História Digimon: Two Digital Worlds - Capítulo 40


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Categorias Digimon
Tags Ação, Anime, Aventura, Digimon, Digital Monster, Luta, Mangá
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Palavras 1.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 40 - Gaiden parte 5: Zeki


Fanfic / Fanfiction Digimon: Two Digital Worlds - Capítulo 40 - Gaiden parte 5: Zeki

No dia que Zeki viu sua família partir, quando tinha seis anos de idade, ele foi salvo de quase se afogar por um soldado rebelde, na tentativa de alcançar o barco onde sua mãe e irmãos estavam partindo; o soldado carregou o menino, que chorava muito e se debatia, até um abrigo seguro, onde finalmente ele pareceu se acalmar.

 

- O que tinha na cabeça naquela hora, hein!? O mar é perigoso para alguém do seu tamanho ir nadando! – Disse o soldado, suspirando.

 

- O barco...partiu sem mim... – Disse Zeki, tentando ao máximo segurar o choro. – Minha família tá lá!

 

O soldado suspirou mais uma vez, entendendo a situação, mas não havia tempo para consolo, estava acontecendo uma guerra longa na região, e ele fazia parte dela.

 

- Pare de chorar, isso não vai resolver nada. Escute bem, vou ser sincero, é praticamente impossível você encontrar sua família pegando o próximo barco, isso por que eles quase nunca desembarcam no mesmo lugar. – Disse o soldado, sério. – A maioria, na verdade, nem sequer chega inteiro...

 

- Hã!? Mas...eu não quero...que minha família morra! – Disse Zeki, chocado.

 

- Não tem o que fazer, reze para que eles cheguem em algum lugar bem. – Disse o soldado, dando de ombros. – Agora você tem duas escolhas: se juntar a próxima leva de refugiados e ver se tem sorte ou ficar aqui e fazer parte da luta.

 

Zeki ficou perplexo, e confuso, ele não sabia o que responder, não fazia muito tempo que havia passado por um tiroteio e, ainda, visto sua família partir para o além mar.

 

- Aqui é uma das nossas bases, vou ficar aqui até amanhã bem cedo e aí terei de partir. Decida-se nesse tempo, tome aqui. – Disse o soldado, entregando uma lata de comida para o pequeno Zeki.

 

Durante aquela noite, Zeki não dormiu nada, não que já tivesse dormido bem de verdade alguma vez na vida, pois sentia medo que sua família não estivesse bem e temia mais ainda ficar sozinho naquele campo de batalha; o pequeno repassou as opções que o soldado rebelde lhe deu várias vezes em sua cabeça, então a lembrança de sua mãe gritando que o buscaria o fez tomar uma decisão. No dia seguinte, Zeki não tinha mais lágrimas e despertou cedo com o soldado, decidindo seguir ele e ficar na região.

 

- Então vai lutar? – Perguntou o soldado, levemente surpreso. – Isso me surpreendeu um pouco.

 

- Não vou lutar, só escolhi ficar aqui na região. – Disse Zeki, prontamente. – Posso me virar sozinho.

 

- O que!? Está maluco!? – Disse o soldado, incrédulo. – Isso é impossível.

 

- Eu não quero fazer parte dessa guerra...vou mostrar que não é impossível! – Disse Zeki, decidido. – Minha mãe vai vir me buscar, então só tenho que esperar por ela...

 

- Há há há há! Eu estou ouvindo certo? Jura que acha que sua mamãe vai voltar!? Sem chance! Quem sai daqui e sobrevive não volta mais! – Disse o soldado, rindo de deboche. – E também não tem como ficar de fora dessa guerra, viu!?

 

- Para com isso! Ela vai voltar! E eu vou ficar bem aqui, fora da luta, esperando ela! – Retrucou Zeki, nervoso.

 

- Inacreditável... Quer saber!? Então se vira sozinho! Não sou eu quem vou enterrar seu corpo depois! – Disse o soldado, impaciente e abandonando Zeki.

 

E sozinho ele ficou, um menino pequeno e solitário, no meio de uma região em guerra; os primeiros meses foram difíceis, Zeki aprendeu a crescer do pior jeito possível e rápido, o tempo passou e ninguém voltava pelo mar ou por terra naquele lugar. Até que anos se passaram, Zeki tinha já nove anos e fez o possível e o impossível para sobreviver sozinho, mas estava ficando desanimado sobre o seu destino: ele começava a pensar que sua mãe não voltaria mesmo ou que ela, e seus irmãos, estivessem mortos, então ele questionava a razão de estar ali por tanto tempo.

 

- Por quem estou esperando mesmo...? – Disse Zeki, para si mesmo. – Não aguento mais...ficar aqui... É muito barulho, muito sangue...muita morte... Por que ainda estou aqui!?

 

Certo dia, em uma das suas buscas por suprimentos em ruinas das cidades, Zeki encontrou duas crianças mais novas que ele perdidas, elas tinham pavor nos olhos e estavam muito sujas; o jovem se aproximou delas com cuidado, para não assusta-las mais.

 

- O que estão fazendo aqui? – Perguntou Zeki, confuso. – É perigoso.

 

- Nós...estamos fugindo... – Respondeu o menino, o mais velho, em um tom muito baixo.

 

- Mataram...o nosso papai... – Disse o mais novo, em meio ao choro.

 

- Oh...sinto muito. – Disse Zeki, tristemente. – Então querem sair desse lugar de uma vez, né?

 

Os dois meninos balançaram as cabeças, positivamente, então Zeki suspirou, ele também gostaria, mas não sabia o motivo de ainda não ter feito isso. De repente, as três crianças escutaram o barulho de carros se aproximando, Zeki ficou em alerta no mesmo instante e os outros dois ainda mais apavorados.

 

- Me sigam, vamos sair daqui! – Disse Zeki, se abaixando rápido.

 

Se esgueirando pelas ruinas da cidade destruída, Zeki foi guiando os dois pequenos que, mesmo assustados, seguiram à risca os comandos de Zeki, que foram silêncio e mais velocidade; porém, quando estavam perto de sair de lá, eles ficaram surpresos ao ver dois carros pesados bloqueando o caminho, então, para o susto maior deles, o trio percebeu que haviam muitos homens fortemente armados, e assustadores, rondando a região.

 

- Terroristas... – Sussurrou Zeki, surpreso. – Essa não...

 

Zeki logo notou como as duas crianças atrás de si estavam apavoradas, elas estavam fazendo o possível para não deixarem nenhum som escapar, pelos olhos deles Zeki viu o medo da morte; com isso algo se acendeu no coração do menino, ele decidiu que levaria aquelas duas crianças embora em segurança.

 

- Vai ficar tudo bem, continuem quietos e me sigam. – Disse Zeki, determinado e voltando pelo mesmo caminho que tomou.

 

Depois de mais algum tempo andando com cuidado, as três crianças chegaram até um bueiro, Zeki sinalizou para os dois pequenos entrarem primeiro e, depois, ele pulou lá dentro e continuou seguindo pelo esgoto com o mesmo cuidado; algumas horas depois, entre sair do esgoto e caminhar com atenção pela região, Zeki e as outras crianças chegaram em um acampamento de refugiados, lá o menino procurou o líder.

 

- Você...é o líder daqui...né? Sabe se tem algum barco para hoje ou amanhã? – Disse Zeki, ofegante.

 

- Crianças...? Bom, tem um que vai sair agora, mas já desistimos dele, afinal os terroristas e os rebeldes estão se matando no caminho. – Disse o homem, suspirando.

 

- Ah não... – Disse o menino, abraçando o menor, triste.

 

- Mas...se ficarem é mais perigoso ainda! Eu conheço outros caminhos para lá, me sigam e eu levo vocês! – Disse Zeki, determinado.

 

- Você!? Há há há há! Como quer que confiemos em um pirralho? – Disse o homem, surpreso.

 

- Por que eu sobrevivi aqui sozinho desde os meus seis anos, eu conheço toda essa região. – Disse Zeki, sério. – Se não querem confiar, então fiquem aqui no fogo cruzado, quem quiser sair daqui venham atrás de mim!

 

Com isso, Zeki reuniu as duas crianças e mais muitas pessoas do campo, outra grande parte não quis segui-lo, mas assim o jovem foi levando um monte de pessoas em silêncio e cuidado; para a surpresa dos refugiados, Zeki seguiu por um atalho mais seguro, longe do tiroteio, e, seguindo em um ritmo rápido, todos chegaram a tempo no barco. Quando todos embarcaram, Zeki recebeu muitos agradecimentos das pessoas, principalmente das crianças, e pensou em subir naquele barco também, mas...

 

- Devem ter mais de vocês perdidos por aqui... Eu não posso ir ainda. – Disse Zeki, mais para si mesmo, como se tivesse entendido o motivo de estar ali. – Vou ficar e tirar os outros desse lugar, vão indo vocês!

 

- Certo...boa sorte maninho! – Disse a criança mais velha, acenando para Zeki.

 

- É isso...eu posso fazer algo sem me meter na luta... Mamãe...irmãos..., enquanto espero por vocês eu vou ajudar nosso povo! – Disse Zeki, vendo o barco partir, decidido. 



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