, o que eram aquelas coisas. Queria qualquer tipo de informação.

— OK! O que diabos é aquilo? — Daniel questionou, encarando o dr. Joel.

— Aquilo, meu rapaz, são digimons — Joel respondeu, encarando Daniel. Os outros monstrinhos também se viraram para o rapaz.

— Digimons...? — Daniel repetiu.

— Isso mesmo — foi o gato azul com pintas pretas quem complementou — Somos todos digimons.

— O que são... digimons? — Daniel indagou.

— Digimons são seres digitais — Joel explicou — Seres que vivem em um mundo criado pela rede de computadores do mundo humano.

— Seres digitais... — Daniel estava tentando similar toda a informação. Um mundo diferente do mundo dos humanos, como uma dimensão paralela.

— Dr. Joel! — o dinossauro vermelho gritou, chamando a atenção de todos — Ele tem um digivice!

O dinossauro estava apontando para a mão de Daniel, que ainda segurava o aparelho vermelho que tinha tirado de seu bolso. Todos olharam para aquele aparelho como se fosse algum tipo de salvação ou revelação. Daniel se sentiu até um pouco incomodado com aqueles olhares.

— Então você é um dos salvadores — Joel falou, encarando Daniel.

— Salvador? — Daniel repetiu — Do que você tá falando?

— Você deve ser meu parceiro — o dinossauro falou, sua boca parecia formar um sorriso — Eu sou Dinomon! Carrega o DNA para que eu possa digivolver e ajudar o Fortmamon!

— Parceiro? DNA? Eu não tô entendendo... — parecia que tinha um furacão acontecendo na cabeça de Daniel. Muitos pensamentos indo para todo canto de sua mente.

— Sim, parceiro! — o dinossauro, Dinomon, insistiu — Com você, eu posso digivolver! E então a gente pode lutar!

— Lutar?! — Daniel exclamou, dando um passo para trás — Peraí, você tá pedindo demais!

— Daniel — o dr. Joel o chamou, a voz tão carregada de autoridade e tranquilidade que dissipou todos os pensamentos da mente de Daniel — Preste atenção. Aqueles lutando são digimons, assim como Dinomon e os outros aqui em nossa frente — a voz de Joel estava impressionantemente calma, um grande contraste com Daniel, que estava tentando se controlar para não perder a cabeça — O inseto gigante é Vickemon e o parceiro dele, Pedro, é aquele montado no chifre de Vickemon. O que está lutando contra eles é meu parceiro digimon, Fortmamon.

— Parceiro digimon... — Daniel murmurou.

— Exatamente — Joel prosseguiu — As antigas lendas dizem que o elo entre um digimon e um humano é capaz de fazer milagres e trazer a digievolução.

— Digievolução? — Daniel questionou.

— Utilizando o digivice, o aparelho que você tem nas mãos, — Daniel desviou o olhar para o objeto vermelho que segurava enquanto Joel continuava a falar — é possível usar seu DNA para fazer o Dinomon digivolver.

— Isso mesmo — Dinomon falou — E assim nós podemos ajudar o Fortmamon!

— Mas... — Não houve tempo de Daniel completar sua pergunta. Um grande impacto atingiu o chão do cais. Todos se voltaram para encarar Fortmamon caído no meio de uma pequena cratera, se esforçando para levantar e continuar lutando.

O grande Vickemon se aproximava logo atrás para continuar com essa luta.

— Não há tempo para mais perguntas — Joel falou, a voz mais alterada dessa vez, mais alarmada — Você precisa se decidir, Daniel. Vai fugir e esquecer o que viu? Ou vai lutar para ajudar a salvar o Digimundo e o mundo dos humanos?

Daniel foi pego completamente de surpresa. Ele engoliu em seco, as palavras sumindo de sua mente.

— Decida-se rápido — Joel disse isso e correu rumo ao seu parceiro, Fortmamon.

Três dos quatro pequenos monstros foram atrás dele, o único que ficou foi Dinomon, que encarava Daniel com grande expectativa.

— Eu quero lutar, Daniel — Dinomon falou, seu olhar e sua voz com uma determinação impressionante — Mas eu não posso combater Vickemon nessa forma. Eu preciso digivolver. Eu preciso de você, Daniel. Você vai nos ajudar?

Daniel não conseguia se decidir. Daniel nunca tinha participado de nenhum tipo de briga, nunca tinha pensado em participar de uma luta, ele nem era muito a favor de violência. Mas se não ajudasse, ele duvidava muito de que Fortmamon conseguiria segurar Vickemon por muito tempo. Se Fortmamon fosse derrotado, a cidade seria destruída.

Fugir lhe daria sua antiga vida de volta, sem nunca mais pensar em digimons novamente. Lutar selaria seu destino e o ligaria com aquele conflito permanentemente, e ele não sabia se queria ser parte daquilo. Daniel encarou Dinomon novamente. O pequeno dinossauro vermelho estava somente esperando a decisão dele para fazer alguma coisa e Daniel não tinha ideia do que fazer.


Notas Finais


Comentem se gostaram, eu deixo!

Não vou postar o próximo tão cedo porque quero deixar um espaço de tempo entre capítulos, mas não vai demorar tanto tempo assim também não :))


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