História Digimon: Two Digital Worlds - Capítulo 30


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Categorias Digimon
Tags Ação, Anime, Aventura, Digimon, Digital Monster, Luta, Mangá
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Continente Server: seguindo o plano!


Fanfic / Fanfiction Digimon: Two Digital Worlds - Capítulo 30 - Continente Server: seguindo o plano!

Após uma noite de sono bem dormida, os oito jovens humanos e seus digimons acordaram cedo e, antes de mais nada, tomaram um bom banho, depois cada um vestiu suas roupas de costume, escovaram os dentes, pentearam os cabelos e começaram a arrumar suas coisas para partir; agora, Ben e Zeki não eram os únicos que possuíam mochilas, os parentes das outras crianças incluíram uma mochila em suas respectivas malas. Então, cada um separou uma muda de roupa e alguns itens pessoais em suas mochilas, todos se arrumavam com muita seriedade e decisão no olhar.

 

- É hoje... Você tá pronto Agumon? – Disse K, suspirando.

 

- Claro! E você? – Disse Agumon.

 

- Tecnicamente ainda preciso colocar umas coisas aqui dentro... – Disse K, se levantando com sua mochila nas costas. – Mas estou totalmente pronta!

 

- Depois preciso pegar comida no refeitório, todos deveríamos levar, assim teríamos menos problemas comparado a nossa última vez no Digimundo. – Disse Ben, fechando sua mochila.

 

- Concordo! Mas então vou ter que deixar minha roupa maneira aqui, né? – Disse Hawkmon, colocando sua roupa dentro da mala do parceiro.

 

- Hum...acho que está tudo no lugar. – Disse Li, suspirando. – Como está Labramon?

 

- Estou bem, vai dar tudo certo Li! – Disse Labramon, confiante.

 

- Estou pronto...só preciso buscar uma coisa lá em baixo. – Disse Daiki, se levantando com sua mochila nas costas. –Nós finalmente vamos voltar para lá Falcomon.

 

- Sim...estou ansioso, não posso negar... – Disse Falcomon.

 

- E...meu chapéu! Pronto, estou preparadíssimo! – Disse James, alegre.

 

- Sensacional! Vamos arrasar no Digimundo de novo, né James? – Disse Terriermon, pulando para a cabeça do parceiro, sorridente.

 

- Tudo pronto, lá vamos nós de novo... – Disse Zeki, com sua mochila pronta. – Vamos dar nosso melhor, Dorumon.

 

- Com certeza Zeki! – Disse Dorumon.

 

- Ufa, agora com uma mochila me sinto mais tranquila. – Disse Iana, sorrindo. – Vamos em frente Coronamon?

 

- Sim, sem recuar. – Disse Coronamon.

 

- Tá bem...agora estarei com meu computador, graças a AT troquei a bateria dele por uma super durável também. – Disse Yerik, que pegou seu notebook e guardou em sua mochila. – Vamos atrás de respostas de uma vez, Bearmon.

 

- Certo, estou pronto. – Disse Bearmon.

 

Assim, quando todos se sentiram preparados, eles saíram de seus quartos e dos apartamentos, se cumprimentaram e seguiram para a agência subterrânea. Ao chegarem lá e seguirem para o refeitório, eles encontraram todos os agentes comendo bastante a refeição da manhã, mas Kyoko e Takeda não estavam entre eles; os jovens e seus parceiros pegaram tudo o que tinham vontade de comer e, sabendo que poderiam demorar para comer algo daquele tipo de novo, aproveitaram muito o café da manhã. Logo quando terminaram a refeição, o grupo foi até a cozinha e conversaram com o chef e os outros cozinheiros.

 

- Entendi, faz sentido quererem levar um pouco de comida e água. – Disse o chef, olhando sério para as crianças. – Mas não contavam com uma coisa.

 

- O que? – Perguntou Hawkmon, confuso.

 

- Nós já tínhamos planejado isso! Separamos algumas coisas para vocês, não é muito para não atrapalhar a mobilidade, e temos até garrafas de água para cada um, cheinhas! – Disse um cozinheiro, sorrindo e mostrando uma mesa com oito garrafas transparentes e alguns recipientes com comida.

 

- UAU! Vocês são demais, valeu chef! – Disse Ben, muito contente.

 

- Isso é perfeito, muito obrigado! – Disse Zeki, espantado.

 

- Nos salvaram, com certeza! – Disse Iana, muito contente.

 

- Sabemos, guardem isso bem e vão visitar a enfermaria, o pessoal lá quer vê-los. – Disse o chef.

 

- Tudo bem, obrigada de novo! – Disse K, sorrindo.

 

Cada um dos humanos pegou uma garrafa de água e um recipiente fechado, com comida dentro, eles guardaram dentro de suas respectivas mochilas e, seguindo a orientação do chef, foram até a enfermaria visitar os agentes de lá.

 

- Bom dia! É bom ver vocês de novo. – Disse Agumon, contente.

 

- Igualmente! – Disse uma das enfermeiras, retribuindo o sorriso.

 

- O chef disse que tinham algo para dizer. – Disse Yerik.

 

- Teremos de fazer mais exames? – Perguntou Li.

 

- Não é isso, relaxem. – Disse o enfermeiro. – Vocês vão partir para mais uma batalha complicada, não poderemos atendê-los a qualquer momento, como aqui, então separamos um pequeno quite de primeiros socorros.

 

- Isso mesmo, além de itens para ferimentos, têm alguns remédios também, usem isso em caso de emergência. – Disse a enfermeira, apontando para a escrivaninha da enfermaria, onde estavam oito pequenas bolsas de curativos.

 

- Fala sério... Vocês pensam em tudo! – Disse James, impressionado.

 

- Muito obrigado, vai nos ajudar demais, com certeza. – Disse Daiki, fazendo uma breve reverência para os enfermeiros.

 

- Puxa...isso é muito importante, não sei como agradecer direito. – Disse K, sem graça.

 

- Fiquem seguros e não se esforcem muito, é só o que pedimos. – Disse o enfermeiro, sorrindo gentilmente.

 

- Oh...vocês são demais! – Disse Dorumon, emocionado.

 

- Faremos o possível! – Disse Labramon.

 

O grupo pegou seus quites médicos e guardaram bem nas mochilas, então se despediram dos enfermeiros e seguiram até a sala de treino, onde encontraram os instrutores, que pareciam aguarda-los ansiosamente.

 

- Bom dia, estávamos aguardando! – Disse um instrutor.

 

- É o último treino de vocês antes de partirem. – Disse o outro instrutor.

 

- Pois é...vamos nos esforçar hoje! – Disse Hawkmon.

 

- Há há há! Não tanto, afinal não podemos cansa-los tão cedo, terão muito o que fazer mais tarde. – Disse um instrutor, rindo. – Por hoje só se aqueçam e malhem um pouco.

 

- Só? Mas eu queria praticar kendo de novo... – Disse K, desapontada.

 

- Quando voltarmos, quem sabe você chega mais perto de me vencer. – Disse Daiki, sorrindo.

 

- Essa eu queria ver! – Brincou James.

 

- Vou sim! Pode apostar! – Disse K, decidida.

 

- Vamos logo com isso, antes que a preguiça me pegue... – Disse Yerik.

 

Sem ultrapassar o limite, os jovens e os digimons treinaram um pouco, menos de uma hora, então os instrutores mandaram que parassem e começaram a se despedir do grupo, enquanto isso Daiki seguiu para onde as espadas de kendo estavam e pegou uma, a que usava normalmente, ele a prendeu em suas costas, junto com a mochila.

 

- Vai levar isso? – Disse Ben, confuso.

 

- É o que está parecendo, não? – Disse Daiki.

 

- Mas não vai lutar kendo contra digimons, ou coisa parecida... – Disse Iana.

 

- Nunca se sabe, dessa vez o Daiki quer ir preparado. – Disse Falcomon, dando de ombros.

 

- Tomara que não precise usar isso..., mas ainda assim desejo muita sorte e força para vocês! – Disse o outro instrutor, coçando a cabeça.

 

- Obrigada por tudo o que nos ensinaram, quando voltarmos vamos treinar mais! – Disse K.

 

- Não sei se quero isso... – Disse Li, suspirando.

 

- Ei, sabem onde a Kyoko e o Takeda estão? Não vimos eles até agora. – Disse Zeki.

 

Os instrutores se entreolharam, sérios, então voltaram a encarar o grupo.

 

- Eles estão na sala das máquinas aqui perto, estão aguardando vocês. – Disse o instrutor.

 

- Ah...entendi, então vamos indo para lá. – Disse Ben, entendendo, assim como seus amigos, que a hora de começar a fase dois do plano havia chegado.

 

Finalmente, todos os jovens e os digimons se despediram dos instrutores e seguiram até a sala de máquinas, ao entrarem lá o grupo encontrou uma bagunça descomunal: havia muita gente lá, todos usavam jalecos, que estavam bem sujos, óculos de proteção e luvas, havia muitas ferramentas e peças espalhadas pelas várias mesas de trabalho na sala e pelo chão.

 

- Passou um furacão por aqui!? – Disse Iana, chocada.

 

- Quanta bagunça... – Disse Hawkmon, assustado com a situação da sala.

 

- E aqui está ainda mais quente do que a última vez que entramos! – Comentou Li, que estava se abanando.

 

- No que diabos eles estavam trabalhando tanto? – Disse Zeki, curioso.

 

- Já vamos descobrir. – Disse Daiki, que observou Kyoko e Takeda se aproximando dele e de seus amigos.

 

- Estão aqui, finalmente... – Disse Takeda, parecendo bem cansado. – Parecem prontos.

 

- Descansaram bastante? O festival foi bonito ontem? – Perguntou Kyoko, sorrindo.

 

- Ah...foi, descansamos muito bem e o festival foi maravilhoso! – Disse K, sem graça. – Lá eu consegui imaginar muito bem você e o Takeda!

 

Com esse comentário, os jovens e os digimons deram leves risadas, mas Takeda e Kyoko ficaram com o rosto vermelho de vergonha.

 

- Bom...deixando isso de lado... – Disse Kyoko, recuperando sua postura. – Vocês estão prontos?

 

- Com certeza, mas e vocês? Agora vão nos dizer o motivo dessa bagunça toda? – Disse Yerik.

 

- Sim, nós também estamos preparados, nos acompanhem. – Disse Takeda, sério e seguindo para uma mesa bem comprida, entre várias na sala, nela havia alguns objetos metálicos parecidos com armas, mas eram bem maiores.

 

- Legal! O que são essas coisas? – Disse James, apontando para os objetos estranhos.

 

- São o motivo dos três dias de descanso que tiveram. – Respondeu Kyoko. – Essas “coisas” são armas anti-Digibug, nós já tínhamos esse plano faz tempo e estivemos as fabricando, mas só esses dias é que tudo foi concluído. É com elas que vamos proteger a cidade, e a nós mesmos, dos Digibugs que aparecerem enquanto vocês estão fora.

 

- Fizemos várias dessas, não só nós, mas todos os outros tamers têm uma dessas em mãos agora. Estivemos testando esses dias e, apesar de alguns efeitos, funcionam muito bem. – Prosseguiu Takeda.

 

- Nossa...como funciona? – Perguntou Bearmon, curioso.

 

- Lembram do meu carro e de como mandei aquele Kuwagamon para correr? – Disse Kyoko.

 

- Ah! Sim! Aquela coisa de pulso eletro... – Disse Ben, coçando a cabeça. – Hum...qualquer coisa assim!

 

- Eletromagnético? – Disse Daiki, surpreso com a invenção.

 

- Que bela invenção! Quem teve a ideia? – Disse Labramon.

 

- Eu, na verdade, e nosso fundador. – Disse Kyoko, rindo baixinho. – Gennai deu uma ajuda no processo de montagem.

 

- Você é mesmo muito inteligente, hein!? – Disse Agumon, contente.

 

- Mas vocês falaram de alguns efeitos...o que seriam? – Disse Falcomon.

 

- Alguns dos agentes que testaram as armas acabaram machucados, tanto por causa do recuo quanto pela potência do pulso eletromagnético. – Disse Takeda, suspirando. – Não conseguimos solucionar isso, mas o que importa é que funciona contra os Digibugs.

 

- Mas isso é perigoso para vocês então! Talvez dê para ajustar isso... – Disse K, preocupada.

 

- Não temos mais tempo para ajustes, nenhum de nós aqui é ingênuo, sabíamos que seria muito arriscado usar essas armas, mas estamos todos dispostos a assumir os riscos. – Disse Kyoko, séria. – Além dessas armas, a propósito, nós passamos muito tempo na internet aumentando nossas defesas contra a DK e espalhamos as notícias para nossas filiais, todos estão atentos e prontos para qualquer informação ou ação nova dos inimigos.

 

- Isso quer dizer que...enquanto estávamos descansando, aconteceram mais ataques? – Disse Dorumon.

 

- Sabia que estavam nos escondendo isso... – Disse Yerik, levemente aborrecido.

 

- Alguns apenas...na verdade, ontem não aconteceu nada, por incrível que pareça. – Disse Takeda. – Nós não contamos para vocês por uma razão básica, vocês sabem qual é.

 

- Sim...agradecemos por isso, vamos recompensar por tudo! – Disse K.

 

- Não aconteceu nada ontem? Jura? – Disse Daiki, desconfiado.

 

- É sério, também achamos estranho e não sabemos o motivo... – Disse Kyoko. – Mas não adianta pensar muito nisso, o que importa é o momento de agora. Antes de começarmos o plano, quero que saibam que todos da AT, em todos os cantos do mundo, desejaram boa sorte para vocês.

 

Os oito jovens ficaram um pouco surpresos, assim como seus digimons, mas se sentiram felizes e mais confiantes ao pensarem em todo o esforço que a AT esteve fazendo durante os últimos dias, só aguardando aquele momento.

 

- Obrigada de novo... Estamos prontos para ir! – Disse K, determinada.

 

- Ótimo, vamos até a máquina. – Disse Takeda, sorrindo de lado. – Vamos explicar para vocês como vai funcionar.

 

- Na verdade já sabemos, a K nos deu uma explicação! – Disse James, rindo.

 

- Vai ser sensacional! – Disse Terriermon.

 

- Há há há! Isso é bom, então facilita as coisas. Lembram de tudo o que precisam fazer, né? – Disse Kyoko.

 

- Encontrar Gennai, achar os brasões, descobrir sobre os digimons maus misteriosos. – Disse Coronamon.

 

- Esqueceram algo: voltar vivos. – Disse Takeda.

 

- Isso não precisa falar, vamos fazer de todo jeito! – Disse Ben, sorrindo.

 

- Olhem, acabei de passar a localização atual do Gennai pelo DigiLine, sigam direto para lá. – Disse Kyoko, com seu celular em mãos.

 

Todos abriram seus celulares e ninguém entendeu onde era o lugar, mas Falcomon arregalou os olhos.

 

- Oh...entendo, é para lá que eles foram. – Disse Falcomon.

 

- Sabe onde fica isso então!? – Disse Li, surpresa.

 

- Gennai disse que você saberia, ainda bem que ele tinha razão... – Disse Takeda, aliviado.

 

- Sei, ele me disse que seria uma boa opção de esconderijo, caso algo acontecesse... – Disse Falcomon.

 

- Isso é ótimo, sabemos como ir. – Disse Daiki, sorrindo levemente.

 

- Então...está na hora, tomem muito cuidado, vamos fazer o possível para manter contato direto com vocês daqui, usem o DigiLine como comunicação principal. – Disse Kyoko. – E...fiquem bem, por favor.

 

- Certifiquem-se de voltarem bem, nós confiamos em vocês. – Disse Takeda.

 

- Certo...vocês também, cuidem-se aqui e esperem nossa volta! – Disse K, suspirando. – Continuem tomando conta das nossas famílias, por favor.

 

- Pode deixar, agora pensem no continente Server e...vão lá. – Disse Kyoko, ligando a máquina que acionou o monitor.

 

Os jovens se entreolharam e depois encararam seus digimons, todos estavam um pouco nervosos, mas já haviam tido muito tempo para se prepararem para aquele momento, e a hora havia chegado: os oito escolhidos apontaram seus Digivices para o monitor ligado e, rapidamente, sumiram da sala de máquinas juntamente com seus parceiros monstros; logo em seguida, Kyoko e Takeda suspiraram longamente.

 

- Eles se foram... – Disse Takeda. – Agora é com a gente aqui de novo...

 

- Tudo bem, dessa vez estamos mais preparados e já vimos do que aquelas crianças são capazes... – Disse Kyoko. – Agora tenho mais certeza do que nunca de que eles conseguirão.

 

Ao mesmo tempo, o grupo de escolhidos passava, flutuando rapidamente, por um túnel bem comprido e digital, de cor verde e com muitos códigos e dados; praticamente todos estavam um pouco assustados e não sabiam como ficar por ali, mas K e Agumon estavam tranquilos.

 

- Há há há! É assim mesmo, relaxem e sigam o fluxo! – Disse K, rindo.

 

- Isso é bizarro! – Disse Iana, nervosa.

 

- Parece que estamos nadando... – Disse Zeki.

 

- É sensacional! Uhuul! – Disse James.

 

- Fala sério...estamos mesmo viajando pelas redes!? – Disse Ben.

 

- E bem rápido... – Disse Li.

 

- É bem diferente a sensação de ir por vontade própria. – Disse Daiki.

 

- Uau...nunca achei que faria isso na vida, nem em sonhos. – Disse Yerik, admirado.

 

- É divertido! Há há há! – Disse Dorumon.

 

- Parece até que estamos voando! – Disse Labramon.

 

- Não sabia que o caminho entre os dois mundos eram assim... – Disse Bearmon.

 

- Então foi por aqui que passaram na primeira vez!? – Disse Hawkmon.

 

- Por sinal...não tem fim? – Disse Coronamon.

 

- No computador tinha, vai dar para ver se for igual! – Disse Agumon.

 

- Seria aquela luz sensacional? – Disse Terriermon, apontando para alguns raios de luz que surgiam bem adiante.

 

- Deve ser, vamos lá. – Disse Falcomon.

 

O grupo seguiu o fluxo do caminho em direção a luz, então eles realmente saíram, mas acabaram aparecendo no céu e caíram com tudo no chão de terra.

 

- Ai...que dor... – Disse Daiki, massageando suas costas.

 

- Por que tínhamos que sair logo no céu? – Disse Li, limpando a sujeira de suas roupas.

 

- Pelo menos não foi tão alto. – Disse Zeki.

 

- Eu curti! – Disse James, rindo.

 

- Ainda bem que meus óculos estão inteiros... – Disse Iana, arrumando seus óculos no rosto.

 

- É...todos estão bem? – Disse K, coçando a cabeça.

 

- Sim! – Informaram os digimons, já de pé no chão.

 

- Não achei nada demais essa queda. – Disse Yerik.

 

- Isso...é por que...caiu em cima de mim! – Disse Ben, que estava deitado de bruços no chão e com seu amigo em cima. – SAI!

 

- Ah é? Você é um bom amortecedor. – Brincou Yerik, se levantando logo.

 

- Não comecem, acabamos de chegar pessoal! – Disse Iana, suspirando.

 

- Inclusive...é o lugar certo? – Disse Li, olhando ao redor.

 

Só então, quando todos se levantaram e se recuperaram da queda, os oito escolhidos e seus parceiros olharam o local onde estavam: era um campo aberto, mas a grama estava seca e negra, as árvores ao redor eram cinzas e sem vida, algumas sem folhas e tudo ao redor parecia morto, havia também uma neblina fina em toda a região e, lá, o céu do Digimundo era completamente escuro, como se estivesse nublado sempre.

 

- Isso é...o continente Server? – Disse Bearmon, surpreso negativamente.

 

- Piorou muito desde que estivemos aqui... – Disse Daiki, tristemente.

 

- Então é assim um lugar completamente corrompido... – Disse Zeki.

 

- Escutam esse silêncio? É terrível, totalmente diferente da Ilha Arquivo... – Disse Iana.

 

- Lá ficará assim também se... – Disse K, séria e pensativa. – Droga, isso é muito triste, mas não vamos deixar esse lugar assim para sempre!

 

- Pois é! Quando tudo terminar, esse lugar pode voltar a ser bem animado, como deveria ser! – Disse James.

 

- Bom...você vai saber ir até o esconderijo do Gennai com o lugar assim? – Perguntou Hawkmon, olhando para Falcomon.

 

- Sim, está diferente, mas eu conheço esse continente bem...afinal fui criado aqui. – Disse Falcomon.

 

- Nós fomos criados na Ilha Arquivo, mas não a conhecíamos bem... – Disse Dorumon, pensativo.

 

- Ele é mais esperto do que nós, por mais que eu não queira admitir... – Disse Coronamon, suspirando.

 

- Enfim! Vamos indo então? Estou doido para conhecer esse Gennai! – Disse Ben, esticando os braços.

 

- Todos nós, mas não podemos esquecer de tomar cuidado. – Disse Li, receosa.

 

- Claro, só que não adianta ficarmos nos escondendo, afinal é território inimigo e, provavelmente, todos sabem que estamos aqui. – Disse Yerik, dando de ombros.

 

- Verdade, não tinha pensado nisso... – Disse K.

 

- Hum...pensando bem, então, não devemos mesmo voltar para a AT a qualquer hora, já que podemos estar sendo vigiados já, corre o risco de revelarmos a posição dos outros com nossas viagens pelos portais. – Disse Daiki, pensativo.

 

- Vamos fazer o que planejamos logo então: pegar os brasões e só voltar depois! – Disse Terriermon, subindo em cima da cabeça de James.

 

- Fala como se fosse fácil... – Disse Falcomon, suspirando.

 

- É assim que ele e o James funcionam, há há há! Se não pensarmos positivo, nada vai mudar, então vamos indo com calma e atenção só! – Disse Iana, sorrindo.

 

- Exato, já que estamos em evidencia mesmo, podemos ir sem medo e enfrentar o que aparecer. – Disse Zeki, confiante. – Já passamos por muita coisa e, como a AT falou, estamos prontos para passar por aqui.

 

- Aí sim! Vamos nessa galera! – Disse K, animada e andando na frente.

 

- Deveríamos ir na frente, afinal é o Falcomon quem sabe o caminho. – Disse Daiki, observando a jovem parar e se virar mostrando um sorriso sem graça.

 

- Ela esqueceu... – Disse Agumon, sem graça. – Vão na frente então e mostrem o caminho!

 

- É...foi mal. – Disse K, permitindo que Falcomon e Daiki seguissem na frente. – Me empolguei demais, há há há!

 

Seguindo Falcomon, o grupo passou para uma floresta escura e, como todo o continente agora, muito assustadora, enquanto andavam os jovens e os digimons perceberam muitos cenários destruídos e sinais de grandes batalhas, havia até rastros de sangue pelo chão, pedras e algumas árvores, mas a maioria era antigo. O silêncio geral também incomodava a todos, eles passaram quase uma hora caminhando e não haviam encontrado nenhum digimon sequer.

 

- Achei que encontraríamos algo de cara... – Disse Ben, com as mãos atrás da cabeça.

 

- Como assim? – Perguntou Terriermon, confuso.

 

- Eu imaginava que esse continente estava mais...hum... “selvagem”, sabem? Por causa da corrupção, achei que enfrentaríamos muitos inimigos ou, ao menos, veríamos batalhas entre digimons toda hora. – Disse Ben.

 

- Entendi... – Disse Iana. – Nós vimos já alguns sinais de luta, mas não encontramos nenhum digimon.

 

- As lutas aconteciam entre digimons comuns e os corrompidos, se não há mais luta quer dizer que não sobrou ninguém aqui para ser corrompido. – Disse Falcomon, suspirando. – Com certeza todos foram corrompidos aqui ou...foram mortos.

 

Todos se sentiram mal e tristes pelo comentário de Falcomon, mas Agumon caminhou mais rápido até ficar ao lado do digimon coruja e sorriu.

 

- Não tenha tanta certeza assim, talvez alguns tenham sobrado por aqui escondidos! Afinal o Gennai está escondido, então por que outros digimons não? – Disse Agumon.

 

- Você...acha isso mesmo? – Disse Falcomon, surpreso.

 

- Ele tem razão, vamos nos animar! Nós na Ilha Arquivo encontramos muitos digimons fugidos daqui, certamente mais se foram ou se esconderam muito bem. – Disse K, sorrindo para Falcomon.

 

- Isso aí, não dê outros como mortos tão rápido! – Disse Hawkmon. – Depois que tudo terminar, os escondidos vão voltar!

 

- Sim...é bem possível, então vamos continuar confiantes! – Disse Li, sorrindo.

 

- É...vamos continuar mais rápido Falcomon, afinal temos dois velhos amigos para reencontrar. – Disse Daiki.

 

- Sim! – Disse Falcomon, mais animado.

 

Continuando a viagem, em certo momento da manhã, o grupo chegou até um pequeno lago que, para a grande surpresa de todos, estava mais vivo do que qualquer coisa naquele continente.

 

- A água está tão limpinha... – Disse Labramon, observando seu reflexo no lago.

 

- Como pode um lago assim no meio dessa floresta corrompida? – Disse Zeki, confuso.

 

- Por que paramos aqui inclusive? – Perguntou Yerik, olhando para Falcomon.

 

- Por que chegamos. – Respondeu Falcomon, encarando o lago.

 

- Você quer dizer...que é aqui? – Disse Daiki, apontando para a água.

 

- Vamos ter que nadar!? – Disse Iana, confusa.

 

- Uau! É embaixo da água! – Disse James, empolgado.

 

- Não que eu esteja duvidando, mas...tem certeza que é aqui? – Disse Bearmon.

 

- Absoluta, logo vai abrir. – Disse Falcomon, fazendo um sinal de positivo com a cabeça.

 

- “Abrir”!? – Repetiram todos do grupo, confusos.

 

Instantes depois, o lago começou a tremer e a água ficou bem agitada, então os jovens e seus parceiros se afastaram um pouco do local e se juntaram, um pouco assustados; depois as águas do lago se dividiram e uma escadaria surgiu no meio, indo para baixo.

 

- Uma escada! – Disse Dorumon, surpreso.

 

- Vamos descer mesmo!? – Disse Li, nervosa.

 

- Lógico, vamos antes que acabemos com o esconderijo! – Disse K, correndo até o lago e descendo as escadas, acompanhada de Agumon.

 

- N-não saia na frente poxa! – Disse Daiki, correndo atrás.

 

- Vamos lá galera! – Disse Ben.

 

Assim que todos os escolhidos entraram no lago e começaram a descer as escadas, a água voltou ao normal e fechou a passagem secreta, isso fez com que os jovens e os digimons ficassem em uma escuridão completa.

 

- Não vejo nada! – Disse James.

 

- Calma, não se mexam. – Disse Yerik.

 

- Hum...Coronamon, por favor? – Disse Iana.

 

- Vou aumentar minhas chamas. – Disse Coronamon, que aumentou a intensidade do fogo em seu corpo, se tornando a luz do grupo.

 

- Agora sim. – Disse Zeki, suspirando.

 

- Obrigada Coronamon! – Agradeceu K.

 

- Caramba, olha só essas escadas! Nem dá para ver o fim... – Disse Ben, observando o caminho negro em declive à frente.

 

- Ainda estou captando que estamos dentro de um lago... – Disse Hawkmon.

 

- É muito degrau... – Disse Li, surpresa.

 

- Vamos logo, mas Coronamon vai na frente, é mais seguro. – Disse Daiki.

 

- Pois é, tomem cuidado com os degraus. – Disse Zeki.

 

- Te acompanho na frente! – Disse Agumon, ficando ao lado de Coronamon.

 

- Obrigado. – Agradeceu Coronamon, sorrindo.

 

- E eu quero ficar aqui por...nada em especial. – Disse Falcomon, se juntando aos dois digimons.

 

- Se é assim quero ir também! – Disse Dorumon, correndo animado.

 

- Também! – Disse Labramon, sorrindo.

 

- Não tenho nada em especial, mas quero ir, já que todos vão! – Disse Hawkmon, voando baixo sobre seus amigos na frente.

 

- Eu...não quero sobrar aqui atrás... – Disse Bearmon, com o rosto corado e se juntando aos seus amigos.

 

- Lá...vou...eu! – Disse Terriermon, que pulou da cabeça de James até as costas de Hawkmon, que levou um susto.

 

- No fim, eles todos estão na frente... – Disse Yerik, suspirando.

 

- Bom, é sinal de que eles estão já bem amigos! – Disse K, sorrindo.

 

- Só andem com cuidado, por favor. – Disse Li, levemente preocupada.

 

A escadaria era, realmente, muito longa e parecia não ter um fim, os digimons foram andando na frente juntos, corajosamente, e por isso foram os primeiros a avistar o fim da longa decida. O grupo chegou até um corredor, ainda escuro, e depois foram parar em uma sala bem grande, e iluminada, bastante bagunçada com muitas estantes cheias de livros, uma mesa pequena no meio de uma sala com dois sofás e era possível ver caminhos para outros cômodos, era uma grande casa.

 

- É igualzinho ao outro... – Disseram Daiki e Falcomon, chocados.

 

- Que bagunça! – Disse Iana, assustada.

 

- Quanta coisa tem aqui... – Disse Dorumon, olhando impressionado para a sala.

 

- Até que é um esconderijo mais arrumado do que eu pensava... – Disse Yerik.

 

- Mas é bem maior do que eu esperava! – Disse Ben.

 

- Hum...é aqui mesmo, né? – Disse Li.

 

- ALÔ! Tem alguém aqui!? – Gritou James.

 

- Não faça isso! – Disse Zeki, nervoso.

 

- Com licença...hum...Gennai? – Disse K, timidamente.

 

- JÁ VAI!

 

Com o grito inesperado, os digimons, que antes estavam na frente, voltaram e se juntaram com seus parceiros, alguns meio assustados; os jovens também estavam um pouco nervosos, os sete principalmente que nunca haviam visto Gennai antes. Então, segundos depois, o velho Gennai surgiu limpando o bigode, um pouco sujo, com um guardanapo, para Daiki e Falcomon ele não mudou em nada, os dois abriram um grande sorriso ao vê-lo, já os outros jovens e os digimons ficaram de boca aberta.

 

- É um velho mesmo... – Disse James, incrédulo.

 

- Um humano... – Disse Yerik, chocado.

 

- Será? Ele é mais baixo que nós... – Disse Iana, desconfiada.

 

- O que isso tem a ver!? – Disse Ben.

 

- Não é um digimon... – Disse Agumon.

 

- Ele parece ser muito velho mesmo... – Disse Li.

 

- Esse é o cara da história e de tudo o mais... – Disse Zeki, surpreso.

 

- Calma...ele estava comendo!? – Disse K.

 

- GENNAI! – Disse Falcomon, correndo, muito contente, até o idoso e o abraçando. – Você está bem! Nem acredito!

 

- Há há há há! Claro que estou, achei que me conhecesse bem! Ah...Falcomon, por favor, você não é mais um pequeno digimon e eu não sou tão jovem... – Disse Gennai, que quase caiu para trás, colocando Falcomon de volta ao chão delicadamente. – Ufa! Você cresceu muito e ficou mais forte, consigo ver isso bem em seus olhos! Fico imensamente feliz de vê-lo de novo.

 

- Olá...também estou aliviado por encontra-lo mais uma vez, estivemos preocupados. – Disse Daiki, se aproximando de Gennai.

 

- Daiki, você também parece ter crescido um pouco e se fortalecido... – Disse Gennai, olhando o rapaz. – Gostaria de agradecer por ter cuidado do Falcomon tão bem e...minhas condolências pelo seu pai, estou a par de tudo graças a AT.

 

Daiki tornou seu rosto triste e abaixou a cabeça, assim como Falcomon, então, à fim de não permitir que aquele clima durasse mais, K deu um passo a frente e chamou a atenção de Gennai.

 

- Hum...licença, nós ainda não nos conhecemos... – Disse K, timidamente.

 

- AH! Sim! Vocês chegaram um pouco mais cedo do que eu pensava, estava almoçando até! – Disse Gennai, sorrindo e olhando para o grupo. – É um grande prazer ter todos vocês aqui, estou muito contente em conhece-los pessoalmente! Meu nome é Gennai, como já devem saber.

 

- O prazer é todo nosso, já faz tempo que queríamos conhece-lo... – Disse Li, fazendo uma reverência rapidamente. – E-eu meu chamo Li.

 

- Sou Labramon, o parceiro da Li! – Disse Labramon.

 

- E aí!? Me chamo James, é um grande prazer senhor! – Disse James, sorrindo.

 

- Eu sou o sensacional Terriermon! É um prazer! – Disse Terriermon.

 

- Meu nome é Iana. – Disse Iana, tranquilamente.

 

- E eu sou Coronamon. – Disse Coronamon.

 

- Zeki, é um prazer conhecer. – Disse Zeki.

 

- Dorumon! Sou amigo do Zeki! – Disse Dorumon.

 

- O nome é Yerik, é bom finalmente conhece-lo. – Disse Yerik.

 

- Eu sou Bearmon e digo o mesmo! – Disse Bearmon.

 

- Me chame de Ben, vovô! – Disse Ben, animado.

 

- E eu de Hawkmon, sacou!? – Disse Hawkmon.

 

- Pode me chamar de K, estou mesmo bem feliz em te conhecer finalmente! – Disse K, sorrindo.

 

- Agumon, prazer hein!? – Disse Agumon.

 

- Igualmente tudo isso! Há há há! São todos ótimos, cheios de energia, força e sorrisos, é disso que mais vão precisar de agora em diante. – Disse Gennai, parecendo satisfeito. – Por que não me seguem até a cozinha? Tem comida para todos, aposto que já estão com fome.

 

- Agora que ele falou de almoço... – Disse James, percebendo que sua barriga estava roncando.

 

- É, estivemos ocupados boa parte da manhã. – Disse Daiki.

 

- Vamos agradecer por isso! – Disse K, contente.

 

Então, seguindo Gennai pelo esconderijo, os jovens e os digimons chegaram até uma cozinha bem grande com uma mesa comprida no meio, ela estava com dezesseis pratos e copos, havia bastante comida, mas o que surpreendeu a todos de verdade foi a presença de um grande digimon máquina arrumando a mesa; ao verem a criatura, Falcomon e Daiki ficaram muito contentes.

 

- Mekanorimon! – Disseram Daiki e Falcomon, juntos.

 

- Uau! Olha só esse digimon... – Disse Ben, surpreso.

 

- Que grande! – Disse Terriermon.

 

- Ele estava cozinhando!? – Disse K.

 

- Sim, a comida dele é a melhor que já comi em toda minha vida! – Disse Gennai. – Mekanorimon é um grande amigo meu e um conhecido de Falcomon e Daiki, venha grandão, dê aquele abraço neles!

 

Mekanorimon ficou contente e caminhou até Daiki e Falcomon.

 

- Ah não... – Disse Daiki, dando alguns passos para trás.

 

O digimon máquina pegou o jovem japonês e seu parceiro e os abraçou com muita força, como só os dois se lembravam, Falcomon não reclamou, pois estava contente demais com aquilo, e Daiki se esforçou para não reclamar; vendo aquela cena, os outros jovens e digimons sentiram dó de seus amigos e não queriam receber aquela demonstração de amor exagerada.

 

- Ele parece assustador, mas cozinha e abraça como um ursinho... – Disse James.

 

- É um fofo! – Disse Iana, rindo baixinho.

 

- Isso aí não se vê todo dia. – Disse Yerik.

 

- Há há há há! Certo, certo, agora sentem-se e fiquem à vontade, por favor. – Disse Gennai, sentando-se a mesa com Mekanorimon em pé ao seu lado.

 

Os oito escolhidos e seus parceiros fizeram como Gennai pediu e, após se sentarem em suas cadeiras, comeram bem e elogiaram muito o dom culinário de Mekanorimon, que ficou sem graça com tantos cumprimentos. Após a refeição, o digimon máquina recolheu as coisas da mesa e, então, todos do grupo ficaram sérios e esperavam começar a conversa com Gennai.

 

- Bom...agora que estão todos de barriga cheia, creio que querem falar. – Disse Gennai, suspirando. – Vou ouvir primeiro.

 

- Ótimo, pois temos muitas coisas para perguntar. – Disse Yerik, de braços cruzados. – Número um: você nos escolheu mesmo?

 

- Por que logo a gente? – Disse Zeki.

 

- Como fez isso e para quê? – Disse Li.

 

- Já sabia que tudo isso ia acontecer? – Disse Ben.

 

- O quanto sabe sobre a corrupção? Sabe quem causou isso tudo além da DK e seus motivos? – Disse Daiki.

 

- Nossa situação tem a ver com seu passado e o do Digimundo? Sobre Yggdrasil, os Royal Knights e as oito crianças... – Disse Iana.

 

- Nossos digimons foram escolhidos também? Por que parece que já nos conhecíamos? O que exatamente são os Digivices, os brasões e o que significa ser um Digiescolhido? – Disse K. – E ainda...o que é você exatamente?

 

Todos os jovens olhavam seriamente para Gennai, como os oito digimons, o idoso ficou calado por um tempo, pensativo, então coçou a cabeça e se preparou para falar.

 

- Não posso responder metade disso ainda, foi mal! – Disse Gennai, sem graça.

 

- HÃ!? – Disseram todos, chocados. – Por que!?

 

- Ainda não é a hora... Quero que peguem seus brasões antes de explicar tudo direito, será mais fácil para mim. – Disse Gennai, suspirando. – Entendo como devem estar frustrados agora, mas só peço um pouco mais de paciência.

 

- Mas...isso é importante demais para a gente! Não entendo o motivo de não querer nos dizer... – Disse K, inconformada. – Estamos nessa situação maluca e não temos noção alguma do motivo!

 

- Você disse que explicaria tudo da próxima vez, eu estou aqui e agora. – Disse Daiki, sério. – Além disso quero saber como escaparam vivos do Tactimon...

 

- Hum...é, sei que não estou sendo justo, mas recuperar seus brasões e liberarem a Super Digievolução é o mais importante no momento! – Disse Gennai, se levantando. – Vejamos...posso responder algumas dessas perguntas, pelo menos vão se sentir menos irritados?

 

- “Super Digievolução”? Quer dizer para o nível ultimate? – Disse Coronamon.

 

- Vai depender de quais perguntas responder. – Disse Zeki.

 

- Certo, então: sim, fui eu quem os escolheu. – Disse Gennai, sério. – Mas não sabia que tudo isso iria acontecer, muito menos sabia da corrupção, apenas tinha um pressentimento de que algo ainda estava errado aqui... Não sei que digimon está por trás disso tudo, ainda mais aliado a humanos perversos, porém...eu tenho uma pista.

 

- Foi você mesmo... – Disse James.

 

- Um pressentimento? Jura? – Disse Yerik, inconformado. – Por isso nos escolheu!?

 

- Claro que não, mas não quero dizer o motivo ainda. – Disse Gennai, dando de ombros. – Ah sim, tem outra coisa que posso dizer: essa bagunça toda começou no continente Folder, onde os Royal Knights devem ter sido derrotados provavelmente, mas lembro de ver muitas criaturas nojentas espalhando a corrupção por aqui, isso tudo bem no começo desse ano, quando tudo aconteceu.

 

- Com “criaturas nojentas” você quer dizer...? – Disse K.

 

- Exato, o monstro que você viu em seu mundo, meu amigo da AT me informou sobre isso e então eu liguei os pontos. – Disse Gennai. – Não são digimons, tenham certeza disso, são outro tipo de programa, um bem diferente e hostil...

 

- É outro programa realmente... – Disse Iana, pensativa. – Por falar nisso, não pode nem nos contar o que você é?

 

- Não sou humano e nem digimon, podem me considerar um programa bem antigo, mas muito forte, modéstia parte! – Disse Gennai, sorrindo. – Já que conhecem a história do Digimundo, sabem como fui criado e qual era meu papel aqui, nem sei por que estão perguntando isso.

 

- Bom...é, sabemos mais ou menos. – Disse Ben, sem graça.

 

- Que pista você disse que tinha? – Perguntou Falcomon, curioso.

 

- Oh sim... Vejam bem, vocês deveriam ter recebido os brasões junto dos Digivices, mas no fim do ano passado meu antigo esconderijo foi invadido e fomos atacados... – Disse Gennai, tristemente. – Um grupo de oito digimons poderosos, todos de nível ultimate, me encontraram com a intenção de me matar e acabar com todo o meu plano: eles queriam destruir os Digivices, os brasões e descobrir sobre vocês para mata-los.

 

O grupo ficou surpreso com a revelação de Gennai, com isso, é claro, eles criaram mais perguntas em suas mentes, mas preferiram deixar o idoso terminar seu relato.

 

- Por muito pouco e com muito custo eu e Mekanorimon fugimos, sobrevivemos, salvamos os planos sobre vocês e os Digivices, mas...eles levaram os brasões. Era perigoso demais tentarmos recuperá-los, por isso fugimos sem eles. – Concluiu Gennai. – Perdemos um amigo naquele dia..., mas ao menos protegemos uma grande parte do futuro. Depois que toda essa história de corrupção começou, eu pensei bem e tenho certeza de que aquele grupo sabe ou faz parte dessa confusão, o que me perturba mais é que eles sabiam das minhas intenções e tentaram acabar com tudo antes de começar...

 

- Nossa...eles sabiam de nós antes mesmo de chegarmos aqui então? – Disse Li, chocada.

 

- Faz sentido mesmo seu raciocínio..., mas quem serão esses digimons? Para saberem o que você queria fazer, eles foram com um objetivo bem especifico. – Disse Yerik, pensativo.

 

- E ainda são fortes! – Disse Agumon.

 

- Definitivamente eles fazem parte dessa loucura toda! – Disse Ben. – São a nossa pista mesmo!

 

- Já que viu eles, sabe quem são? – Perguntou Zeki.

 

- Não os conhecia antes daquele dia, mas desde então eles têm procurado por mim... – Disse Gennai, que logo olhou para Daiki. – Tactimon é um deles.

 

- Que!? – Disse Daiki, nervoso.

 

- Naquele dia eles não estavam corrompidos, porém todos estão com o poder corrompido agora, isso os fez ficarem mais fortes e mais cruéis, já que todos eram malignos por natureza. – Disse Gennai. – Os outros são Arukenimon, Astamon, LadyDevimon, Cyberdramon, Sateramon, Pinochimon e MarineDevimon.

 

- São nomes que não me dão conforto algum... – Disse Li.

 

- Eles são aliados da DK, sabem dos monstros misteriosos e de toda essa confusão... – Disse K, séria. – E ainda tentaram matar o Gennai e a nós também, isso tudo fica mais sério a cada minuto.

 

- O pior é que sabemos que tudo isso tem mais a ver com a gente do que pensávamos! – Disse James.

 

- Mas...se eles pegaram os brasões, então já era, não? Devem tê-los destruído já. – Disse Dorumon.

 

- Há há há há! Claro que não, eles não sabiam de um detalhe: os brasões só são úteis e se ativam quando estão junto dos Digivices e com seus respectivos donos, sem isso são só pequenas pedras indestrutíveis do Digimundo e inúteis! – Disse Gennai, orgulhoso. – Por isso, eles devem ter escondido em algum lugar por aqui, já que não sabiam o que fazer com eles.

 

- Sério!? Tem certeza que são indestrutíveis? – Disse K, impressionada.

 

- Sim, afinal fui eu quem os fez, assim como os Digivices. – Disse Gennai. – Praticamente, pelo menos.

 

- Foi você mesmo!? – Disse Terriermon, chocado.

 

- E esse “praticamente” aí? – Disse Yerik, curioso.

 

- Hum...enfim, é isso! É tudo o que posso dizer no momento, vocês precisam encontrar seus brasões escondidos, só com a união deles com seus Digivices um poder maior será liberado, assim os digimons serão capazes de atingir mais um nível e terão melhores chances de vencer essa guerra! – Disse Gennai.

 

- Gennai...como escapou? Você não disse isso, então não mude de assunto. – Disse Daiki.

 

- Ah...é verdade, eu e Mekanorimon lutamos contra Tactimon um pouco, mas como não tínhamos muitas chances demos um jeito de fugir. Demorou para despistarmos ele, mas o importante é que deu certo! – Disse Gennai, sem graça. – Daiki, Kyoko me disse como se sentia em relação a ele e a seu pai, então peço que não deixe esse sentimento vingativo lhe subir à cabeça, aqui é perigoso isso.

 

- Tudo bem, ele vai ficar bem, afinal não está mais sozinho! – Disse K, colocando sua mão no ombro de Daiki, que ficou surpreso e com o rosto mais leve.

 

- Inclusive...como conheceu a AT? A Kyoko diz sempre que é um velho amigo, do fundador da agência principalmente. – Disse Bearmon, curioso.

 

- VERDADE! – Disseram todos, ao se lembrarem de uma dúvida bem importante.

 

- Então...isso também não posso dizer ainda, há há há... – Disse Gennai, rindo baixinho. – Venham comigo, preciso entregar algo para vocês antes de irem.

 

- Droga, não sabemos de quase nada praticamente... – Disse Ben, desapontado.

 

- Calma, vamos saber de tudo depois que pegarmos os brasões! – Disse Agumon, sorrindo.

 

- Vamos atrás dele! – Disse K.

 

Depois de irem até a sala, onde Gennai estava, o velho pediu para os jovens seus celulares e o computador de Yerik, os jovens ficaram um pouco confusos, mas fizeram o que lhes foi pedido; Gennai saiu com os objetos eletrônicos para um quarto e, minutos depois, retornou e devolveu os celulares e o computador.

 

- Para que isso? – Perguntou James, confuso.

 

- Instalei dois programas bem importantes em seus aparelhos: um deles é um mapa de todo o Digimundo, e o outro é um guia dos digimons, quando encontrarem um o programa vai saber e informar qual é e seu nível. – Disse Gennai. – Além disso eu inseri meu contato no DigiLine de vocês.

 

- Mentira! Um mapa e um leitor de digimon!? Isso é demais! – Disse Yerik, contente.

 

- Caramba! Muito obrigada mesmo! – Disse K, impressionada.

 

- De nada, há há há! – Disse Gennai, feliz. – É o mínimo que posso fazer... Não poderei dar muita assistência fora daqui, afinal estou me escondendo, mas quando encontrarem seus brasões quero que venham até aqui, assim vou responder tudo direito e poderão voltar para o mundo de vocês em segurança.

 

- Tudo bem, vamos voltar logo, eu espero... – Disse Li.

 

- Outra coisa, tomem isto, esses são braceletes onde os brasões vão se encaixar, usem isso sempre e, quando encontrarem eles, irão ficar aqui. – Disse Gennai, entregando oito braceletes muito parecidos com relógios, eles eram medianos e com as tiras de cor dourada, os feixes prateados e havia um espaço transparente e vazio, de forma retangular e pequena, no meio.

 

- Uau! São bonitos... – Disse K, pegando o seu e colocando em seu pulso direito.

 

- Maneiro! Parece até um relógio! – Disse James, animado.

 

- Um suporte para eles, é bem útil e legal. – Disse Zeki, surpreso.

 

Todos os jovens colocaram os braceletes em seus pulsos, todos no direito, eles gostaram do acessório e se acostumaram bem rápido com a visão deles; então Gennai ficou sério de repente, e os jovens e os digimons souberam que ele tinha algo de mais importante para falar.

 

- Ouçam bem: tomem muito cuidado lá fora, não digo só pela corrupção e pelos monstros estranhos, mas sim pelos digimons que esconderam seus brasões. – Disse Gennai, bem mais sério.

 

- É...sabemos, eles são mais fortes que nós, mas vamos tentar ir com cuidado! – Disse Ben.

 

- Não foi isso que quis dizer. Aqueles digimons são malignos e bem espertos... O objetivo deles é acabar com os brasões e com vocês, então não pensem que eles irão partir apenas para uma luta simples, mesmo sabendo que poderiam vencer. – Disse Gennai. – Estou dizendo para desconfiarem de tudo, não se rendam aos sentimentos ruins que rondam esse continente agora e continuem juntos e firmes, não importa o que aconteça, não será fácil.

 

Os jovens se entreolharam, assim como os digimons, eles não pareciam entender exatamente o aviso de Gennai, mas prometeram tomar cuidado durante a jornada.

 

- Só por via das dúvidas: faz alguma ideia de onde os brasões podem estar? – Perguntou James.

 

- Nenhuma, vão ter que procurar bem, pode demorar, não vou mentir. – Disse Gennai.

 

- Isso é que é ser sincero... – Disse Hawkmon, suspirando.

 

- Então como vamos fazer? E também como saberemos de quem é cada um dos brasões? - Disse Daiki, confuso.

 

- Vão saber, os Digivices vão ressoar quando se aproximarem dos brasões correspondentes, além disso os donos e seus digimons sentirão a presença deles em seus corações. – Disse Gennai. – Bom...saberão melhor na hora certa!

 

- Sei...então, já que tem um longo caminho nos esperando e não temos tanto tempo assim, vamos indo. – Disse Yerik, guardando seu computador na mochila.

 

- Tem razão, obrigada por tudo já Gennai e Mekanorimon, nós vamos encontrar os brasões com certeza e voltar assim que der! – Disse K, determinada.

 

- Nos avise qualquer coisa quando puder, beleza? – Disse James, sorrindo.

 

- Com certeza, desejamos muita sorte para vocês, fiquem bem e nos vemos em breve Digiescolhidos! – Disse Gennai, sorrindo, com Mekanorimon dando um “tchau” com sua mão gigante.

 

- Até mais! – Disseram todos os digimons e os jovens, se despedindo de Gennai e Mekanorimon, seguindo pela escadaria novamente, mas dessa vez subindo.

 

Logo após saírem do esconderijo, com o lago voltando ao normal, Yerik abriu em seu celular o mapa do continente Server e ficou surpreso com o tamanho do lugar.

 

- É enorme, maior que a Ilha Arquivo... Tem um deserto em toda o lugar, mas há florestas ao redor, como a que estamos agora. – Disse Yerik, analisando o mapa. – Onde será que eles esconderam os brasões...

 

- Vai levar bastante tempo para acharmos mesmo... – Disse Daiki.

 

- Acho que só vai nos restar andar por aí e procurar mesmo, vai ser complicado. – Disse Zeki, coçando a cabeça.

 

- É..., mas não vamos já definir a situação sem antes tentar! Vamos ir andando pela floresta primeiro, pode ser que um esteja por aqui. – Disse K, dando de ombros.

 

- Será? Se eu fosse eles eu esconderia em um lugar bem complicado... – Disse Iana.

 

- Também, cheio de armadilhas e coisa assim! – Disse James.

 

- Ai ai ai..., mas temos que pegar os brasões de todo jeito, né? Então não temos muita escolha mesmo... – Disse Li.

 

- Pois é! Vamos só andar e ver no que dá! Uma hora ou outra vamos encontra-los! – Disse Agumon.

 

- Isso aí! Além disso não vamos ganhar nada pensando aqui, até por que não sabemos como esse lugar é e o Falcomon não deve saber onde os brasões podem estar, certo? – Disse Bearmon.

 

- Exato...o melhor agora é se mexer, se ficarmos juntos e atentos nada deve dar errado. – Disse Falcomon.

 

- Legal! Vamos lá pessoal, atrás dos brasões! – Disse K, animada e começando a andar pela floresta, seguida de todos os seus amigos humanos e digimons.

 

Enquanto os escolhidos seguiam pelo continente Server em busca dos brasões, no mundo humano a situação estava bem crítica: a agência de Kyoto da AT foi atacada. O prédio foi totalmente destruído, haviam muitos digimons corrompidos por lá, rugindo e acabando com tudo ao redor, o local estava em chamas e em escombros; haviam algumas pessoas encapuzadas e usando máscaras brancas com um “D” roxo desenhado, eles estavam bem armados e atiravam para todo lado, havia troca de tiros entre eles e alguns agentes tamers. Corpos de pessoas feridas, em sua maioria agentes, estavam espalhados pelos escombros do prédio e pela rua, os digimons corrompidos atacavam e, não importava quantos deles os agentes continham, mais surgiam sem parar; Tekeda estava recarregando sua pistola, escondido atrás do que era parte do prédio, observando de canto de olho os invasores avançarem mais e mais, então Kyoko se aproximou dele, com cuidado, ambos estavam exaustos, sujos e muito machucados.

 

- Não vai dar...temos de recuar! – Disse Kyoko, ofegante. – Se não, todos vamos morrer!

 

- Maldição....não acredito que isso aconteceu...logo hoje! – Disse Takeda, furioso. – RECUAR! OS QUE AINDA ESTIVEREM VIVOS, RECUAR!

 

Observando toda a destruição, fogo, tiros e gritos, estava um homem mascarado e encapuzado, ele segurava uma metralhadora bem pesada e estava um pouco sujo de sangue, que não era o dele; ele estava sobre os escombros da agência e bem no meio de vários tamers mortos a tiros.

 

- Isso sim... Esse é o tipo de “fogos de artificio” que eu gosto! O mundo perfeito para mim...tem que ser assim! – Disse o homem, que afastou a máscara de seu rosto, revelando ser Sukuma, rindo descontroladamente. – HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ! 



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