História Digimon: Origins of the Ancients - Capítulo 15


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shounen, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Parte 1.

Capítulo 15 - O Conflito entre o Sagrado e o Desespero I


Nas dunas mais distantes que haviam ao sul, podia-se encontrar centenas de cabanas feitas de pano, todas brancas, sustentando um vento não muito forte. A montagem delas foi ideia do Rei Fogo. É nelas que haveriam de abrigar-se os humanos a serem salvos. De uma delas, à certa altura, saiu uma figura: Manasseh. Naquela mesma cabana ainda estavam Victoria, Alana, Lynn e Abigail. Ao encontrar-se em meio às dunas, o mago suspirou. Havia, agora, em meio àquele enorme deserto, mais de uma dezena de milhar de diferentes figuras, Digimons e humanos, todos um pouco mais longe dali de onde estava. Não precisou de qualquer análise, naquele momento, para saber que ao menos setenta porcento deles ali já estavam completamente condenados. Alguns ainda tinham consciência, então conseguiam caminhar em direção às barracas e trazer consigo alguns colegas para abrigá-los. Assim que resolveu tentar fazer alguma coisa, Manasseh foi surpreendido por Ryo, que corria em sua direção.

— Eu preciso da tua ajuda! - gritou ele, puxando o mago pelo braço, claramente desesperado. Só então o Digimon lembrou que Ryo estava no meio do exército quando houve a aparição daquele demônio. Era ótimo ver que, ao menos, ele não havia sido atingido.

— O que houve? - perguntou, enquanto corria ao lado do amigo. Não recebeu resposta naquele momento.

Os dois logo alcançaram uma das barracas e entraram. Naquele singular instante, Manasseh desesperou-se - estava deitado ali Zagreb, sobre um pedaço de pano, com um enorme furo no peito e olhos abertos, fitando o acima. O mago caminhou lentamente até o leão e ajoelhou-se ao seu lado. Levou a mão direita ao rosto do amigo, que mal parecia reagir.

— ... Zagreb? - perguntou ele, encarando o outro.

— Sim, Manasseh, eu... - murmurou o leão em resposta, formando um sorriso no rosto, sem deixar de fitar o teto da cabana. - Eu vi Deus! ... eu... vi Deus...

— ... Viu? Como é?

— É... lindo, meu... meu amigo... é lindo...

— É... é lindo sim, Zagreb...

— Eu não... sinto... dor... Wisemon, eu não sinto... dor... - murmurou, levando agora o olhar até o amigo. Ryo virou-se de costas, segurando o choro, saindo da cabana.

— Vai ficar tudo bem, meu amigo.

— Tudo sempre... fica bem no final... não é?

Manasseh fez que sim com a cabeça, sorrindo. Os olhos de Zagreb, visivelmente atordoados, começaram a perder foco, correndo de um lado para o outro, como se procurassem por algo. Não demorou até que cessassem esse movimento, de uma forma crua e fria. O mago ergueu a cabeça, segurando ainda com a mão direita a mão esquerda do amigo. Em alguns segundos, o corpo de Zagreb esfarelou-se todo, tornando-se dados primitivos, que em mais alguns instantes, vieram a unir-se no formato de um ovo. Com o poder de sua magia, Manasseh conjurou uma coroa de flores artificiais que rodeou o Digitama, como se lhe servisse de coroa. Resolveu deixá-lo ali mesmo, num repouso bem merecido. Levantou-se e saiu da cabana, encontrando Ryo novamente.

— E aí? - perguntou o rapaz, com os olhos um pouco molhados.

— Ele não... - respondeu o mago, balançando a cabeça e não dizendo mais nada. Não seriam necessárias mais palavras, de qualquer maneira. Permaneceram em silêncio por alguns segundos até que a conversa foi retomada. - O que era aquilo que apareceu? Você viu?

— Sim, eu vi, era... cara, eu sei lá o que era aquilo... - respondeu, meio confuso, passando as duas mãos nos cabelos. - Tinha um poder... violento... só de aparecer ele já destruiu com quase todo mundo que tava lá... matou o Zagreb...

— E Zaqueu? - perguntou o mago. Ryo arregalou lentamente os olhos e virou subitamente o rosto, encarando Manasseh. É como se tivesse acabado de lembrar de algo ou de descobrir alguma coisa importante.

— Zaqueu ainda ta lá! - exclamou, levando a mão esquerda à boca. - Eu lembro, ele... aquele demônio segurou o braço dele e jogou ele pra longe... muito longe...

— Eu vou lá buscar...

Não! - interrompeu Ryo, levando o braço esquerdo ao ombro do mago. - Cara... é perigoso...

— Sim, Zaqueu corre um grande perigo... - murmurou ele em resposta, encarando Ryo nos olhos. O rapaz deu um riso breve, desviando o olhar para o chão.

— Tá, entendi... - disse, dando um passo para trás. - Só... toma cuidado, cara...

— Como sempre.

De súbito, Manasseh desapareceu dali. Ryo, novamente, levou as duas mãos à cabeça, puxando todo o cabelo para trás. Deu um suspiro longo e passou a caminhar rumo à outra barraca, na qual estava o mago anteriormente. Demorou cerca de vinte segundos até chegar lá, num caminhar desapressado. Encontrou, lá dentro, as três moças e Abigail.

— O que é que ta acontecendo? - perguntou Victoria. Não havia nada ali além de um pano no chão, sobre o qual os quatro ali sentavam-se.

— Bom, é... uma história meio complicada... - murmurou Ryo em resposta, coçando a cabeça. Desviou o olhar para Abigail que, naquele mesmo instante, já entendeu sua missão.

— Alana, quer brincar de esconde-esconde comigo? - perguntou o gato, levantando-se e chamando a garotinha para fora.

— Sim! - exclamou Alana em resposta, completamente animada, levantando-se e seguindo Abigail para fora da cabana. Era claro como ver um Digimon deixava a criança animada e alegre. O único homem presente ali sentou-se então, encarando Victoria e Lynn nos olhos.

— Ahm... Nosso Rei, ele... brigou contra uns robôs que foram trazidos pra cá do mundo humano... - começou Ryo, batendo as palmas das mãos e deixando-as unidas frente ao corpo. Era quase engraçado como Lynn parecia tão longe de tudo o que acontecia ali, não por desprezo ou desdém, mas sim por pura ignorância sobre o mundo virtual. - Quando ele destruiu todos... surgiu alguma coisa do céu... um Demônio...

— É alguma das armas que o governo está criando pra destruir esse mundo? - perguntou Victoria, completamente interessada.

— Pode ser... só que eu acredito que não é o caso. Aquilo tem poder... muito poder. Parece até que ele quebra as... leis da física... Enfim... tem algumas coisas que você precisa saber a respeito da situação atual, tenho certeza de que o Rei iria querer falar pessoalmente contigo... sobre isso...

— Você tinha dito que foi atrás de mim à comando dele, né? - perguntou ela novamente. Ryo percebeu que ela estava prestes a fazer uma pergunta que ele não poderia responder. - Como é que ele me conhece?

— Ele... não conhece só você. Conhece todo o grupo... do qual você fazia parte... me pediu pra trazer todos vocês pra cá. - disse. - Só que alguns estão mortos...

— É... - murmurou ela em resposta. Lynn voltou o olhar à esposa, levando a mão direita às suas costas, fazendo-lhe um carinho. - Eu só não entendo... como é que ele conhecia a gente, já que... é um Digimon... e não temos mais Digimons no mundo real...

— Ele me contou toda a história. Foi um pedido pessoal dele que eu não falasse nada... quer conversar contigo a respeito disso. Só esperamos que... ele sobreviva.

— Ele ta... o quê... brigando agora?

— Sim. Aquele demônio deixou quase todo mundo completamente louco e retardado só de aparecer. Destruiu mais da metade de toda a nossa força e não precisou nem atacar a gente.

— Quantos são, no total?

— Juntando os Digimons e humanos... uns quinze mil, talvez mais.

— ... Meu Deus do céu, gente... - murmurou ela em resposta, completamente arrasada com aquela resposta, baixando a cabeça e jogando as duas mãos por entre os cabelos. Lynn parecia mais perdida ainda. - Ele... o Rei... acha que ele consegue ganhar?

Ryo não respondeu, apenas balançou a cabeça, como quem diz “não sei”. Por mais algum tempo, permaneceram os três ali na cabana, conversando sobre a situação atual - sobre o verdadeiro inimigo que era enfrentado por eles.



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