História Digimon: Two Digital Worlds - Capítulo 88


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Categorias Digimon
Tags Ação, Anime, Aventura, Digimon, Digital Monster, Luta, Mangá
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Palavras 4.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 88 - O oponente é Magnamon: a hora de Anubismon!


Fanfic / Fanfiction Digimon: Two Digital Worlds - Capítulo 88 - O oponente é Magnamon: a hora de Anubismon!

Tomando a decisão de lutar apesar do inimigo, Li montou nas costas de Caturamon novamente e o digimon correu, e pulou, em direção a Magnamon; o digimon de Li rodopiou e efetuou um ataque com sua cauda, mas o Royal Knight defendeu apenas com seu braço direito, então o seu corpo inteiro foi coberto por uma fina camada de luz azul e, instantaneamente, Caturamon e Li forma jogados para trás novamente. Porém, dessa vez, o escolhido conseguiu pousar em segurança no chão e avançou para um novo ataque, tentando acertar Magnamon com ataques fortes e físicos, mas o inimigo desviava pouco e se defendia com facilidade, sempre empurrando os dois amigos de volta para o chão.

 

- Droga...ele nem se mexe! – Disse Caturamon, se levantando de outra queda, já cansado.

 

- É um digimon lendário, então faz sentido... Vamos tentar passar sem derrubar ele agora! – Disse Li.

 

Então, Caturamon começou a correr pelo chão, com a maior velocidade que possuía, na intenção de driblar Magnamon e chegar até a árvore maligna. Infelizmente, o Royal Knight não se deixou levar por um truque tão simples e, sem a menor preocupação, se virou e esticou suas mãos na direção dos escolhidos, lançando delas esferas azuis de energia, como balas de canhão.

 

- Caturamon! Ataques vindo! – Disse Li, assustada ao perceber os tiros chegando perto.

 

Caturamon se preocupou com a segurança de sua amiga e, rapidamente, se virou, mas os ataques foram tão rápidos que não houve tempo para o digimon esquivar ou pensar em contra-atacar. O efeito dos ataques era explosivo e elétrico, ferindo tanto o digimon como Li, ambos caíram no chão ali mesmo após o efeito do golpe, com a jovem ainda sobre as costas de Caturamon.

 

- Eu disse que não se aproximariam mais da árvore... – Disse Magnamon, subitamente aparecendo atrás de onde a dupla estava caída, chutando o digimon para que ele voltasse para o lugar de antes. – Fiquem aí no chão.

 

Li e Caturamon rolaram pelo chão e se separaram um pouco, mas logo ambos começaram a se reerguer e, para impedir isso, Magnamon não teve nenhuma misericórdia: ele apareceu bem perto dos dois escolhidos e acertou ambos com um chute giratório, separando mais ainda eles, em seguida subiu aos céus de novo e esticou suas duas mãos, lançando seus ataques de energia na direção de Caturamon e Li ao mesmo tempo.

 

Li nunca sofreu um ataque tão forte, ela não conseguia levantar e não parava de tossir, de tanta dor que sentia, por isso, Caturamon, ao ver que ela seria atingida em cheio pelos lasers de Magnamon, correu em disparada na direção dela.

 

- LI! – Gritou Caturamon, sendo atingido pelos lasers em sua direção e, mesmo assim, passando atrás deles até se posicionar sobre a humana.

 

Com aquela ação, Caturamon recebeu em suas costas absolutamente todos os ataques de Magnamon e, ao fim daquilo, ele quase tombou em cima da amiga, ele já estava sangrando bastante e exausto.

 

- Caturamon... Isso é mal... – Disse Li, ainda se recuperando do ataque que sofreu.

 

- Que ridículo, é um desperdício de tempo e energia proteger uma humana tão fraca como essa. Todos os que encontrei por aqui eram até um pouco mais fortes... – Disse Magnamon, no mesmo lugar em que estava, encarando com desprezo a dupla.

 

- Está...errado! A Li não é fraca! – Retrucou Caturamon, se virando para o inimigo, nervoso.

 

- Magnamon...por favor, tente nos ajudar! Sei que está sendo controlado pela corrupção, mas com todo esse poder...deve ser capaz de voltar ao normal! Por favor! Não quero...ter que enfrentar um antigo amigo! – Disse Li, se levantando com a ajuda de seu digimon.

 

- Bobagens! Não faço a menor ideia do que diz...eu nunca seria um aliado de seres como vocês, você só diz essas idiotices por que sabe que não pode me vencer. – Disse Magnamon, cerrando os punhos.

 

- Não é isso! Você já esteve no nosso lugar antes, era um bom digimon, lutou através do brasão da confiança também...e perdeu seu parceiro para salvar os dois mundos... Eu não posso aceitar uma batalha contra um digimon como você! Por favor, deixe a gente derrubar a árvore! – Disse Li, determinada.

 

Aquilo pareceu ter deixado Magnamon nervoso, pois seu olhar ficou cheio de fúria e Caturamon sentiu o perigo; no mesmo instante, o digimon escolhido fez com que Li subisse em cima de si e correu daquele lugar, onde, pouco tempo depois, uma cratera apareceu provocada por um soco de Magnamon, que estava dentro dela.

 

- Pelo jeito ele não vai nos deixar passar mesmo... – Disse Caturamon, deixando sua amiga no chão. – Vou precisar ir com tudo que tenho Li!

 

- Está bem... Mesmo que eu não goste disso, temos uma missão para cumprir! – Disse Li, suspirando e olhando corajosamente nos olhos do amigo.

 

Caturamon e Li trocaram olhares, como se estivessem conversando, então o digimon se virou para a direção de Magnamon e correu até ele, conseguindo mordê-lo nas costas; o Royal Knight estalou a língua, aborrecido, e deu vária cotoveladas em seu oponente, que se recusava a soltar. Magnamon, então, voltou a voar o mais rápido que podia como outra estratégia, Caturamon se manteve firme e se esforçou para fazer, ao menos, algum estrago na armadura dourada do digimon corrompido, coisa que não ocorreu.

 

- Sai de cima de mim! – Disse Magnamon, fazendo com que uma luz cobrisse seu corpo.

 

O digimon sabia bem o que aconteceria a seguir e, por isso, ao mesmo tempo que a luz se expandiu e machucou Caturamon, ele liberou seu rugido mais potente. Então, enquanto o escolhido foi jogado longe, Magnamon sentiu dor devido àquele ataque sonoro poderoso e de surpresa. Com dificuldade, Caturamon rodopiou no ar e conseguiu pousar bem no chão, ele e Li encararam o Royal Knight, esperando notar algum ferimento ou cansaço nele, mas, infelizmente, o inimigo não apresentava nenhuma piora, apenas ganhou mais motivos para se enfurecer.

 

- Essa não... Nem mesmo esse golpe do Caturamon... – Disse Li, incrédula. – O que podemos fazer então...?

 

- Que droga! Vou tentar de novo! – Disse Caturamon, bufando e voltando a correr para o ataque.

 

Magnamon apontou suas mãos na direção de Caturamon e disparou seus ataques de energia, isso fez com que o escolhido interrompesse seu avanço e começasse a tentar desviar dos inúmeros ataques; então, quando encontrou uma brecha, Magnamon saiu de onde estava e, como um relâmpago, apareceu bem em cima de Caturamon, o acertando com chutes poderosos nas costas, ferindo demais o digimon e criando uma grande cratera no chão.

 

- CATURAMON! – Gritou Li, preocupada. – Você consegue sair dessa! Por favor! Caturamon!

 

Mesmo sofrendo muito, não parando de receber os chutes de Magnamon, Caturamon ouviu bem sua parceira e logo arrumou forças para forçar suas pernas a reerguerem e, em seguida, usou sua cauda para defender os ataques do Royal Knight, que ficou surpreso.

 

- Quanta tolice... Para que tentar se livrar agora que está quase morto? – Disse Magnamon, colocando mais força em sua perna.

 

- Posso te dar....várias razões..., mas a maior delas é...a confiança que a Li tem em mim! Não vou perder para você com isso! – Disse Caturamon, reunindo todas as suas forças para defender o golpe.

 

Aquela cena e aquelas palavras acabaram por despertar uma memória antiga do Royal Knight, algo turvo, uma batalha de muito tempo atrás onde ele e seu parceiro se esforçavam ao máximo confiando uns nos outros. Com isso, a corrupção feriu sua mente e impediu que a lembrança prevalecesse e, assim, Caturamon sentiu um leve afrouxamento no golpe e, imediatamente, empurrou o inimigo com sua cauda e o afastou de si, logo pulando para sair da cratera também.

 

- Isso foi... Ele hesitou!? – Disse Li, espantada com aquela ação do inimigo.

 

Rapidamente Li se lembrou de momentos atrás, quando Magnamon se alterou com suas palavras e fez um ataque brutal e sem razão, agora ela ligou isso a maneira estranha que ele agiu com as palavras de Caturamon; entendendo isso, Li pensou em uma possibilidade que, talvez, poderia ser o ponto de virada naquela batalha injusta.

 

- Vale a pena tentar! – Disse Li, respirando fundo e reunindo toda sua coragem. – EI! Magnamon! Me escuta aqui!

 

Magnamon estava voando e havia chacoalhado sua cabeça para se livrar da dor que sentia, quando ele ouviu a voz da humana, sua atenção foi tomada, assim como a de Caturamon.

 

- Eu quero que saiba que vamos te livrar da corrupção! Sei que sua consciência real está aí dentro tentando retomar o controle, então, para ajudar, tente se lembrar do Davis, o seu parceiro! – Disse Li, firmemente. – Você e ele lutaram juntos no passado, lembra? Lutaram, se divertiram e muito mais!

 

- Pare... Pare com isso! Nada do que diz tem sentido! – Disse Magnamon, parecendo nervoso e segurando sua cabeça.

 

- Não posso parar! Davis não parou quando toda a esperança se perdeu no passado... Ele confiou tudo pra você quando se sacrificou, agora os dois mundos estão em perigo de novo e ninguém aqui pretende desistir! – Insistiu Li. – Então, por favor, não desista também e volte a si!

 

- Eu disse...pra...PARAR! – Disse Magnamon, demonstrando muito sofrimento e logo desparecendo da vista da dupla.

 

Li, depois de tudo o que passou naqueles meses, já era possuidora de bons instintos e, só por isso, foi capaz de perceber o perigo e correu um pouco. Em um segundo, Magnamon estava exatamente onde ela estava antes e acertou um chute poderoso no chão, criando outra cratera; o ataque não acertou a jovem, mas a força dele a afetou e a arremessou longe, na direção de um, dos vários, pontos em chamas do aeroporto.

 

- LI! – Gritou Caturamon, conseguindo se mover para trás dela a tempo e impedir que fosse jogada nas chamas. – O que foi aquilo!? Teve uma ideia!?

 

- Algo assim... Parece que ele não está totalmente dominado, então acho que dá para trazer ele de volta a razão se o lembrarmos do passado. – Disse Li, ofegante. – Vamos juntos dessa vez!

 

- Entendi... Eu senti mesmo ele estranho a pouco, então vamos nessa! – Disse Caturamon.

 

Li montou em Caturamon, que se apressou em avançar contra Magnamon, que ficava mais impaciente a cada segundo daquela batalha. Por mais de uma hora sofrida, onde os escolhidos eram mais feridos e derrubados vez após vez, Li e Caturamon continuaram investindo com tudo contra o Royal Knight, não parando de mencionar seu antigo parceiro humano e qualquer outra coisa que o ajudasse a pensar. Nessa grande insistência, Magnamon não foi ferido fisicamente nenhuma vez, porém sua mente já estava muito prejudicada pela luta entre a corrupção e as lembranças preciosas em seu coração; o Royal Knight se recordava de seu jovem amigo empolgado e esbanjando confiança, dos bons momentos que desfrutaram juntos, das risadas, das conversas, do carinho e, também, da dor da perda quando Davis se foi.

 

Já não aguentando mais aquilo, Magnamon estava mais desesperado para acabar com a luta, então, em certo momento, ele conseguiu pegar Caturamon pelo pescoço e o socou, com sua outra mão, várias vezes e em seguida ainda o atacou à queima roupa usando seus disparos de energia; isso fez com que o digimon berrasse de dor, até mesmo Li sentiu o impacto de tantos golpes, e ambos foram arremessados longe por Magnamon. Nisso, a jovem e seu parceiro rolaram pelo chão e se separaram novamente, com Caturamon ainda mais ferido que antes e Li já bem machucada, até com seu penteado de cabelo se desfazendo e fazendo com que ele ficasse solto.

 

- Caturamon...você...precisa ficar de pé...por favor... – Disse Li, cansada e conseguindo se aproximar do amigo, o sacudindo.

 

- Eu sei... Isso aqui...não foi nada... – Disse Caturamon, tentando se levantar, mas não conseguindo forças para isso.

 

- Maldição... Qual o sentido de insistirem tanto!? Não tem para que se levantarem de novo! Já chega! – Disse Magnamon, aborrecido e avançando na direção da dupla ferida.

 

Com aquela ameaça, Caturamon arrumou as forças necessárias para se levantar e se pôs na frente de Li, com isso, Magnamon parou na frente deles e socou o digimon da jovem bem ali, o prendendo no chão.

 

- Deixa ela em paz! – Disse Li, chegando perto do inimigo e o batendo como podia. – Nossa missão...é derrubar essa árvore...e derrotar o Mephistomon! Muita gente e digimon...confiaram em nós, é por isso...que não podemos falhar!

 

- Você é irritante demais! – Disse Magnamon, aborrecido e usando sua mão livre para capturar Li, a apertando demais.

 

Naquela situação crítica, Caturamon não viu outra alternativa: ele usou todas as forças que ainda tinha e efetuou seu rugido mais alto, aquilo conseguiu prejudicar Magnamon e força-lo a soltar Li e se afastar dos dois. Porém, em contra partida, o digimon da jovem não conseguia mais se levantar e regrediu para a forma de Labramon; Li ficou preocupada e se arrastou até ele, o segurando.

 

- Não, Labramon... Isso não pode terminar assim... Eu...eu...não tenho poder suficiente... – Disse Li, quase chorando.

 

- Meu poder...não dá... Droga... – Disse Labramon, fraco.

 

Magnamon se aborreceu e se preparou para avançar em direção aos seus inimigos outra vez, porém algo o impediu, uma dor muito forte em sua cabeça forçou sua parada.

 

- Minha...cabeça... – Disse Magnamon, com as duas mãos em sua cabeça, confuso e não conseguindo sair do lugar.

 

Então, nesse momento, a dupla escutou alguém chamar o nome da jovem incansavelmente, eles ficaram confusos, então tiveram que olhar para trás e se espantaram com o que viram: o pai de Li estava correndo na direção deles, segurando sua vestimenta social nas mãos, camisa e gravatas tortas e cabelo desarrumado.

 

- FILHA! – Gritou o pai, que, assim que chegou perto, se jogou no chão e abraçou Li com força. – Por Buda...olhe para seu estado... Está sentindo dor!?

 

- Papai!? O que...? Como...? – Disse Li, muito confusa e se desvencilhando do abraço do adulto.

 

- Então...lembra o helicóptero que tinha pedido? Mandei me trazerem aqui perto! Desculpa toda a minha demora...eu...demorei para tomar jeito. – Disse o adulto, ofegante.

 

- Mas...aqui é perigoso! O senhor não precisava vir... – Disse Li.

 

- Não, eu precisava sim. – Disse o pai, sério. – Você tinha toda a razão Li, estava e sempre esteve certa ao meu respeito... Eu sou um covarde, me tornei pior depois que sua mãe se foi...e pensei que nunca conseguiria cuidar de você igual a ela e, por isso, agi como meu pai agia comigo e fui o mais severo e distante que pude.

 

Li ficou surpresa demais em ver seu pai ali, naquela confusão, e mais ainda por estar escutando tais palavras; Labramon estava ainda deitado, mas ouvia atentamente.

 

- A verdade Li...é que eu sempre achei estar fazendo o certo por você, sempre soube do seu sonho de ser veterinária, mas queria que assumisse a empresa por segurança... Eu odiava nossas brigas, detestava ver você triste, mas não me achava capaz de conversar assim com você...e achei que nunca poderia ser diferente. – Continuou o pai, acariciando o rosto da filha. – Mas eu comecei a perceber meus erros depois que você sumiu...e, mesmo assim, de novo te desapontei a pouco tempo... Você cresceu mesmo Li, se tornou uma pessoa diferente...e eu fiquei com medo disso também, você lembra a sua mãe...e tudo o que eu não sou, não te culpo por sempre ter gostado mais dela.

 

- Pai... – Disse Li, prestes a chorar.

 

- Isso tudo...esses monstros, Digiescolhidos, enfim... Tudo isso é novo demais para mim, principalmente saber que você precisa se ferir assim..., mas quando me desafiou hoje eu vi nos seus olhos. Vi sua mudança, a confiança e coragem que adquiriu...e seus motivos para lutar. – Disse o pai, com os olhos marejados também e sorrindo. – Quando você saiu para lutar...eu sabia que, se eu não fizesse algo, te perderia de vez... Li, eu sou adulto...e passei por muita coisa, não será fácil para mim aceitar todas essas novas coisas, mas...eu quero tentar, quero mudar... Não quero mais ficar longe da minha princesinha, de tudo o que eu mais amo...

 

- Pai! – Disse Li, não aguentando mais e abraçando o homem. – Me desculpa! Desculpa...por tudo o que disse... Eu te amo, papai! Sempre te amei...e tudo o que sempre quis...foi isso! Mamãe nunca ia...querer que nos separássemos...

 

- Eu também te amo demais Li...e peço perdão por tudo, mesmo que não aceite, eu só quero dizer isso... – Disse o pai, retribuindo o gesto.

 

- Lógico que eu aceito! Eu...tenho certeza que vamos viver melhor juntos! Eu te ensino...e vamos aprendendo juntos pouco a pouco! – Disse Li, sorrindo muito feliz.

 

- Que bom... A Li e o papai estão se entendendo, fico feliz! – Disse Labramon, aliviado e conseguindo se levantar.

 

- Você... Isso ainda é muito estranho, mas...quero agradecer por ter cuidado da Li até aqui. – Disse o pai, olhando sem graça para o digimon.

 

- Disponha! A Li é a melhor pessoa do mundo, devia se sentir bem sortudo por isso. – Disse Labramon, abanando a cauda.

 

Li e seu pai sorriram, com aquele breve encontro as forças da jovem e de Labramon voltaram mais uma vez, como se o cansaço tivesse sumido; além disso, para a surpresa maior do trio, uma luz pixelizada de cor rosa surgiu ao redor do punho direito de Li.

 

- O que é isso!? – Disse o pai, assustado.

 

- Oh! Parece aquilo que houve com a K e o Agumon! – Disse Labramon, surpreso.

 

- Isso...é o meu poder...eu vi no Digimundo... – Disse Li, observando seu punho. – Ainda podemos lutar então!

 

- Ma-mas... – Disse o pai, preocupado.

 

- Tudo bem pai, só confia em mim e no Labramon... Esse é o primeiro passo para mudar, acredite em nós. – Disse Li, segurando nas mãos do adulto e sorrindo.

 

- Juro pro senhor! Nós vamos ganhar essa agora! – Disse Labramon, sério.

 

O adulto ainda parecia confuso e apreensivo, ele apertou a mão da filha forte e suspirou, logo sorrindo para dupla e soltando Li.

 

- Certo, imagino que queriam que eu me afaste... – Disse o pai, se levantando.

 

- Sim, por favor! – Disse Li, se levantando também.

 

Com isso, o homem correu um pouco e se escondeu no interior de uma parte, destruída, do aeroporto; então Li e Labramon voltaram a encarar Magnamon, que finalmente sentia a dor em sua cabeça começar a diminuir.

 

- DROGA! O que fizeram comigo!? – Disse Magnamon, nervoso.

 

- Nada, você finalmente está lutando contra a corrupção..., mas não está sozinho Magnamon, nós vamos ajudar! – Disse Li, corajosamente.

 

- Vocês não possuem mais poder...que moral tem para falarem isso tudo!? – Disse Magnamon, irritado.

 

- Claro que temos! Sempre podemos criar mais poder enquanto estivermos juntos! – Disse Labramon, se colocando em postura de luta. – Dessa vez nós vamos com mais poder ainda!

 

- Isso mesmo... Logo agora...nós temos que ganhar! Vamos conseguir juntos! – Disse Li, que, com isso, fez seus objetos sagrados brilharem e fazerem a luz pixelizada crescer e cobrir todo o corpo da jovem.

 

Instantes depois, a mesma luz contagiou Labramon e irritou mais ainda Magnamon, que achou por bem começar a voar e se afastar, ao mesmo tempo que fez com que o pai da jovem fechasse os olhos; rapidamente, a luz diminuiu, apenas cobrindo a menina, e revelou a mais nova forma do digimon escolhido:

 

Anubismon, um digimon sagrado, nível extremo, sua forma era a de um cachorro alado e com corpo humanoide, sua altura era maior um pouco da de Magnamon: possuía uma cabeça com um focinho comprido, nariz  e boca pequenos, olhos estreitos e de cor verde e duas orelhas médias e pontudas para cima, ele usava uma máscara azul cobrindo a parte de cima de sua cabeça, rosto e as orelhas também, possuía um cabelo muito comprido e de cor negra, ele chegava até a cintura e um pequeno elástico vermelho o prendia lá, mas também possuía duas mechas compridas em cima de seus ombros, com vários elásticos para prender e enfeitar; ele usava poucas roupas e mostrava sua pele cinza, seu pescoço era comprido e usava um grande colar egípcio em seu peitoral, de cores vermelho e dourado. Seu corpo era fino e possuía faixas brancas em sua cintura, dela saía um pano grande que cobria a parte da frente de seu corpo abaixo, ele usava também uma calça comprida e fofa, de cor branca e com detalhes preto e dourado, usava sandálias douradas em seus pés, com pequenas asas brancas nos calcanhares; seus braços eram compridos, ele usava braceletes dourados nos antebraços, mas seus braços em si eram maiores e grossos, ele possuía pulseiras enormes e vermelhas nos pulsos, suas mãos grandes tinha três dedos com três garras pretas e curtas cada uma. Por fim, em seu corpo havia várias marcas desenhadas em azul, elas estavam em seus dois braços e no tórax, além disso ele possuía um par de asas grandes em suas costas, todas com penas lindas e douradas; o digimon estava flutuando ao lado de Li e tanto os olhos dela como os dele emitiam um brilho igual.

 

- Que droga... – Disse Magnamon, estalando a língua.

 

Magnamon não quis esperar mais e logo esticou seus braços na direção dos oponentes, disparando o máximo de ataques de energia que podia; Li e Anubismon não se abalaram, eles olharam na direção do Royal Knight e o digimon escolhido apenas cobriu a jovem com suas asas que, para a surpresa do digimon corrompido, eram mais fortes do que pareciam. Após defender o ataque com sucesso, Anubismon se afastou de Li e voou na direção de Magnamon, numa velocidade tal que o Royal Knight se assustou um pouco; os dois digimons começaram outra batalha, dessa vez menos injusta, onde ambos atacavam com golpes físicos e se defendia, para o alivio da dupla, não eram apenas Li e Anubismon que estavam se machucando, finalmente Magnamon parecia sentir a pressão da batalha.

 

- Eu consigo sentir...todos os sentimentos e movimentos da Li, agora é que não perderei mesmo. – Disse Anubismon, em meio aos seus ataques, se afastando de Magnamon e formando um triangulo com suas mãos, apontando para o inimigo.

 

Assim, um tipo de pirâmide se formou ao redor do Royal Knight e o prendeu, porém, Magnamon emitiu um brilho intenso de seu corpo e conseguiu quebrar o selamento, logo investindo de novo contra o escolhido e o acertando com vários golpes.

 

- Não vai me parar...só com esses truques de mágica! – Disse Magnamon, que conseguiu atingir Anubismon com seus tiros bem de perto, o jogando no chão.

 

Li gritou de dor e caiu no chão também, sentindo toda aquela dor que seu digimon estava sentindo.

 

- Lutar junto ao seu digimon... Isso é mais dolorido do que achei, mas...fico feliz de finalmente poder agir com o Anubismon! – Disse Li, com as mãos na barriga, se levantando ao mesmo tempo que seu digimon.

 

Anubismon voltou a voar e avançou de novo, desviando dos disparos que Magnamon continuava a lançar e, quando chegou perto o suficiente, o golpeou algumas vezes no peito e com chutes também, utilizando de seu corpo esguio para desviar bastante e provocar ataques nos pontos cegos.

 

- Maldito... Se tem tanto orgulho assim desse laço idiota, vou acabar com a fonte do problema! – Disse Magnamon, conseguindo se afastar de Anubismon e disparando na direção da jovem.

 

Li deu alguns passos para trás, Anubismon se virou rápido e também avançou na direção da amiga, logo a menina se abaixou e os dois digimons chegaram até ela ao mesmo tempo, porém Anubismon se agarrou a Magnamon e impediu que ele capturasse Li. Os dois monstros rolaram pelo chão e, quando o escolhido viu que se aproximavam de um ponto de incêndio, soltou o Royal Knight e o jogou nas chamas, aproveitando o momento para se aproximar de Li.

 

- Conseguiu pegar ele...agora vamos usar aquela técnica ao nosso favor! – Disse Li, se aproximando do parceiro e recendo sua ajuda para subir em suas costas.

 

- Sim, vamos derrubar ele e a árvore numa só! – Disse Anubismon, encarando o seu inimigo sair das chamas muito irritado.

 

Os dois digimons correram um contra o outro e se chocaram de novo, voando e batalhando com mais fervor que antes, dessa vez com Li junto de Anubismon literalmente. O pai da menina ficou impressionado, e até encantado, com a visão de sua menina batalhando com tanta garra junto do digimon amigo; após alguns minutos, de luta muito intensa, Anubismon e sua parceira conseguiram deixar Magnamon perto o bastante da árvore e, então, com um movimento simples de suas mãos, o digimon escolhido fez com que o Royal Knight sentisse uma dor descomunal em seu coração, ela era tanta que sua mão direita logo foi para o peito, ele ofegava demais e se sentia fraco.

 

- O que...diabos...é isso!? – Disse Magnamon, sem conseguir atacar.

 

- Um truque de mágica. – Disse Anubismon, rodopiando no ar em seguida e fazendo seus pés brilharem em dourado.

 

- Agora acabou Magnamon! – Disse Li, se segurando firme no amigo.

 

Quando a volta foi completa, Anubismon deu um chute horizontal no ar e uma grande lâmina dourada saiu de seus pés, atingindo o Royal Knight e, também, cortando a árvore de Maphistomon atrás dele. Aquele golpe estava cheio com as últimas forças da dupla escolhida, isso foi suficiente para acabar com a corrupção no corpo de Magnamon, que tombou no chão; a árvore se desfez completamente, juntamente com as raízes pelo país e áreas próximas, então, com isso, Anubismon pousou no chão e Li desceu também, a luz ao redor dela sumiu e a conexão deles também, deixando-os exaustos.

 

- Nem acredito...que deu certo mesmo... – Disse Li, ofegante, mas muito feliz.

 

- Claro que daria! Afinal...somos eu e você lutando juntos! – Disse Anubismon, que logo voltou a ser um pequeno Xiaomon e caiu nos braços da menina, sorrindo.

 

- Tem razão... Obrigada por isso também! – Disse Li, dando um beijo em seu amigo.

 

- LI! – Gritou o adulto, se aproximando correndo da dupla. – Por Buda...isso foi...a coisa mais incrível que eu já vi! Não fazia ideia de que era tão forte!

 

- Avisei, né? Há há há! – Disse Xiaomon, rindo.

 

- Papai...obrigada, se não tivesse vindo...acho que não teríamos ganhado! – Disse Li, abraçando seu pai logo.

 

- Mas eu nem fiz nada... – Disse o pai, sem graça.

 

- Fez sim! Papai deu poder pra gente! – Disse Xiaomon.

 

- Olha...não leve a mal, mas pode não me chamar de “papai”? – Disse o pai.

 

O trio riu bastante, então Magnamon conseguiu se recompor e se moveu até eles, aquilo assustou o adulto, mas não Li e seu digimon.

 

- Magnamon, tudo bem com você agora? – Perguntou Li, gentilmente.

 

- Eu acho que sim... Me perdoem por tudo, falo sério, nem acredito nas besteiras que fiz... – Disse Magnamon, tristemente.

 

- Ele virou de bem agora? – Disse o adulto, desconfiado.

 

- Ele já era bonzinho, mas estava sendo dominado pela corrupção, acontece! – Disse Xiaomon.

 

- Isso é verdade, não precisa ficar triste assim... Nós também devemos desculpas por essa batalha. – Disse Li.

 

- Imaginem, vocês salvaram minha vida nessa luta... Eu nem lembro o que fiz depois de ser corrompido, mas vocês dois trouxeram minha consciência de volta e pude voltar. – Disse Magnamon, sério. – Obrigado por terem feito me lembrar...do Davis, eu me recusava a lembrar dele depois de tudo..., mas sei que isso foi um erro, não pretendo pisar na bola de novo.

 

- Que bom! Tenho certeza que Davis está contente também. – Disse Li, aliviada.

 

- Ei, Magnamon, quer ajudar a gente na luta final? Você é bem forte e ia fazer muita diferença! – Disse Xiaomon.

 

- Oh sim... É claro que irei, mas primeiro preciso contar umas coisas para vocês, de como a culpa disso tudo é minha e dos outros Royal Knights. – Disse Magnamon, suspirando.

 

Li e seu digimon ficaram surpresos, então ouviram de Magnamon sobre Yggdrasil, Mephistomon e de como toda aquela situação ocorreu por causa de um “erro” na batalha passada.

 

- Não brinca! Yggdrasil tá possuindo o Mephistomon!? – Disse Xiaomon, chocado.

 

- Por Buda... – Disse Li, preocupada. – Isso é muito...muito errado... Então o sacrifício do Davis e dos outros foi...!?

 

- Pois é, mas não vou mais pensar assim. Não deixarei que tenha sido em vão, vou consertar isso tudo lutando ao lado de vocês e dos outros Digiescolhidos. – Disse Magnamon, convicto.

 

- Calma, calma... Uma deusa é o verdadeiro problema aqui!? Isso não é impossível? – Disse o pai, espantado.

 

- Infelizmente não, até que faz muito sentido... – Disse Xiaomon, logo notando o celular de sua amiga vibrar. – Li, seu celular!

 

- Oh! – Disse Li, pegando seu aparelho e logo conferindo uma mensagem animadora enviada por K. – Ainda bem...a K e o Agumon derrubaram a árvore no Brasil, aqui diz que eles estão voltando junto de Dukemon.

 

- VIVA! – Disse Xiaomon, animado.

 

- Incrível...Dukemon também está de volta, agora me sinto mais confiante que nunca! – Disse Magnamon, contente.

 

- Tenho certeza que os outros ficarão bem também, mas agora temos que voltar para Odaiba! – Disse Li, guardando seu aparelho, séria.

 

- Mas...como? Além disso e eu? – Perguntou o adulto, confuso.

 

- Você vem com a gente, é o que planejávamos! – Disse Xiaomon.

 

- Isso mesmo, pai, eu quero te deixar em segurança e preciso que conheça umas pessoas. – Disse Li, sorrindo. – Vem comigo?

 

- Eu posso levar vocês comigo. – Disse Magnamon.

 

O adulto concordou, se mantendo firme na sua decisão de mudar, assim Magnamon ajudou seus três novos amigos a subirem em suas costas e, rapidamente, ele disparou para o céu e começou sua viagem em direção a Odaiba. 



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